sábado, 17 de maio de 2025

Agência Brasil: Governo altera regra de transição do Bolsa Família; entenda


Nova regra de proteção entra em vigor a partir de junho deste ano
Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
Publicado em 15/05/2025 - 12:14
Brasília
Família Beneficiária do Programa Bolsa Família - CRAS de Sobradinho 1 - Brasília (DF). Na foto eles seguram o cartão do programa Bolsa Família.
Fotos: Lyon Santos/ MDS
© Lyon Santos/ MDS

O governo federal atualizou nesta quinta-feira (15) as regras de transição para as famílias beneficiárias do Bolsa Família que passam a ter renda superior ao limite de entrada no programa. A nova norma de proteção entra em vigor a partir de junho e foi publicada em portaria do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome no Diário Oficial da União.

Em nota, a pasta informou que a nova regra de proteção entra em vigor a partir de junho deste ano, com o objetivo de ampliar o foco em famílias em situação de maior vulnerabilidade e promover ajustes “para manter a sustentabilidade e a efetividade do programa”.

Apesar de entrar em vigor em junho, os efeitos na gestão dos benefícios do programa serão sentidos a partir da folha de pagamentos de julho de 2025. ”Ou seja, as alterações se aplicam exclusivamente às famílias que ingressarem na regra de proteção a partir do mês de junho”, destacou o ministério.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

O que muda

Com a alteração, famílias que ultrapassarem o limite de renda para entrada no Bolsa Família – de R$ 218 per capita – poderão seguir no programa por mais 12 meses, recebendo 50% do valor do benefício a que a família faz jus, desde que a renda familiar per capita mensal não supere o valor de R$ 706.

“A fixação do novo limite de renda está alinhada à linha de pobreza internacional, estabelecida a partir de estudos sobre a distribuição de renda em diversos países do mundo”, ressaltou o comunicado.

Além disso, famílias cuja renda seja considerada estável ou permanente – como as que recebem aposentadoria, pensão ou Benefício de Prestação Continuada (BPC) – poderão permanecer com o auxílio do Bolsa Família por até dois meses.

“Nesses casos, já há uma proteção social contínua assegurada pelo Estado, o que contribui para maior previsibilidade ao orçamento familiar”, destacou o ministério.

Já no caso de famílias com pessoas com deficiência que recebem o BPC, o tempo máximo de permanência na nova regra de proteção será de 12 meses.

“A atenção diferenciada considera que o benefício, em seu regramento, passa por revisões periódicas em se tratando de pessoas com deficiência”, detalhou a pasta.

>> Como funcionava até maio de 2025?

Até essa data, famílias com renda acima de R$ 218 por pessoa, mas abaixo de meio salário mínimo, podiam permanecer no Bolsa Família por até 24 meses, recebendo 50% do valor original do benefício.

>> Como passa a funcionar a partir de junho de 2025?

A nova Regra de Proteção define três públicos distintos:

  • Público 1: Famílias que já estavam na regra de proteção até junho de 2025. Mantêm o limite de meio salário mínimo por pessoa (R$ 759) e podem seguir no Programa por até 24 meses, conforme as regras anteriores.
  • Público 2: Famílias que entram na regra de proteção a partir da folha de pagamento de julho e não têm integrantes com renda estável. Limite de renda: R$ 706 por pessoa. Permanência: até 12 meses.
  • Público 3: Famílias que entram na regra de proteção a partir da folha de pagamento de julho e possuem integrantes com renda estável (aposentadoria, pensão, BPC-Idoso). Limite de renda: R$ 706 por pessoa. Permanência no programa: até 2 meses.

O que não muda

Famílias que já estavam inseridas na regra de proteção vigente até junho de 2025, segundo o ministério, seguem protegidas pelo regramento anterior, que prevê o prazo de até 24 meses de permanência.

Caso a renda da família oscile novamente e retorne aos critérios de elegibilidade do programa, o valor integral do auxílio será restabelecido.

“As famílias na regra de proteção que, através da renda do trabalho, conseguirem superar a pobreza, após o período de 24 meses, terão o pagamento do Bolsa Família encerrado, com base no entendimento de que a família alcançou estabilidade na geração e manutenção de renda própria”, informou a nota.

Além disso, todas as famílias que deixarem o programa após o fim da regra de proteção poderão retornar com prioridade, caso voltem à situação de pobreza.

“Isso será possível por meio do mecanismo do retorno garantido, que é válido por até 36 meses e permite a reversão do cancelamento e a reintegração da família ao programa”, destacou a pasta.

Justificativa

De acordo com o ministério, a regra de proteção foi criada para garantir segurança extra às famílias que aumentam sua renda – especialmente quando um ou mais de seus integrantes ingressam no mercado de trabalho formal.

“A lógica é evitar o cancelamento imediato do benefício, reconhecendo que a superação da pobreza não ocorre de forma automática com a obtenção de um emprego. Trata-se de um processo gradual, que exige um período de adaptação e estabilização no novo cenário.”

Ao fixar o novo prazo em 12 meses, a pasta defende que as famílias terão tempo suficiente para acessar o seguro-desemprego e outros direitos da seguridade social sem ficarem desprotegidas.

“O programa acompanha as dinâmicas da economia e deve ser ajustado sempre que necessário para manter sua efetividade e garantir que os recursos cheguem às famílias que mais precisam”, completou o comunicado.

“As mudanças representam maior qualificação do gasto público e do atendimento às famílias que mais precisam, garantindo a segurança na transição para o mercado de trabalho e mantendo o Bolsa Família como um dos programas sociais mais eficientes do mundo”, concluiu o ministério.

 

quarta-feira, 14 de maio de 2025

O mundo como ele é - Lula na cúpula China-Celac é o Brasil grande no mun...

Grifo meu: vai aí um pouco de Geopolítica, uma oportunidade para se saber o que está acontecendo no mundo

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Reporter Ceará: Mães solo enfrentam barreiras na garantia de direitos aos filhos

 

No Brasil, 11 milhões de mulheres criam sozinhas os filhos, apontou pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), referente a 2022


Foto: Freepik/EyeEm

Diante do abandono do genitor e dos obstáculos para a garantia de direitos, muitas mulheres são submetidas às adversidades de cuidar e sustentar suas famílias sozinhas. Para algumas dessas mães, a rede de apoio é formada justamente por outras mulheres em situação semelhante.

No Brasil, 11 milhões de mulheres criam sozinhas os filhos, apontou pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), referente a 2022.

É o caso de Cibele*, de 26 anos, que tem um filho de cinco anos, cujo genitor não compartilha cuidados nem os custos básicos da criança. Ela precisa estar presente para garantir saúde, desenvolvimento integral, educação, bem-estar e afeto ao filho, enquanto enfrenta uma jornada de trabalho que a deixa fora de casa 12 horas por dia.

“Acredito que os melhores momentos que eu tenho é quando chega o final de semana e, como eu consigo me organizar melhor, saio com ele pra passear. É um dos momentos em que a gente consegue se distanciar um pouco da nossa rotina da semana, que é muita correria”, relatou Cibele.

“Por mais que seja um pouco estressante [no dia a dia], sempre tento não incluir ele nesse estresse que eu carrego sozinha”, acrescentou.

Entre as garantias que ela proporciona ao filho, também sozinha, está o tempo de lazer, ainda que a rotina seja apertada, especialmente, de segunda a sexta-feira.

“O que me deixa satisfeita é saber que através da minha organização eu consigo manter esse momento de lazer com ele”, destacou.

Acesso à justiça

O processo na Justiça por pensão alimentícia e guarda unilateral, por meio da Defensoria Pública do estado de São Paulo, se arrasta há três anos – o que representa mais da metade do tempo de vida do seu filho. Ainda que, após uma decisão judicial, o pagamento seja retroativo, na prática, as necessidades da criança não esperam o tempo do sistema judiciário.

“O que falta nas políticas públicas é o reconhecimento. Essas mulheres sustentam sozinhas seus lares, educam, trabalham, e ainda enfrentam preconceitos e violências. É preciso olhar para elas com respeito, garantindo proteção social, dignidade e oportunidades reais”, disse a advogada Sueli Amoedo, especialista em políticas públicas para mulheres, em entrevista à Agência Brasil.

Segundo ela, as mães solo enfrentam múltiplos desafios para garantir os direitos dos filhos na Justiça e a morosidade dos processos é um dos principais entraves.

“Demandas como pensão alimentícia, guarda e regulamentação de visitas levam tempo para serem julgadas, e, quando finalmente há uma decisão, os valores fixados muitas vezes são insuficientes para cobrir sequer os custos básicos da criança”, diz.

Outro ponto crítico é o acesso desigual à Justiça. “Em muitos municípios brasileiros não há Defensoria Pública, e a alternativa, que seria a assistência judiciária municipal, costuma operar em condições precárias”, ressaltou Sueli, que ocupa a posição de Liderança Jurídica Nacional do projeto Justiceiras, que atua de forma gratuita, no acolhimento e orientação técnica nas áreas do Direito, Psicologia e Assistência Social.

Em várias cidades, segundo a advogada, as mulheres precisam acordar de madrugada para conseguir uma senha de atendimento. Ficam horas em filas, algumas com filhos pequenos no colo, e mesmo assim, ao chegar sua vez, as senhas já se esgotaram. “Isso desestimula e, muitas vezes, impede que elas consigam sequer iniciar uma ação judicial.”

Além disso, a advogada afirma que há uma profunda desinformação sobre os próprios direitos.

“Muitas mães solo não sabem como entrar com uma ação de alimentos, que documentos precisam ou quais benefícios têm direito. A ausência de orientação jurídica acolhedora e acessível é mais uma barreira no caminho da justiça”, disse.

Cibele cogitou desistir do processo judicial por falta de perspectiva de um resultado, além do desgaste que a situação gerava e que a levou a um quadro de sofrimento mental. A partir do contato com o Justiceiras, ela descobriu que, no início do processo, o juiz já poderia ter fixado um valor referente a alimentos provisórios, em caráter liminar, até que houvesse a sentença da pensão alimentícia. Ela soube também da possibilidade de uma medida protetiva em episódios de violência.

Rede de apoio

Quando precisa de ajuda, em casos como doença, demais imprevistos ou cansaço, Cibele recorre à própria mãe, que também é chefe de família e, ao longo da vida, enfrentou quase sozinha as tarefas e responsabilidades para criar dois filhos. “Ontem mesmo a minha mãe levou ele ao médico. Foi muito em cima da hora, eu não consegui avisar no trabalho”, contou.

“Quando eu preciso resolver qualquer coisa, é a minha mãe sempre que está ali pra me ajudar. De vez em quando, eu peço pro pai, mas sempre acabo não tendo resultado, nem força, nem ajuda, nem nada. Acaba que ele diz ‘não posso, não dá, por que você não avisou antes?’. Sendo que, às vezes, as coisas acontecem assim de imprevisto, e a pessoa não se importa em querer ajudar”, disse.

O percentual de mulheres responsáveis por unidades domiciliares teve aumento expressivo entre 2010 e 2022, subindo de 38,7% para 49,1%, segundo o último Censo Demográfico (2022), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Eram 35,6 milhões de mulheres nessa situação e 36,9 milhões de homens.

O percentual de mulheres nessa condição supera os 50% em 10 estados: Pernambuco (53,9%), Sergipe (53,1%), Maranhão (53%), Amapá (52,9%), Ceará (52,6%), Rio de Janeiro (52,3%), Alagoas e Paraíba (51,7%), Bahia (51,0%) e Piauí (50,4%). Muitas dessas mulheres são mães solo.

O censo revelou ainda que, no mesmo período, houve crescimento do número de famílias monoparentais, onde o responsável vive sozinho com filhos ou enteados, que passou de 16,3% para 16,5%. Quase um em cada seis lares brasileiros é chefiado por uma pessoa que vive sozinha com filhos.

Políticas públicas

As políticas públicas para mães solo precisam ser pensadas de forma integrada e com base na escuta real dessas mulheres, conforme avaliação da especialista Sueli Amoedo.

“A primeira necessidade é a oferta de creches e escolas em tempo integral, para que elas possam trabalhar com segurança e tranquilidade”, citou.

O cuidado com a saúde física e mental dessas mães também é questão essencial neste contexto, com garantia de acesso rápido a consultas, exames, psicoterapia e medicação.

“Na esfera financeira, políticas de transferência de renda específicas para mães solo em situação de vulnerabilidade são urgentes”, lembrou a advogada, além de estimular a empregabilidade.

No campo jurídico, a advogada destaca que é urgente ampliar e qualificar o acesso à justiça. “A ausência da Defensoria Pública em muitos municípios faz com que mulheres dependam de uma assistência judiciária limitada, que muitas vezes é burocrática e desumana”, lamentou. O resultado dessa realidade é que as mães acabam desistindo de buscar o que é de direito por esgotamento físico e emocional.

*Nome fictício a pedido da entrevistada

Com informações da Agência Brasil

 
Fonte:  https://reporterceara.com.br/2025/05/11/maes-solo-enfrentam-barreiras-na-garantia-de-direitos-aos-filhos/

quinta-feira, 8 de maio de 2025

É triste ver que a maioria dos Parlamentares Nacional defendem bandidos e o 'Poder' em seus próprios benefícios

 

 

por Jacinto Pereira

Dá uma tristeza acompanhar os trabalhos do parlamento brasileiro, onde o Governo Lula não conseguiu maioria para apoiar a implantação do programa de governo eleito pela maioria dos eleitores que o elegeu. A maioria é de Direita, Extrema Direita e até de fascistas. Enquanto os parlamentares de Esquerda e Centro Esquerda, que apoiam o Governo Lula, apresentam propostas voltadas para melhorias sociais e de políticas de desenvolvimento econômico, com o intuito de reduzir as desigualdades sociais, os parlamentares de oposição apresentam propostas contra os Direitos dos trabalhadores e de concentração de rendas. Ultimamente eles tem trabalhado incansavelmente para dificultar ao máximo as pautas do Governo Lula. Tentam sempre avançar sobre as verbas orçamentárias de todas as formas, através de emendas, que muitas delas não tem a transparência exigida pela Constituição. Como os criminosos que tentaram dar um golpe para que o Lula não assumisse a presidência, começaram a serem investigados e punidos pelo Supremo Tribunal Federal, os parlamentares da oposição, tetam criar mecanismos legais para  proteger esses e outros criminosos envolvidos em outros delitos. 

Lamentavelmente os congressistas federais estão no momento divididos em dois grupos: De um lado os que defendem o bom funcionamento das instituições de Poder, políticas que levarão ao crescimento econômico e social. Enquanto no outro lado estão os que fazem exatamente o contrário e trabalham pela anistia aos golpistas que já foram condenados e os que ainda poderão ser num futuro próximo. Esse grupo tem a liderança de bolsonaristas que estavam com o presidente anterior que tentava de todas as formas continuar no Poder.

terça-feira, 6 de maio de 2025

Brasil247: Lula finaliza MP que prevê conta de luz gratuita para 14 milhões de brasileiros


O texto, que também inclui a reforma do setor elétrico, deve ser enviado ao Congresso nesta semana

Brasília (DF), 22/04/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Otávio Rosso avatar
Conteúdo postado por:

247 - O Palácio do Planalto concluiu a análise da medida provisória (MP) que propõe uma ampla reforma no setor elétrico brasileiro, com foco na ampliação da tarifa social e redução da conta de luz para milhões de consumidores em situação de vulnerabilidade. O texto, construído no Ministério de Minas e Energia e finalizado após revisão da Casa Civil, deve ser encaminhado ao Congresso Nacional ainda nesta semana. As informações são do g1.

Caso seja aprovado, as novas regras passam a valer já a partir de junho. A medida tem potencial de se tornar uma das marcas do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ano que antecede as eleições de 2026. 

Segundo a proposta, cerca de 14 milhões de brasileiros terão isenção total da conta de energia elétrica, desde que cumpram critérios como ter renda mensal per capita de até meio salário mínimo, estarem inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e consumirem até 80 kWh por mês. Outros 46 milhões de consumidores com renda compatível terão acesso a descontos significativos conforme o consumo.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, explicou a proposta a jornalistas e rebateu críticas feitas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que acusou o governo de “aumentar a conta de luz para os demais brasileiros” com fins populistas e afirmou que a abertura do setor elétrico foi inciada em seu governo.

 “A referida portaria [de 2022] autorizou a abertura de mercado apenas para um grupo restrito de empresas conectadas à alta tensão, sem respaldo em alterações legislativas ou normativas adequadas, o que gerou impactos negativos à população mais vulnerável — como apontado em análise do TCU (Tribunal de Contas da União)”, disse por meio de nota.

Sobre a redistribuição de encargos dentro do setor para viabilizar a medida, o ministro afirmou que a proposta não vai afetar o preço para os outros consumidores. “É igualmente incorreta a alegação de que haverá transferência de custos para os consumidores em geral. Vamos reavaliar e reduzir gradativamente esses subsídios — que hoje superam R$ 40 bilhões — para garantir energia gratuita a 60 milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade.”

O custo estimado da ampliação da tarifa social é de R$ 4,5 bilhões por ano, valor que será coberto por uma redistribuição dos encargos do setor, incluindo o corte gradual de subsídios a fontes de energia renovável, como a solar e a eólica. Atualmente, esses subsídios são pagos por todos os consumidores — o que, segundo o governo, torna o sistema regressivo.

Como consequência, a medida pode provocar um aumento médio de 1,4% na conta de luz dos demais consumidores.

Além dos benefícios sociais, a MP também estabelece a abertura total do mercado de energia a partir de 2027. Com isso, todos os consumidores — inclusive residenciais — poderão escolher livremente de qual empresa desejam comprar energia, a exemplo do que ocorre com operadoras de telefonia. Hoje, essa possibilidade está restrita a grandes consumidores, como indústrias.

O debate promete esquentar no Congresso, diante da resistência de setores da oposição e de grupos de lobby ligados às energias renováveis e às distribuidoras. Ainda assim, o governo avalia que o texto está “maduro” para avançar e aposta em sua aprovação como um legado social de alto impacto.

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/lula-finaliza-mp-que-preve-conta-de-luz-gratuita-para-14-milhoes-de-brasileiros

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Brasil247: Lula nomeia Márcia Lopes para o Ministério das Mulheres

 

A exoneração de Cida Gonçalves e a nomeação de Márcia Lopes serão publicadas ainda hoje, em edição extra do Diário Oficial da União

Cida Gonçalves, Lula e Márcia Lopes (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Guilherme Levorato avatar
Conteúdo postado por:

247 - O Palácio do Planalto divulgou nota no início da tarde desta segunda-feira (5) confirmando a troca de Cida Gonçalves por Márcia Lopes no comando do Ministério das Mulheres.

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou e deu posse, na manhã desta segunda-feira, 5 de maio, à assistente social e professora Márcia Lopes para o cargo de ministra das Mulheres, até então ocupado por Cida Gonçalves. A exoneração de Cida Gonçalves e a nomeação de Márcia Lopes serão publicadas ainda hoje, em edição extra do Diário Oficial da União", diz o comunicado.

Márcia Lopes é um nome tradicional do Partido dos Trabalhadores e tem longa trajetória na área de assistência social. Formada em Serviço Social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde também atuou como professora, ela possui mestrado na área pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Natural do Paraná, foi vereadora em Londrina e secretária municipal de Assistência Social antes de ocupar funções de destaque no governo federal. Entre 2004 e 2008, esteve no Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) como secretária-executiva e secretária nacional de Assistência Social. Em 2010, foi nomeada ministra da pasta, cargo que ocupou até o fim do segundo mandato de Lula.

Márcia é também irmã de Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete de Lula e figura histórica do PT. Em 2022, ela integrou a equipe de transição do atual governo.

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/planalto-confirma-nomeacao-de-marcia-lopes-como-nova-ministra-das-mulheres

domingo, 4 de maio de 2025

Os 60 anos da Globo segundo o Fernando Morais

 

Grifo meu: Matéria Colocada por Valdeci Vasconcelos no Grupo PT Sobral do WhatsApp, gostei e resolvi partilhar com vocês

1960-1970 (Gênese da Globo e apoio ao regime militar)

 1.⁠ ⁠Firmou um acordo ilegal com o grupo Time-Life (1962–67)

 2.⁠ ⁠Apoiou o golpe militar de 1964

 3.⁠ ⁠Silenciou sobre a repressão no regime militar

 4.⁠ ⁠Divulgou propaganda favorável ao AI-5 em 1968

 5.⁠ ⁠Censurou jornalistas e políticos críticos à ditadura

 6.⁠ ⁠Minimizou a importância da Passeata dos Cem Mil (1968)

 7.⁠ ⁠Endossou o slogan "Brasil: Ame-o ou Deixe-o" (1970)

 8.⁠ ⁠Promoveu o Milagre Econômico, ignorando a desigualdade

 9.⁠ ⁠Ocultou mortes causadas por tortura nos anos de chumbo

10.⁠ ⁠Excluiu opositores da cobertura política durante a ditadura

11.⁠ ⁠Omitiu informações sobre corrupção nas grandes obras da ditadura

12.⁠ ⁠Consolidou um controle monopolista sobre o mercado de TV

1980-1990 (Ditadura e transição para a democracia)

13.⁠ ⁠Desconsiderou os primeiros comícios das Diretas Já (1984)

14.⁠ ⁠Blindou a eleição indireta de Tancredo Neves

15.⁠ ⁠Manipulou pesquisas Proconsult para prejudicar Brizola

16.⁠ ⁠Boicotou o governo Leonel Brizola e suas obras sociais

17.⁠ ⁠Endossou os primeiros planos econômicos do governo José Sarney contra a hiperinflação

18.⁠ ⁠Apoiou maciçamente a candidatura de Fernando Collor e criminalizou os líderes populares como Brizola e Lula

19.⁠ ⁠Manipulou a cobertura do debate eleitoral Lula x Collor (1989) no Jornal Nacional

1990-2000 (Redemocratização e ascensão neoliberal)

20.⁠ ⁠Defendeu o confisco da poupança no Plano Collor

21.⁠ ⁠Promoveu a abertura indiscriminada da economia brasileira

22.⁠ ⁠Escondeu escândalos durante o governo Collor até o impeachment

23.⁠ ⁠Veiculou o caso Escola Base (1994) sem verificar informações

24.⁠ ⁠Exaltou o Plano Real sem questioná-lo (1994)

25.⁠ ⁠Blindou as privatizações de FHC
 
26.⁠ ⁠Defendeu os bancos e o Proer durante a crise financeira

27.⁠ ⁠Apresentou apoio velado à Reforma da Previdência neoliberal de FHC

28.⁠ ⁠Ignorou o movimento "Fora FHC" no final dos anos 1990

29.⁠ ⁠Aceitou a emenda da reeleição de FHC e omitiu críticas ao câmbio artificial

30.⁠ ⁠Escondeu greves e protestos sociais durante os anos 90

31.⁠ ⁠Ignorou denúncias sobre trabalho escravo no campo

32.⁠ ⁠Criminalizou sistematicamente movimentos sociais

2000-2010 (Oposição ao governo Lula)

33.⁠ ⁠Liderou uma campanha contra Lula nas eleições de 2002

34.⁠ ⁠Estigmatizou o MST e outros movimentos sociais

35.⁠ ⁠Distorceu a cobertura do "mensalão" (2005)

36.⁠ ⁠Perseguiu figuras históricas do PT, como José Dirceu, José Genoíno, entre outros

37.⁠ ⁠Favoreceu candidatos tucanos nas campanhas de 2006 e 2010

2010-2025 (Impeachment da Dilma e ascensão da extrema direita)

38.⁠ ⁠Rotulou manifestantes de 2013 como "vândalos"

39.⁠ ⁠Apoiou Aécio Neves à candidatura presidencial

40.⁠ ⁠Exaltou misoginia contra Dilma Rousseff durante a posse presidencial

41.⁠ ⁠Reforçou a narrativa favorável ao impeachment de Dilma Rousseff

42.⁠ ⁠Deu apoio irrestrito à operação Lava Jato

43.⁠ ⁠Divulgou os vazamentos seletivos da Lava Jato

44.⁠ ⁠Fortaleceu a narrativa anti-PT e criminalização do partido

45.⁠ ⁠Tratou o juiz Sergio Moro como um herói, ignorando sua parcialidade

46.⁠ ⁠Deu amplo espaço ao PowerPoint de Dallagnol

47.⁠ ⁠Chamou a tragédia de Brumadinho de "acidente"

48.⁠ ⁠Vazou conversa gravada ilegalmente entre Dilma Rousseff e Lula

49.⁠ ⁠Apoiou indiscriminadamente a prisão de Lula, que o excluiu da eleição de 2018

50.⁠ ⁠Ignorou o conluio entre Moro e Dallagnol e a Vaza Jato

51.⁠ ⁠Defendeu a Reforma Trabalhista e da Previdência de Temer

52.⁠ ⁠Endossou a entrega do pré-sal ao capital estrangeiro

53.⁠ ⁠Se aproximou oportunisticamente de Bolsonaro

54.⁠ ⁠Fez apologia ao agronegócio e ignorou sua destruição ambiental

55.⁠ ⁠Omitiu informações sobre as fake news nas eleições de 2018

56.⁠ ⁠Deu espaço a discursos antivacina e negacionistas

57.⁠ ⁠Continuou contratos publicitários com governos investigados

58.⁠ ⁠Apoiou a venda de estatais, como a Eletrobras, BR Distribuidora e refinarias

59.⁠ ⁠Fez campanha pelo Banco Central independente

60.⁠ ⁠Nunca fez uma autocrítica verdadeira sobre seu monopólio midiático

Reporter Ceará: Chuvas de abril no Ceará ficam abaixo da média histórica, aponta Funceme - Repórter Ceará - O seu jornalismo de todos os dias.



Foto: Paulo Henrique/Arquivo pessoal


O Ceará registrou menos chuvas do que o esperado para o mês de abril, de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), fazendo com que as precipitações para o mês em 2025 ficassem abaixo da média histórica.

Conforme o órgão, o normal para abril no estado é de 190,7 milímetros de chuva. No entanto, choveu 123,1 mm, ou seja, 35,5% a menos do que o esperado. Para entrar no intervalo da média histórica, seriam necessários 147,8 mm de precipitações.

Em comparação com abril de 2024, choveu 101,7 mm a menos no mês em 2025, já que, no ano passado, as chuvas observadas totalizaram 224,8 mm, 17,9% a mais do que o esperado.

Por macrorregião, os litorais de Fortaleza e do Pecém registraram mais chuvas, com 245,8 mm e 209,6 mm respectivamente. Os menores registros foram das regiões do Sertão Central e Inhamuns (87,7 mm) e Jaguaribana (79,8 mm).

Apesar de todas as macrorregiões terem contabilizados menos chuvas que o esperado, quatro ainda ficaram dentro da média histórica. Nenhuma ficou acima do normal. Confira:

Dentro da média
– Litoral de Fortaleza (245,8 mm)
– Litoral do Pecém (209,6 mm)
– Litoral Norte (198,7 mm)
– Cariri (148,2 mm)

Abaixo da média
– Maciço de Baturité (143,1 mm)
– Ibiapaba (116,9 mm)
– Sertão Central e Inhamuns (87,7 mm)
– Jaguaribana (79,8 mm)

Fonte:  https://reporterceara.com.br/2025/05/02/chuvas-de-abril-no-ceara-ficam-abaixo-da-media-historica-aponta-funceme/