quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Agência Brasil: SUS incorpora vacina contra vírus sincicial respiratório

 

VSR é uma das principais causas de infecções em bebês
Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
Publicado em 18/02/2025 - 12:46
Brasília
Bebês recebem as vacinas do calendário básico de vacinação do SUS na Unidade Básica de Saúde - UBS Brás.
© Rovena Rosa/Agência Brasil

O Ministério da Saúde vai incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) duas tecnologias para prevenir complicações causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR), uma das principais causas de infecções respiratórias graves em bebês, incluindo quadros de bronquiolite.

Trata-se do anticorpo monoclonal nirsevimabe, indicado para proteger bebês prematuros e crianças de até 2 anos de idade nascidas com comorbidades, e da vacina recombinante contra os vírus sinciciais respiratórios A e B, aplicada em gestantes para proteger o bebê ao longo dos primeiros meses de vida.

“Ambas foram avaliadas durante a 137ª Reunião Ordinária da Conitec [Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde], que considerou o impacto positivo dessas medidas na prevenção de hospitalizações e óbitos infantis”, informou a pasta.

“A medida faz parte de uma estratégia para reduzir a mortalidade infantil associada ao vírus, por meio da imunização ativa de gestantes e bebês prematuros”, acrescentou o ministério, em nota.

De acordo com o comunicado, estudos apresentados à Conitec mostram que a vacina para gestantes pode prevenir aproximadamente 28 mil internações anuais. “A estratégia combinada irá proteger cerca de 2 milhões de bebês em seus primeiros meses de vida, idade mais vulnerável a complicações”, diz o ministério.

A portaria incorporando as duas tecnologias, segundo a pasta, será publicada nos próximos dias.

Entenda

O ministério explica que o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que fornece proteção imediata contra o VSR, sem necessidade de estimular o sistema imunológico da criança a produzir seus próprios anticorpos.

“Isso o torna especialmente útil para bebês prematuros e crianças com menos de 2 anos que apresentam comorbidades”, avalia.

Já a vacina recombinante contra os vírus sinciciais A e B induz uma resposta imunológica na mãe, garantindo que o recém-nascido receba anticorpos ainda na gestação, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade.

Números

Dados da Secretaria de Atenção Primária à Saúde indicam que o VSR é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e até 60% dos quadros de pneumonia em crianças menores de 2 anos.

A estimativa é que uma em cada cinco crianças infectadas pelo vírus precise de atendimento ambulatorial e que uma em cada 50 seja hospitalizada ao longo do primeiro ano de vida.

De acordo com o ministério, entre 2018 e 2024, foram registradas 83.740 internações de bebês prematuros - com menos de 37 semanas de gestação - causadas por complicações relacionadas ao VSR, como bronquite, bronquiolite e pneumonia.

Até então, a principal opção disponível para a prevenção do VSR no SUS é o palivizumabe, destinado a bebês prematuros extremos, com até 28 semanas de gestação, e crianças com até 2 anos de idade que apresentassem doença pulmonar crônica ou cardiopatia congênita grave.

“Com a incorporação do nirsevimabe, a expectativa é ampliar a proteção para 300 mil crianças a mais do que o protocolo atual. Já a vacina para gestantes tem potencial para beneficiar cerca de 2 milhões de nascidos vivos”, reforçou a pasta.

Sputnik Brasil: Câmara aprova projeto que criminaliza divulgação de imagem de nudez gerada por IA

 

Câmara dos Deputados - Sputnik Brasil, 1920, 20.02.2025

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (19) projeto de lei que inclui no Código Penal o crime de manipular, produzir ou divulgar conteúdo de nudez ou ato sexual falso gerado por tecnologia de inteligência artificial e outros meios tecnológicos.
O texto agora será enviado ao Senado e, se virar lei, o crime incluído no Código Penal pode ser punido com reclusão de dois a seis anos e multa se o fato não constituir crime mais grave.
A pena será aumentada de 1/3 até a metade se a vítima for mulher, criança, adolescente, pessoa idosa ou com deficiência. Quando o crime for cometido com a disseminação em massa por meio de redes sociais ou plataformas digitais, a pena será aumentada de 1/3 ao dobro.
De autoria da deputada Amanda Gentil (PP-MA), o Projeto de Lei 3821/24 foi aprovado com substitutivo da relatora, deputada Yandra Moura (União-SE), no qual tal prática também é tipificada no Código Eleitoral.
Para coibir essa prática em campanhas eleitorais, a pena de reclusão tem intervalo maior, de 2 a 8 anos e multa. Haverá o mesmo aumento de pena quando a ofendida for mulher, pessoa com deficiência ou idosa (1/3 até a metade).
Avanço tecnológico provocado pelas inteligências artificiais trouxe novas discussões para o campo teórico - Sputnik Brasil, 1920, 18.02.2025
Notícias do Brasil
CNJ define regras com limites para uso de IA no Judiciário brasileiro
Quando a conduta for praticada por candidato, além das penas previstas, será imposta a cassação do registro de candidatura ou do diploma.
Segundo a autora do projeto, manipulação de imagens sexuais com inteligência artificial, os chamados "deepnudes", afastam mulheres da política e perpetuam um cenário de sub-representação nos espaços de poder. "A legislação atual não é suficiente para punir o crime com o rigor necessário", disse Gentil.
 
Fonte:  https://noticiabrasil.net.br/20250220/camara-aprova-projeto-que-criminaliza-divulgacao-de-imagem-de-nudez-gerada-por-ia-38593981.html

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Agência Brasil: Campanha quer proteger crianças e adolescentes no carnaval

 

Orientação é ligar para Disque 100 para denunciar violações de direito
Agência Brasil
Publicado em 15/02/2025 - 17:35
Brasília
Brasília - Crianças que integram o bloco Baratinha, brincam o carnaval no Parque da Cidade (Antônio Cruz/Agência Brasil)
© Antônio Cruz/Agência Brasil
O Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) lançou neste sábado (15), em Belo Horizonte (MG), a campanha “Pule, Brinque e Cuide – Unidos pela proteção de crianças e adolescentes” para o carnaval de 2025.

De acordo com a ministra da pasta, Macaé Evaristo, o carnaval deve ser “um espaço de diversão, de encontro, da convivência democrática e a gente pula o carnaval, mas defende e protege cada uma das nossas crianças.”

A principal preocupação é a ocorrência de trabalho infantil e exploração sexual de crianças e adolescentes. O propósito é mobilizar quem trabalha e quem festeja no carnaval para proteger seus filhos e também estar atento aos riscos que outras crianças e adolescentes possam correr na folia.

A campanha orienta que se um folião, comerciante, turista, passageiro de ônibus ou de avião perceber alguma violação dos direitos de crianças e adolescentes informem imediatamente Disque 100 – o serviço telefônico gratuito pelo MDHC para a coleta de denúncias, mesmo que anônimas, de violações de direitos humanos.

“A gente convida para que eles venham ser nossos aliados nessa campanha porque a vigilância precisa ser permanente de todo mundo”, destaca a ministra.

O serviço Disque 100 funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo sábados, domingos e feriados.

As denúncias acionam as redes de proteção social, como explica Macaé Evaristo: “aqui em Belo Horizonte a gente tem um esquema de plantão dos conselhos tutelares que se articulam com todos os conselhos tutelados da região metropolitana. Então, se tem alguma criança perdida, esses conselhos comunicam entre si para que essa criança chegue segura em casa.”

O lançamento da campanha “Pule, Brinque e Cuide” ocorreu no ensaio do bloco de carnaval Todo Mundo Cabe No Mundo. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Acho que está faltando algo nos argumantos de que só os humanos são responsáveis pelo aquecimento global

 

 

por Jacinto Pereira

Eu não paro de pensar em aquecimento global e se o homem é mesmo o causador desse aquecimento. Mostram sempre o crescimento do aquecimento global comparando o hoje com outros momentos de centenas de anos atrás, como se a Terra estivesse estacionada em um determinado local da galáxia e não estivesse recebendo bilhões de toneladas de matéria todos os dias. Principalmente quando ela passa, juntamente com todo o sistema solar, em áreas de maior concentração de matéria e que os humanos acham lindo as chuvas de meteoros ou meteoritos caindo em nosso planeta em forma de chuva de estrelas cadentes. Com certeza toda essa matéria recebida, mexe com a estrutura de nossa terrinha, mudando o tamanho, o peso, seus movimentos, o campo magnético e por conseguinte, a sua atuação na mecânica da família solar, formada por outros corpos que também são afetados pelas mesmas razões que a Terra.

Eu ainda preciso ser convencido de que o homem é o grande responsável pelo aquecimento global. Em nosso planeta a área propícia para o homem viver confortavelmente é em torno de dez por cento da superfície e ela não está super povoada. Se desse a cada pessoa deste mundo dez metros quadrado de terra no Brasil, ainda ficaria sobrando terra desocupada em nossa nação. 

Dizer que o gás carbônico na atmosfera é que faz o clima se aquecer, eu duvido muito, pois segundo o google, o gás carbônico contido na atmosfera do planeta é aproximadamente 0,03% dos gases que envolvem o nosso planetinha. Como essa quantidade de gás carbônico quente iria aquecer 78% de nitrogênio e 21% de oxigênio que são gases gelados? Segundo o Google, quem mais libera oxigênio para a atmosfera não são as florestas dos continentes e sim as florestas de algas que estão debaixo das águas. 

Só espero que alguém possa me explicar e me  convencer de que minhas pesquisas me deram informações erradas a respeito da responsabilidade dos humanos pelas alterações climáticas de nosso amado astro.

lSS0 A GL0B0 NÃ0 M0STRA!!

Grifo meu: O AGRO não produz alimentos para alimentar o Povo, produz para gerar lucro. Se eles não obtém o lucro desejado, eles destroem essa produção para forçar a subida dos preços e o povão de renda mais baixa sofrem as consequências dessa ganancia do capitalismo selvagem.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Meus palpites sobre o que os bilionários vão fazer com a Humanidade usando a Inteligência Artificial


 

por Jacinto Pereira

As Pedras guias da Geórgia traziam orientações para um mundo com meio bilhão de pessoas. Nelas estavam escrito uma espécie de decálogo de como gerir a humanidade. 

O crescimento da Inteligência Artificial me dá uma ideia do significado das mensagens nas tais pedras.

Vejamos meus palpites a respeito do que está acontecendo e do que vai acontecer com a humanidade num futuro não muito distante:

1 - Com os trabalhadores  humanos sendo cada vez mais substituídos por máquinas, que estão sendo aperfeiçoadas em uma velocidade cada vez maior, muito cedo estarão dando conta de fazer quase tudo.

2 - Se o mundo desejado por quem elaborou as pedras da Geórgia tem que haver uma população menor que um bilhão, então a eliminação do excedente deve ser acelerada e pelo que eu vejo, esse processo já começou. 

3 - Os bilionários que vão usar a Inteligência Artificial para formar bancos de dados sobre os seres humanos em todos os aspectos, desde o genoma, DNA, seus campos magnéticos, suas frequências cerebrais e as maneiras de tirar o maior proveito delas para garantir o bem estar dos escolhidos que ficarão com o mundo só para eles.

4 - Esses bilionários estão se preparando para terem a longevidade necessárias para usufruir desse mundo planejado, fazendo  tratamento com células tronco, alimentação cientificamente preparada (incluindo ormus e ouro monoatômico) e ainda criando órgãos para reposição. Não se sabe o quanto de corpos e partes de corpos de pessoas dadas como desaparecidas já estão guardados através da criogenia.

5 - Os processos de destruição dos não escolhidos poderão ser muitos: Vírus e bactérias criadas em laboratórios biológicos, que podem ser disseminados pelo o ar, pela água, por insetos naturais ou criados a partir de nanotecnologia e por vacinas. Poderão também usar tecnologias já disponíveis para gerar terremotos, maremotos, desastres climáticos e ainda as guerras com armas convencionais ou de destruição em massa.

6 -  Para proteção dos escolhidos já foram criados verdadeiras cidades subterrâneas em quase todos os países mais importantes. Em alguns países as cidades interligadas por ônibus ou metrôs, contam com  energia gerada de muitas forma e água. A Terra está cheia de construções subterrâneas de todos os tamanhos e formatos.

7 - Os bilionários já prepararam grandes depósitos de alimentos, de água potável, de medicamentos, baterias, geradores de energia e etc.

8 - O pior de tudo é que grande parte da humanidade está entorpecida pela manipulação da mídia hegemônica e está perdendo a sua capacidade de se indignar com as barbáries cometidas por líderes desumanos. É triste ver milicianos e extremistas de direita praticando violência de todas as formas e se achando no direito de permanecerem impunes, enquanto a mídia paga por eles fazem a função de normalizar os seus crimes.

Veja o que encontrei no google sobre as tábuas citadas :  

As Pedras Guias da Geórgia foram um monumento em granito localizado no Condado de Elbert, Geórgia, Estados Unidos, nele estavam gravados dez frases em oito línguas modernas: inglês, espanhol, suaíli, ... Wikipédia
Endereço: 1031 Guidestone Rd NW, Elberton, GA 30635, Estados Unidos
Destruição: 6 de julho de 2022
Inauguração: 22 de março de 1980
Altura: 5,87 m
Criação: 1980
Criador: Robert Christian (d)

Quais são os mandamentos das pedras da Geórgia?
 
 Eis os dez mandamentos, escritos em inglês, espanhol, suaíli, indiano, hebraico, árabe, chinês e russo:

   1 - Manter a humanidade abaixo dos 500.000.000, em perpétuo equilíbrio com a natureza.
   2 - Guiar a reprodução com sabedoria – aprimorando a adequação (fitness) e diversidade.
   3 - Unir a humanidade com uma nova língua viva.
   4 - Governar a paixão – a fé – a tradição – e todas as coisas com a razão temperada.
   5 - Proteger os povos e nações com leis e cortes justas.
   6 - Deixar todas as nações governarem internamente, legando disputas externas a uma corte mundial.
   7 - Evitar leis mesquinhas e burocratas inúteis.
   8 - Equilibrar direitos individuais com deveres sociais.
   9 - Premiar a verdade – a beleza – o amor – buscando harmonia com o infinito.
   10 - Não ser um câncer na Terra – Deixar espaço para a natureza – Deixar espaço para a natureza.

https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/bruna-frascolla/as-pedras-da-georgia-simbolizam-um-combate-perpetuo-ao-humano/
 
https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&q=Pedras+da+georgia

Ceará Agora: Ceará registra menor taxa de desemprego desde 2012; índice cai para 6,5%

 

O Ceará alcançou a menor taxa de desemprego da série histórica, desde o primeiro trimestre de 2012. O índice ficou em 6,5% no quarto trimestre de 2024. O menor valor antes disso foi no terceiro trimestre do ano passado, quando detinha 6,7%. As informações estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A redução do desemprego no Estado reforça uma tendência de melhora no mercado de trabalho cearense ao longo dos últimos anos, com variações significativas na última década. No período de maior pico, estão o primeiro e segundo trimestres de 2021, quando a taxa chegou a 15,1% em ambos, reflexo direto de questões econômicas ocasionadas pela pandemia de covid-19.

 
Fonte:  https://cearaagora.com.br/ceara-registra-menor-taxa-de-desemprego-desde-2012-indice-cai-para-65/

Agência Brasil: Atividades econômicas ilegais ampliaram desmatamento na Mata Atlântica


Estudo revisou imagens feitas a partir do espaço
Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 14/02/2025 - 09:02
São Paulo
Cachoeiras de Macacu (RJ) 25/11/2024 - Vista de antiga área de pasto, à esquerda, reflorestada pelo Projeto Guapiaçu na Fazenda Vital Brazil para restauração da Mata Atlântica. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
© Fernando Frazão/Agência Brasil

O uso do solo para a pecuária, a silvicultura para carvão e as plantações de soja foram as atividades econômicas que mais contribuíram para a devastação da Mata Atlântica durante a década passada e custaram ao bioma o equivalente a 200 mil campos de futebol de 2010 a 2020. A maioria das ocorrências se deu em pequenas áreas de grandes propriedades privadas e com indícios de ilegalidade.

Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da Universidade de São Paulo e da organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica realizaram uma revisão de dados a partir de imagens captadas por satélites das regiões de incidência de Mata Atlântica no país, entre os anos de 2010 e 2020. Os dados consolidados indicam a derrubada de mais de 186 mil hectares de florestas maduras em 14 mil locais distintos, da costa do Nordeste até o Sul do país.

O estudo foi publicado nesta sexta-feira (14) na revista Nature Sustainability sob o título Padrões alarmantes de perda de florestas maduras na Mata Atlântica brasileira (tradução livre) e analisou padrões espaciais e temporais do desmatamento, considerando distribuição geográfica, tamanho, perfil fundiário e uso da terra após o desmatamento.

O estado da Bahia foi onde ocorreu a maior parte da perda, principalmente na região limítrofe com Minas Gerais, formando o maior ponto crítico para o aumento de pontos de desmatamento no período retratado, com metade dos registros, justamente em uma região na qual o plantio de eucalipto para a produção de carvão visando o uso em termelétricas é uma atividade importante. Propriedades mineiras também tiveram registros de atividades que desrespeitaram florestas maduras. Outro destaque negativo está nas perdas no Paraná e em Santa Catarina, o outro ponto crítico identificado.

Além do impacto no aquecimento global, pois a derrubada emite grande quantidade de gases ligados ao efeito estufa, a mata no chão impacta na quantidade e qualidade das águas que abastecem as cidades, e estamos falando da região que concentra a maior parte da população do país. Há uma série de serviços ambientais, ou seja, ganhos com a floresta de pé, cuja falta posterior impacta a sociedade como um todo, mas é mais acentuada em relação aos mais pobres, mais afetados pela alta do preço dos alimentos, pelas enchentes e pela crise climática.

O estudo destaca ainda a insuficiência de áreas protegidas para conter o avanço do desmatamento. Em nota, a coautora do estudo Silvana Amaral, pesquisadora do INPE, reforça que o desmatamento dentro de terras indígenas e quilombolas, bem como em áreas protegidas, embora menor em volume, ainda apresenta taxas preocupantes. “Isso evidencia a necessidade de maior suporte a essas comunidades e uma governança ambiental mais efetiva”, completa. Os autores sugerem que, além de intensificar a aplicação da Lei da Mata Atlântica, é fundamental investir na restauração de ecossistemas degradados e na ampliação de áreas protegidas, combinando esforços de conservação e desenvolvimento sustentável.

O estudo começa de um período quatro anos após a Lei da Mata Atlântica, de 2006. Segundo Luís Fernando Guedes Pinto, diretor executivo da Fundação SOS Mata Atlântica, isso já deveria ser um elemento suficiente para dar base aos governos, em suas diferentes esferas, para coibir esse tipo de atividade, em grandes ou pequenas propriedades. “Isso atravessou vários governos. Cruzando com outras literaturas, há indícios de que quase todo esse desmatamento foi ilegal e poderia ter sido combatido pelo estado, o que não foi”, explica o pesquisador. Segundo ele, “é imprescindível fortalecer os mecanismos de fiscalização e criar incentivos econômicos para que a conservação seja viável, especialmente nas propriedades privadas, pois precisamos ter outros mecanismos além daqueles que se baseiam em comando e punição”. Na publicação são citados ainda alguns projetos pioneiros nessa direção, nenhum deles porém com escala suficiente para reverter os aumentos.

Educação do povo e trabalho junto ao Legislativo

Como parte relevante dos impactos vem de pequenas propriedades, o fator educacional é importante. Há pouco esforço sistemático para conscientizar a população da importância da preservação por meio de conteúdos educativos, segundo Guedes Pinto, e a postura de vereadores e deputados que propõe a flexibilização das proteções piora o quadro, pois reforça a sensação de impunidade.

Isso se soma à postura de políticos do executivo. Do Ibama às secretarias municipais, há dezenas de exemplos de estruturas públicas que tiveram impactos nos últimos anos, atrapalhando a continuidade de ações de fiscalização e interrompendo esforços importantes de políticas de estado. “No governo Bolsonaro houve aumento das taxas. No começo do governo Lula houve queda acentuada. Isso tem relação com uma postura de governo, que gera uma sensação de impunidade, enfraquecendo órgãos como o Ibama, responsáveis pela fiscalização. No governo atual, com as suas limitações e contradições, há uma postura de enfrentar a mudança do clima, de zerar o desmatamento, de retomar a fiscalização. Isso muda o ambiente institucional e resulta. Independente do governo, porém, isso tem de ser respeitado e tem de se tornar uma política de Estado.”, pondera o porta-voz da SOS Mata Atlântica.

Agência Brasil: Ministra anuncia gratuidade dos 41 medicamentos no Farmácia Popular


Medida beneficia 1 milhão de pessoas que ainda pagavam coparticipação
Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 13/02/2025 - 21:14
Brasília
07/06/2023 - Brasília - Foto de arquivo - Farmácia Popular em Brasília. Foto: Elza Fiuza/ Agência Brasil
© Elza Fiuza/ Agência Brasil

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou, nesta quinta-feira (13), a total gratuidade do Programa Farmácia Popular. No Encontro Nacional de Prefeitos, em Brasília, ela explicou que todos os 41 itens do programa, a partir de agora, passam a ser distribuídos de graça nas farmácias credenciadas. 

Segundo o Ministério da Saúde, a medida abrange toda a população brasileira e vai beneficiar de forma imediata mais de um milhão de pessoas por ano, que antes pagavam coparticipação. 

As fraldas geriátricas, por exemplo, vão passar a ser fornecidas de graça para o público elegível, como pessoas com 60 anos ou mais. A ministra avalia que essa foi uma escolha importante em atenção ao envelhecimento da população. 

“Tivemos mais de 24 milhões de pessoas beneficiadas em 2024 e vamos aumentar ainda mais esse alcance principalmente nas áreas mais remotas desse país”, disse a ministra. 

O ministério contabiliza que, de 2022 para 2024, o total de pessoas atendidas passou de 20,7 milhões em 2022 para 24,7 milhões em 2024. 

A ministra ainda anunciou que o governo ampliou o credenciamento para 758 cidades que ainda não contavam com o Farmácia Popular. 

A ideia é chegar a todas as cidades, segundo a ministra. Atualmente, o programa já está presente em 4.812 municípios (86% das cidades e 97% da população com mais de 31 mil farmácias credenciadas). O programa foi criado em 2004.

Prevenção à dengue 

Também no encontro de prefeitos, Nísia Trindade alertou que as gestões municipais são “atores principais” no combate à dengue no País. 

“Muito pode ser feito, principalmente no âmbito dos municípios, das prefeituras, com a limpeza urbana e evitar água parada. Isso porque 75% dos focos (do mosquito transmissor) estão nas nossas casas e ao redor das nossas casas”, disse em entrevista à imprensa. 

Ela acrescentou, no entanto, que o enfrentamento deve ser conjunto, com governo federal, estados e municípios a fim de conscientizar a população. “Nós conseguimos ter uma redução de 60% (dos casos) neste ano quando comparamos com 2024”, afirmou.

A ministra lamentou que no ano passado houve 6,5 milhões de casos de dengue. Ela atribuiu o resultado às mudanças climáticas e também à variação dos sorotipos da dengue. Inclusive, em janeiro, o ministério alertou que o tipo 3 é o que mais preocupa as autoridades porque tem maior potencial de causar formas graves da doença.

“Há muitas regiões do Brasil que são motivos de preocupação para nós, como alguns municípios de São Paulo, onde estamos apoiando as prefeituras, como é o caso de São José do Rio Preto”.

Ela ponderou que a vacina contra a doença ainda não é produzida em uma escala para todo o país, e é destinada para crianças e adolescentes em mais de dois mil municípios. “Precisamos recomendar fortemente aos responsáveis que levem suas crianças e seus adolescentes que não tomaram a segunda dose para tomar”, alertou. 

Ela garantiu que o ministério tem apoiado estados e municípios com novas tecnologias de unidades para dispersar o larvicida, fortalecer os agentes de endemias e realizar ações para os próximos anos, como é o caso da introdução da bactéria Wolbachia para controlar a transmissão do vírus.