A
ministra Luciana Santos e o presidente Lula lançam a Chamada Pública
Nordeste, da Nova Indústria Brasil que impulsiona projetos estratégicos
em energias renováveis e bioeconomia
Governo Federal lança chamada inédita da Nova Indústria Brasil para o Nordeste Foto: Diego Galba (ASCOM/MCTI)
Na
manhã desta quarta-feira (28), a cidade de Salgueiro, no sertão
pernambucano, foi palco de um importante marco para a política de
desenvolvimento regional do país. Com a presença da ministra da Ciência,
Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, foi lançada oficialmente a Chamada Pública Nordeste, iniciativa que integra a Nova Indústria Brasil (NIB) e prevê o investimento de até R$ 10 bilhões em projetos inovadores na região.
A
medida busca estruturar arranjos produtivos regionais de alto impacto,
com foco em cinco áreas estratégicas: energias renováveis, bioeconomia
(com ênfase em fármacos), descarbonização (notadamente hidrogênio
verde), data centers verdes e o setor automotivo, incluindo máquinas
agrícolas.
“Vamos garantir que os produtos gerados aqui também
sejam industrializados aqui. Essa é uma ação concreta para reverter a
lógica de desigualdade regional e fortalecer a base industrial
nordestina”, afirmou o presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara,
durante o evento.
Parceria ampla e instrumentos financeiros diversos
A
chamada pública é resultado de uma articulação inédita entre o MCTI,
Finep, Bndes, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do
Nordeste, Consórcio Nordeste e Sudene. Cada proposta aprovada receberá
um Plano de Suporte Conjunto (PSC), elaborado por esses órgãos
para identificar os melhores mecanismos de financiamento, tais como
crédito incentivado, subvenção econômica, participação acionária e
recursos não reembolsáveis.
Luciana Santos ressaltou que a ação
reflete um projeto nacional com a ciência no centro da política de
desenvolvimento: “O Nordeste tem vocação para liderar a transição
energética e a bioeconomia. Com políticas públicas bem coordenadas,
vamos transformar essa vocação em realidade produtiva e sustentável.”
Empresas
e cooperativas com atuação ou intenção de atuação na região Nordeste,
inclusive estrangeiras legalizadas no Brasil, poderão submeter seus
planos de negócio.
Investimento histórico em segurança hídrica
O
evento em Salgueiro também marcou um reforço significativo na
infraestrutura hídrica nordestina. O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva participou da cerimônia de assinatura da ordem de serviço para a
duplicação da capacidade de bombeamento de água do Eixo Norte do Projeto
de Integração do Rio São Francisco (PISF), no âmbito da agenda Caminho das Águas.
A
obra, com investimento de R$ 491,3 milhões, vai ampliar a vazão de água
nas estações de bombeamento EBI-1 (Cabrobó), EBI-2 (Terra Nova) e EBI-3
(Salgueiro), beneficiando diretamente 237 municípios e cerca de 8,1
milhões de pessoas em Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.
“A
água é essencial não só para a vida, mas também para o desenvolvimento
produtivo. Garantir segurança hídrica é garantir dignidade, agricultura
forte e indústria viável”, disse Lula após visitar a estrutura da EBI-3.
Caminho para um crescimento inclusivo e sustentável
A
Nova Indústria Brasil representa uma guinada estratégica do governo
federal para combinar reindustrialização, inovação tecnológica e
inclusão social. No caso do Nordeste, a chamada pública lançada em
Salgueiro exemplifica uma aposta ousada em transformar potencial em
protagonismo.
Com tradição em recursos naturais, biodiversidade e
energias renováveis, a região se prepara para se tornar um polo de
desenvolvimento científico, tecnológico e industrial. O desafio agora é
transformar investimentos em resultados duradouros, com geração de
emprego qualificado e inclusão produtiva.
“A ciência é soberania,
e a soberania se constrói com decisão política e investimento
coordenado”, resumiu a ministra Luciana Santos.
Eu, que sou um verdadeiro Patriota defendo: Instituições Brasileiras fortes e desaparelhadas; riquezas naturais de nosso país servindo ao nosso Povo; plataformas de inteligência artificial com tecnologia nacional e regulamentação forte; legislação clara e fiscalização eficiente; o fim da impunidade; fim das imunidades; legislação fiscal justa onde quem ganha mais paga mais; estatais fortes com controle dividido entre o governo e entidades da sociedade civil; proteção aos dados do cidadão pelas instituições nacionais; sistema de defesa moderno e poderoso; vigilância efetiva de nossas fronteiras; boa remuneração para os que desenvolvem funções em áreas sensíveis e pesquisas científicas, principalmente as mais avançadas; políticas sociais fortes visando o nosso desenvolvimento e bem está social de nosso Povo; planejamento estratégico em todos os seguimentos de nossa economia e um projeto de país exequível para garantir o alcance das metas estabelecidas.
Três portarias publicadas nesta terça-feira (27) no Diário Oficial da União ampliam o tratamento para dermatite atópica pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os
documentos oficializam a incorporação, na rede pública, de duas pomadas
para a pele – tacrolimo e furoato de mometasona – além de um
medicamento oral para o tratamento da doença – o metotrexato.
Em nota, o Ministério da Saúde destacou que o tacrolimo tópico e o
furoato de mometasona poderão ser usados para tratar pessoas que não
podem usar corticoides ou que tenham resistência aos tratamentos até
então disponíveis.
“A ampliação de acesso ao tacrolimo tópico para os pacientes do SUS é
um benefício relevante já que, por ser um medicamento de alto custo,
seu acesso era mais restrito.”
Segundo a pasta, o metotrexato será indicado nos casos de dermatite
atópica grave, sobretudo entre pacientes que não podem usar a
ciclosporina, medicamento já disponibilizado na rede pública.
Entenda
Doença não contagiosa, a dermatite atópica é uma condição
genética e crônica caracterizada principalmente por coceira intensa e
pele ressecada, que afeta especialmente as áreas de dobras do corpo,
como a parte frontal dos cotovelos, atrás dos joelhos e o pescoço.
“É uma das formas mais comuns de eczema, prevalente na infância,
embora também possa surgir na adolescência ou na fase adulta”, detalhou o
ministério
Em crianças pequenas, a face também é uma área frequentemente afetada
pela dermatite atópica. “A doença pode variar muito de paciente para
paciente, com diferentes intensidades e respostas aos tratamentos”,
completou a pasta.
Raízes
etimológicas estão diretamente conectadas ao período da colonização e
derivam das línguas indígenas, do cristianismo e erros cartográficos de
colonizadores
Mapa das regiões do Brasil.Créditos: Reprodução / IBGE / Montagem Revista Fórum
Já
parou para pensar por que os estados brasileiros têm os nomes que
possuem? Esses nomes não foram escolhidos por acaso. Por trás de cada um
há um história marcada pelas culturas indígenas, além de erros
geográficos e o legado cristão de colonizadores portugueses. Hoje, o
Brasil é formado por 26 estados e o Distrito Federal, todos com autonomia política e administrativa.
Cada
estado possui suas próprias leis e governo, compondo, em conjunto, a
estrutura da República Federativa do Brasil, e as unidades são
responsáveis por legislar e administrar dentro de seus territórios,
sempre em conformidade com a Constituição nacional. Ao longo da história, o mapa do país passou por várias reformulações.
As
divisões regionais mudaram diversas vezes, refletindo interesses
políticos e econômicos de cada época. A configuração atual foi
consolidada com a promulgação da Constituição de 1988, que redefiniu
fronteiras e transformou antigos territórios federais em estados
autônomos, como é o caso de Roraima, Amapá e Tocantins.
Nomes que contam a história do país
Muitos nomes dos estados brasileiros vêm de erros geográficos da colonização, da religião cristã, influência dos portugueses, e de palavras derivadas das línguas indígenas nativas brasileiras,
que na origem etimológica dão o nome para mais da metade dos
estados. Antes da colonização, o Brasil era lar de cerca de 3,5 milhões
de indígenas, pertencentes a quatro distintas tradições
linguístico-culturais: tupi, jê, aruaque e caraíba.
Segundo
dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o
Brasil tem atualmente 1,7 milhão de indígenas e mais da metade vive na
Amazônia Legal, uma redução de 50% da população indígena em meio século.
O genocídio dos povos indígenas no Brasil remonta à colonização
portuguesa, especialmente com a implantação do cultivo da cana-de-açúcar
na zona costeira e a proliferação de doenças. Leia mais aqui.
Mapa do Brasil. Reprodução/ IBGE
Veja o que significa o nome de cada estado
Acre (AC)
O nome vem do rio Acre, cuja origem é indígena — da palavra aquri,
vocabulário do dialeto Ipurinã, usada por povos locais para designar um
rio tortuoso. A grafia "Acre" surgiu da adaptação feita por
exploradores ao transcreverem o termo indígena. É pertencente à língua
nativa dos índigenas Apurinãs.
Alagoas (AL)
Deriva
do plural de "lagoa", referência ao grande número de lagunas, lagoas e
canais que marcam o litoral do estado. Há aproximadamente 30 lagoas
distribuídas no território, sendo 17 na capital Maceió. A presença das
lagoas e dos rios foi um fator importante para o desenvolvimento
histórico da região na agricultura e na pesca.
Amapá (AP)
De
origem tupi, amapá significa “a terra que acaba” ou “ilha”, e pode
também estar ligada a uma árvore típica da região, a amapazeiro, típica
da Amazônia, cujo tronco robusto libera um líquido branco — o chamado
“leite Amapá” — utilizado popularmente como remédio para tuberculose e
distúrbios digestivos.
Amazonas (AM)
Há
duas hipóteses sobre a origem do nome do estado. A primeira associa a
palavra a “amassuno”, expressão indígena que significa “ruído das águas”
e que teria sido registrada pelo explorador espanhol Francisco
Orelhana. Já a segunda versão indica que o nome teria vindo das
guerreiras da mitologia grega conhecidas como amazonas. O nome vem do
Rio Amazonas, batizado pelos colonizadores em referência às guerreiras
da mitologia grega, por acreditarem ter enfrentado tribos lideradas por
mulheres.
Bahia (BA)
Refere-se à Baía
de Todos-os-Santos, a maior do Brasil, nomeada pelos portugueses em
1501. A palavra “baía” indica uma entrada do mar na costa.
Ceará (CE)
De
origem tupi "siará", que significa “canto da jandaia”, o nome faz
referência a um papagaio nativo do Brasil. Ceará também pode ser
interpretado como “água clara”.
Espírito Santo (ES)
Recebeu
esse nome em 1535, numa homenagem religiosa ao Espírito Santo, símbolo
da fé católica dominante entre os colonizadores portugueses. Naquele
ano, o fidalgo Vasco Coutinho desembarcou na atual Prainha de Vila
Velha. Por se tratar da oitava de Pentecostes, período litúrgico entre
Pentecostes e a celebração da Santíssima Trindade, o donatário escolheu o
nome Espírito Santo para batizar a capitania.
Goiás (GO)
O
nome vem da tribo indígena guaiás, com origem no termo tupi “gwaya”,
que significa “indivíduo igual”, “pessoa semelhante” ou “da mesma raça”.
A tribo habitava a região no final do século 16.
Maranhão (MA)
Pode
ter origem indígena ou ser uma corruptela de “Mbarã-nhana” (que
significa 'rio que corre'), nome dado por europeus a grandes rios da
região. Há também quem relacione o nome ao rio Maranhã, em Portugal.
Mato Grosso (MT)
Nome
descritivo, dado pelos colonizadores portugueses à região de vegetação
densa, espessa e de mata fechada no interior do Brasil. O estado de Mato
Grosso recebeu esse nome dos bandeirantes. A área de mata fechada se
estendia por cerca de sete léguas e em 1979, com a divisão do
território, surgiu o estado de Mato Grosso do Sul, que manteve a
referência ao nome original.
Minas Gerais (MG)
Recebeu
esse nome por concentrar diversas minas de ouro e pedras preciosas no
século XVIII. “Gerais” indica a vastidão do território minerador.
Pará (PA)
Do
tupi pa’ra, que significa “mar”. Era como os indígenas se referiam ao
rio Amazonas, devido à sua grandeza e volume de água. A palavra que deu
nome ao estado vem do tupi-guarani.
Paraíba (PB)
Nome
de origem tupi que significa “rio ruim para navegar” ou “rio de águas
difíceis”, em alusão à navegação complicada no rio Paraíba.
Paraná (PR)
Vem do tupi paranã, que significa “semelhante ao mar” ou “rio grande”, referindo-se ao importante rio Paraná.
Pernambuco (PE)
Origina-se
do tupi paranã-puka, que significa “buraco no mar”, em referência aos
arrecifes costeiros. O nome em língua tupi tem raíz etimológica nas
palavras Pará, Paraná e Paraíba.
Piauí (PI)
O
termo tem raízes na língua tupi-guarani e quer dizer "rio dos piaus".
Ele é composto pelas palavras indígenas "piau" (peixes pintados) e "i"
(água).
Rio de Janeiro (RJ)
Foi assim
nomeado por portugueses que, ao chegarem à Baía de Guanabara em 1º de
janeiro de 1502, pensaram estar na foz de um rio, incluindo o mês no
nome.
Rio Grande do Norte (RN)
Recebeu esse nome devido ao grande estuário do rio Potengi. “Rio Grande” era uma forma comum de designar grandes cursos d’água.
Rio Grande do Sul (RS)
Tem
origem semelhante à do estado do Norte, referindo-se ao “rio grande”
que é a Lagoa dos Patos. O “do Sul” foi acrescentado para
diferenciá-lo. O nome surgiu a partir de uma confusão geográfica. Um
vilarejo foi usado como referência para a foz do rio Grande, mas o ponto
indicado era, na verdade, a lagoa dos Patos.
Rondônia (RO)
Homenageia
o Marechal Cândido Rondon, que tinha antepassados indígenas, e foi
engenheiro militar e sertanista conhecido pela exploração na Bacia
Amazônica.
Roraima (RR)
Do idioma dos
povos indígenas locais, significa “serra verde” ou “monte de origem
celestial”, referência ao Monte Roraima. A origem da palavra vem dos
indígenas Ianomâni, que juntaram "roro" ou "rora" (verde) com "ímã"
(serra ou monte).
Santa Catarina (SC)
Nome dado em homenagem a santa Catarina de Alexandria, conforme um registro do português Sebastião Caboto, datado em 1526.
São Paulo (SP)
Nome
dado por padres jesuítas em referência ao apóstolo São Paulo, no dia de
sua conversão (25 de janeiro), data da fundação da cidade.
Sergipe (SE)
De origem tupi, significa “rio dos siris”, nome de um rio na região que batizou o estado.
Tocantins (TO)
Do tupi tukanati,
que significa “bico de tucano”. É também o nome de um rio que corta o
estado. A palavra, na língua indígena, combina "tucã", que representa o
tucano — uma ave típica do Brasil —, com "tins", que significa nariz.
Distrito Federal não é estado
Designado
mais recententemente, o DF é localizado na Região Centro-Oeste, a menor
região e o único que não é composto por municípios, mas por 35 regiões
administrativas. Em 1823, José Bonifácio, conhecido como Patriarca da
Independência, foi o primeiro a referir-se ao loca pelo nome Brasília e a
defender a ideia da interiorização da capital. A região abriga
Brasília, que hoje é uma cidade planejada, e onde se localiza a Praça
dos Três Poderes, chamada assim por abrigar os três órgãos do Estado
federal.
A partir do próximo dia 30, agências dos Correios vão prestar atendimento a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) que podem ter sido vítimas de descontos não autorizados feitos
por entidades associativas. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (22).
Durante coletiva de imprensa, o presidente do INSS, Giberto Waller, destacou que o serviço presencial será disponibilizado com foco na população de aposentados e pensionistas que não tem acesso à tecnologia.
“O atendimento presencial é exclusivo nas agências dos Correios. As
agências do INSS não receberão esse tipo de pedido. A gente tem uma
outra demanda, uma outra finalidade para essas agências da previdência
social. Mesmo porque a gente não tem a capilaridade que os Correios
têm.”
Segundo Waller, o INSS trabalha atualmente com um total de 1.570 agências distribuídas em pouco mais de 700 municípios grandes,
onde a maioria da população tem acesso à tecnologia e, portanto, não
precisaria se deslocar em busca de atendimento presencial.
“A gente está utilizando a parceria com os Correios para chegar em
municípios pequenos onde há mais dificuldade no uso da tecnologia ou no
uso da telefonia”, destacou o ministro, citando que a pasta
disponibiliza, como canais de comunicação, o aplicativo Meu INSS, sites
oficiais e o número de telefone 135.
Para ser atendido em uma agência dos Correios, o aposentado ou pensionista precisa apenas de um documento de identificação. Em casos de pessoas acamadas ou com dificuldade de deslocamento, é possível que uma terceira pessoa compareça ao local, desde que portando uma procuração.
“A pessoa com a procuração, não vai ter a possibilidade de mudar
nenhum dado cadastral – [a visita à agência] é somente para fazer a
consulta se houve ou não desconto”, destacou o presidente do INSS.
“A ideia é que os Correios, ao receberem essa pessoa, façam o
atendimento, abram a tela informando se houve desconto, de qual
associação [foi feito o desconto], e se foi autorizado ou não. Ela fecha
a manifestação automaticamente, recebe um protocolo com número, horário
e data. Isso vai ter uma importância depois”, completou.
Beijing,
22 mai (Xinhua) -- Acompanhando o presidente brasileiro Luiz Inácio
Lula da Silva em sua recente visita à China, estava uma importante
delegação representando o setor agrícola do Brasil. Essa grande presença
do agronegócio não foi surpreendente.
Segundo uma reportagem
recente do China Daily, a China é o maior importador de alimentos do
mundo, e o Brasil é seu principal fornecedor, respondendo por 25% de
todos os produtos agrícolas importados pelo país.
Embora seja
líder na importação de alimentos, a China também é um grande produtor de
grãos, especialmente trigo, milho e arroz. Devido a limitações na
disponibilidade de terra arável e água, a China produz relativamente
menos quantidade de soja, dependendo, portanto, em grande parte, de
importações.
O Brasil se tornou um parceiro estratégico nesse
contexto, com a soja respondendo por mais de 60% das exportações do
agronegócio do país para a China.
Outras exportações importantes
incluem carne e celulose, enquanto o milho está ganhando terreno. O
sorgo e as leguminosas, como feijão e gergelim, também apresentam grande
potencial.
Os laços do agronegócio são complementares e
mutuamente benéficos. O Brasil fornece grãos e apoia a crescente demanda
do país por proteínas. Enquanto isso, as importações chinesas alimentam
o desenvolvimento econômico rural no Brasil.
Ambos os países
compartilham o desafio de alimentar populações em crescimento de forma
sustentável. O aumento da disponibilidade de alimentos é uma prioridade
para a China, conforme descrito em seu atual plano quinquenal. Para
atingir essa meta e, ao mesmo tempo, preservar os recursos naturais e
reduzir o impacto ambiental, são necessárias melhorias na produtividade
agrícola. A tecnologia e a biotecnologia são fundamentais nessa jornada.
Entre
1976 e 2024, o Brasil dobrou a área usada para o cultivo de grãos,
enquanto a produção total aumentou sete vezes, refletindo um aumento de
três vezes na produtividade.
De acordo com a Confederação da
Agricultura e Pecuária do Brasil, sem os avanços tecnológicos, o Brasil
precisaria de mais de 278 milhões de hectares de terras aráveis para
produzir o que atualmente consegue com apenas 81,6 milhões de hectares.
A
produção brasileira de culturas geneticamente modificadas só perde para
os Estados Unidos, com soja, milho, algodão, cana-de-açúcar e eucalipto
plantados em 56 milhões de hectares. Na safra de 2022 e 2023, as taxas
de adoção atingiram 99% para soja e algodão e 98% para milho.
Acredita-se
que a biotecnologia também tenha levado a uma redução na necessidade de
pesticidas, o que é fundamental na agricultura tropical. Os dados da
Croplife Brasil mostram uma redução no uso de pesticidas de 35% para a
soja, 16,2% para o milho de verão, 16,4% para o milho de inverno e 27,5%
para o algodão.
Menos uso de pesticidas significa menos consumo
de combustível e menos operações de máquinas. Juntamente com os ganhos
de eficiência da terra, isso contribui para uma redução de 70,4 milhões
de toneladas métricas de emissões de dióxido de carbono, o equivalente
ao plantio de 504 milhões de árvores nativas. Essas melhorias fortalecem
a sustentabilidade das exportações de soja brasileira para a China.
Presidente
se reunirá com Alcolumbre e líderes do governo para detalhar a MP que
beneficia famílias de baixa renda e altera políticas do setor elétrico
Lula e Alexandre Silveira (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
247 - O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresenta, nesta quarta-feira
(21), a medida provisória que prevê isenção total da conta de luz para
milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade. A proposta será
detalhada em reunião no Palácio do Planalto com o presidente do Senado,
Davi Alcolumbre (União-AP), e líderes do governo, informa a CNN Brasil.
A
ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), e o
ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), também
participarão do encontro, marcado para as 11h.
Isenção para consumo de até 80 kWh por mês - A
proposta do governo federal estabelece a gratuidade na conta de luz
para famílias que consomem até 80 kWh mensais e que estejam incluídas no
Cadastro Único (CadÚnico) com renda de até meio salário mínimo por
pessoa. Também serão contempladas pessoas com deficiência ou idosos
beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de
famílias indígenas e quilombolas inscritas no CadÚnico.
A medida
deve atingir até 60 milhões de brasileiros e integra um pacote mais
amplo de mudanças no setor elétrico, preparado pela equipe de Alexandre
Silveira.
Encargos zerados e livre escolha da fonte de energia - A
MP também isenta o pagamento da Conta de Desenvolvimento Energético
(CDE) para famílias com renda entre meio e um salário mínimo, desde que
inscritas no CadÚnico. Essa conta é uma das responsáveis por encarecer
as tarifas de energia e financia subsídios a diversas políticas do
setor.
Além disso, o texto prevê que, a partir de 2026,
consumidores de baixa tensão — como residências e pequenos comércios —
terão o direito de escolher livremente a fonte de energia elétrica que
desejam contratar. A medida busca promover maior concorrência e ampliar o
acesso a opções sustentáveis e econômicas.
Tramitação no Congresso - Como
se trata de uma medida provisória, o texto passará a valer
imediatamente após sua publicação. No entanto, precisará ser aprovado
pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal no prazo máximo de 120
dias para não perder validade.
A articulação política para
garantir a tramitação dentro do prazo ficará a cargo da ministra Gleisi
Hoffmann e dos líderes governistas nas duas casas legislativas.
A economia brasileira cresceu 1,6% no primeiro trimestre do ano em comparação com o último trimestre de 2024.
Já na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a expansão
observada é de 3,1%. No acumulado de 12 meses, a alta é de 3,5%.
As estimativas são do Monitor do PIB, estudo mensal do Instituto
Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV (Fundação Getulio Vargas),
divulgado nesta segunda-feira (19).
O levantamento faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB),
conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, e serve como
prévia do dado oficial, divulgado trimestralmente pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O desempenho do primeiro trimestre de 1,6% é dessazonalizado, ou
seja, foram excluídas variações típicas da época do ano, para que
efeitos do calendário não distorçam a comparação entre períodos
diferentes.
Setores
A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, aponta que a
agropecuária teve “forte crescimento” de 12,2% no primeiro trimestre,
sendo o grande destaque do período.
Ela frisa ainda que o crescimento de 1,3% no setor de serviços,
atividade de maior peso no PIB, também colaborou para o bom desempenho
da economia.
“Com isso, o resultado do primeiro trimestre reverte a tendência
declinante da economia, que se observava desde o terceiro semestre de
2024”, analisa Trece.
No fim de 2024, o resultado trimestral havia sido quase nulo, com apenas 0,1% de alta ante o trimestre imediatamente anterior.
A economista disse que as exportações voltaram a crescer
(2,8%) no primeiro trimestre, com grande influência de produtos
agropecuários.
O ponto negativo, revela a pesquisadora, foi a estagnação da indústria.
“Embora a maior parte das atividades industriais tenha registrado
crescimento, a retração na indústria de transformação [segmento que
transforma matéria prima em um produto final ou intermediário, que vai
ser novamente modificado por outra indústria], atividade de maior peso
na indústria, explica esse desempenho”, explica.
Comportamentos
O levantamento do Ibre/FGV aponta que o consumo das famílias
cresceu 2,7% no primeiro trimestre ante o mesmo período do ano passado.
Apesar de estar no campo positivo, esse resultado mostra trajetória
decrescente. No quarto trimestre de 2024, por exemplo, a evolução tinha
sido de 3,7%.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mostra o
comportamento dos investimentos, registrou 6,9% no primeiro trimestre
deste ano ante o mesmo período do ano passado, sendo também outro
indicador com tendência decrescente. No terceiro trimestre de 2024, a
expansão tinha sido de 10,8%.
Em valores monetários, a FGV estima o PIB brasileiro do primeiro trimestre em R$ 3,393 trilhões.
Resultado oficial
O Monitor do PIB da FGV é um dos estudos que servem como termômetro
da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade
Econômica do Banco Central (IBC-Br), também divulgado nesta segunda-feira,
que indicou expansão de 1,3% na passagem do quarto trimestre de 2024
para o primeiro trimestre de 2025, e de 4,2% no acumulado de 12 meses.
O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo
IBGE. A divulgação referente ao primeiro trimestre deste ano será em 30
de maio.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
passará a exigir a identificação biométrica de aposentados e
pensionistas que quiserem autorizar que as parcelas do empréstimo
consignado sejam descontadas diretamente de seus benefícios
previdenciários.
Conforme despacho publicado no Diário Oficial da União (DO) nesta segunda-feira, a medida entrará em vigor a partir do próximo dia 23.
“Todos os desbloqueios para averbação de novos empréstimos
consignados somente poderão ser realizados com a biometria, na
plataforma Meu INSS, validadas em bases do governo federal”, diz
despacho assinado pelo presidente do instituto, Gilberto Waller Junior.
Além de se identificar, o interessado pode usar o aplicativo
Meu INSS para consultar instituições financeiras e as taxas de juros
para pedidos de empréstimos.
De acordo com a medida, a identificação biométrica feita por meio da
verificação de características físicas como a foto ou a impressão
digital dos beneficiários, atende à necessidade de avaliação do serviço
de desbloqueio de benefícios para empréstimos consignados, com o
objetivo de mapear vulnerabilidades operacionais e implementar medidas
corretivas e aprimoramentos, garantindo maior segurança e conformidade
aos processos envolvidos.
A concessão de novas autorizações automáticas para empréstimos consignados para aposentados e pensionistas está bloqueada desde o último dia 8, atendendo a uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Em junho do ano passado, depois de identificar irregularidades em
descontos de mensalidades associativas - lançadas diretamente na folha
de pagamento de aposentados - o TCU determinou ao INSS que só permitisse
as cobranças em folha em favor de organizações sociais mediante a
obtenção e conferência da assinatura eletrônica avançada e dados
biométricos do beneficiário. A determinação valia tanto para as
mensalidades de filiação às entidades, quanto para empréstimos
consignados.
Na mesma decisão, o tribunal determinou ao INSS que ressarcisse os
valores cobrados indevidamente de aposentados e pensionistas, e
ainda que o instituto e a Dataprev implementassem, em 90 dias,
“ferramentas tecnológicas que possibilitem a assinatura eletrônica
avançada e biometria para todos os termos de filiação e autorizações de
descontos vigentes, bem como um sistema que permita o bloqueio e
desbloqueio automático e específico para cada averbação de desconto nos
benefícios pagos”.
O instituto recorreu das determinações, alegando, entre outras
coisas, que as autorizações para empréstimos consignados já passavam por
mecanismos de controle mais eficazes que aqueles a que são submetidas
autorizações para descontos de mensalidades associativas em folha.
Contudo, em maio deste ano – um dia antes do INSS anunciar o bloqueio
dos consignados - o TCU negou o recurso, mantendo as determinações.