sexta-feira, 7 de outubro de 2022
quinta-feira, 6 de outubro de 2022
Lula reúne 7 governadores e 16 senadores por apoio contra Bolsonaro
Em evento na capital paulista havia membros de dez partidos, incluindo legendas que não fizeram parte da aliança no primeiro turno com o candidato do PT ao Planalto
5 de outubro de 2022, 22:10 h Atualizado em 5 de outubro de 2022, 22:10
Luiz Inácio Lula da Silva durante evento com lideranças políticas na capital paulista (Foto: Ricardo Stuckert)
247 - O candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu sete governadores e 16 senadores nesta quarta-feira (5) na cidade de São Paulo (SP), onde o ex-presidente garantiu mais apoio para o segundo turno da eleição presidencial, falou de propostas e criticou Jair Bolsonaro (PL), que enfrentará o petista no dia 30 de outubro.
Na reunião havia membros de dez partidos, incluindo legendas que não fizeram parte da aliança no primeiro turno, como PSD e MDB; que se mantiveram neutros; e o PP, que está com Bolsonaro. Havia ainda três governadores e cinco senadores eleitos no último domingo (2).
>>> Lula agradece FHC e diz que apoio de Simone Tebet é "programático"
O evento, Lula afirmou que o "povo não quer muito". "Só quer o que está na Constituição", disse. "Como pode um presidente passar quatro anos sem reajustar salário mínimo, merenda?", disse o ex-presidente ao criticar Bolsonaro.
De acordo com uma proposta enviada em agosto pelo governo federal ao Congresso Nacional, o salário mínimo não aumentará além da inflação em 2023, quarto ano seguido sem ganho real.
>>> Ipec: Lula tem 55% dos votos válidos contra 45% de Bolsonaro
O governo também decidiu não reajustar o valor destinado a merendas escolares no País. Prefeitos disseram que a falta de aumento dos investimentos no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) tem feito os municípios gastarem mais. A inflação da cesta básica, que inclui feijão e verduras, teve alta de 26,75% de maio de 2021 a maio deste ano.
O ex-presidente criticou o problema da fome. "Às vezes as pessoas falam que eu tenho que fazer um discurso novo. Eu aprendo para falar coisas novas, mas o povo ainda está com fome. O povo ainda quer comida, quer casa. É por isso que nós vamos voltar a fazer o Minha Casa Minha Vida".
O número de pessoas passando fome no Brasil foi de 33,1 milhões entre o fim de 2021 e abril de 2022, de acordo com o segundo Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) e divulgado em junho.
Primeiro turno
O ex-presidente ficou em primeiro lugar, com 48% dos votos válidos (57,2 milhões) no primeiro turno da eleição, contra 43% (51 milhões) de Bolsonaro, o primeiro ocupante do Planalto a perder a eleição em primeiro turno desde 1997, quando a reeleição foi aprovada.
A candidatura de Lula teve o apoio de mais nove partidos no primeiro turno - PT, PSB, PCdoB, Solidariedade, PSOL, Rede, Avante, Agir (antigo PTC) e PV.
Bolsonaro conseguiu o apoio de três legendas - PL, PP e Republicanos.
Fortalecimento
A reunião na capital paulista serviu fazer um balanço do primeiro turno e estabelecer estratégias para que Lula e Alckmin cheguem à vitória no dia 30 de outubro. Randolfe Rodrigues, senador pelo Amapá, aproveitou a oportunidade para saudar os que estão se incorporando à campanha, como Helder Barbalho, governador reeleito do Pará.
Clécio Luís, governador eleito no Amapá, foi outro que somou à luta pela defesa da democracia. Segundo ele, o povo que vive na Amazônia quer o desenvolvimento sustentável da floresta, e essa é uma pauta do plano de governo de Lula e Alckmin.
Já lideranças do Nordeste como Rafael Fonteles e Wellington Dias, respectivamente eleitos governador e senador pelo Piauí, lembraram que a região sempre votou com Lula por saberem do peso das políticas públicas para combater a desigualdade social, e defenderam o combate às notícias falsas.
“Faltou pouco para vencermos no primeiro turno. E agora, sem meias palavras, vamos completar a vitória. Temos o apoio do PDT, Ciro Gomes, MDB, Simone Tebet, lideranças do PSDB. É uma eleição bem diferente de outras eleições, é pelo Brasil. De hoje até o dia 30 vamos fazer os principais dias das nossas vidas, por democracia”, declarou Dias.
Fátima Bezerra, governadora reeleita no Rio Grande do Norte, disse que a primeira batalha foi vencida por Lula, mas que a luta começa para valer agora e que por isso assumiu a coordenação da campanha do ex-presidente em seu estado.
“Não é só diálogo com partidos, mas buscando também diversos seguimentos da sociedade. O Nordeste nunca faltou ao Brasil e nunca faltará de maneira alguma. Mais uma vez estamos dando lição de altivez e sabedoria. Todos temos claro o que está em discussão nesse momento, que é a defesa da democracia”, afirmou.
Senador pelo Rio Grande do Sul, Paulo Paim garantiu que a comunidade negra está com Lula e ajudará a elegê-lo presidente. “No seu tempo nós tínhamos um Ministério, a Fundação Palmares existia, nós tivemos a lei de cotas que mudou a cor da universidade”, recordou.
Alexandre Giordano, senador de São Paulo, e Kátia Abreu, senadora pelo estado de Goiás, defenderam um país harmonioso e unificado, em que as pessoas prezem pela paz e pela educação. “A gente não pode continuar confundindo pessoas corajosas com pessoas toscas, eu não suporto mais o meu Brasil armando as pessoas que se matam nas ruas, os nossos jovens chorando pelo fim das escolas, ver o presidente imitando e debochando de pessoas morrendo, envergonhando todo o povo brasileiro. Por tudo isso, o plano econômico desta hora é a democracia, por uma questão simplesmente civilizatória”, disse Kátia Abreu.
Agronegócio
Senador pelo estado de Rondônia, Acir Gurgacz foi outro que se somou à frente ampla. Ele, assim como o também senador do Mato Grosso Carlos Fávaro disseram que estão trabalhando para que as pessoas do agronegócio reconheçam que o grande avanço no campo aconteceu a partir de 2003, com Lula na Presidência.
“Venho de um estado rico. De que adianta tanta fartura, se existe tanta gente passando fome? Venho fazendo um resgate do que Lula e a Dilma fizeram pelo agronegócio. Essa é a mensagem que nós vamos levar para todo o agricultor e ao povo brasileiro”, disse Fávaro.
A polarização entre democracia e barbárie foi um ponto abordado pelo senador da Bahia Jaques Wagner. Segundo ele, a eleição de 2022 tem uma característica diferente, que é o embate entre democracia o autoritarismo.
Já o ex-governador do Maranhão e senador eleito Flávio Dino, apontou algumas questões para que Lula e Alckmin alcancem a vitória no segundo turno, como o caráter decisivo do Nordeste, que equilibrou a balança de votos durante a apuração. Outro ponto foi institucionalizar a questão do transporte público, para garantir que a população tenha o direito de votar, sobretudo moradores da zona rural.
Segundo Dino, ampliar a campanha no Norte e Nordeste será um dos vetores da vitória do campo progressista. “Eleição se ganha na rua. E militância vai pra rua quando o líder vai na rua. E isso tem um efeito psicológico na nossa militância que estava emparedada pela violência do fascismo. Quando a gente vai pra rua a galera assume, coloca bandeira na janela”, disse.
“Disputa de legado é quase tudo, porque pela primeira vez haverá um debate entre o adversário e o nosso campo. Em 2018 não houve, em 2022 também não, ele se escondeu, teve três chances de perguntar pro Lula e tremeu. A verdade é que Bolsonaro morre de medo do Lula”, completou.
Senadores e deputados
Também participaram do encontro a governadoras Regina Sousa (PT-PI) e as vice-governadoras Lígia Feliciano (PDT-PB) e Eliane Aquino (PT-SE), os governadores Carlos Brandão (PSB-MA), Paulo Câmara (PSB-PE), João Azevedo (PSB-PB), Paulo Dantas (MDB-AL), além do vice-governador Felipe Camarão (PT-MA).
Entre os senadores, marcaram presença Fabiano Contarato (PT-ES), Renan Calheiros (MDB-AL), Renan Filho (MDB-AL), Paulo Rocha (PT-PA), Jean Paul Prates (PT-RN), Veneziano Vital (MDB-PB), Jacques Wagner (PT-BA), Jader Barbalho (MDB-PA), Camilo Santana (PT-CE), Alexandre Silveira (PSD-MG), Marcelo Castro (MDB-PI) e José Amauri (Podemos-PI).
Deputados federais também estiveram presentes, como Rui Falcão (PT-SP), José Guimarães (PT-CE), Carlos Zaratini (PT-SP), Márcio Macedo (PT-SE) e Rejane Dias (PT-PI), bem como o deputado estadual Evandro Leitão (PDT-CE) e o distrital Leandro Grass (PV-DF).
Fonte: https://www.brasil247.com/poder/lula-reune-7-governadores-e-16-senadores-por-apoio-contra-bolsonaro
quarta-feira, 5 de outubro de 2022
Entrevista em que Bolsonaro defendeu aborto de Jair Renan volta a circular nas redes
"Passei para a companheira, e a decisão dela foi de manter", respondeu Bolsonaro em entrevista à IstoÉ Gente, em 2000, sobre possibilidade de abortar Jair Renan, seu filho 04
5 de outubro de 2022, 15:13 h Atualizado em 5 de outubro de 2022, 15:25
(Foto: Jair Renan e o presidente da República Jair Bolsonaro. Crédito: Alan Santos/PR)
247 - Uma entrevista de Jair Bolsonaro à revista IstoÈ Gente, em fevereiro de 2000, foi resgatada pelos internautas para mostrar que o chefe do Executivo já defendeu o aborto. Na entrevista, Bolsonaro diz que o filho 04, Jair Renan, seria abortado.
À época, Bolsonaro disse que o aborto é uma decisão do casal. Ele falou da sua experiência com Ana Cristina. “Passei para a companheira. E a decisão dela foi de manter. Está ali, ó", respondeu Bolsonaro, apontando para uma foto de Jair Renan ainda bebê.
·
Cristina foi amante de Bolsonaro quando ele ainda era casado com a mãe de Eduardo, Flávio e Carlos. Ela engravidou, e quando ele descobriu, sugeriu que ela abortasse Jair Renan. Tudo isso foi revelado pelo próprio Bolsonaro em uma entrevista para a revista IstoÉ, nos anos 2000 +
Leia a conversa completa no Twitter
Copiar link
Na mesma entrevista, Bolsonaro afirmou que sua primeira experiência sexual foi com uma garota de programa.
O retorno da entrevista levou o nome do filho 04, Jair Renan, ao topo dos principais assuntos mais comentados do Twitter no Brasil.
·
JAIR É A FAVOR DO ABORTO! Bolsonaro sugeriu que sua esposa abortasse Jair Renan
![]()
Vice-presidente da OAB-Mulher agride nordestinos: “não vamos mais dar dinheiro para quem vive de migalhas”
Flávia Moraes é vice-presidente da OAB-Mulher de Uberlândia; Deputada Dandara entrou com representação na OAB e com queixa crime na justiça contra as ações xenófobas
5 de outubro de 2022, 13:29 h Atualizado em 5 de outubro de 2022, 14:04
(Foto: Reprodução)
Por Laís Gouveia, 247 - A advogada e vice-presidente da OAB Mulher na cidade de Uberlândia (MG), identificada como Flávia Moares, usou suas redes sociais para gravar um vídeo atacando a população Nordestina, enquanto toma um vinho rosé.
“Nós geramos empregos, nós pagamos impostos e gastamos nosso dinheiro lá no Nordeste. Não vamos mais ao Nordeste dar nosso dinheiro para quem vive de migalhas. Vamos gastar no Sudeste, no Sul ou até fora do país”.
A gravação viralizou e logo gerou revolta na web. A deputada federal eleita Dandara (PT) entrou com representação na OAB e com queixa crime na justiça, como mostra a postagem abaixo:
·
Recebi com revolta o vídeo da fala xenofóbica da vice presidenta da OAB Mulher de Uberlândia. Estou entrando agora com representação na OAB e com queixa crime na justiça. E também cobrarei ações enérgicas e imediatas! Xenofobia não passará!
![]()
Copiar link
Nas redes, a OAB Uberlândia emitiu um comunicado oficial. Veja:
"A OAB Uberlândia tem caráter plural e apolítico e em respeito a isto, não se manifesta sobre declarações de cunho pessoal de seus inscritos.
Neste sentido, a OAB Uberlândia reafirma que as declarações da advogada, então vice-presidente da Comissão Mulher Advogada da Subseção, não refletem o posicionamento da Instituição.
A advogada apresentou pedido de licença do cargo de vice-presidente da Comissão da Mulher Advogada para se dedicar pessoalmente sobre o assunto."
segunda-feira, 3 de outubro de 2022
Lula vence em 14 estados e Bolsonaro em 12; veja quais
Lula venceu em todos os estados do Nordeste enquanto Bolsonaro registrou o melhor desempenho nas regiões Centro-Oeste e Sul
3 de outubro de 2022, 08:40 h Atualizado em 3 de outubro de 2022, 09:00
Lula e Jair Bolsonaro (Foto: Reuters)
247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o primeiro turno da eleição presidencial em 14 estados e Jair Bolsonaro (PL) em 12, além do Distrito Federal, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Lula venceu em todos os estados do Nordeste enquanto Bolsonaro registrou o melhor desempenho nas regiões Centro-Oeste e Sul.
Lula ficou à frente de Bolsonaro na Bahia, Ceará, Maranhão, Alagoas, Amapá, Amazonas, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Tocantins, Minas Gerais, Pará, Paraíba e Pernambuco.
Jair Bolsonaro superou Lula no Rio Grande do Sul, São Paulo, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Acre, Espírito Santo e Goiás, além do Distrito Federal.
Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/lula-vence-em-14-estados-e-bolsonaro-em-12-veja-quais
domingo, 2 de outubro de 2022
Dever eleitoral cumprido
por Jacinto Pereira
Votei no 13 contra a misoginia, contra a violência, contra ataques a jornalista e outras pessoas da Imprensa. Votei 13 contra as descriminações ao povo nordestino, ao povo LGBT, aos negros e esquerdistas. Votei 13 pela volta da harmonia entre três Poderes. Votei 13 para aumentar os investimentos na Saúde, na Educação e em Ciência e Tecnologia. Votei 13 para apoiar a Democracia, pela criação de empregos com salários dignos e pela industrialização de nosso país com valorizando do produto nacional. Votei 13 pelo fortalecimento de nossa soberania, pelas relações equilibradas com outras nações e por um mundo multipolar. Agora é só esperar a vitória em primeiro turno para comemorar.
sábado, 1 de outubro de 2022
Bolsonaro é condenado a pagar R$ 20 mil por reunião com embaixadores
Decisão é do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)
1 de outubro de 2022, 08:43 h Atualizado em 1 de outubro de 2022, 08:43
Bolsonaro em encontro com embaixadores (Foto: Clauber Cleber Caetano/PR)
247 - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou Jair Bolsonaro por unanimidade a pagar multa de R$ 20 mil por "prática de propaganda antecipada irregular", ao realizar no Palácio do Planalto, em julho, reunião com embaixadores.
A corte eleitoral considerou que o ataque ao órgão e ao sistema eletrônico de votos “são pautas da campanha eleitoral de Bolsonaro e, por isso, evidenciam o caráter eleitoral e a propaganda eleitoral antecipada”. Além disso, os ministros afirmaram que houve ofensa à resolução do TSE porque o candidato “promoveu a desinformação e desacreditou o sistema eletrônico de votação”. O julgamento foi realizado por meio do plenário virtual, informa o Metrópoles.
Fonte: https://www.brasil247.com/poder/bolsonaro-e-condenado-a-pagar-r-20-mil-por-reuniao-com-embaixadores


