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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Como o Brasil se tornou um 'lixão' de agrotóxico proibido no resto do mundo


Yahoo Notícias

Yahoo Notícias11 de janeiro de 2020

Agência Brasil

Agência Brasil

Por Luana Rocha, Mariana Della Barba, Agência Pública/Repórter Brasil

“Ele começou com febre e coceira. Depois ficou suando frio, teve diarréia, a pressão caiu. Corremos pro hospital. A pele dele então ficou toda queimada e foi soltando do corpo. Mal consigo lembrar”, conta emocionado o produtor de leite paranaense José Quintino sobre o filho Júlio, que morreu em 2016 em Cascavel (PR) quando tinha 22 anos. “Veio médico de tudo que é parte, mas já não tinha jeito. Aos poucos, ele parou de respirar. Falaram que o pulmão dele tava inteiro queimado.”

Confirmada como causa da morte, a insuficiência pulmonar foi provocada por intoxicação aguda por agrotóxico. “O paraquate queimou o pulmão dele. Foi queimando a pele, as mucosas orais e nasais, indo até os alvéolos [pulmonares]. Esse é um agrotóxico de ação secante, seca e queima as folhas, faz o mesmo com a pele, as mucosas, o pulmão”, afirmou a médica epidemiologista Lilimar Mori, chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde do Paraná e uma das responsáveis por confirmar que o agrotóxico foi a causa da morte de Júlio, contaminado ao descarregar cascas de soja com paraquate.

Leia mais reportagens da Agência Pública

Foi por causa dos riscos de intoxicação aguda do produto que envenenou Júlio, assim como sua relação com doenças como Parkinson, mutações genéticas e depressão, que a Anvisa decidiu em 2017 banir o paraquate, usado na dessecação de plantações para antecipar a colheita. A partir de setembro de 2020, nenhum litro do agrotóxico deve ser usado em solo brasileiro.

Apesar das evidências dos riscos, a resolução da Anvisa não fixou metas de redução de uso, de finalização de estoques e nem de importação do paraquate até sua completa suspensão. Sem esse limite, o ritmo de importação do agrotóxico só aumentou desde o início do processo de banimento, conforme apuraram Repórter Brasil e Agência Pública.E essa brecha abriu espaço para um processo que os pesquisadores chamam de “desova”, porque quase que a totalidade do paraquate usado aqui vem de países onde seu uso está proibido.

“O ideal é que, iniciado o processo de banimento, seja proibida a importação. Como isso não foi feito, as empresas acabam ‘desovando’ o material no Brasil porque, normalmente, o que está sendo banido aqui já foi proibido no seu país de origem”, afirma o pesquisador da Fiocruz, Luiz Cláudio Meirelles, que já foi coordenador geral de toxicologia da Anvisa.

É o caso da gigante suíça Syngenta (recentemente comprada pela ChemChina), uma das maiores produtoras do paraquate no mundo, da alemã Helm do Brasil e das chinesas Sinon do Brasil e Rainbow Defensivos. A Suíça retirou o paraquate das prateleiras nos anos 80. Na Inglaterra (onde é fabricado o Gramoxone, o paraquate da Syngenta) e no restante da União Europeia, ele foi banido em 2007. A China, que costuma ter uma legislação ambiental mais permissiva, autoriza a produção mas somente para exportação, já que seu uso é vetado por lá há quatro anos.

O fenômeno da “desova” pode ser observado pelos dados de importação do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços no portal Comex Stat. Em 2017, 35,3 mil toneladas do herbicida (paraquate ou dicloreto de paraquate) chegaram ao Brasil. No ano seguinte, essa quantia aumentou em para 50,8 mil e continuou em curva ascendente em 2019 quando, até novembro, já haviam sido importados 65,3 mil toneladas de paraquate.

“Essa é uma atitude típica, que já vimos em outros casos: o país não quer mais, e as empresas precisam desovar seus estoques e aproveitam para fazer isso em países que estabeleceram um período de transição até a proibição completa”, explica o professor de Economia da Universidade Federal do Paraná e engenheiro de alimentos, Victor Manoel Pelaez Alvarez.

“Desde que se acumularam evidências dos problemas causados pelo paraquate, o consumo continuou crescendo mesmo depois da proibição de uso. O correto seria importação zero em 2019”, explica o engenheiro agrônomo Leonardo Melgarejo, vice-presidente da Associação Brasileira de Agroecologia na região sul. Para ele, “o crescimento das importações sugere que talvez as empresas tenham aproveitado a tolerância brasileira para transferir para nosso território parte de seus estoques globais”.

Essa tendência é apontada também pelos dados de comercialização do Ibama. Em 2017, quando se iniciou o processo de banimento, o paraquate ocupava a oitava posição na lista dos dez ingredientes ativos mais vendidos no Brasil, com mais de 11 mil toneladas vendidas. Já no boletim referente a 2018, o pesticida subiu de posição e passou a ocupar o sexto lugar com mais de 13 mil toneladas vendidas em todo território nacional.

Na outra ponta desse mercado ainda lucrativo do paraquate está o produtor rural. “Como não houve imposição de limite para importação, ele pode estocar o produto até, por exemplo, 2023 e não vai chegar fiscalização”, afirma Meirelles, da Fiocruz. Os riscos para os trabalhadores rurais podem, na prática, também perdurarem até 2023 ou até acabarem os estoques.

Por meio da assessoria de imprensa da Syngenta, a empresa e outras 10 que comercializam paraquate no Brasil (que formam a chamada “Força-Tarefa paraquate”) afirmaram entender que “a saída de paraquate do mercado causaria impactos significativos na sustentabilidade da agricultura e na economia brasileira”. Leia a resposta na íntegra. Sobre o aumento das vendas visto como desova pelos pesquisadores, o grupo afirmou que “o abastecimento e comercialização de produtos à base de paraquate – como qualquer outro – é determinado pela demanda dos agricultores e sanidade de suas lavouras”. As empresas se recusaram a fornecer dados sobre vendas no mercado brasileiro ou mundial.

A Anvisa afirmou, por e-mail, que não vê contradição no aumento da venda de paraquate durante a transição, já que “a resolução não fixa um percentual de redução ou uma tendência esperada de queda durante os três anos”. Leia a nota na íntegra.

O aumento da venda de paraquate segue a tendência de crescimento do mercado de pesticidas no Brasil. De acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), o setor dos agrotóxicos movimentou equivalente a US$ 10,5 bilhões em 2018, um aumento de 18% em relação a 2017. No topo de vendas aparecem os herbicidas (32,48%), categoria a qual pertence o paraquate. Questionada sobre o paraquate, a entidade afirmou que não divulga dados de comercialização referentes a ingredientes ativos específicos.

Afrouxamento

As discussões que levaram ao banimento do produto em 2020 começaram a se intensificar na Anvisa em 2008, quando o uso do paraquate passou a ser questionado após a divulgação de estudos indicando que o contato com o agrotóxico estaria associado à doença de Parkinson, além de ser potencialmente fatal quando há intoxicação, inclusive quando o trabalhador é envenenado sem estar aplicando o produto, como no caso de Júlio.

O paraquate também está associado a casos de suicídio e até mesmo à depressão. Tanto que a Coreia do Sul baniu o herbicida em 2011, após constatar que ele era responsável pela maioria das mortes desse tipo. A medida derrubou pela metade os índices de suicídios via intoxicação por pesticidas no país.

Diante desse cenário, a primeira resolução (RDC Nº 177) da Anvisa foi publicada em 22 de setembro de 2017, com o argumento de que existiam “evidências suficientes” da relação entre o agrotóxico e a doença de Parkinson.

Essa resolução definiu “medidas transitórias” pelos três anos seguintes até a proibição total em 2020. Entre elas, a proibição do uso do paraquate para fins dessecantes (seu principal uso no Brasil). Na ocasião, segundo a Anvisa, essa restrição serviria para proteger os trabalhadores que têm contato com o paraquate.

A Anvisa, no entanto, recuou apenas dois meses depois — e, em uma nova resolução (RDC 190) liberou o paraquate para ser usado como dessecante. A mudança ocorreu sob forte pressão de empresários do setor de agrotóxicos.

Cinco dias após a primeira resolução ser publicada, o alto escalão da Syngenta no Brasil e na América Latina se reuniu com a diretoria da Anvisa – em encontros que se repetiram outras vezes ao longo dos meses seguintes para tratar justamente do veto ao paraquate, como mostrava a agenda pública do órgão, revelada pelo The Intercept Brasil. Foi então criada uma força-tarefa das empresas produtoras e associações de produtores, que solicitaram à Anvisa a revisão de sua posição, conforme informado pelo próprio Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

Para Meirelles, da Fiocruz, essa permissão é um “comportamento bem ruim” para quem deseja banir o paraquate já que, na prática, é como “manter a liberação do produto”. No Brasil, cerca de 60% do manejo da substância é empregada na dessecação e está liberada para as culturas do algodão, arroz, batata, cana-de-açúcar, milho e soja, alguns dos principais produtos cultivados no Brasil.

A Anvisa não deixou claro o porquê do recuou do veto sobre o uso como dessecante, apenas informou que foram mantidas na segunda resolução as proibições imediatas, “responsáveis por garantir a redução das exposição aos trabalhadores”, como a proibição de produtos formulados em embalagens de volume inferior a 5 litros – que, segundo o órgão, evitaria o uso do produto por pequenos produtores. Assim, as embalagens de mais de 5 litros continuaram liberados.

Pressão da ‘força-tarefa do paraquate’

Uma pessoa ligada ao setor de agrotóxicos afirmou à Repórter Brasil e à Pública que a “força-tarefa paraquate” continua trabalhando para que o banimento do agrotóxico seja revertido. “Apresentamos várias pesquisas e buscamos meio jurídicos para conseguir isso [o não banimento]”, afirmou.

As ações em curso para minar a suspensão foram confirmadas também por um funcionário de um órgão público que não quis ser identificado. Ele ressaltou que o contexto do governo atual seria um terreno favorável para tentar derrubar a resolução. “As empresas estão se reunindo para apresentar novos estudos e podem conseguir isso. Confesso que fico bastante preocupado”, disse.

A Anvisa afirmou que o processo está mantido e que, até o momento, não recebeu nenhum novo estudo questionando o banimento. A Syngenta e as outras empresas da força-tarefa não quiserem comentar sobre as reuniões com a diretoria da Anvisa.

Em um contexto em que há uma aprovação recorde de produtos agrotóxicos, a disputa contra as grandes produtoras vem deixando a esfera federal e passando para a municipal e a estadual.

É o caso do Rio Grande do Sul, o único estado no território brasileiro que tentou banir o paraquate. A iniciativa partiu da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), vinculada à Secretaria do Meio Ambiente. Em 2012, a fundação entrou na Justiça pedindo o banimento do paraquate no estado gaúcho. Na época, 14 marcas de agrotóxicos tinham autorização para comercialização no local. A decisão logo foi revertida judicialmente e, hoje, somente dois produtos (paraquate Alta 200 SL e Tocha) permanecem proibidos no estado.

‘Esse paraquate é mais que um veneno, é uma bomba atômica’

Outra dificuldade é a responsabilização em casos de contaminação. Um exemplo é o caso de uma escola no município Espigão Alto do Iguaçu (PR), a 356 quilômetros de Curitiba. Em novembro de 2018 quase 100 pessoas foram intoxicadas, no caso com mais vítimas na história recente do estado, conforme revelaram Agência Pública e Repórter Brasil.

A médica explica que apesar de a intoxicação ter sido bem menor do que no caso de Julio, a gravidade do caso está no fato de que, entre os afetados, havia 52 crianças. A maioria delas estudava em uma escola rural que funciona colada à área agrícola onde o veneno estava sendo aplicado. Quem entrou em contato com a nuvem de paraquate sofreu sintomas como fortes dores de cabeça, estômago e barriga, tonturas e vômitos – todos condizentes com os de intoxicação aguda pelo agrotóxico. O Ministério Público Estadual abriu inquérito para apurar o caso, mas ninguém ainda foi indiciado.

No caso de Júlio, sua filha, que tinha 3 anos quando o pai morreu, recebe uma pensão do INSS pela morte dele. Mas o pai da vítima, José, lembra que até hoje não conseguiu nada da cooperativa onde ele comprou a soja com paraquate que matou seu filho. A investigação mostrou que após a soja com o agrotóxico foi colhida antes do período estipulado para dissipar melhor o produto. Assim, Júlio foi contaminado ao tocar na soja com paraquate e ao aspirar a poeira produzida ao descarregá-la.

“Uma indenização não vai pagar pela vida dele, claro. Mas é muita revolta. Esse paraquate é mais que um veneno, é uma bomba atômica. Tem mais gente que morreu aqui por causa dele. É muito difícil ver seu filho ir desse jeito…. Nossa vida desabou. A gente arrumou força com os amigos e pela minha netinha. Ele (Júlio) era quem fazia a mamadeira dela toda a noite.”

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/como-o-brasil-se-tornou-um-lixao-de-agrotoxico-proibido-no-resto-do-mundo-070024350.html?guccounter=1&guce_referrer=aHR0cHM6Ly93d3cuZmFjZWJvb2suY29tLw&guce_referrer_sig=AQAAAEuNqMPgdbCBeacUDSsmCDgdhEoUtyKjcbfEVGIg2mszmLI7IGKd7ZHgDU9CRqH80W1TB_B4_VjpxzqVjA1qje7Sx9QDef3lAbBR-oO-8q5wQuJD3FbYv3qH28mqHpJZ0Iq-36r5Al6XSqN9h70eSYjBjrTbGZ86ubm2L0leo3zg

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Possibilidade de privatizar parque de Jericoacoara é assustadora, diz geógrafo


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    © Folhapress / Rubens Chaves

    Brasil

    19:13 10.12.2019URL curta

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    O presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto na semana passada que inclui os parques nacionais dos Lençóis Maranhenses (MA), de Jericoacoara (CE) e do Iguaçu (PR) no Programa Nacional de Desestatização (PND).

    O decreto é mais uma etapa para viabilizar a concessão dos três parques, que figuram entre os principais pontos turísticos do país.

    A medida inclui os parques no programa de privatizações “para fins de concessão da prestação dos serviços públicos de apoio à visitação, com previsão do custeio de ações de apoio à conservação, à proteção e à gestão”.

    Em entrevista à Sputnik Brasil, Jeovah Meireles, professor do Departamento de Geografia da UFC (Universidade Federal do Ceará), estado onde fica localizado o Parque de Jericoacoara, criticou a iniciativa e disse que ela pode gerar consequências negativas para a região.

    "É assustadora a possibilidade de um parque com as condições atuais de excesso de visitantes, de pisoteio, de fragmentação de sistemas ambientais que dão suporte a uma complexa biodiversidade possam ser simplesmente entregue para iniciativas privada", afirmou.

    Jeovah Meireles explicou que já existe na lei dispositivos que permitem a gestão privada em unidades de preservação ambiental.

    "O nosso Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), o conjunto de leis que orientam as instituições e a sociedade para usar da forma mais adequada possível essas unidades, prevê a gestão privada, prevê que determinadas entidades privadas possam ter este controle de acesso de visitantes principalmente a essas unidades de proteção integral", disse.

    Segundo Jeovah Meireles, é possível que a região enfrente problemas graves com a privatização.

    "O cenário que está posto é de degradação, de especulação, de contaminação, de desmatamento dos sistemas ambientais é bastante grave e até em determinadas dimensões colapsando a qualidade da água, em uma região que já está enfrentando os extremos climáticos", completou.

    O Parque Nacional de Jericoacoara fica no litoral cearense, foi criado em 2002, e tem área de 8,8 mil hectares. Já o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi criado em 1981 e tem 155 mil hectares, dos quais 90 mil correspondem a dunas livres e a lagoas.

    O Parque Nacional do Iguaçu foi criado em 10 de janeiro de 1939. Em 1986, foi declarado pela Unesco patrimônio natural da humanidade. E, em 2011, uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza.

    Fonte: https://br.sputniknews.com/brasil/2019121014877240-possibilidade-de-privatizar-parque-de-jericoacoara-e-assustadora-diz-geografo/

    sexta-feira, 22 de março de 2019

    Iara Moura, combatendo a falta de educação ambiental

    ·

    Informe:
    Gostaria de quem conhecer na região do baixo Acaraú *pessoas* que pegam seu lixo caseiro ou que são pagos pra levarem o lixo de vizinhos e jogar onde bem entender, que avisem ou der um tok que: A Estrada da AEFAVA não é terra sem lei!!! Que a parti de hoje estarei colocando uma pessoa lá olhando quem de fato estar fazendo isso! Visivelmente quem faz isso não tem consciência do que estar fazendo... Só vai descobrir quando estiver na delegacia respondendo por degradar o meio ambiente Tá tudo errado, as pessoas estão doentes, quando não é doenças do dia a dia, é doença da cabeça mesmo, a empatia por as pessoas tá em falta (p.s não e os carros prefeitura que estão fazendo isso, e não é o Cacau da Caiçara que estar fazendo também) São pessoas de fora que estão fazendo do nosso distrito um LIXÃO! Abram o olho meu povo, e soltem a língua, saiam de cima do muro, acordem! O mosquito que mora lá, pode ser o mesmo que vai na tua casa passar doenças pro teu filho ou pra vc! Tome uma atitude por vc, por sua família, já que não tá nem aí pra pensar no coletivo! Tentei virar todos os vidros e plástico, mais nunca fiz milagres, não vou começar agora! Denuncie!!!

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    Fonte: https://www.facebook.com/IaraMoura11/posts/2212807728796009

    domingo, 21 de outubro de 2018

    21ª Reunião Extraordinária do CBH-Acaraú em Sobral


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    Cruz. Aconteceu, dia 18 de outubro, no auditório da Gerencia Regional da COGERH-Sobral, Parque de Exposição José Passos Dias, a 21ª Reunião Extraordinária do CBH- Acaraú com a seguinte pauta: Leitura e aprovação da ata da última reunião; Informes; Processo de Renovação do CBH; Reunião da Comissão Gestora do Açude Acaraú Mirim; ENCOB e Reunião com o Governador; Demanda do Açude Arrebita; Promotoria Pública; Capacitação para os membros do Comitê; Plano de Saneamento Municipal; Tendência do Clima para 2019 – FUNCEME; Acompanhamento da Operação do Vale: Açudes Paulo Sarasate, Edson Queiroz e do Sistema Jaibaras – Taquara; Aprovação e formação da Câmara Temática de Operação do Vale; Encaminhamentos e Encerramento.

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    O Presidente do CBH-Acaraú João Marcelo fez a abertura da Assembleia, com a acolhida e agradeceu a presença de todos os membros do Comitê presentes. Fez uma breve exposição sobre o XX ENCOB que aconteceu de 20 a 24 de agosto, em Florianópolis, com o tema: “Os Comitês de Bacias Hidrográficas e o Futuro da Água” e apresentou a pauta da reunião que aconteceu com o Governador do Ceará Camilo Santana e os representantes das 12 Bacias Hidrográficas do Estado.

    Kamylle Prado da COGERG-Sobral apresentou o Edital de Convocação para a Renovação do Plenário do Comitê da Bacia Hidrográfica do Acaraú para o quatriênio 2019-2022 e pediu para que todos os membros do comitê fizessem a divulgação e contatos com as instituições de sua região. Kamylle informou que serão realizados quatro Encontros Regionais nos Municípios de Nova Russas, dia 22 de novembro; Varjota, dia 22 de janeiro; Sobral, dia 13 de fevereiro e Marco, dia 27 de fevereiro. Só poderão disputar uma vaga no comitê quem participar de, pelo menos, um destes encontros. O Congresso de Renovação do Comitê está marcado para o dia 9 de abril no Município de Sobral.

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    O Comitê de Bacia Hidrográfica do Acaraú é constituído por 40 instituições membros, sendo 12 vagas para Sociedade Civil, 12 vagas para usuários de água, 8 vagas para o poder público municipal e 8 vagas para o poder público estadual e federal. Também, foi informado que dias 13 e 14 de novembro, haverá uma capacitação para os membros do Comitê de Bacia do Acaraú que será realizada em Meruoca.

    A Meteorologista e Supervisora do Núcleo de Meteorologia da FUNCEME Meiry Sakamoto apresentou as tendências para a quadra invernosa de 2019 com foco na temperatura das águas do Pacífico e Atlântico. Mas, como se trata de projeções simuladas, não há nada definido, embora, os indicativos é de que haja a presença do El Nino. O prognóstico oficial da FUNCEME vai sair em janeiro de 2018, quando o Oceano Atlântico apresenta uma configuração mais definida. Também foi apresentado um histórico, dos estudos desde a década de 50 do Século passado, sobre o El Niño. clip_image008

    Adriano, da Empresa GDA, apresentou um trabalho de mapeamento que está sendo realizado na BH-Acaraú com o uso de drones, que muito irá contribuir para um melhor acompanhamento dos trabalhos que a COGERH faz nesta bacia.

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    Patrícia da COGERH-Sobral apresentou os resultados da Operação do Vale.

    Dr. Lima

    Membro do CBH-Acaraú

    Presidente da FAC

    domingo, 19 de julho de 2015

    Uma imagem adorada pelos Nordestinos

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    Panorâmica que fiz com um antigo celular Nokia sobre a cidade de Morrinhos-CE no ‎domingo, ‎22‎ de ‎março‎ de ‎2015, ‏‎14:59:10

    quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

    SECA DEVORADORA. COQUEIROS MORREM, LAGOAS SECAM E FAMÍLIAS SE MUDAM

     

    No meu sertão quando está faltando inverno

    É um inferno, secam logo os vegetais

    A nossa vida se transforma em sacrifício

    É um suplício para todos animais.

    Se acaba o pasto, seca o rio, limpa a terra

    O bode berra lamentando a sequidão

    O rico passa, mas o pobre não resiste

    Oh! quanto é triste quando há seca no sertão!

    A fome ataca, a sede aperta, o gado morre

    O povo corre, lá não quer ficar ninguém.

    A passarada bata as asas e vai embora

    A caipora se destina e vai também.

    Os retirantes levam sol pelas estradas

    Casas fechadas, fica grande a solidão

    Ramas nas árvores, não há vivo que aviste

    Oh! Quanto é triste quando há seca no Sertão!

    Eliseu Ventania

    Cruz. Após três anos consecutivos de poucas chuvas, no Município de Cruz, a situação é desoladora, como muito bem retrata a seca nordestina, o poeta potiguar Eliseu Ventania. Os efeitos estão por toda parte. Das 13 lagoas do município, apenas 3 ainda contém um pouco de água, sendo o Açude da Prata, Lagoa de Jijoca e Lagoa dos Monteiros, os únicos reservatórios que ainda tem um pouco de água, mas o fim das reservas está bem próximo.

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    Lagoa do Mato - Cruz

    O Açude da Prata, que fica na CE – 085, atingiu o nível mais baixo desde quando foi construído, na década de 50, do século passado. Os troncos de carnaubeira estão descobertos e a água limita-se ao canal do riacho. A lagoa de Jijoca, o maior reservatório natural do Estado do Ceará, citada no livro Iracema de José de Alencar, atingiu um do mais baixo nível de água de sua história. A Lagoa dos Monteiros, se não receber água nos próximos dias, clip_image004

    logo, também estará seca.

    Açude da Prata – CE - 085

    O lençol freático está muito baixo, as cacimbas estão secando e algumas famílias já estão se mudando por falta de água.

    Na tentativa de superar esta dificuldade, carros pipas do Governo e da Prefeitura percorrem a zona rural lavando água às famílias que estão sem fonte de água em suas comunidades.

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    Coqueiros da Praia do Preá

    O Programa Água para Todos do Governo Federal está implantando sistema de abastecimento em oito comunidades rurais, em parceria com a Prefeitura e o Governo do Estado. Serão 344 famílias contempladas nas comunidades de Formosa, Cedro, Jenipapeiro, São Francisco, Porteiras, Lagoa de Baixo, Lagoa Velha e Córrego das Panelas. Os trabalhos já foram iniciados, mas o desespero das famílias é grande devido as dificuldades que passam com a falta de água para atender as necessidades domésticas e dessedentar os animais. Além das cacimbas estarem muito funda, a água é de qualidade ruim e quando fazem escavação, o lençol freático baixa rapidamente, exigindo que outras escavações sejam feitas. Quem habita próximo do litoral, está perfurando poços para superar a falta de água, mas a R$ 200,00 o metro do poço, nem todas as famílias tem condição financeira para perfurar um poço de 20 metros, pois o lençol d’água está a 10 metros de profundidade podendo chegar a mais de 20 metros em locais mais distantes da praia. A solução é esperar pela providencia Divina.

    Até o momento, na Praia do Preá, foram registrados 3mm de chuvas este ano.

    Os coqueiros não resistem a falta de água e morrem.

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    Coqueiros do Tope-Acaraú

    Os coqueirais do município estão sendo dizimados. Por onde se passa, avista-se coqueiros morrendo por falta de água. Há propriedade que já perdeu todos os seus coqueiros. A região mais afetada é a litorânea, onde a água era mais superficial. A morte não se restringe somente aos coqueiros, outras árvores também sofrem com a falta de água.

    Os cajueiros também estão sendo afetados com a falta de água. As folhas estão grossas, amareladas e com a brotação queimada.

    Os sistemas de abastecimento de água da zona rural já não atendem mais as exigências das famílias. As bombas funcionam 24 horas, mas não conseguem levar água aos locais mais distantes da caixa.

    Na comunidade da Praia do Preá, a falta de competência da administração do sistema, aliada a prática de corrupção, tem deixado os consumidores em aflição com as constantes interrupções no fornecimento de água. Durante 25 anos de existência do sistema nunca adotaram uma medida para assegurar o fornecimento de água para a população de forma regular. Um único poço só tem condições de atender a 25% da necessidade da comunidade. Grande quantidade da água está sendo usada para construções, irrigação de coqueiros, postos de lavagem e encher piscinas.

    Na cidade de Cruz, o sistema trabalha com sua capacidade máxima. Caso não chova logo, terão que ser perfurados novos poços ou haverá racionamento, com fornecimento de água em dias alternados.

    Mesmo com toda esta dificuldade, as pessoas inda não entenderam a real necessidade de economizar água, pois os banhos são demorados, carros e calçadas são lavadas com água potável, além dos vazamentos que são muito frequentes nas redes de distribuição de água na sede e zona rural.

    Métodos para armazenar e economizar água é o que não falta. O que está faltando é consciência por parte da maioria dos consumidores que ainda adotam o lema: se estou pagando, posso usar da forma que bem entender, mesmo que alguém esteja sendo prejudicada.

    Dr. Lima

    terça-feira, 29 de julho de 2014

    A seca chegou ás lagoas do complexo turístico de Jericoacoara

     

     

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    A Lagoa do Paraiso quando cheia

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    A Lagoa do Paraiso hoje. A água de está a quase dez metros mais baixa

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    Uma outra vista da Lagoa do Paraiso. Esta faixa branca é onde ficam as barracas. DSC02054Lagoa Azul. Precisava de barco para chegar no Barranco

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    Onde se usava a jangada acima, hoje está assim. já se chega no barraco de carro e tem lugares já totalmente seco

    Eram um conjunto de três lagoas, assim denominadas: Lagoa da Caiçara, Lagoa Azul (antes chamada pelos nativos de Lagoa do Meio) e a Lagoa do Paraiso (antes conhecida pelos nativos de Lagoa da Jijoca).

    Quem quiser tomar um banho nessas lagoas, terá que se apressar, pois segundo os moradores da região, elas estarão sem condições de banho antes da próxima quadra invernosa.

    quarta-feira, 14 de maio de 2014

    RANCHINHO DE TAIPA ONDE MORA A FELICIDADE

     

    Cruz. Na zona rural do Município de Cruz, a 300km de Fortaleza, Zona Litoral do Extremo Oeste do Ceará ainda encontramos habitações modestas, onde mora a felicidade e a paz, onde a natureza e as gentes simples do campo trabalham e vivem em perfeita harmonia com a natureza.

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    “Ranchinho de palha

    Que abriga você e eu

    Onde tudo é amor

    Onde o chão é de areia

    Onde nós dois se agasalha

    Nesta casinha tão feia

    Mas pouca gente é feliz como nós”

    Luiz Gonzaga

    Tive a oportunidade de visitar toda a zona rural do Município de Cruz. Estive em todas as comunidades rurais, que são mais de 40 em todo o Município de Cruz. Visitei mais de 500 residências conversando com as famílias, dialogando com eles e ouvindo suas histórias, seus lamentos, reinvindicações, mas também presenciei momentos de alegria, confraternização e solidariedade entre esta gente humilde do campo. Gente humilde que ainda bota as cadeiras nas calçadas, alpendres ou latadas para prosear com a vizinhança e botar as notícias em dia. Encontrei muitas mulheres reunidas que ainda preservam a cultura de trabalhar com linha fazendo as tradicionais varandas de parede. Vi o exercício deste oficio nas comunidades de Porteiras, Pitombeiras, Lagoa Salgada e Canafístula.

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    Na agricultura, as plantações estão muito diversificadas e em diferentes estágios de desenvolvimento, pois, enquanto uns já fazem colheitas de milho e feijão, outros estão nos primeiros estágios de desenvolvimento de sua lavoura. A irregularidade das chuvas, no tempo e no espaço, não permitiu uniformidade nas plantações, fazendo com que muitos agricultores tenham que pedir por mais chuvas até o tempo da colheita. Os métodos tradicionais de práticas agrícolas ainda estão presentes em suas atividades, pois juntas de bois inda ajudam na lida do campo tracionando arados para capinas e revolvimento dos solos agrícolas.

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    O camponês é gente simples, humilde e acolhedora, alguns sisudos, mas, gente boa; enquanto outros são alegres a extrovertidos. Sempre a recepção vinha acompanhada de um aperto de mão, uma xícara de café, um doce caseiro, melancia ou mesmo um simples copo de água fresca de um velho e tradicional pote de barro. Tudo servido com muita satisfação. Foi um momento de reencontro com amigos que não os via, já fazia algum tempo.

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    Confesso que muitas vezes fiquei emocionado, pois, fazia-me voltar no tempo, e relembrar da época da minha vida no campo, no Sertão do Rio Grane do Norte, na zona rural da minha querida Augusto Severo-RN, quando fazia estas mesmas atividades, com a pele ressecada pelos raios do sol, que provocava um calor intenso e abrasador, e as mãos cheias de calos, produzidos por rudimentares instrumentos de trabalho: foice, enxada, machado e marreta.

    Que fazia eu, então, com estas visitas?

    Estava visitando os camponeses inscritos no Programa Nacional de Habitação Rural, um Programa do Governo Federal que visa construir casas populares para quem não tem casa ou habita em moradias inadequadas ou ainda para aqueles que moram em casas alugadas ou de favores, ou até mesmo para resolver a situação de várias famílias que compartilham o mesmo teto.

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    Mudar esta realidade é uma das principais metas do Governo Municipal do PT, que tem a frete da administração Adauto, um administrador comprometido com o bem estar da população rural do Município de Cruz.

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    Ter vida digna no campo é um direito que todo cidadão camponês tem, que foi uma conquista da sociedade rural com a administração do PT que luta para mudar a realidade vivida pela gente humilde do campo que também merece uma vida de conforto e bem está para toda família.

    Outra situação difícil, não menos desconfortável para o homem do campo, é a falta de água para o consumo humano e animal. O lençol freático está muito profundo e a água é de qualidade muito ruim. Muitas cacimbas já secaram.

    A precipitações pluviométricas registradas este ano tem sido de pouca intensidade, não suficiente para reabastecer os aquíferos, que nem subiram de nível. Um carro pipa do PAC 2 está atendendo aos casos mais difíceis.

    O Prefeito tem se preocupado com esta situação e está implantando sistemas de abastecimento de água nas comunidades rurais, em parceria com as associações, pelo Programa do Governo Federal Água para Todos. Onde não é possível implantar o sistema de abastecimento de água através de rede de distribuição, uma equipe está trabalhando para construir cisternas e polietileno para atender a 1.251 famílias que habitam localidades isoladas e inóspitas.

    A luta tem sido incansável para melhorar a qualidade de vida das populações mais carentes da zona rural, que propõe proporcionar uma estrutura de melhor qualidade para o nosso trabalhador rural que é quem garante a alimentação e a matéria prima para tudo que é consumido neste País, portanto, digno de toda a nossa admiração e respeito.

    Dr. Lima

    domingo, 9 de junho de 2013

    O FIM DO LIXÃO DO CAVALO BRAVO

     

    Cruz. Chegou ao fim a luta dos moradores da Comunidade de Cavalo Bravo, comunidade situada no Distrito de Caiçara, Município de Cruz, Litoral Oeste do Ceará pela retirada do Lixão. Ofícios encaminhados aos órgãos do Meio Ambiente, muita conversa, mas ninguém escutava, pareciam estarem dormindo. Reuniões com os órgãos ambientais, manifestações, denúncias, reportagens, agressões e conflitos marcaram a luta da comunidade que perdurou por mais de uma década, mas culminou com a vitória de todos que se livraram dos males causados pelo Lixão, após uma multa de R$ 60.000,00 que os órgãos ambientais aplicaram na Prefeitura de Cruz durante a gestão passada, que não pagou e deixou esta herança maldita e o encerramento do Lixão para a atual administração.

    Estudantes, do Curso de Gestão de Pequenos Hotéis e Pousadas promovido pelo SENAC, na Vila de Caiçara, fizeram uma visita ao Lixão e protestaram no dia 16/11/2012. O curso foi ministrado pela instrutora Andréa Geisa, natural de Piripiri – PI.

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    Alunos do Curso de Gestão de Pequenos Hotéis e Pousadas.

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    Restos do Lixão do Cavalo Bravo

    O Lixão do Cavalo Bravo recebia material das comunidades da Praia do Preá e Vila de Caiçara. Ainda, durante um longo período também recebeu o lixo que vinha da Praia de Jericoacoara com autorização da Prefeitura de Cruz. Este local era improprio para receber lixo, pois além de ser a céu aberto, o solo é arenoso, o que facilitava a infiltração do chorume além de situar-se em zona de amortecimento do entorno do Parque Nacional de Jericoacoara e ficava a poucos quilômetros a Oeste do Aeroporto Internacional de Jericoacoara que está em faze de acabamento. As famílias que moram nas proximidades do lixão reclamavam da presença animais a procura de restos de alimento e de insetos como, por exemplo, moscas, ratos, baratas e pernilongos, que invadiam as residências, e da contaminação das águas das cacimbas que abastecem a comunidade obrigando aos moradores buscarem água em outras fontes mais distantes do Lixão.

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    Carro de Jijoca colocando o lixo de Jericoacoara

    Há muitos anos que a comunidade fazia manifestações e apelos para que as autoridades retirassem o Lixão, mas, finalmente, chegou o grande dia. O Dia da Vitória, e o Lixão foi desativado definitivamente para alegria e felicidade dos moradores da comunidade.

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    Caminhada Ecológica


    Dia 20 de outubro de 2011, a Área Pastoral do Distrito de Caiçara promoveu uma Caminhada Ecológica saindo de Caiçara, às 08h00min, seguindo até o Lixão que ficava há 2 km de distância da sede do Distrito. A Caminhada ecológica foi liderada pelo então administrador da Área Pastoral do Distrito de Caiçara Pe. José Marcone Martins e contou com a presença de representantes da Sede e das comunidades de Cavalo Bravo, Preá e Formosa. Durante a caminhada foi feita coleta de material e registros fotográficos para serem apresentados ao então Secretário do Meio Ambiente do Município de Cruz Senhor Marcelo Brandão, em uma reunião que estava agendada para o dia 5 de novembro em Caiçara. Vários órgãos relacionados com o Meio Ambiente foram convidados para esta reunião. Foi mais uma tentativa da comunidade para retirada do Lixão que foi instalado em local improprio há mais de dez anos e que vinha prejudicando os moradores e principalmente causando a poluição do lençol freático com o chorume que era produzido pelo lixo em decomposição, causa da maior preocupação dos moradores.

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    Também animais mortos eram despejados neste lixão. A Prefeitura de Cruz cercou a área e colocou um vigia para que animais mortos não fossem mais colocados no local e também impedir a presença de catadores de material reciclável que vinham das comunidades vizinhas de Córrego dos Ana e Córrego das Panelas. Medida que só foi adotada depois de muitas reclamações feitas pelos moradores da comunidade. O vento espalhava os plásticos e papelão e distribuía pelas matas da circunvizinhança e levava o mau cheiro até as residências do entorno do Lixão. Era desesperadora e dramática a situação dos moradores de Cavalo Bravo que há anos lutavam e apelavam para as autoridades a fim de que fosse retirado este depósito de lixo e transferido para um local mais apropriado e distante das residências, mas não eram atendidos em suas reivindicações.

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    Além do mau cheiro exalado pelo lixo, era constante fazerem queimadas e a fumaça invadia as residências prejudicando a saúde das pessoas.

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    O plástico acumulado era levado pelo vento que dava à paisagem um aspecto visual bastante desagradável e prejudicial ao Meio Ambiente.

    A situação ficou ainda mais dramática quando a Prefeitura resolveu fazer escavações profundas dentro do lixão para retirada de material para construções e depois jogando o lixo que ficava em contato direto com o lençol freático acelerando o processo de contaminação.

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    Escavações dentro do Lixão

    Finalmente, chegou o grande dia. O Lixão foi fechado no início da administração do atual Prefeito de Cruz Senhor Odair José Mendes de Vasconcelos (Adauto) que passou a colocar o lixo em outra localidade. A Prefeitura, agora, luta para destinar o lixo para um local apropriado, pondo fim a um dos maiores problemas ambientais do momento, que é o destino inadequado do lixo.

    O Jornal A FOLHA, que sempre esteve em defesa do Meio Ambiente, sente-se orgulhosamente vitorioso ao lado da comunidade, pois, lutou incessantemente para que um dia pudesse celebrar esta gloriosa vitória denunciando os reclames dos seus moradores nos momentos mais angustiantes de luta.

    Quem luta, um dia vencerá, pois Deus tarda, mas, não falta, já diz o dito popular.

    A Federação das Associações Comunitárias do Município de Cruz, que sempre esteve na luta ao lado dos moradores, reconhece e louva este ato de resistência da comunidade que nunca desistiu de defender seus ideais, por mais difícil que parecesse, mas, nunca impossível.

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    Lampião Rei do Cangaço

    Como potyguar, ato como este, nos faz remeter à heroica resistência dos mossoroenses, que, dia 13 de junho de 1927, defenderam a cidade do ataque do bando de Lampião (Virgulino Ferreira da Silva) e capturaram dois cangaceiros: Colchete e Jararaca, que foram exibidos como troféus. Data festiva, ainda, hoje, comemorada com muito orgulho. Luiz Gonzaga em uma alusão ao fato cantava: “Lampião era valente, mas, não era tão valente assim, pois, levou uma carreira dos cabras de Mossoró. A carreira foi tão danada que lascou o mocotó”.

    Dr. Lima

    quarta-feira, 5 de junho de 2013

    Dia Mundial do Meio Ambiente: petistas ressaltam protagonismo ambiental do Brasil

     

    A Câmara realiza hoje, às 10h, sessão solene em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente - 5 de junho. Ontem, deputados petistas se anteciparam e lembraram várias ações do governo federal voltadas para o setor, nos últimos dez anos,  que são exemplos para o mundo. Os destaques, segundo eles, referem-se às políticas de redução do desmatamento e de emissões de carbono, geração de energia limpa, fortalecimento da legislação ambiental, além da proteção dos mananciais e das bacias hidrográficas.

    No caso do desmatamento, o governo investiu nos últimos anos em tecnologias de monitoramento e reforço do controle. O resultado é a redução da área desmatada que caiu de 25.000 Km² em 2003, para 4.656 km² em 2012. O desmatamento no ano passado foi o menor registrado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) desde o inicio da medição em 1988.

    Já no caso da emissão dos gases causadores do efeito estufa, o vice-presidente da Comissão de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional, deputado Fernando Ferro (PT-PE), ressaltou que “o Brasil tem reduzido as suas emissões, mesmo com o crescimento da economia”. Segundo ele, com esse esforço o Brasil vai cumprir a meta de aumentar a redução da emissão de carbono de 36,1% para 38,9% até 2020. O compromisso foi assumido pelo governo brasileiro durante a Conferência das Partes (COP-15) do Protocolo de Quioto em 2009. 

    Para o sucesso desta política, segundo Ferro, também contribuíram o incentivo do governo à geração de energia limpa. Nesse caso, o país tem se destacado pela alta participação da energia renovável em sua matriz energética. Dados de 2009 já apontavam que esse percentual era superior a 45%, mais do que o observado nos demais países do Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul), e nos países que compõem o G-7, cuja participação média dessas fontes é de 10%.

    Legislação- Em relação à legislação ambiental, o deputado Márcio Macedo (PT-SE) também destacou o protagonismo do Brasil. “Somos referência em legislação ambiental. Temos um arcabouço jurídico consistente que protege o meio ambiente como é o caso das leis da Mata Atlântica, dos Recursos Hídricos, das Unidades de Conservação, dos Recursos Hídricos e o Código Florestal, que ainda está em fase de implementação”, lembrou.

    Sobre a proteção aos recursos hídricos, o deputado Leonardo Monteiro (PT-MG), ressaltou que os avanços obtidos devem-se à “ação firme do governo e  à conscientização da população”. Isso, segundo ele, “permitiu conservar e recuperar as nascentes e as bacias hidrográficas”. Entre os principais programas do governo nessa área estão o Água Doce - que garante água de boa qualidade à população do semiárido, e o de Revitalização das Bacias Hidrográficas – que recupera, conserva e preserva as bacias em situação de vulnerabilidade ambiental. Entre elas encontram-se as dos rios São Francisco, Tocantins-Araguaia, Paraíba do Sul e Alto Paraguai (Pantanal).

    Fonte: Liderança do PT na Câmara