sexta-feira, 31 de outubro de 2025

PEDIDO AFASTAMENTO DE CLÁUDIO CASTRO APÓS ESQUEMA BILIONÁRIO COM FACÇÕES...

REVELADO ESQUEMA BILIONÁRIO DE CLÁUDIO CASTRO COM FACÇÕES E TSE MARCA DA...

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Brasil247: Congresso avança em medidas de corte de gastos enquanto afasta agenda "BBB"

 

Grifo meu: Congresso continua avançando contra o Povo

A proposta aprovada na Câmara limita o Seguro Defeso e o auxílio-doença

08/10/2025 - Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão deliberativa (Foto: Kayo Magalhaes/Agência Câmara)
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247 - A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (29), por 286 votos a favor e 146 votos contrários, o projeto com medidas de corte de gastos como a limitação do Seguro Defeso, do auxílio-doença e compensação aos regimes próprios de previdência. 

Parlamentares aprovaram o projeto ao mesmo tempo em que decidiram manter o afastamento da agenda "BBB", que taxaria bets, bancos e bilionários. Com as novas mudanças, governo e congressistas tentam compensar um rombo de cerca de R$ 30 bilhões no orçamento do próximo ano, criado pela decisão do Congresso de não analisar a Medida Provisória 1303/25, que perdeu a validade após ser retirada de pauta no dia 8.

Considerada pelo governo essencial para o equilíbrio fiscal do próximo ano, a MP foi publicada em junho após a revogação do decreto presidencial que havia elevado o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em diversas transações.

O projeto aprovado na Câmara limita a 30 dias o prazo de validade de auxílio por incapacidade temporária concedido por análise documental (Atestmed). Para benefícios com prazo superior, será necessária perícia presencial ou com o uso de tecnologia de telemedicina. Atualmente, não existe prazo na lei.

A proposta limita as compensações tributárias, feitas quando empresas usam créditos fiscais para abater tributos. A compensação será considerada indevida se a empresa usar um crédito que não tem relação com a sua atividade econômica. O governo espera arrecadar cerca de R$ 10 bilhões no próximo ano com esta medida.

Críticas do campo progressista 

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), disse que a inclusão dos trechos da MP gerariam R$ 25 bilhões para o Executivo e, sem isso, não existe orçamento previsto para 2026. 

"Daqueles R$ 35 bilhões que caíram com a MP 1303, estamos na parte das despesas. Não tem nada de imposto. É muito importante que a gente restitua esse orçamento para votarmos a LDO e a LOA", explicou.

Para o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), o texto reflete o compromisso do Plenário pelo país. "É moralizador este projeto. Além de regulamentar benefícios concedidos aos pescadores, o programa Pé-de-Meia, e vários outros itens que significam um corte nas despesas do governo", defendeu.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ), o projeto traz os "piores aspectos" da MP 1303 de volta. "Você tirar o caráter assistencial do programa Pé-de-Meia e inseri-lo no percentual da educação significa reduzir o orçamento da educação, tão fundamental e prioritário, em cerca de R$ 10 bilhões", declarou.

Chico Alencar também criticou as mudanças nas regras do seguro-defeso e do auxílio-doença. O deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ) disse que seu voto não será utilizado para retirar esses bilhões para educação (com Ag. Câmara).

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Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/brasilia/congresso-avanca-em-medidas-de-corte-de-gastos-enquanto-afasta-agenda-bbb

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Sobral de Prima: A VITÓRIA DE ROMEU ALDIGUERI CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DE JERICOACOARA

  

A privatização do Parque Nacional de Jericoacoara foi uma medida intempestiva do Ministério do Meio Ambiente e desnecessária, do ponto de vista estratégico.

A decisão desagradou nativos, trabalhadores do turismo e ambientalistas, como o deputado Romeu Aldigueri, que, quando gestor do Ibama, idealizou a criação do Parque Nacional com o propósito de manter o local como patrimônio público e área de preservação ambiental.

A falta de bom senso da autoridade ambiental do Ministério pode ser analisada como uma grande contradição. Cobrar acesso a Jeri seria o mesmo que taxar o mar, as dunas e o sol. O processo é incompreensível.

O deputado Romeu Aldigueri, com mestrado e cursos na área ambiental e passagens pela Semace e pelo Ibama, praticamente nasceu e viveu em Jericoacoara, onde sua família mantém casa. Seria prudente, por parte das autoridades que decidem entre quatro paredes, ouvir a comunidade, vereadores, deputados e ambientalistas antes de adotar medidas de tamanha relevância. Fica a lição: a Justiça desfez uma marmota.

(Blog do Roberto Moreira)

Fonte:  https://sobraldeprima.blogspot.com/2025/10/a-vitoria-de-romeu-aldigueri-contra.html

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Agência Brasil: Uso de internet por adolescentes nas escolas cai de 51% para 37%

 

Uma das causas é a lei que restringe celulares em colégios
Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
Publicado em 22/10/2025 - 10:43
São Paulo
Brasília (DF) 14/02/2025 - Proibição do uso de celulares nas escolas. A aluna do colégio Galois, Joana Chiaretto. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O uso de internet por crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos de idade nas escolas caiu em 2025, revelou o estudo Tic Kids Online Brasil 2025, divulgado hoje (22), em São Paulo. Segundo a pesquisa, a proporção dos usuários dessa faixa etária que acessa a internet nas escolas recuou de 51% no ano passado para 37% este ano.

Para Luísa Adib, coordenadora da pesquisa Tic Kids, uma das explicações para esse recuo pode ser a lei que restringiu o uso de celulares nas escolas, aprovada no início deste ano.

“A gente começou a coleta da pesquisa em março, quando a medida de restrição de celular nas escolas já tinha sido implementada. Então, a gente pode ver uma relação entre a restrição do celular e a queda do acesso à internet na escola”, salientou ela, em entrevista à Agência Brasil.

No entanto, ela aponta outros fatores para essa queda no uso dentro das escolas. “Acho que elas são influenciadas também pelo debate político que está muito centrado e muito forte na agenda de proteção de crianças e adolescentes e o ambiente digital. Porque, por exemplo, já está ocorrendo uma queda [no uso] das redes sociais e o Estatuto da Criança e do Adolescente  digital [que dispõe sobre a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais] ainda não está em vigor. Então, acho que uma parte [dessa queda] pode ser explicada pela regulamentação, como no caso das escolas, que já aconteceu, mas também pelo debate político”, opinou.

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Uso estável

O estudo Tic Kids Online Brasil 2025 - conduzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), apontou, ainda, que o número de crianças e adolescentes com acesso à internet se manteve com certa estabilidade em relação aos dois anos anteriores.

Segundo o estudo, 92% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos de todo o país são usuárias de internet no Brasil, pouco abaixo do que a pesquisa apontou no ano passado (93%) e no ano retrasado (95%). Isso significa que quase 24,6 milhões de pessoas nessa faixa etária acessaram a internet nos últimos três meses no Brasil.

Embora haja uma certa estabilidade nesse número, a coordenadora do estudo apontou que houve mudanças nas formas de uso da rede.

“A gente começa a ver uma queda no acesso à internet na escola e uma queda no uso de rede social para as faixas etárias mais novas, retomando a um patamar parecido ao que a gente tinha antes da pandemia”, argumentou.

Segundo o estudo, o celular foi o principal dispositivo de acesso usado pela população de 9 a 17 anos, sendo citado por 96% dos entrevistados, seguido pela televisão (74%), computador (30%) e pelo videogame (16%).

Ainda de acordo com a pesquisa, 84% dos usuários dessa faixa etária fazem esse acesso à internet de suas casas, várias vezes ao dia. Nas escolas, 12% reportaram acesso à internet várias vezes ao dia, 13% uma vez por semana e 9% uma vez ao mês.

Entre as atividades mais desenvolvidas na internet estão o uso para pesquisas escolares (81%), pesquisas sobre temas que interessam (70%), leitura ou vídeos com notícias (48%) e informações sobre saúde (31%).

Cresce total dos que nunca acessam a internet

O número de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos que afirmam nunca terem acessado a internet também cresceu este ano. Se no ano passado esse público somava 492.393 pessoas, agora em 2025 710.343 pessoas dessa faixa etária revelaram jamais ter acessado a rede. 

Fraude, golpe, cibercrime, telefone celular- Idec aponta fragilidades na segurança de aplicativos de bancos. Foto: rawpixel.com / Chanikarn Thongsupa
Pesquisa revela que 46% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos acessam a internet para ver vídeos  Foto: rawpixel.com/Chanikarn Thongsu

“A gente já tinha o dado [em outras pesquisas] de que a atividade multimídia era das mais realizadas e que 80% declaravam ter assistido a vídeos. Mas, a gente queria saber que vídeos são esses. Fomos atrás de algumas opções e a que aparece em maior proporção e frequência são os influenciadores”, explicou a coordenadora do estudo. Outro dado da pesquisa é que quase metade (46%) das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos acessam a internet para ver vídeos feitos por influenciadores digitais. E isso ocorre várias vezes ao dia.

“Não perguntamos qual o conteúdo que foi produzido por esse influenciador, mas sabemos que tem o módulo de consumo, com pessoas divulgando produtos, pessoas indo a lojas pela primeira vez, pessoas divulgando jogos de apostas e proporções superiores a 50% para todos esses tipos de conteúdo vinculados. Claro que pode ter um outro tipo de conteúdo divulgado por esses influenciadores digitais que não seja potencialmente danoso, mas a gente sabe que tem uma parte que pode ser”, argumentou Luísa Adib.

Como o uso da internet sempre pode estar associado a riscos, a coordenadora do estudo alerta para que os pais estejam sempre atentos ao acesso feito por seus filhos. “A gente sabe, pela pesquisa, que a mediação ativa é mais eficiente. Então, quando há diálogo e um acompanhamento das práticas que a criança realiza, isso tende a ter resultados mais efetivos”, observou.

Mediação

Também é importante, destacou ela, que as próprias plataformas façam um tipo de mediação sobre isso, o que já está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA Digital. “Mas é importante saber que nenhuma estratégia isolada vai ser efetiva. Então, a partir do momento que esse responsável faz o uso de um recurso técnico [das plataformas], isso vai funcionar se também estiver alinhado a uma mediação ativa, através de um diálogo, de um monitoramento e de um acompanhamento”, avaliou.

A pesquisa ouviu 2.370 crianças e adolescentes de todo o país, com idades entre 9 e 17 anos e 2.370 pais e responsáveis. O estudo foi realizado entre março e setembro deste ano. O Tic Kids Online Brasil é uma pesquisa feita anualmente desde 2012 e só não foi realizada em 2020 por causa da pandemia de covid-19.

terça-feira, 21 de outubro de 2025

DER conclui estradas que conectam Piauí com Ceará, Bahia e Pernambuco

Grifo meu: Como os estados do Nordeste ficarão juntos e misturado depois da construção dessa infra estrutura viária.

Brasil247: Bolsa Família fortalece proteção à infância e amplia oportunidades para mães


Com foco no desenvolvimento das criançs e na autonomia feminina, programa alia transferência de renda a políticas de saúde, educação e inclusão social

Bolsa Família fortalece proteção à infância e amplia oportunidades para mães (Foto: Lyon Santos/MDS)

A primeira infância — período que abrange os seis primeiros anos de vida — é considerada decisiva para o desenvolvimento humano. É nessa fase que o cérebro forma conexões em ritmo acelerado e recebe estímulos fundamentais para o crescimento físico, cognitivo e emocional. Reconhecida pela Constituição como prioridade absoluta, essa etapa demanda políticas públicas estruturadas, capazes de promover equidade e romper os ciclos de desigualdade social.

Mais do que um programa de transferência de renda, o Bolsa Família atua como instrumento de proteção integral, garantindo que crianças, adolescentes e gestantes tenham acesso a direitos básicos de saúde, educação e assistência social, por meio das chamadas condicionalidades — compromissos que reforçam o papel das famílias e do poder público no desenvolvimento das novas gerações.

Entre essas condicionalidades estão o acompanhamento pré-natal das gestantes, o cumprimento do calendário nacional de vacinação, o monitoramento do peso e da altura de crianças menores de sete anos e a exigência de frequência escolar mínima: 60% para crianças de quatro e cinco anos e 75% para estudantes de seis a 18 anos que ainda não concluíram a educação básica.

Em setembro de 2025, o Benefício Primeira Infância (BPI) alcançou 8,4 milhões de crianças de até seis anos, com repasse total de R$ 1,19 bilhão do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O programa também contemplou 623 mil gestantes, com R$ 28,9 milhões pelo Benefício Variável Gestante (BVG), e 302 mil famílias com bebês de até seis meses, com R$ 14,4 milhões pelo Benefício Variável Nutriz (BVN).

Esses compromissos reforçam a importância de estados e municípios na oferta de serviços públicos de qualidade. Creches, escolas, unidades básicas de saúde e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) são fundamentais para garantir que as famílias cumpram as condicionalidades e tenham acesso aos seus direitos.

Na primeira vigência de 2025, o Bolsa Família assegurou o acompanhamento de saúde de 81,38% do público-alvo, alcançando 27 milhões de pessoas, entre elas 5,6 milhões de crianças e 560 mil gestantes.

A experiência de Alexandra Guinsonares, 25 anos, mãe de quatro filhos e moradora do Rio Grande do Sul, mostra o impacto concreto das políticas públicas. Beneficiária do Bolsa Família, ela afirma que o apoio financeiro foi decisivo para garantir o básico aos filhos e permitir a retomada dos estudos. “O Bolsa Família representa esperança. Sei que aquele dinheiro vai estar ali e vai me ajudar. Posso terminar meus estudos para conseguir um trabalho melhor e dar um futuro aos meus filhos”, relatou.

Mais do que o auxílio financeiro, Alexandra destaca o valor das condicionalidades de saúde e educação. “Cuidem dos seus filhos, porque eles são o futuro. Temos o SUS, as vacinas, as escolas. É preciso insistir para que estudem. Sem educação, a gente não é nada.”

Inserção de mães no mercado de trabalhomãe-filho-bolsa-família

Mães beneficiárias do Bolsa Família registram participação mais elevada no emprego formal quando comparadas a outros grupos de mulheres. As conclusões constam do artigo “Transferência de renda e participação feminina no mercado laboral: o caso do Programa Bolsa Família”, publicado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

O estudo identificou aumento de 1,13 ponto percentual na presença dessas mães no mercado de trabalho com carteira assinada, o que representa crescimento de 7,4% em relação à média anterior ao início do recebimento do benefício. O efeito positivo é ainda mais expressivo entre mães de crianças de três a seis anos, fase em que o apoio financeiro e as políticas de cuidado infantil têm papel decisivo para facilitar a inserção profissional.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) do IBGE, cerca de um terço das mulheres afirma não estar disponível para aceitar uma oferta de emprego — índice que cai para 10% entre os homens. Entre as mulheres, 20% apontam a necessidade de cuidar da casa e dos filhos como principal motivo para essa indisponibilidade, fator praticamente inexistente entre os homens.

A relação entre o trabalho das mães e a frequência escolar das crianças é direta. Para garantir o benefício, o programa exige que as crianças e adolescentes mantenham presença mínima na escola, estimulando um ciclo virtuoso de educação e autonomia familiar.

A moradora de Sobradinho (DF) Elizângela da Silva, 40 anos, mãe de quatro filhos, reforça a importância desse apoio. “Quando eu tive meus dois primeiros filhos, nós passamos muita fome. Eu era nova, não arrumava emprego e o Bolsa Família me ajudou muito”, contou.

Com o benefício, ela conseguiu estabilidade e tempo para se capacitar. “Usava o dinheiro para fazer as compras e aproveitava o tempo em que as crianças estavam na escola para fazer cursos de cuidadora de idoso e agente de portaria. Consegui um emprego e não preciso mais receber. Espero não precisar mais e dar oportunidade para outras mães que passam pelo que eu passei.”

Brasil atinge o menor patamar de fome da história

Os avanços das políticas sociais como o Bolsa Família se refletem também nos indicadores nacionais de segurança alimentar. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil voltou, em 2024, ao menor patamar de fome da história, repetindo o índice alcançado em 2013.

Entre 2023 e 2024, o número de domicílios em insegurança alimentar grave — quando falta comida até para as crianças — caiu de 3,1 milhões para 2,5 milhões, uma redução de 19,9%. Mais de 2 milhões de pessoas deixaram a condição de fome em apenas um ano, e 8,8 milhões passaram à segurança alimentar.

A melhora foi registrada em todas as regiões do país, tanto em áreas urbanas quanto rurais, embora o Norte e o Nordeste ainda concentrem os maiores índices.

Os dados confirmam que o Bolsa Família permanece como um instrumento essencial de proteção social, reduzindo desigualdades, fortalecendo a primeira infância e ampliando as oportunidades para mulheres e famílias em todo o Brasil.

Fonte: https://www.brasil247.com/conteudo-publicitario/bolsa-familia-fortalece-protecao-a-infancia-e-amplia-oportunidades-para-maes

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Agência Brasil: Lula: educação e política são pilares para país ter um futuro melhor

 

Presidente falou para plateia de estudantes em São Bernardo do Campo
Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 18/10/2025 - 15:25
Brasília
18.10.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante encontro com os alunos da Rede de Cursinhos Populares (CPOP).
Ginásio Adib Moysés Dib - São Bernardo do Campo-SP.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
© Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que educação e participação política são elementos fundamentais para o país ter um futuro melhor que o presente. Dirigindo-se a uma plateia de estudantes de São Bernardo do Campo (SP), Lula afirmou que é com esse propósito que o governo tem elaborado suas políticas públicas.

“Pelo amor de Deus, agarrem essas chances com suas mãos. Nós daremos sustentações a vocês”, disse o presidente neste sábado ao anunciar mais R$ 108 milhões em apoio a 500 cursinhos da Rede Nacional de Cursinhos Populares.

O investimento nos cursinhos populares está previsto em um edital que, segundo o governo, está prestes a ser publicado. Essa rede representa, segundo o governo, um “suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes da rede pública em situação de vulnerabilidade social, que buscam ingressar na educação superior por meio do Enem [Exame Nacional do Ensino Médio]”.

Ele ajuda cursinhos pré-vestibulares populares e comunitários com orientações específicas para o exame, de forma a dar mais oportunidades de acesso ao ensino superior.

Educação

Durante o evento, Lula disse que é pela educação que o indivíduo consegue melhorar sua qualidade de vida, uma vez que se torna um profissional mais capacitado e consciente. Disse também que é pela participação política que ele terá condições de melhorar a vida do coletivo.

“O pai e a mãe de vocês, por mais necessidade que tenham, o maior sonho deles não é deixar riqueza para vocês. É deixar uma profissão. É ver o filho ou a filha se formando para ter uma independência na vida”, discurso o presidente ao falar sobre sua “obsessão pela educação”, em um país que, historicamente, nunca levou a sério a educação para o povo pobre.

Segundo Lula, a autonomia proporcionada pela educação ajuda, inclusive, em situações de violência doméstica. Em especial quando praticada contra mulheres. Ele ressaltou que a profissionalização é uma ferramenta de autonomia e de ascensão social, para que as pessoas não fiquem sujeitas a problemas desse tipo.

“Profissão é coisa sagrada. É por isso que eu aposto na educação”, disse.

Lula reiterou que não existe país no mundo que tenha se desenvolvido sem antes investir na educação. “Não queremos ser apenas exportador de soja, milho ou minério de ferro. A gente quer exportar conhecimento, inteligência e valor agregado e produzido por nossa capacidade”, complementou.

O presidente disse que esse desafio abrange vários outros países. Ele lembrou que, por esse motivo, o governo brasileiro está desenvolvendo várias parcerias com países africanos; países de língua portuguesa; e com países da América Latina.

No caso da América Latina, a ideia, segundo ele, é “formar uma doutrina latino-americana para sonhar que nosso continente um dia seja independente, para que nunca mais um presidente de outro país ouse falar grosso”.

Participação política

Na sequência, o presidente disse que a conscientização proporcionada pela educação faz com que as pessoas tenham melhores condições tanto de cobrar e exigir mais do governo. E mais do que isso: de participar mais diretamente do ambiente político do país.

“A desgraça de quem não gosta de política é que é governado por quem gosta. E se quem gosta for uma tranqueira, vocês serão governados por uma tranqueira. Não coloquem raposa para tomar conta do galinheiro, porque ele vai comer as galinhas”, disse o presidente.

“E quando vocês virem que a classe política está querendo aprovar uma lei que dá impunidade para ladrão, não desistam. Entrem na política porque o político bom está dentro de vocês. Não está dentro deles”, acrescentou.

Cursinhos populares

Em nota sobre o evento de hoje, em que Lula anunciou R$ 108 milhões em investimentos em cursinhos populares, o governo federal informou que, no primeiro edital da Rede Nacional de Cursinhos Populares, o programa já havia selecionado 384 cursinhos, beneficiando mais de 12,1 mil estudantes em todas as regiões do país. Foram R$ 74 milhões em investimentos.

“Cada cursinho contemplado recebeu até R$ 163,2 mil para pagamento de professores, coordenadores e equipe técnico-administrativa, além de auxílio-permanência de R$ 200 mensais para até 40 alunos por unidade”, detalhou o Planalto.

Em geral, aulões dos cursinhos ocorrem aos sábados, em universidades públicas, uma vez que boa parte do público é de estudantes que trabalham durante os dias da semana.