sexta-feira, 15 de maio de 2015

“Um médico tibetano sabe do que um paciente sofre a 10 metros de distância”

 

ENTREVISTA COM UM MÉDICO TIBETANO: LAMA TULKU LOBSANG RINPOCHE

“Sou uma pessoa normal, penso o tempo todo. Mas tenho a mente treinada. Isso quer dizer que não sigo meus pensamentos. Eles vêm, mas não afetam nem minha mente, nem meu coração.”

Quando um paciente chega para consulta, como o senhor sabe qual o problema?
R – Olhando como ele se move, sua postura, seu olhar. Não é necessário que fale nem explique o que se passa. Um doutor de medicina tibetana experiente sabe do que sofre o paciente a 10 m de distância.

Mas o senhor também verifica seus pulsos.
R – Assim obtenho a informação que necessito sobre a saúde do paciente. Com a leitura do ritmo dos pulsos é possível diagnosticar cerca de 95% das enfermidades, inclusive psicológicas. A informação dada por eles é precisa como um computador. Para lê-los, é necessária muita experiência.

E depois, como realiza a cura?
R – Com as mãos, o olhar e preparados de plantas e minerais.

Segundo a medicina tibetana, qual é a origem das doenças?
R – Nossa ignorância.

Então, perdoe a minha, mas o que entender por ignorância?
R – Não saber que não sabe. Não ver com clareza. Quando vemos com clareza, não temos que pensar. Quando não vemos claramente, colocamos o pensamento para funcionar. E, quanto mais pensamos, mais ignorantes somos, mais confusão criamos.

Como posso ser menos ignorante?
R – Vou ensinar um método muito simples: praticando a compaixão. É a maneira mais fácil de reduzir os pensamentos. E o amor. Se amamos alguém de verdade, se não o queremos só para nós, aumentamos a compaixão.

Que problemas percebe no Ocidente?
R – O medo. O medo é o assassino do coração humano.

Por quê?
R – Porque, com medo, é impossível ser feliz e fazer felizes os outros.

Como enfrentar o medo?
R – Com aceitação. O medo é resistência ao desconhecido.

Como médico, em que parte do corpo vê mais problemas?
R – Na coluna, na parte baixa da coluna: as pessoas permanecem sentadas tempo demais na mesma posição. Com isso, se tornam rígidas demais.

Temos muitos problemas.
R: Acreditamos ter muitos problemas, mas, na realidade, nosso problema é que não os temos.

O que isso quer dizer?
R – Que nos acostumamos a ter nossas necessidades básicas satisfeitas, de modo que qualquer pequena contrariedade nos parece um problema. Então, ativamos a mente e começamos a dar voltas e mais voltas sem conseguir solucioná-la.

Alguma recomendação?
R – Se o problema tem solução, já não é um problema. Se não tem, também não.

E para o estresse?
R – Para evitá-lo, é melhor estar louco.

???
R – É uma piada. Mas não tão piada assim. Eu me refiro a ser ou parecer normal por fora e, por dentro, estar louco: é a melhor maneira de viver.

Que relação o senhor tem com sua mente?
R – Sou uma pessoa normal, penso o tempo todo. Mas tenho a mente treinada. Isso quer dizer que não sigo meus pensamentos. Eles vêm, mas não afetam nem minha mente, nem meu coração.

O senhor ri muito?
R – Quando alguém ri nos abre seu coração. Se você não abre seu coração, é impossível entender o humor. Quando rimos, tudo fica claro. Essa é a linguagem mais poderosa que nos conecta uns aos outros diretamente.

O senhor acaba de lançar um CD de mantras com base eletrônica, para o público ocidental.
R – A música, os mantras e a energia do corpo são a mesma coisa. Como o riso, a música é um grande canal para nos conectar com o outro. Por meio dela, podemos nos abrir e nos transformar: assim, usamos a música em nossa tradição.

O que gostaria de ser quando ficar mais velho?
R: Gostaria de estar preparado para a morte.

E mais nada?
R – O resto não importa. A morte é o mais importante da vida. Creio que já estou preparado. Mas, antes da morte, devemos nos ocupar da vida. Cada momento é único. Se damos sentido à nossa vida, chegamos à morte com paz interior.

Aqui vivemos de costas para a morte.
R: Vocês mantêm a morte em segredo. Até que chegará um dia em sua vida em que já não será um segredo: não será possível escondê-la.

E qual o sentido da vida?
R – A vida tem sentido e não tem. Depende de quem você é. Se você realmente vive sua vida, então a vida tem sentido. Todos têm vida, mas nem todos a vivem. Todos temos direito a sermos felizes, mas temos que exercer esse direito. Do contrário, a vida não tem sentido.

Entrevista-a-lama-Tulku-Lobsang

Fontes: Sabedoria Oriental, Auras, Cores e Números

quinta-feira, 14 de maio de 2015

O sumiço das abelhas

 

Rainhas da biodiversidade, abelhas correm perigo. Foto: Shutterstock

Rainhas da biodiversidade, abelhas correm perigo. Foto: Shutterstock

Por Patrícia Fachin, do IHU Online –

Monoculturas e agrotóxicos são as causas do sumiço das abelhas. “Estamos olhando só para abelhas sociais, que são criadas em colmeias, que têm foco na criação de mel ou mais recentemente na polinização. Não estamos olhando para as abelhas nativas da fauna silvestre, que estão prestando um serviço de polinização para manutenção dos ecossistemas ou mesmo contribuindo para o aumento de produção agrícola”, adverte a bióloga Betina Blochtein.

Ainda é cedo para relacionar o sumiço das abelhas com o cultivo de espécies transgênicas, mas entre os fatores que explicam esse fenômeno mundial destacam-se o crescimento das monoculturas e o uso constante de agrotóxicos. “Nesse caso, há perda de habitats, e, havendo perdas na paisagem, acabamos eliminando os locais onde as abelhas normalmente constroem seus ninhos. Muitas vezes elas constroem ninhos em ocos de árvores e abelhas sociais constroem também ninhos no solo. Assim, no momento em que há grandes plantios de eucalipto, ocorre a perda de áreas, que gera um impacto forte sobre a biodiversidade como um todo”, explica Betina Blochtein em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone. A professora pontua ainda que as monoculturas “acabam eliminando a dieta das abelhas ao longo do ano” e geram uma “dieta monofloral”, o que causa carência nutricional nos animais.

Segundo ela, os estudos que avaliam os impactos dos agrotóxicos nas colmeias têm apontado para a ação dos neonicotinoides, uma classe de inseticidas sistêmicos derivados da nicotina, “que se espalham na planta, porque são usados na semente e permanecem na planta depois, quando ela cresce e quando as flores se desenvolvem. Esses produtos são detectados até no néctar e no pólen que as abelhas irão coletar, e acabam trazendo prejuízos”. Ela frisa que os impactos às abelhas são “diretos”, quando ocasionam a morte dos animais, e “indiretos”, quando causam “prejuízos no sistema imune, na comunicação ou na organização social das abelhas”.

Entre os novos fatores que têm afetado as mais de 20 mil espécies nominadas, Betina chama atenção para as mudanças climáticas. “À medida que as mudanças vão ocorrendo, a vegetação desses ambientes vai mudando e a fauna associada também”, destaca.

Betina Blochtein é graduada em Ciências Biológicas, mestre em Zoologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS e doutora em Biologia pela Universidade de Tübingen, na Alemanha. É diretora do Instituto do Meio Ambiente e professora na Faculdade de Biociências da PUCRS, com atuação na graduação em Ciências Biológicas e no Programa de Pós-Graduação em Zoologia.

Foto: eventize.com.br

Foto: eventize.com.br

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Quais são os impactos do eucalipto e do eucalipto transgênico sobre o desenvolvimento de abelhas nativas brasileiras? O que os estudos demonstram sobre a relação de eucalipto e abelha?

Betina Blochtein – A pergunta é muito adequada porque o eucalipto em si é uma planta altamente procurada pelas abelhas. Se examinarmos amostras, por exemplo, de mel, pólen no mel ou pólen em colmeias de abelhas, verificamos que geralmente existe um alto percentual de pólen de eucalipto quando existem árvores da espécie nas áreas de acesso às abelhas.

Uma orientanda minha demonstrou o uso de pólen de eucaliptos por abelhas nativas da espécie melipona – popularmente conhecida como manduri – e também o uso de pólen de apis mellifera, abelhas domésticas. A pesquisa demonstrou que em dois locais, em Riozinho e Rolante, no Rio Grande do Sul, onde existem áreas com maior e menor impacto antrópico, onde o eucalipto das duas áreas é em torno de 3% a 4% da cobertura, a representatividade desse pólen nas colmeias é muito elevada.

Esse é um evento local que podemos utilizar para ilustrar como os eucaliptos são importantes para as abelhas mesmo em áreas conservadas. Riozinho é um dos hotspots da mata atlântica brasileira, é uma das áreas mais bem conservadas e, no entanto, as pequenas manchas de eucaliptos que existem na paisagem, que representam, por exemplo, de 3% a 4% da cobertura do solo, se repercutem em uma entrada de pólen bastante elevada. Isso demonstra o quanto os eucaliptos podem ser importantes para as abelhas. Além disso, são plantas que fornecem pólen e néctar, que são os principais alimentos das abelhas e, portanto, podem ser importantes principalmente em épocas de escassez de outras floradas.

Impactos da monocultura

Agora, quando falamos em impactos de eucaliptos nas paisagens, tudo depende da escala da qual estamos falando. Se pensarmos em plantio de eucaliptos de larga escala, verificaremos, por exemplo, que se há agricultura em larga escala, existem perdas de ecossistemas. Nesse caso, há perda de habitats, e, havendo perdas na paisagem, acabamos eliminando os locais onde as abelhas normalmente constroem seus ninhos. Muitas vezes elas constroem ninhos em ocos de árvores e abelhas sociais constroem também ninhos no solo. Assim, no momento em que há grandes plantios de eucalipto, ocorre a perda de áreas, que gera um impacto forte sobre a biodiversidade como um todo, não só nas abelhas. Da mesma forma, se existe uma área muito grande de eucaliptos, as abelhas remanescentes dessa área, por exemplo, que precisam de alimento ao longo de todo ano, enfrentam problemas de carência de alimentos no momento em que os eucaliptos não estão florescidos.

Além do mais, uma dieta monofloral é uma dieta pobre. Assim como nós, os animais precisam de dietas bem diversificadas para se nutrirem adequadamente. Então, uma dieta monofloral para abelhas de modo geral não é positiva. Tanto que os apicultores que colocam, principalmente no Uruguai e na Argentina, as colmeias de abelhas melíferas para produzir mel de eucaliptos em locais onde temos grandes plantios de eucaliptos e silvicultura em larga escala, geralmente precisam fazer uma complementação nutricional para que as abelhas não sofram por causa de carências nutricionais.

IHU On-Line – O que os estudos demonstram sobre o impacto dos eucaliptos e dos eucaliptos transgênicos em relação à qualidade do mel? Há diferenças?

Betina Blochtein – Os nossos estudos sobre esse eucalipto transgênico que está em questão abrange três espécies: a apis mellifera, que é abelha doméstica, e duas espécies de abelhas sociais nativas, a Scaptotrigona bipunctata, conhecida popularmente como tubuna, e uma segunda, que também é muito conhecida pela população em geral, que é a tetragonisca angustula, popularmente chamada de jataí, e que produz um mel bem saboroso, assim como a tubuna.

Fizemos experimentos relacionados ao desenvolvimento dos indivíduos, a padrões de postura da rainha e também experimentos relacionados à longevidade dessas abelhas. Em todos os experimentos, sem diferença nenhuma, sempre usamos o eucalipto transgênico comparado com a isolínea não transgênica, para comparar um eucalipto com a forma da isolínea não-GM. Quando fizemos testes de laboratório, não vimos diferença nenhuma nas respostas dos diferentes testes realizados.

O que acontece é o seguinte: o mel é composto, na sua maior parte, de açúcares de vários tipos, predominantemente glicose e frutose, e a parte do mel que é integrada por pólen é bem pequena. Na verdade, a parte do mel que poderíamos chamar de transgênica seria a parte relativa ao pólen, porque os transgênicos se manifestam e aparecem através das proteínas. Nessa condição, considerando que o mel é predominantemente açúcar, a parte que teria eventualmente substâncias transgênicas seriam as proteínas relacionadas ao pólen, que está em pequena parte. A via de exposição dos transgênicos seria através de proteínas transgênicas que estão relacionadas ao pólen, não ao néctar, não aos açúcares.

Mas nesse transgênico não conseguimos detectar proteínas transgênicas. É tão ínfima a quantidade de proteínas transgênicas, que elas não são possíveis de detecção. Conseguimos detectar que elas estão presentes, mas a quantificação é muito baixa e, considerando ainda que o mel tem menos de 1% de proteínas, não podemos precisar mais informações sobre os transgênicos no mel, porque isso varia de amostra para amostra, mas certamente a quantidade de transgênico no mel é bem baixa.

IHU On-Line – Então o eucalipto transgênico não é prejudicial às abelhas? O impacto se dá somente por conta da plantação em grande escala?

Betina Blochtein – O impacto em relação a plantações de grande escala, seja na agricultura, seja na silvicultura, existe independentemente de as culturas serem transgênicas ou não. Se usar um milho crioulo em larga escala, o impacto para as abelhas será igual ao plantio de eucalipto não transgênico em larga escala ou de eucalipto transgênico. No caso do eucalipto, porque ele fornece pólen e néctar para as abelhas, talvez o impacto seja até menor se comparado com outras culturas, como a soja. O impacto está muito mais relacionado à questão da escala de agricultura, porque ela é claramente mais danosa para as abelhas do que o fato de a cultura ser transgênica ou não. Ainda é difícil dizer se os transgênicos podem ou não trazer algum impacto à fauna. Talvez daqui a alguns anos possamos ter alguma resposta mais evidente. Por enquanto, questões que favorecem a perda de habitat e causam impacto sobre a biodiversidade são infinitamente mais danosos para as abelhas.

Nos testes que realizamos, ainda não conseguimos detectar efeito negativo. Agora, se você for para uma área onde existe agricultura em larga escala, seja qual for a cultura, praticamente toda a biodiversidade que havia naquela área foi perdida. A agricultura de larga escala acaba eliminando a dieta das abelhas ao longo do ano. O ideal, nesses casos, como não vivemos mais sem a agricultura, dada a população mundial e a distribuição das pessoas no mundo, é pensar em agricultura sustentável, pensando, por exemplo, em várias práticas amigáveis, como a proteção de Áreas de Preservação Permanente – APP, o respeito de áreas de reserva legal e margens de rios. Se tomarmos os cuidados para essas medidas ambientais que a lei já indica e aponta, só isso já seria bastante favorável.

Eu temo que às vezes nos apegamos a discutir pontos delicados, que são questionados e certamente não podem ser ignorados, como a questão dos transgênicos, que obviamente devem ser muito estudados e discutidos pela sociedade antes de uma liberação, mas há fatos que ocorrem diariamente e que causam um impacto enorme, como o desmatamento da Amazônia e a falta de cuidados com as áreas que são legalmente protegidas. Esses, sim, são impactos que estamos vendo no dia a dia e que talvez sejam mais graves que os transgênicos, embora não devemos misturar as coisas, porque esses são assuntos diferentes.

IHU On-Line – Hoje, há uma preocupação mundial com a diminuição das abelhas em várias partes do mundo. Quais são as evidências de que as colmeias são menores hoje e de que a quantidade de abelhas tem diminuído? É possível saber as razões da diminuição das abelhas?

Betina Blochtein – A perda, a diminuição e o desaparecimento de polinizadores, em especial das abelhas, de fato, é uma notícia global. Quando falamos de abelha, temos de lembrar que estamos falando de um universo de não menos que 20 mil espécies nominadas. Embora sejam poucas as espécies de importância comercial mundial, temos de lembrar que o maior serviço das abelhas é o da polinização, muito mais do que a produção de mel.

No mundo inteiro existem muitas situações em que as abelhas estão diminuindo ou desaparecendo e são várias as situações que podemos citar. Por exemplo, se formos olhar na lista vermelha das espécies em extinção da fauna brasileira, vamos encontrar abelhas na lista, se formos à lista do Rio Grande do Sul, também vamos encontrar espécies de abelha na lista.

São diferentes fatores que levam à extinção desses grupos que são citados nas listas vermelhas. Essas são espécies sociais que estão relacionadas à coleta predatória de abelhas, porque no passado, por exemplo, as pessoas retiravam as abelhas das árvores para coletar o mel ou para tentar criá-las, e acabavam exterminando com as colônias. Mais recentemente, nas últimas décadas, os problemas maiores estão relacionados a perdas ou alteração de habitat. Então, se as abelhas têm seus ninhos instalados em árvores e ocorre um desmatamento, elas vão morrer e ponto. As populações são formadas de um determinado número de colônias, e na medida em que temos perda de habitat, perda de conectividade de uma população com a outra, perda de fluxo gênico, as populações vão ficando isoladas e se enfraquecendo. Nesse sentido, perda ou alteração grave de habitat é o fator número um para a perda de abelhas.

Impactos dos agrotóxicos

Depois, os demais fatores estão relacionados à agricultura de forma mais direta. Hoje se fala, no mundo inteiro, na questão dos inseticidas de modo geral e percebe-se que muitos agrotóxicos causam prejuízos às abelhas, alguns causam mais, outros menos, e outros não têm tanto impacto aparente. Há numerosos trabalhos que falam da ação dos neonicotinoides, que é um grupo de inseticida sistêmico que se espalha na planta, porque são usados na semente e permanecem na planta depois, quando ela cresce e quando as flores se desenvolvem. Esses produtos são detectados até no néctar e no pólen que as abelhas irão coletar, e acabam trazendo prejuízos.

Às vezes os prejuízos podem ser diretos, ocasionando a morte dos indivíduos, e outras vezes podem resultar em efeitos que nós chamamos de subletais, ou seja, não chegam a matar diretamente, mas podem causar outro tipo de prejuízo, como, por exemplo, alguns prejuízos no sistema imune das abelhas, na comunicação ou na organização social das abelhas e assim por diante.

Outro ponto que precisamos citar é a questão de um fenômeno conhecido como “desordem de colapso da colônia” – CCD (sigla em inglês para colony collapse disorder), que há alguns anos foi detectado nos Estados Unidos e em várias partes do mundo. Trata-se de uma síndrome do desaparecimento das abelhas, a qual está atribuída a um fenômeno considerado multifatorial, ou seja, podem existir vários fatores contribuindo conjuntamente para o desaparecimento das abelhas, como doenças, ectoparasitas, como é o caso do Varroa, que é um ácaro parasita de abelhas, que pode ter vários tipos de vírus associados e outros microrganismos junto com esse fenômeno.

Impactos das mudanças climáticas

Fatores novos também são observados nos trabalhos dos últimos anos, relacionados às mudanças climáticas. À medida que as mudanças vão ocorrendo – áreas mais frias vão se tornando mais secas, áreas mais secas vão se tornando mais úmidas e assim por diante –, a vegetação desses ambientes vai mudando e a fauna associada também. Essas mudanças climáticas que já estamos assistindo acontecer também repercute no mundo das abelhas. Assim, temos vários estudos e trabalhos que mostram uma mudança na distribuição de determinadas espécies de abelhas, as quais provavelmente vão reduzindo a área das populações. Hoje ainda existem vários estudos com modelagens e simulações para tentarmos entender o que irá acontecer com as populações de abelhas nos próximos 80 anos, a partir dos acompanhamentos e previsões de mudanças climáticas que seguem as plataformas do IPCC.

IHU On-Line – Como o uso dos agrotóxicos que afetam as abelhas é discutido no Brasil?

Betina Blochtein – Existem vários trabalhos sobre isso em nível mundial e também no Brasil. O que verificamos é que esses inseticidas de modo geral têm uma ação direta sobre as abelhas, seja na mortalidade ou nos efeitos subletais. Em relação aos inseticidas, da mesma forma como não podemos mais viver sem agricultura ou silvicultura, há muitas culturas que são praticamente inviáveis sem o uso de agrotóxicos e inseticida. Então, nesse sentido, temos que ter cuidado para tentar ter políticas públicas muito claras, fiscalização e controle para, por exemplo, fazermos uso de produtos que sejam menos tóxicos às abelhas e aplicar uma série de medidas, as quais chamamos de “medidas de boas práticas relacionadas aos polinizadores”. Por exemplo, horários de aplicação de produtos são fundamentais: se aplicarmos os produtos no final do dia, teremos uma ação de impacto direto sobre as abelhas muito menor do que se fizermos isso pela manhã. Outro ponto, também bem importante, é realmente uma avaliação detalhada sobre a real necessidade de uso de produtos. Hoje existe ainda uma cultura muito presente, que é a cultura da prevenção, isto é, de usar um inseticida para evitar que aconteça um problema relacionado à presença desses organismos indesejáveis.

Cada dia em que temos uma aplicação de inseticidas, por exemplo, há produtos que repercutem na presença das abelhas por dois ou três dias, ou até mais tempo. Por isso, temos de tentar, ao máximo, reduzir e diminuir o uso desses produtos que têm um impacto tão grande sobre as abelhas. Existem milhares de espécies de abelhas, que muitas vezes não conhecemos nem sabemos o nome, e quando aplicamos esses produtos e temos impacto por perda ou alteração de habitat ou qualquer outro fenômeno, estamos olhando só para abelhas sociais, que são criadas em colmeias, que têm foco na criação de mel ou mais recentemente na polinização. Não estamos olhando para as abelhas nativas da fauna silvestre, que estão prestando um serviço de polinização para manutenção dos ecossistemas ou mesmo contribuindo para o aumento de produção agrícola. Temos essa perda e nem calculamos isso. Tenho a impressão de que temos que reavaliar alguns procedimentos da agricultura e tentar otimizar o uso dos recursos naturais. No momento em que estamos trazendo prejuízo às abelhas, estamos diminuindo a biodiversidade, diminuindo os serviços ambientais e, sem dúvida, a polinização.

Polinização

Temos, no Rio Grande do Sul e no Brasil, várias culturas que têm uma dependência alta e média de polinização por abelhas. Então, por exemplo, sabemos que a maçã – que é uma das culturas que estudamos em nosso grupo de pesquisas – depende em 90% da polinização por abelhas; sem abelhas praticamente não tem maçã. A maçã só vai se desenvolver, ficar com um formato regular, ter um desenvolvimento adequado de peso, tamanho e sabor, se tiver a visita de abelhas. No entanto, a fruticultura no Rio Grande do Sul é ancorada no uso de inseticidas. Por isso precisamos tentar fazer arranjos melhores para tentar proteger as abelhas e tentar ter mais serviços ambientais e menos custos com o uso de inseticidas.

Acredito que esses temas são muito importantes e já temos suficientes informações e subsídios científicos, os quais mostram que temos de ir nessa direção, que temos de olhar para a proteção dos polinizadores e, sem dúvida nenhuma, nesse aspecto, temos que voltar talvez ao eucalipto e falar em análise de risco. No meu entender, temos que fazer uma avaliação do impacto do eucalipto transgênico para as abelhas.

Impactos da canola

Hoje existem várias publicações relacionados à canola, e publicamos um livro destinado aos agricultores e técnicos agrícolas, exatamente alertando sobre o papel das abelhas na agricultura com foco na canola, que é um caso local no Rio Grande do Sul. O estudo nos alerta sobre vários pontos que colocam as abelhas em risco e sobre boas práticas que podemos adotar para proteger os polinizadores. Da mesma forma que o eucalipto, a canola é uma cultura que é bastante atrativa às abelhas, que traz néctar e pólen de modo semelhante ao eucalipto, mas as abelhas não podem viver só de uma cultura. Aí a história começa a se repetir independentemente da cultura.

Essa questão de perda de habitat da agricultura em larga escala, junto com o uso de inseticidas, é numerosas vezes de maior impacto às abelhas, à biodiversidade como um todo, do que uma proteína transgênica que nem conseguimos detectar e que está em baixa escala. Usamos protocolos internacionais e fizemos testes, fizemos todos nossos trabalhos com “cego e duplo cego”, ou seja, nem sabemos com qual amostra estamos trabalhando na hora de desenvolver os testes. Todo o nosso material é codificado para evitar que tenhamos tendências.

Quando comecei a trabalhar com esse projeto dos eucaliptos transgênicos, alguém me perguntou: “Você é a favor ou contra os transgênicos?” Eu rapidamente respondi: “Estou do lado das abelhas”. Creio que é por aí. (IHU On-Line/ #Envolverde)

* Publicado originalmente no site IHU On-Line.

http://www.envolverde.com.br/opiniao/entrevistas2015/o-sumico-das-abelhas/

sábado, 9 de maio de 2015

Saindo para as compras

 

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Com meu neto Levih, hoje pela manhã, saindo para comprar os presentes para as Mães.

Cada dia uma nova felicidade

 

Jacimara apresentando sua monografia de curso na UVA em 08/05/2015DSCF3501

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Jacimara ladeada por professores avaliadores

Ontem pela manhã acompanhei a apresentação da monografia do curso de "administração", da minha filha caçula a Jacimara Pereira. Eu e a mamãe Lucimar, ficamos embevecidos com a quantidade de conteúdo e a facilidade com que ela discorria sobre cada um deles. Depois da apresentação, ficamos aguardando fora da sala, as notas dos professores avaliadores de sua monografia. Após alguns minutos nos foi comunicado o resultado que foi muito gratificante, pois ela recebeu nota máxima de todos os professores. É muito gratificante ver nossos filhos receberem nota 10 em qualquer coisa, imagine em uma monografia de conclusão de curso universitário, onde um dos professores avaliadores, disse que aquele trabalho, pela profundidade da pesquisa, já era quase uma tese de mestrado. Aliás, tomei conhecimento que dos colegas de curso dela que já apresentaram monografia, Jacimara foi a única que recebeu nota 10. Foi mais  um momento de muita felicidade que ela nos proporcionou. Toda a família está muito feliz. Parabéns filha, o Mundo é seu.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Conheça as novas propostas para o seguro-desemprego após aprovação da MP 665

Mudanças também atingem o abono salarial e seguro-defeso para pescador profissional.

REDAÇÃO
jornalismo@cearanews7.com.br

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6) o texto-base da Medida Provisória 665/14, que muda as regras de concessão do seguro-desemprego, do abono salarial e do seguro-defeso para o pescador profissional.

O texto foi aprovado por 252 votos a 227. Os destaques oferecidos à matéria serão analisados nesta quinta-feira (7). Entre os pontos que ainda dependem da votação de destaques estão os prazos a serem observados pelo trabalhador para a solicitação do seguro.

Confira abaixo as principais mudanças:

http://www.cearanews7.com.br/ver-noticia.asp?cod=25967

domingo, 3 de maio de 2015

Dia de alegria em nossa família

 

Ontem festejamos o aniversário de minha filha caçula, a Jacimara. Como o tempo passa rápido, quando se trata de viver com muita alegria. As vezes fico lembrando das brincadeiras, das histórias, das atitudes de minha garotinha, que ainda ponho no colo e beijo, como se fosse ainda o meu bebê. Mas, quando caio na real, vejo outras coisas que ela faz, que me enchem de alegria. Anteontem, observando ela corrigindo trabalhos de inglês de seus alunos, fiquei matutando, quantas felicidades ela já deu a este casal de papai corujas  e aos outros da família. Ela que sempre teve uma personalidade marcante e mais madura do que seu corpo físico fazia parecer. É uma joia preciosa que Deus nos deu. Parabéns filha, que você seja sempre iluminada por Deus.Lucimar, Jacimara e Jacinto Pereira.

Reflexão de domingo

Jacinto Pereira

Boa tarde a todos. Como todo dia faço, estou dando uma olhada nas notícias políticas. Cada vez que leio essas notícias eu fico pensando: Até quando vamos aceitar que pessoas descompromissadas com a causa do Povo, usem e abusem de nós, se aproveitando da indolência ou ( em muitos casos) da ignorância desse mesmo Povo. O Poder que eles tem, é tão somente, o poder que nós lhes demos, se reagirmos e formos retirando esse Poder, eles vão se tocar. Vamos deixar de sermos bestas egoístas, querendo cada vez mais ser o tal, o dono da batata preta e ser mais humilde, valorizar mais o Coletivo. Vamos reduzir ao máximo o Eu e investir mais no Nós. Vamos participar mais das decisões sobre aquilo que nos interessa, que nos diz respeito. Quanto mais estivermos separados, mais seremos fracos e manobráveis. Quanto mais integrados, mais nos tornaremos fortes. Temos que sermos atuantes nas associações de bairros, associações comunitárias, conselhos comunitários, sindicatos ou partidos políticos. Nessas entidades é que são decididas as regras para o comportamento da comunidade, do bairro, município, estado ou país. Se não nos fizermos presentes, nossos interesses não estarão comtempladas nas decisões. Os interesses contemplados serão os dos que estiverem presentes. Não se esqueça que se você não estiver presente na hora das decisões, significa que você não quer influir no seu futuro. Lembre-se, o futuro acontecerá queira você ou não. Portanto, se você quer um futuro favorável a você, tem que se fazer presente e lutar por ele. Se você não puder estar presente, escolha alguém de confiança, que possa lhe representar bem. Querer é poder. Se você acha que não pode mudar tudo por que não é dono do mundo, pelo menos tenha na lembrança, que você é filho do dono. Acredite em seu potencial, vá à luta pelo que é melhor para os Coletivos que você Participa, e o primeiro deles é a sua Família.  "Você sempre estará na hora e no lugar certo para fazer algo de bom pelo mundo em que você vive".
Um abraço.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Mais um aniversário do CSPU

 

cspu

Hoje o CSPU completa 16 anos de fundado. Já se foram dezesseis anos de pesquisas ufológicas na nossa região, dezesseis anos juntando dados sobre esse fenômeno que tanto intriga e apaixona uma grande parte da humanidade. Principalmente aqueles que não aceitam as explicações das religiões sobre a criação ou aparecimento de nossa espécie em nosso planeta. A maioria de nós ufólogos, acreditamos que outras civilizações vindas do outros corpos celestes de nosso Universo, ajudaram e ainda ajudam ou interferem com as atividades humanas. Por essas e outras é que nos confraternizamos com todos os componentes do nosso Centro Sobralense de Pesquisas Ufológicas, pela grata amizade que nos une e pelas aventuras já vividas por nós nas nossas vigílias. Um grande abraço de parabéns a todos os Ufólogos e simpatizantes componentes desta nossa entidade.

Na sexta feira da próxima semana(24), estaremos mais uma vez reunidos em nossa já costumeira Reunião Plenária Mensal. Venha participar conosco, de mais um momento de troca de informações ufológicas. Nesses momentos, não faltam informações novas sobre o assunto. O mais importante: A entrada é franca e você está convidado.

O local: Sala l da CDL de Sobral, que fica situado na Rua Dr. João do Monte 826, no Centro, Sobral - CE.

Por Jacinto Pereira

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Quinze mudanças que nos fizeram humanos

Linha evolucionária humana Mudanças genéticas em ancestrais humanos determinaram "vantagens" na vida moderna.

Os humanos são provavelmente a espécie mais curiosa que já existiu.

Temos cérebros muito maiores que os de outros animais e que nos permitem construir utensílios, entender conceitos abstratos e usar a linguagem.

Mas também temos poucos pelos, mandíbulas fracas e demoramos para dar à luz.

Como a evolução explica essa criatura extravagante?

1. Viver em grupo

Macacos abraçados Há 30-60 milhões de anos

Os primeiros primatas, grupo que inclui macacos e humanos, surgiram pouco depois do desaparecimento dos dinossauros. Muitos começaram rapidamente a viver em grupos para melhor se defenderem de predadores, e isso exigiu de cada animal "negociar" uma rede de amizades, hierarquias e inimizades.

Sendo assim, viver em grupo pode ter impulsionado um aumento da capacidade intelectual.

2. Mais sangue no cérebro

Detalhe da veia carótida Há 10-15 milhões de anos

Humanos, chimpanzés e gorilas descendem todos de uma espécie desconhecida e extinta de hominídeo.

Neste ancestral, um gene chamado RNF213 evoluiu rapidamente e pode ter estimulado o fluxo de sangue para o cérebro ao ampliar a artéria carótida.

Nos humanos, as mutações do RNF213 causam a doença de Moyamoya - um estreitamento da carótida que leva ao deterioramento da capacidade cerebral por conta da pouca irrigação do cérebro.

Leia mais: Humanos herdaram gene do tabagismo de neandertais, indica estudo

3. A divisão dos primatas

Chimpanzé Há 7-13 milhões de anos

Nossos ancestrais se separaram de seus parentes parecidos com os chimpanzés há cerca de 7 milhões de anos. No início, tinham uma aparência bem similar, mas por dentro suas células estavam em marcha.

Os genes ASPM e ARHGAP11B entraram em mutação, assim como um segmento do genoma humano chamado HAR1.

Ainda não está claro o que provocou essas modificações, mas o ARHGAP11B e o HAR1 estão associados ao crescimento do córtex cerebral

4. 'Picos' de açúcar

Depois que a linha evolutiva humana se separou da linha dos chimpanzés, dois genes sofreram mutações.

Cérebro humano Há menos de sete milhões de anos

O SLC2A1 e o SLC2A4 formam proteínas que transportam glicose para dentro e para fora das células.

Essas modificações podem ter desviado glicose dos músculos para o cérebro de hominídeos primitivos e é possível que tenha estimulado o crescimento do órgão.

5. Mãos mais hábeis

Nossas mãos são incrivelmente hábeis e nos permitem construir ferramentas ou escrever, entre outras atividades.

Anatomia da mão humana Há menos de 7 milhões de anos

Isso pode se dever em parte a um fragmento de DNA chamando HACNS1, que evoluiu rapidamente desde que nossos ancestrais e os ancestrais dos chimpanzés se dividiram.

Não se sabe o que o HACNS1 faz exatamente, mas ele contribuiu para o desenvolvimento de nossos braços e mãos.

6. Mandíbulas fracas: mais espaço para o cérebro

Em comparação com outros primatas, os humanos não podem morder com muita força porque têm músculos mais fracos em volta da mandíbula, bem como mandíbulas menores.

Mandibula humana Há 2,4 - 5,3 milhões de anos

Isso parece se dever a uma mutação do gene MYH16, que controla a produção de tecido muscular.

Leia mais: Egoísmo poderia ter extinto seres humanos, diz pesquisa A mutação ocorreu há pelo menos 5 milhões de anos. Mandíbulas pequenas podem ter liberado espaço para o crescimento do cérebro.

7. Dieta variada

Nossos ancestrais primatas mais antigos comiam principalmente frutas, mas espécies posteriores como o Australopithecus ampliaram seu cardápio.

Carne Há 1,8 - 3,5 milhões de anos

Além de se alimentar com uma variedade maior de plantas, como ervas, comiam mais carne e inclusive a cortavam com ferramentas de pedra.

Mais carne levou ao consumo de mais calorias e menos tempo de mastigação.

8. Pelado, nu com a mão no bolso

Os humanos são quase pelados. Não se sabe a razão, mas isso ocorreu entre 3 e 4 milhões de anos atrás.

Pele humana Há 3,3 milhões de anos

Suspeita-se que a perda de pelos tenha ocorrido em resposta à evolução de parasitas como carrapatos.

Exposta ao sol, a pele humana escureceu e a partir de então todos nossos ancestrais foram negros até que alguns humanos modernos deixaram os trópicos.

9. Um gene de inteligência

Neurônios humanos Há 3,2 milhões de anos

Um gene chamado SRGAP2 foi duplicado três vezes em nossos ancestrais e, como resultado, células cerebrais teriam desenvolvido mais conexões.

10. Cérebros maiores: primatas pensantes

Os humanos pertencem a um grupo ou gênero de animais conhecido como Homo. O fóssil mais antigo de Homo foi escavado na Etiópia e tem 2,8 milhões de anos.

Homo habilis Há 2,8 milhões de anos

A primeira espécie foi possivelmente o Homo habilis, embora cientistas discordem deste argumento.

Mão humana pode ter evoluído para agredir, diz estudo

Em comparação com seus ancestrais, esses novos hominídeos tinham cérebros muito maiores.

11. Parto complicado: uma cabeça muito grande

Para os humanos, o parto é mais difícil e perigoso.

Ultrassom de bebê humano Há pelo menos 200 mil anos

Diferentemente de outros primatas, as mães quase sempre precisa de ajuda.

Caminhar sobre duas pernas fez com que as fêmeas humanas tenham um canal pélvico mais estreito e passagem de um bebê humano com a cabeça maior de seus ancestrais ficou dificultada.

Para compensar esse "problema logístico", bebês humanos nascem pequenos e indefesos.

12. Controle do fogo

Ninguém sabe quando os humanos aprenderam a controlar o fogo.

Fogo Há 1 milhão de anos

A evidência mais antiga do uso do fogo está na Caverna de Wonderwerk, na África do Sul, que contém cinzas fossilizadas e ossos queimados datando de um milhão de anos.

Mas alguns especialistas afirmam que o fato de homem já ser capaz de processar alimentos há mais tempo do que isso poderia incluir o ato de cozinhar.

13. O dom da fala

Todos os grandes hominídeos têm sacos de ar em seus tractos vocais, o que lhes permite emitir fortes gritos.

Boca humana Há 600 mil - 1,6 milhão de anos

Mas não os humanos, porque essas bolsas fazem impossível produzir diferentes sons.

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Nossos ancestrais aparentemente perderam os sacos de ar antes de se separar em termos evolucionários da espécie Neanderthal, o que sugere que eles também podiam falar.

14. Um gene para a linguagem

Algumas pessoas têm uma mutação em um gene chamado FOXP2.

Homem primitivo Há meio milhão de anos

Como resultado, custa a elas entender gramática e pronunciar palavras.

Isso sugere que o FOXP2 é crucial para aprender o uso da linguagem.

15. Saliva reforçada para comer carboidratos

A saliva humana contém uma enzima chamada amilasa, fabricada pelo gene AMY1, e que digere amidos.

Feixe de trigo Humanos descendentes de agricultores têm mais cópias do gene AMY1

Os humanos modernos cujos ancestrais foram agricultores têm mais cópias do AMY1 que aqueles cujos ancestrais era caçadores, por exemplo.

Este reforço digestivo pode ter ajudado a dar início ao cultivo, aos povoados e às sociedades modernas.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/03/150323_humanos_evolui_fd

TOP 10 MAIORES ESTRELAS DO UNIVERSO

 

Postado por: Adriano Lucas 10 de junho de 2014

Nesta seleção estão as 10 maiores estrelas do universo, de acordo com seus diâmetros. Já o diâmetro é determinado como um razão para o diâmetro solar. A estrela é definida como esfera de plasma grande e luminosa, mantida íntegra por gravidade.
De forma geral, a estrela nasce em região denominada como berçário estelar. Os berçários pelo Cosmo possuem nuvens moleculares gigantes. As nuvens são formadas pelo gás e poeira e são capazes de chegar a ocupar área semelhante à de todo sistema solar. Pela ação da gravidade, a poeira e gases se unem e a nuvem molecular inicia a perda das suas partes mais densas.
E aos poucos, um pedaço que não está preso, que recebe ainda mais densidade e calor, passa a girar em torno de si, até transformação em tipo de disco. O nascimento da estrela é com a temperatura e densidade no disco, muito altas, que seus átomos de hidrogênio se fundem, virando hélio.

10°

V766 Centauri

V766 Centauri uma das maiores estrelas do mundo
Esta é a maior estrela amarela já encontrada, com tamanho 1300 vezes maior que o diâmetro do Sol, sendo detectada com interferômetro do telescópio VLT do observatório com instalação na França. A estrela é parte do sistema formado por 2 estrelas.

Mu Cephei

Mu Cephei um das maiores estrelas do universo
Trata-se da estrela super gigante vermelha, na constelação de Cepheus, e uma das maiores e mais luminosas estrelas determinadas em Via Láctea. A cor da Mu Cephei foi percebida por William Herschel, este a descreveu como “cor vermelha e profunda”.

KY Cygni

estrela ky cygni star
A estrela supergigante vermelha KY Cygni é a oitava posição, entre as 10 maiores estrelas do universo. A localização é na constelação de Cygnus, e trata-se de uma das maiores estrelas determinadas, uma das mais luminosas.

VY Canis

VY Canis
Esta estrela é hiper gigante vermelha na constelação de Canis Major, e o raio é de aproximadamente 1420 raios solares. Esta estrela possui 2.800.000.000 km de diâmetro, e um avião a 900 km/h gastaria 1100 anos para completar única volta ao seu redor.

KW Sagitarii

KW Sagitarii

A estrela hipergigante vermelha é sexta posição nesta seleção. É localizada a aproximadamente 9800 anos-luz de distância do Sol, e o diâmetro é de aproximadamente 1460 vezes o do Sol. O volume marca 3.000.000.000 sóis, sendo localizada em constelação de Sagittarius.

V354 Cephei

V354 Cephei
V354 Cephei é estrela hipergigante vermelha que está na Via Láctea, a cerca de 9000 anos-luz de distância do Sol. O seu diâmetro marca 1520 vezes o diâmetro do Sol. E se colocada no centro do sistema solar, a superfície da V354 Cephei se estenderia entre órbita de Júpiter e de Saturno.

RW Cephei

RW Cephei
Trata-se da hipergigante vermelha da classe m, em constelação de cepheus. O seu raio é estimado em 1650 raios solares, e é quase tão grande quanto à órbita de Júpiter, considerada estrela variável semi-regular, de superfície sujeita a oscilações de luminosidade e temperatura, ocupando a quarta posição entre as 10 maiores estrelas do universo.

NML Cygni

NML Cygni estrelas
NML Cygni é popular também como V1489 Cygni, estrela hipergigante vermelha, e são cerca de 1650 raios solares. É considerada uma das supergigantes mais luminosas; e sua distância da Terra tem estimativa em torno de 5300 anos-luz.

VV Cephei A

estrela VV Cephei A
VV Cephei A é supergigante em segunda posição, entre as 10 maiores estrelas do universo. O espectro luminoso desta estrela é classificado como do tipo MS, e tem em torno de 1600 a 1900 vezes o diâmetro do Sol.
E se distribuída no centro do sistema em lugar do Sol, a superfície da estrela se estenderia além da órbita de Júpiter. É denominada 275.000-575.000 vezes mais luminosa, em comparação com o Sol. Já a massa desta estrela especial é estimada em torno de 100 massas solares.

WOH G64

estrela WOH G64
A primeira posição é da WOH G64, estrela hipergigante vermelha na Grande Nuvem de Magalhães. A estrela marca 2000 vezes o raio do Sol, com tamanho estimado em 2.985.000.000 de quilômetros.
Um fator interessante a observar sobre as estrelas é referente às suas “impressões digitais”. A melhor forma para estudo da luz da estrela é o espectro da mesma. O espectro da estrela é como a impressão digital, pois cada estrela possui um espectro único. Os espectros podem ser úteis, por exemplo, na diferenciação de 2 estrelas.

Fonte: http://top10mais.org/top-10-maiores-estrelas-universo/#ixzz3WFdFzSAd