domingo, 21 de setembro de 2025

Agência Brasil: SUS: 76% da população brasileira têm atendimento gratuito de saúde

 

Sistema faz 35 anos hoje e reúne 3,5 milhões de profissionais em ação
Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
Publicado em 19/09/2025 - 16:40
Brasília
Brasília (DF), 05/07/2025 - Pacientes realizam cirurgias e exames no Hospital Universitário de Brasília (HUB) como parte do
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) completa, nesta sexta-feira (19), 35 anos de existência e, na avaliação do Ministério da Saúde, se consolida como o maior sistema público, gratuito e universal do mundo.

O SUS surgiu como resultado de um movimento histórico na 8ª Conferência Nacional de Saúde, em 1986, e ganhou forma na Constituição de 1988, que definiu a saúde como direito de todos e dever do Estado.

“Antes do SUS, apenas trabalhadores formais vinculados à Previdência Social tinham atendimento garantido nos hospitais públicos. Na prática, apenas 30 milhões de pessoas eram beneficiadas”, lembrou o ministério.

“Para o restante da população, a alternativa era a caridade, serviços filantrópicos ou o pagamento direto. Hoje, toda a população tem direito aos atendimentos”, completou o ministério.

Dados do governo mostram que, atualmente, 76% da população brasileira, de um total de 213,4 milhões de pessoas, dependem diretamente do SUS. Os números indicam ainda 2,8 bilhões de atendimentos ao ano e 3,5 milhões de profissionais em atuação.

Brasília (DF), 05/07/2025 - Pacientes realizam cirurgias e exames no Hospital Universitário de Brasília (HUB) como parte do
SUS: 30 mil procedimentos realizados em 2024. Foto-arquivo: Marcelo Camargo/Agência Brasil - Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Saúde da família

Para o ministério, uma das ações de destaque no SUS é a Estratégia Saúde da Família (eSF). Lançada em 1994 com foco na atenção primária, a estratégia conta com equipes presentes em todas as regiões do país.

As ações incluem promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento em unidades básicas de saúde (UBS) e em áreas remotas e fluviais, além de consultórios na rua e territórios indígenas.

Transplantes

A pasta ressaltou ainda que o Brasil detém hoje a maior rede pública de transplantes do mundo. Em 2024, o país bateu recorde histórico no SUS, com 30 mil procedimentos realizados. O sistema fornece ainda medicamentos imunossupressores necessários para transplantados.

Vacinação

O SUS conta também com o maior programa público de vacinação da América Latina, o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Atualmente, são disponibilizados 48 imunobiológicos, sendo 31 vacinas, 13 soros e quatro imunoglobulinas.

“As ações contribuíram para marcos como a erradicação da poliomielite, em 1994, até resultados mais recentes, como a recertificação de país livre de sarampo pela OPAS [Organização Panamericana da Saúde]," destacou o ministério.

O Brasil ainda foi pioneiro na oferta de vacina contra a dengue, ofertada atualmente para crianças e adolescentes com idade entre 10 e 14 anos.

São Paulo (SP), 09/06/2025 - A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo inicia ações de intensificação da vacinação contra a influenza. Posto de vacinação no Terminal Parque Dom Pedro II, no centro da capital paulista. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
.Brasil ainda foi pioneiro na oferta de vacina contra a dengue, segundo o Ministério da Saúde. Foto-arquivo: Paulo Pinto/Agência Brasil. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil - Paulo Pinto/Agência Brasil

Outros destaques

Para a pasta, a trajetória do SUS é marcada também pela criação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em 2003; do programa Brasil Sorridente, em 2004; do Farmácia Popular, em 2004, da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), em 2004; da Rede Cegonha, atual Rede Alyne, em 2011; e do Programa Mais Médicos, em 2013, dentre outros.

“Desde 2023, o governo federal retomou a agenda voltada ao fortalecimento do complexo econômico-industrial da saúde com medidas para reduzir a dependência do Brasil. A expectativa é que, em até dez anos, 70% das necessidades do SUS em medicamentos, equipamentos e vacinas sejam produzidos no país”, completou o ministério.

Desafios

A pasta avalia como um dos desafios históricos o tempo de espera para atendimento na rede pública. A expectativa do governo é que a questão seja sanada por meio do programa Agora Tem Especialistas, que tem como foco seis áreas estratégicas: oncologia, cardiologia, ginecologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia.

Outra estratégia apontada pelo ministério é a expansão da telessaúde, que pode reduzir em até 30% o tempo de espera por atendimento especializado no SUS e figura como um dos eixos do programa. Os dados mostram que, em 2024, foram registrados 2,5 milhões de atendimentos em telessaúde.

Ainda de acordo com o ministério, por meio do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Saúde, o governo pretende entregar novas unidades básicas de saúde (UBS), salas de teleconsulta, unidades odontológicas móveis, policlínicas, maternidades, centros de atenção psicossocial (Caps) e ambulâncias.

“A meta é universalizar o serviço de emergência até o final de 2026 e ele, agora, está presente também em território indígena, com atendimento 24 horas e profissionais bilíngues”, concluiu o ministério.

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Agência Brasil: Ceará sanciona lei que zera ultraprocessados na merenda até 2027

 

Lei foi sancionada durante Cúpula Global para Alimentação Escolar
Eliane Gonçalves* - Repórter da Radioagência Nacional
Publicado em 18/09/2025 - 14:37
Fortaleza
Brasília (DF), 19/02/2025 - Alimentação escolar. Adriane Alves da Silva, trabalha na escola CED619  da Samambaia. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
© Antônio Cruz/Agência Brasil
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O governador do Ceará, Eumano de Freitas, sancionou nesta quinta-feira (18), a lei que proíbe alimentos ultraprocessados na merenda escolar do estado. A regra passa a valer para todas as escolas públicas e também para as particulares. 

Segundo a lei, a retirada dos alimentos ultraprocessados dos cardápios escolares vai ser gradual. Em 2026, esse tipo de alimento ficará restrito a 10% de tudo o que é servido aos estudantes. E, em 2027, a meta é zerar a presença de ultraprocessados na alimentação dos alunos. 

A lei foi sancionada na abertura da 2ª Cúpula da Coalização Global para Alimentação Escolar, realizada em Fortaleza (CE). O encontro reúne representantes de mais de 80 países e, na abertura, contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin. 

Como em um ato simbólico, o ministro da Educação Camilo Santana e a Diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos, Cindy McCain, presentes na Cúpula, também assinaram a legislação. Alckmin elogiou a medida, mas não sinalizou se o governo federal estuda adotar uma medida semelhante para o restante do país. 

Limites

Em fevereiro deste ano, o governo federal reduziu de 20% para 15% o limite de alimentos processados e ultraprocessados que poderão compor o cardápio das escolas públicas brasileiras em 2025, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O objetivo é oferecer alimentação mais saudável aos estudantes, priorizando alimentos mais nutritivos, produção local e maior diversidade de cultura alimentar das regiões do país.

A determinação consta em uma resolução do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), que é responsável pelo PNAE e pelo repasse de recursos destinados a estados e municípios para a merenda escolar. Em 2026, o limite de ultraprocessados na merenda será reduzido para até 10%.  

O programa atende 40 milhões de crianças e jovens em 150 mil escolas dos 5.570 municípios do Brasil. São 50 milhões de refeições diárias e cerca de 10 bilhões por ano, com custo anual de cerca de R$ 5,5 bilhões. 

* A repórter viajou a convite do Ministério da Educação. 

Brasil247: INSS já devolveu mais de R$ 1 bi a aposentados vítimas de fraude, diz ministro

 

Segundo Wolney Queiroz, outros R$ 2 bilhões seguem em processo de ressarcimento

Wolney Queiroz (Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados)
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247 - O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quinta-feira (18) que o governo já devolveu mais de R$ 1 bilhão a aposentados que foram vítimas de fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). De acordo com Queiroz, ainda há cerca de R$ 2 bilhões a serem ressarcidos. Ele destacou que tratou do tema diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Ele me pediu para não deixar nenhum aposentado no prejuízo”, relatou o ministro durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), segundo a CNN Brasil. De acordo com Queiroz, ainda há cerca de R$ 2 bilhões a serem ressarcidos. Ele destacou que tratou do tema diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Ele me pediu para não deixar nenhum aposentado no prejuízo”, relatou o ministro.

Crédito extraordinário para acelerar pagamentos

Para garantir que todos os beneficiários recebam o que lhes foi retirado, o governo federal editou uma Medida Provisória que abre crédito extraordinário de R$ 3,31 bilhões. O objetivo é acelerar os processos de ressarcimento e assegurar que nenhum aposentado seja prejudicado.

Inteligência contra novas fraudes

Durante a entrevista, Wolney Queiroz também afirmou que o ministério vem ampliando recursos de investigação e monitoramento. “Estamos empoderando a inteligência do ministério para obter melhores resultados e evitar novas fraudes”, disse o ministro.

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Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/inss-ja-devolveu-mais-de-r-1-bi-a-aposentados-vitimas-de-fraude-diz-ministro

Brasil247: Bolsa Família promove autonomia e fortalece desenvolvimento social no Brasil

 

Programa de transferência de renda consolida impacto no combate à fome e na geração de oportunidades para milhões de famílias brasileiras

Programa de transferência de renda que alcança mais de 19 milhões de famílias em todo o Brasil e se tornou referência mundial em inclusão social (Foto: Agência Brasil )

O Brasil alcançou, em 2025, um marco histórico: saiu oficialmente do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O feito, resultado de uma taxa de subalimentação abaixo de 2,5% entre 2022 e 2024, foi sustentado por políticas públicas estratégicas, como o Bolsa Família e o Brasil Sem Fome, conforme destacou a publicação SOFI 2025. Mais do que um alívio imediato, essas iniciativas se consolidaram como pilares de inclusão social e de geração de oportunidades.

De política emergencial a política de Estado, o Bolsa Família tornou-se uma referência mundial em transferência de renda. Neste mês de setembro de 2025, o programa chega a 19,07 milhões de famílias, alcançando 49,75 milhões de pessoas em todos os 5.570 municípios do país, com prioridade para crianças, gestantes e nutrizes. O valor médio de repasse é de R$ 682,22, a partir de um investimento federal de R$ 12,96 bilhões. O calendário de pagamentos segue de forma escalonada até o dia 30, de acordo com o final do Número de Identificação Social (NIS).

A cesta de benefícios garante não apenas a renda mínima, mas também a segurança de que o futuro das novas gerações esteja atrelado à educação, saúde e nutrição.

Histórias de emancipação

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Ex-beneficiária do Bolsa Família, Priscila Taveira atua hoje na Casa da Cidadania de Careiro da Várzea (AM), onde auxilia moradores na emissão de documentos, no registro do CadÚnico e na inscrição no programa(Photo: Vitor Vasconcelos/Secom/PR)Foto: Vitor Vasconcelos - Secom/PR


Os números se traduzem em histórias reais de transformação. No Distrito Federal, Jaqueline Sousa, de 38 anos, viveu recentemente o que chamou de “um dia histórico”. Ao visitar uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), ela solicitou o desligamento do Bolsa Família após conquistar um emprego formal.

“É um dia especial na minha vida porque vim ao atendimento do Cadastro Único para fazer o pedido do desligamento do Bolsa Família, que me ajudou durante anos. Graças a uma oportunidade de emprego, hoje tenho renda e a tendência é melhorar. Não é uma perda, é uma conquista”, afirmou a moradora do Riacho Fundo.

Atualmente, Jaqueline trabalha com carteira assinada em uma empresa prestadora de serviços para a Fundação Oswaldo Cruz, organizando a participação de diversos setores em eventos públicos. Antes, atuou no setor de materiais recicláveis, como catadora e depois junto à Central das Cooperativas de Trabalho de Materiais Recicláveis.

“Estou aqui hoje trabalhando com uma equipe maravilhosa, em um trabalho excelente, que eu amo, que é trabalhar com os movimentos e com as pessoas em situações diversas do nosso país. Estou feliz por ter passado por esse processo e chegar até aqui. A tendência agora é trabalhar mais, se capacitar mais, estudar mais ainda, para dar continuidade e servir como exemplo para os nossos filhos e para o nosso país”, destacou.

História parecida é a de Priscila Taveira, de 31 anos, que vive em Careiro da Várzea, município ribeirinho do Amazonas. Após ter sido beneficiária do programa por dez anos, ela hoje trabalha na Casa da Cidadania, espaço onde são oferecidos serviços como emissão de documentos, registro no CadÚnico e inscrição no Bolsa Família.

“Moro aqui desde que nasci. A cidade tem 16 mil habitantes, é muito pequena, mas aconchegante”, contou. “Recebi o Bolsa Família durante dez anos. Foi essencial em minha vida. Enquanto eu não consegui um emprego, foi muito bom. A bolsa me ajudou até que eu conseguisse o emprego. Hoje trabalho na Casa da Cidadania com vários tipos de atendimento. É motivo de orgulho ter chegado aqui”, afirmou Priscila, que agora auxilia outras famílias a terem acesso às mesmas oportunidades que um dia recebeu.

Autonomia com proteção

Um dos avanços mais recentes do programa é a Regra de Proteção, reformulada em 2025 para assegurar uma transição segura às famílias que aumentaram a renda. A partir de julho, quem ultrapassar o limite de R$ 218 por pessoa, mas permanecer com renda de até R$ 706, poderá manter 50% do benefício por até 12 meses. A medida reconhece que sair da pobreza não acontece da noite para o dia e que a estabilidade financeira exige adaptação.

O mecanismo tem se mostrado essencial para estimular o ingresso no mercado de trabalho formal. Segundo dados oficiais, 80% das vagas criadas no primeiro semestre de 2025 foram ocupadas por pessoas inscritas no CadÚnico, sendo 711.987 delas beneficiárias do Bolsa Família. Assim, o programa equilibra proteção e incentivo à independência, ajudando famílias a caminhar com mais segurança rumo à autonomia.

Impacto direto na vida das mulheres e das crianças

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, destacou o papel do programa no empoderamento feminino: “Ao priorizar a mulher como titular do benefício, o Bolsa Família não apenas transfere renda, mas transfere agência. Essa autonomia é o primeiro passo para romper ciclos de dependência e violência, permitindo que essas mulheres retomem os estudos, invistam em qualificação e busquem seu espaço no mercado de trabalho”.

Outro diferencial é a integração do benefício com condicionalidades em saúde e educação. A frequência escolar mínima, a vacinação em dia e o acompanhamento nutricional criam um pacto pela cidadania. Em apenas um ano, os índices de magreza acentuada entre crianças beneficiárias caíram mais de 70%, evidenciando que o auxílio chega à mesa e fortalece o desenvolvimento infantil.

Motor da economia local

Com orçamento anual superior a R$ 160 bilhões, o Bolsa Família também movimenta a economia. Cada real repassado gera R$ 2,16 em impacto no consumo, segundo estudos do Banco Mundial. Esse efeito é sentido principalmente nos pequenos municípios, onde o comércio local é fortalecido por famílias que destinam os recursos a alimentos, roupas e material escolar.

Além disso, o ciclo de saída planejada vem mostrando resultados expressivos: 1,3 milhão de famílias deixaram o programa em 2024 por melhora de renda, e em julho de 2025, outras 536 mil concluíram os 24 meses de Regra de Proteção. Esses números demonstram que o Bolsa Família não é um fim, mas um caminho para a independência.

Reconhecido em fóruns como o G20 e a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, o programa brasileiro se tornou inspiração para outros países. Ao combinar transferência de renda, políticas de saúde e educação, além de mecanismos de transição para o trabalho, o Bolsa Família mostra que é possível conciliar proteção social e desenvolvimento econômico.

Fonte:  https://www.brasil247.com/conteudo-publicitario/bolsa-familia-promove-autonomia-e-fortalece-desenvolvimento-social-no-brasil

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Brasil247: Câmara aprova nova tarifa social de energia

 

O benefício concederá a gratuidade total da conta de luz a 4,5 milhões de famílias

IBGE: reajuste na tarifa de energia pressiona inflação (Foto: Divulgação)
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247 - A Câmara aprovou nesta quarta-feira (17) a Medida Provisória (MP) nº 1300/2025 que amplia a tarifa social para a conta de luz, em seu último dia de validade do prazo de 120 dias. Para passar a valer, o Senado também precisa aprovar a medida ainda nesta quarta. 

O benefício concederá a gratuidade total da conta de luz a 4,5 milhões de famílias. De acordo com o governo federal, outras 17,1 milhões de famílias que também têm direito à tarifa social não precisarão pagar pelos primeiros 80 quilowatts-hora (kWh) consumidos em cada mês. O Ministério de Minas e Energia (MME) afirmou que, ao todo, 115 milhões de consumidores serão beneficiados pela gratuidade ou pela redução da conta de luz.

Serão beneficiados pela gratuidade as famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda mensal de até meio salário mínimo (R$ 759) por pessoa e que têm um consumo de até 80 kWh/mês.

Também ficam isentas famílias com renda mensal entre meio e um salário mínimo (R$ 1.518) do pagamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Atualmente, a tarifa é rateada entre todos os consumidores.

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Fonte: https://www.brasil247.com/economia/camara-aprova-nova-tarifa-social-de-energia

Brasil247: “Os pequenos negócios são a força que movimenta o Brasil”, afirma Décio Lima sobre queda no desemprego

 

Presidente do Sebrae destaca protagonismo das micro e pequenas empresas, responsáveis por 80% das contratações até julho, segundo IBGE e Caged

Décio Lima, presidente do Sebrae (Foto: Divulgação/Sebrae)
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247 -  “Os pequenos negócios são a força que movimenta o Brasil. São homens e mulheres que enfrentam um mercado que não foi feito para eles. Para o país, isso representa mais geração de empregos e mais inclusão”. A declaração do presidente do Sebrae, Décio Lima, ganha força diante dos dados mais recentes do mercado de trabalho, que mostram o protagonismo das micro e pequenas empresas na recuperação econômica do país.

Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego caiu para 5,6% no trimestre encerrado em julho, o menor índice desde 2012. Já um levantamento do Sebrae, a partir dos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), revela que, de janeiro a julho, o setor foi responsável por 853,8 mil contratações.

Décio Lima atribui o resultado a um ambiente econômico mais favorável e ao papel decisivo do governo federal: “É mais um reflexo da inclusão promovida pelos pequenos negócios a partir de uma política econômica assertiva realizada pelo presidente Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Em julho, por exemplo, as micro e pequenas empresas responderam por 80% das contratações, o que representa essa capacidade de levar mais dignidade à população”.

A PNAD Contínua também aponta que o número de trabalhadores ocupados no país atingiu novo recorde: 102,4 milhões de pessoas. Entre eles, 39,1 milhões possuem carteira assinada. A taxa de informalidade, por sua vez, recuou para 37,8%, abaixo do trimestre anterior (38%) e do mesmo período de 2024 (38,7%).

O empreendedorismo é outro destaque. O país alcançou 25,9 milhões de trabalhadores por conta própria, número recorde e 4,2% maior que o de um ano atrás. Entre janeiro e agosto, 3,5 milhões de empresas foram abertas, das quais 97% são de pequeno porte. O setor de Serviços lidera, com 64% dos novos registros (262 mil empresas), seguido pelo Comércio, com 87.585 negócios (21%).

Fonte: https://www.brasil247.com/empreender/os-pequenos-negocios-sao-a-forca-que-movimenta-o-brasil-afirma-decio-lima-sobre-queda-no-desemprego

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Ufologia, LAI e potenciais impactos à informação da sociedade - Legisla...

Brasil247: Com Lula, renda do trabalhador sobe a R$ 3.484 e bate recorde histórico em julho


Massa salarial atinge R$ 352,3 bilhões, aumento de 6,4%, maior valor da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita à Linha de Montagem da Stellantis Betim. Polo Automotivo Stellantis, Betim - MG. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
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247 - A renda média real do trabalhador brasileiro alcançou R$ 3.484 no trimestre encerrado em julho de 2025, o maior valor para o periodo da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento aponta que o rendimento teve alta de 1,3% em relação ao trimestre anterior e de 3,8% frente ao mesmo período de 2024. Já a massa de rendimentos — que soma os ganhos de todos os trabalhadores — também bateu recorde, chegando a R$ 352,3 bilhões, após crescer 2,5% no trimestre e 6,4% em um ano.

Mercado de trabalho em expansão

Paralelamente à melhora da renda, o país registrou queda no desemprego. A taxa de desocupação caiu para 5,6%, o menor patamar desde 2012. O número de desocupados recuou para 6,1 milhões de pessoas, queda de 14,2% no trimestre e 16% em 12 meses.

O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar, chegou a 58,8%, também recorde histórico. O contingente de ocupados foi estimado em 102,4 milhões de brasileiros.

Subutilização em queda e menos desalento

A taxa composta de subutilização — que reúne desempregados, subocupados e pessoas que poderiam trabalhar mas não procuram emprego — caiu para 14,1%, a menor da série. Em termos absolutos, são 16,1 milhões de pessoas, após queda de 8,8% no trimestre e 12,4% no ano.

O desalento também recuou, atingindo 2,7 milhões de pessoas, redução de 11% em relação ao trimestre anterior e 15% frente a 2024.

Recordes no trabalho formal e público

O emprego formal teve crescimento expressivo. No setor privado, o número de trabalhadores com carteira assinada chegou a 39,1 milhões, recorde da série, com alta de 3,5% em um ano. Já o setor público empregava 12,9 milhões de pessoas em julho, um aumento de 3,4% no trimestre.

O trabalho por conta própria também bateu recorde, alcançando 25,9 milhões de ocupados, após crescimento de 1,9% no trimestre e 4,2% na comparação anual. A informalidade, por outro lado, apresentou leve recuo, representando 37,8% dos ocupados.

Setores que puxaram a renda e a ocupação

Alguns setores se destacaram na geração de postos de trabalho e no avanço dos rendimentos. Frente ao mesmo período de 2024, houve crescimento expressivo na indústria geral (+580 mil pessoas), no comércio (+398 mil) e no transporte (+360 mil).

Na renda, as maiores altas ocorreram na agricultura (+7,2%), na construção (+7,0%), nas atividades de informação e comunicação (+5,3%) e nos serviços públicos, saúde e educação (+3,2%).

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Fonte: https://www.brasil247.com/economia/com-lula-renda-do-trabalhador-sobe-a-r-3-484-e-bate-recorde-historico-em-julho

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Brasil247: China amplia a compra de soja brasileira e sustenta a balança comercial do País

 Parceria sólida entre os presidentes Lula e Xi Jinping fortalece o agro brasileiro, em meio à guerra comercial com os EUA

Lula e Xi Jinping - 13/05/2025 (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

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247 – A relação estratégica entre os presidentes Lula e Xi Jinping tem se traduzido em resultados concretos para o Brasil, especialmente no campo do agronegócio. Segundo revelou o jornal O Estado de S.Paulo, a China ampliou em 31% suas compras de soja brasileira em agosto, em comparação com o mesmo período do ano passado, ajudando a sustentar a balança comercial em meio à retração das exportações para os Estados Unidos.

Esse avanço das exportações para o mercado chinês foi fundamental para compensar a queda de 18,5% nas vendas para os EUA, resultado direto do tarifaço de 50% imposto por Washington. A cooperação entre Brasil e China tem se mostrado uma alternativa sólida em um cenário global de disputas comerciais, reafirmando a importância do alinhamento político e diplomático entre os presidentes Lula e Xi.

Brasil garante superávit com apoio da China

A parceria sino-brasileira fortalece a posição do país como fornecedor estratégico de alimentos, especialmente em um momento em que Pequim busca diversificar suas fontes de suprimento. Além da soja, o Brasil também foi beneficiado pelo aumento de 40,4% nas exportações para a Argentina, puxadas pela venda de automóveis. O desempenho conjunto assegurou um superávit 3,9% maior na balança comercial de agosto em relação a 2024, mostrando que a diplomacia ativa e pragmática fortalece os resultados econômicos.

O reposicionamento da China no mercado global de soja decorre da guerra comercial com os Estados Unidos. O jornal chinês Global Times ressaltou que agricultores norte-americanos estão “perdendo bilhões de dólares em vendas de soja para a China, justamente no auge da temporada de comercialização”, reflexo direto das tarifas impostas por Washington e da decisão chinesa de buscar fornecedores alternativos, sobretudo Brasil e Argentina.

Prioridade ao Brasil

A publicação lembra que, durante décadas, cerca de metade da soja produzida nos EUA tinha como destino a China, e agora produtores enfrentam dificuldades inéditas para escoar sua produção. Para Pequim, usar o Brasil como parceiro comercial confiável é também uma forma de assegurar sua segurança alimentar diante de instabilidades políticas e econômicas norte-americanas.

Com a solidez da parceria entre Lula e Xi Jinping, o Brasil se consolida como elo fundamental no abastecimento da segunda maior economia do mundo. Ao mesmo tempo, o deslocamento da demanda chinesa revela os prejuízos da política de confrontos adotada pelos EUA, que deixou seus produtores agrícolas em desvantagem.

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Fonte: https://www.brasil247.com/economia/china-amplia-a-compra-de-soja-brasileira-e-sustenta-a-balanca-comercial-do-pais

domingo, 14 de setembro de 2025

Agência Brasil: Lula lembra covid e diz que saúde não tem esquerda ou direita

 

Presidente participou, hoje, de mutirão de saúde no hospital da UnB
Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 13/09/2025 - 14:57
Brasília
Brasília (DF) 13/09/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Dia E
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em um mutirão de atendimentos hospitalares promovido neste sábado (13) pelo governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lembrou do papel do Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia de covid-19 e disse que não há esquerda ou direita quando se fala na saúde da população.

“Em se tratando de saúde, você não tem esse negócio de direita e esquerda, tem é pessoas comprometidas com a saúde do povo brasileiro”, disse Lula, numa referência ao trabalho dos profissionais do SUS.

Lula esteve no Hospital Universitário de Brasília (HUB), ligado à Universidade de Brasília (UnB) e gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Ao todo, 45 hospitais, em 25 estados, todos geridos pela companhia estatal, participam do mutirão, que inclui cirurgias eletivas, exames e consultas com especialistas.

Os atendimentos serão voltados a várias especialidades, como cardiologia, ortopedia, oftalmologia e saúde da mulher.

Segundo dados do governo, em um único dia estão sendo realizadas cerca de 2 mil cirurgias eletivas (não urgentes), 4,5 mil consultas e 22,7 mil exames, que foram pré-marcados para ocorrer neste sábado, com a mobilização das equipes médicas e de enfermagem. “A gente paga hora extra, agora é o seguinte, a gente vai ter que fazer mais”, brincou Lula para uma plateia formada por funcionários do hospital e pacientes.

O mutirão deste sábado conta com turnos extras e envolvimento direto de mais de 2,5 mil médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais especialistas, além de aproximadamente 700 estudantes. Ao todo, mais de 3,2 mil profissionais participam do mutirão, informou a Ebserh.

A ação, chamada de Dia E, faz parte do programa Agora Tem Especialistas, com o qual o governo federal pretende reduzir a fila de atendimentos do SUS. Atualmente, devido à falta de médicos, um paciente em geral precisa aguardar meses para ser atendimento com um especialista, como um cardiologista ou oncologista.

O programa prevê a viabilização de atendimentos na rede privada, com o abatimento, por exemplo, de dívidas de operadoras de Saúde com o SUS. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cerca de 190 hospitais demonstraram interesse em aderir.

O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, anunciou a meta de aumentar em 40% o número de cirurgias realizadas em hospitais universitários, que contam com a mão de obra de médicos residentes e graduandos oriundos das próprias universidades.

“Isso não significa só números. Na vida das pessoas significa a chance de viver com dignidade. Muitas vezes, de ter seu diagnóstico feito no momento certo”, frisou Chioro.

Médico anestesista, o vice-presidente Geraldo Alckmin também discursou, exaltando o SUS como patrimônio do brasileiro.

Essa é a segunda edição do Dia E neste ano. Em julho, foram realizados 12.464 procedimentos em todo o país, sendo 10.160 exames, 1.244 consultas e 1.060 cirurgias. Em 2025, a Ebserh em Ação já realizou um total de 417 mutirões em diferentes momentos.

Uma terceira edição do mutirão de atendimentos está prevista para dezembro.