quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Copom reduz juros básicos da economia para 11,25% ao ano

 Queda de 0,5 ponto era esperada pelo mercado financeiro

(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Por Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil - Brasília

O comportamento dos preços fez o Banco Central (BC) cortar os juros pela quinta vez seguida. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 11,25% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros .

A taxa está no menor nível desde março de 2022, quando estava em 10,75% ao ano. De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Inflação - A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2023, o indicador ficou em 4,62%. Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada pelos economistas.

O índice fechou o ano passado abaixo o teto da meta de inflação, que era 4,75%. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a estimativa de que o IPCA fecharia 2024 em 3,5% no cenário base. A projeção, no entanto, pode ser revista na nova versão do relatório, que será divulgada no fim de março.

As previsões do mercado estão mais otimistas que as oficiais. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,81%, abaixo portanto do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 3,9%.

Crédito mais barato - A redução da taxa Selic ajuda a estimular a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais baixas dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Inflação, o Banco Central reduziu para 1,7% a projeção de crescimento para a economia em 2023.

O mercado projeta crescimento semelhante. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,6% do PIB em 2023.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Fonte:  https://www.brasil247.com/economia/copom-reduz-juros-basicos-da-economia-para-11-25-ao-ano


Boa Noite 247 - Lula vai para cima do crime organizado e cobra países ri...

Presidente Lula e ministro Flávio Dino falam com a imprensa sobre ações ...

Reservas internacionais, que haviam caído com Bolsonaro, voltam a crescer com Lula

 Resultado é reflexo do fluxo cambial positivo para o Brasil e da retomada da confiança

Lula, bolsa de valores e dólares
Lula, bolsa de valores e dólares (Foto: Julia Prado/MS | ABR)

247 – As reservas internacionais do Brasil experimentaram um aumento significativo durante o primeiro ano do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após um período de redução durante a administração de Jair Bolsonaro. O crescimento das reservas reflete o impacto positivo do fluxo cambial favorável ao Brasil, juntamente com a restauração da confiança econômica no país. Esses elementos contribuíram para elevar as reservas internacionais a US$ 355 bilhões até o final de 2023, representando um aumento de 9,34% em relação ao ano anterior e marcando o nível mais alto desde março de 2022, de acordo com reportagem da Folha de S. Paulo.

O movimento ascendente foi impulsionado não apenas pelo fluxo cambial positivo, que testemunhou a maior entrada líquida de US$ 11,49 bilhões desde 2012, mas também pelos rendimentos obtidos com os juros dos títulos nos quais as reservas brasileiras estão investidas, especialmente nos títulos dos Estados Unidos. Além disso, a menor intervenção do Banco Central no mercado cambial, sem a necessidade de realizar vendas de dólares com compromissos de recompra, contribuiu para o aumento das reservas internacionais.

As reservas internacionais desempenham um papel crucial como uma rede de segurança contra choques externos, protegendo o Brasil de crises cambiais e fugas de capital durante períodos de turbulência nos mercados globais. Desde o primeiro mandato do presidente Lula, o Brasil tem mantido uma reserva estratégica para garantir a estabilidade financeira e atenuar as oscilações do real em relação ao dólar.

Durante o primeiro mandato de Lula, o país iniciou um processo de acumulação de reservas internacionais, respondendo a um contexto de vulnerabilidade às desvalorizações cambiais. Ao longo de duas décadas, as reservas aumentaram de US$ 38,77 bilhões em 2003 para os US$ 355 bilhões registrados em 2023.

Fonte:  https://www.brasil247.com/economia/reservas-internacionais-que-haviam-caido-com-bolsonaro-voltam-a-crescer-com-lula

Ministro dos Direitos Humanos aciona AGU para processar deputados bolsonaristas por ofensas na Câmara

  Silvio Almeida busca reparação legal após acusações infundadas de ligações com o crime organizado durante audiência parlamentar tumultuada

Silvio Almeida
Silvio Almeida (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O Ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, tomou medidas legais contra os deputados bolsonaristas Gilvan da Federal e Marcos Pollon, ambos do PL, acionando a Advocacia-Geral da União (AGU) em resposta às ofensas proferidas contra sua pessoa durante uma audiência na Câmara no último mês, destaca o Metrópoles.

No dia 5 de dezembro, Almeida compareceu a uma audiência conjunta dos colegiados de Segurança Pública e Fiscalização Financeira e Controle. No entanto, a sessão foi abruptamente encerrada devido ao acalorado conflito verbal entre os deputados bolsonaristas e o ministro.

Sem apresentar provas, Gilvan da Federal acusou o Ministério dos Direitos Humanos de ter ligações com o Comando Vermelho, uma alegação prontamente refutada por Almeida. Em meio ao caos, Marcos Pollon repetiu a acusação, indagando sobre a suposta relação do ministro com o crime organizado durante seus dias como advogado.

Após obter a aprovação da Consultoria Jurídica do ministério, Silvio Almeida formalizou o pedido à AGU no dia 22 deste mês. Ele solicitou que seja apresentada uma queixa-crime contra Gilvan da Federal e um pedido formal de esclarecimentos a Marcos Pollon. Em sua solicitação, Almeida destacou que os parlamentares lançaram insinuações sobre sua conduta. “Os parlamentares insinuaram a prática de fatos criminosos a mim, em clara ofensa à minha honra, especificamente como ministro”, escreveu Almeida.

Fonte:  https://www.brasil247.com/poder/ministro-dos-direitos-humanos-aciona-agu-para-processar-deputados-bolsonaristas-por-ofensas-na-camara


terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Leo ao quadrado: prendam Carlos Bolsonaro (30.1.24)

Após privatização, Jericoacoara poderá ter duas cobranças de taxa para entrar

 


Após ser privatizado, leiloado e vendido por R$ 61 milhões ao longo de 30 anos para consórcio formado pelas empresas Construcap e pelo Grupo Cataratas, o Parque Nacional de Jericoacoara passada por mudanças administrativas.

O contrato prevê a cobrança de ingressos pelas empresas com valores máximos pré-estabelecidos para cada temporada na Vila de Jericoacoara. Pelo que está previsto, durante o período de contrato a empresa poderá também mais que dobrar os valores.

A nova concessionária ficará ainda responsável por toda oferta de serviços de limpeza, segurança, manutenção de vias e brigada de incêndio.

A mesma concessionária gerencia outro importante destino turístico nacional: Fernando de Noronha, em Pernambuco. Desde 2012, a EcoNoronha se responsabiliza pela prestação de serviços para quem deseja visitar a ilha paradisíaca.

Além do controle de visitantes, a organização por lá também cuida da sustentabilidade e do manejo correto do ecoturismo no local, tendo como órgão fiscalizador o ICMBio.

A EcoNoronha cobra taxa de R$ 106 para brasileiros e R$ 212 para estrangeiros que querem conhecer o destino. O montante arrecadado é investido em estruturas para a cobrança dos ingressos e para o apoio de visitantes.

Atualmente para ter acesso a Vila, o visitante paga uma taxa para entrar, essa cobrada pelo município. Com a privatização, a empresa que ganhou a concessão do parque cobrará a entrada do visitante no parque. Para entrar na Vila de Jericoacoara o visitante pagará outra taxa, a já existente, cobrada pelo município, que continua responsável pela administração da vila.

Revista Ceará
Fonte:  http://www.blogoacarau.com/

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Internautas repercutem operação da PF e pedem a prisão de Carlos Bolsonaro

Usuários também criticaram os familiares do ex-mandatário por terem fugido de barco antes da chegada dos policiais, em Angra dos Reis

Vereador Carlos Bolsonaro
Vereador Carlos Bolsonaro (Foto: Renan Olaz/CMRJ)

247 - Internautas repercutiram a operação da Polícia Federal (PF) que apreendeu um celular do vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos). Investigadores apuram um esquema de espionagem ilegal feita pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro (PL). 

Usuários também criticaram os familiares do ex-mandatário por terem fugido de barco antes da chegada dos policiais, em Angra dos Reis (RJ). Um perfil em rede social cobrou a prisão do parlamentar. "Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonao e Flávio Bolsonaro fugiram de barco quando a Polícia Federal chegou na casa que eles estavam hospedados em Angra dos Reis. Carluxo na cadeia".

O deputado federal Túlio Gadêlha (Rede-PE) ironizou o ex-mandatário. "Rapaz, o cara transportou cocaína em avião da FAB, é cheio de amigos milicianos, matou milhares na pandemia, agora, temos provas de que espionou ilegalmente um monte de gente. Pra completar, hoje, fugiu de barco da Polícia Federal. Esse ex-presidente tá mais pra um Pablo Escobar".

O ativista William De Lucca também fez ironias. "Talvez o Jair Bolsonaro tenha comido seis quilos de camarão preventivamente pra ir para o hospital entupido e fugir da polícia federal né?".

De acordo com as investigações, Abin tentou favorecer familiares de Bolsonaro. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes também lembrou que a Abin foi usada na gestão bolsonarista para monitorar o caso Marielle Franco, ex-vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 2018. Cerca de 30 mil pessoas foram monitoradas, informou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no começo do mês.

Rapaz, o cara transportou cocaína em avião da FAB, é cheio de amigos milicianos, matou milhares na pandemia, agora, temos provas de que espionou ilegalmente um monte de gente. Pra completar, hoje, fugiu de barco da Polícia Federal. Esse ex-presidente tá mais pra um Pablo Escobar.
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@lazarorosa25
 
 
 
 
 
 
 

RAPAZ HAHAHAHA. Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonao e Flávio Bolsonaro FUGIRAM DE BARCO quando a Polícia Federal chegou na casa que eles estavam hospedados em Angra dos Reis. CARLUXO NA CADEIA twitter.com/GloboNews/stat
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@delucca
 
 
 
 
 
 
 

Talvez o Jair Bolsonaro tenha comido seis quilos de camarão preventivamente pra ir para o hospital entupido e fugir da polícia federal né?Imagem
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@PedroRonchi2
 
 
 
 
 
 
 

Se o inelegível fugiu antes da chegada da Polícia Federal alguém avisou ele. Tem que achar os 
bolsonaristas infiltrados na PF.
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Fonte:  https://www.brasil247.com/midia/internautas-repercutem-operacao-da-pf-e-pedem-a-prisao-de-carlos-bolsonaro

Governo Lula faz das tripas coração, para pagar dívidas de governos anteriores

Precatórios elevam déficit anual do governo central para R$ 230,54 bi

Apenas em dezembro, resultado primário ficou negativo em R$ 116,15 bi

Moedas de reais
Moedas de reais (Foto: REUTERS/Bruno Domingos)

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil - Brasília

A quitação de precatórios após um acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF) fez o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – fechar 2023 com o segundo maior déficit primário desde o início da série histórica. No ano passado, o resultado ficou negativo em R$ 230,54 bilhões, só perdendo para 2020, quando o déficit atingiu R$ 743,25 bilhões por causa da pandemia de covid-19.

O déficit primário representa o resultado negativo das contas do governo sem os juros da dívida pública. Segundo o Tesouro Nacional, sem o pagamento dos precatórios, as contas do Governo Central teriam fechado o ano passado com resultado negativo de R$ 138,1 bilhões, equivalente a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país). Sem o socorro financeiro de cerca de R$ 20 bilhões para estados e municípios, o déficit teria caído para R$ 117,2 bilhões, 1,1% do PIB.

Apenas em dezembro, o déficit primário somou R$ 116,15 bilhões, impulsionado pela quitação dos precatórios em atraso. Dívidas do governo com sentença judicial definitiva, os precatórios foram parcelados ou adiados após uma emenda constitucional em 2021. No ano passado, o governo quis quitar a dívida para evitar um passivo de R$ 250 bilhões no fim de 2026.

O déficit de dezembro foi o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997. Sem os precatórios, informou o Tesouro, o resultado negativo ficaria em R$ 23,8 bilhões. Esse valor ficaria abaixo da estimativa das instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Fazenda, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 35,5 bilhões, sem considerar o pagamento de precatórios.

O resultado primário representa a diferença entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apesar da quitação dos precatórios, o déficit ficou dentro da meta de R$ 231,5 bilhões para o Governo Central estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do ano passado.

Em janeiro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha anunciado um pacote para aumentar a arrecadação e revisar gastos para melhorar as contas públicas e diminuir o déficit para cerca de R$ 100 bilhões em 2023. No fim de novembro, a Secretaria de Política Econômica informou que a previsão oficial de déficit primário estava em R$ 177,4 bilhões para este ano, podendo chegar a R$ 203,4 bilhões se considerada a metodologia do Banco Central. A previsão, no entanto, desconsiderava os precatórios.

Receitas - Na comparação com o ano passado, as receitas caíram, se descontada a inflação, mas as despesas aumentaram em volume maior por causa do Bolsa Família, dos gastos com a Previdência Social e dos precatórios. Em 2023, as receitas líquidas subiram 2,3% em valores nominais. Descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no entanto, elas recuaram 2,2%. No mesmo período, as despesas totais subiram 17,7% em valores nominais e 12,5% após descontar a inflação.

Se considerar apenas as receitas administradas (relativas ao pagamento de tributos), houve queda de 1% em 2023 na comparação com 2022, já descontada a inflação, puxada principalmente pela Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. No entanto, houve aumento de R$ 11,7 bilhões (39,5% acima da inflação) em outras receitas administradas, por causa principalmente do programa de redução da litigiosidade, em que o contribuinte fechava acordos com o governo em troca de encerrar ações na Justiça.

Também houve aumento de R$ 32,9 bilhões (5,8%) na arrecadação da Previdência Social, decorrente da recuperação do mercado de trabalho.

Em relação às receitas não-administradas pela Receita Federal, os maiores recuos foram registrados nas receitas de dividendos de estatais, que caíram R$ 41,1 bilhões (-44,7%, descontada a inflação), em virtude do menor recebimento de repasses da Petrobras, da Caixa Econômica e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As receitas com concessões caíram R$ 40,7 bilhões (-82%, descontado o IPCA%) por causa de concessões de geração elétrica resultantes da privatização da Eletrobras, que não se repetiram em 2023.

As receitas com royalties, que caíram R$ 26,2 bilhões (-18,5%, descontada a inflação) em 2023 na comparação com 2022, por causa da queda do petróleo no mercado internacional. Atualmente, a cotação do barril internacional está em torno de US$ 82 após ter chegado a US$ 120 no meio de 2022, por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Despesas - Turbinados pelo novo Bolsa Família, os gastos com programas sociais subiram R$ 75,4 bilhões (42,4%) acima da inflação no ano passado na comparação com 2023. Também subiram os gastos com a Previdência Social (+R$ 66,5 bilhões), com saúde (+R$ 20,6 bilhões) e gastos discricionários (não obrigatórios) com educação, transporte e assistência social (+R$ 23,6 bilhões).

Os gastos com o funcionalismo federal subiram R$ 10,2 bilhões (2,8%) acima da inflação em 2023 comparados com 2022. Apesar do aumento de 9% concedido aos servidores do Poder Executivo Federal, aprovado no fim de abril do ano passado pelo Congresso, o principal fator que impulsionou a despesa foi pagamento de precatórios, que consumiu R$ 8,3 bilhões no ano dos R$ 10,2 bilhões extras.

Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal investiu R$ 82,23 bilhões em 2023. O valor representa alta de 72,5% acima do IPCA em relação a 2022. Nos últimos meses, essa despesa tem alternado momentos de crescimento e de queda descontada a inflação. O Tesouro atribui a volatilidade ao ritmo variável no fluxo de obras públicas.

Fonte:  https://www.brasil247.com/economia/precatorios-elevam-deficit-anual-do-governo-central-para-r-230-54-bi

 

PF chega a Carlos Bolsonaro no esquema da Abin

sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Lula conclama a sociedade para pacto com o poder público por uma 'revolução cultural' na educação

“Não temos o direito de deixar para os nossos netos esse país capengando do ponto de vista da educação”, afirmou o presidente

Presidente Luiz Inacio Lula da Silva durante apresentação e coletiva de imprensa "Brasil Unido pela Educação"
Presidente Luiz Inacio Lula da Silva durante apresentação e coletiva de imprensa "Brasil Unido pela Educação" (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247 - Em um segundo discurso nesta sexta-feira (26) durante uma apresentação do Ministério da Educação sobre a situação do ensino brasileiro, o presidente Lula (PT) fez uma espécie de convocação da sociedade brasileira para um pacto com o poder público por uma "revolução cultural" na educação do país.

Ele afirmou que "já faz tempo e a gente continua com um problema sério na educação" e defendeu uma política robusta "de Estado" para a área. "O que estamos tentando fazer agora é tentar trazer vocês como cúmplices de uma política que não pode ser de governo, que tem que ser do Estado brasileiro. E para ela ser do Estado brasileiro, ela tem que ter a participação da comunidade, dos educadores desse país. Porque se não cada governo e cada ministro entra e inventa uma política, faz um projeto de lei, esse projeto de lei muda o que tinha e começa uma coisa nova. Aí vem outro ministro, muda outra vez e as coisas nunca acontecem definitivamente. O ideal é que a gente faça essa política ser compreendida por cada prefeito, no município mais distante, por cada governador". >>> "Está acontecendo um desastre na educação brasileira", diz Lula

A situação atual da educação brasileira, segundo avaliou o presidente, é uma herança dos séculos de escravidão praticados no Brasil e somente uma "revolução cultural" poderá alterar este cenário. "O que estamos vivendo é o que foi plantado. Estamos colhendo os 350 anos de escravidão. Nós ainda vivemos sobre um país em que a elite governante não acreditava na educação para todos. Universidade era privilégio. A pessoa ia fazer um curso universitário a depender do berço em que ela nascia. (...) Tirar esse país dessa situação é uma revolução cultural que vai depender de toda a sociedade brasileira. Tudo isso que foi anunciado aqui, para que a gente possa ter sucesso, é preciso que a gente leve em conta que a imprensa é importante, que a fiscalização é importante, que o comportamento do governo estadual é importante, que o comportamento do prefeito é importante, mas sobretudo temos dois fatores que são decisivos: primeiro, a qualidade do tratamento que a gente vai dar aos educadores que vão estar com os alunos dentro da sala de aula. Se o professor não estiver sendo tratado com decência e respeito, se ele não estiver ganhando o suficiente para cuidar da sua família em casa, a tendência é ele não estar trabalhando animado. A segunda coisa é a comunidade local; tentar convencer o pai e a mãe de que eles têm que saber como é a coisa dentro da escola, como é que o professor está dando aula, se seu filho sai aprendendo a lição a cada aula, se o seu filho vai se preparar para a prova, como é o banheiro da escola, como é a área de lazer. O pai e a mãe precisam ser parceiros para que a gente possa fazer dar certo um programa desse".

Lula exaltou a iniciativa do governo de implementar escolas de tempo integral em todo o país, mas salientou a necessidade de uma fiscalização rigorosa sobre os recursos destinados a este fim. "Eu assisti num dia desses em um canal de televisão uma entrevista com alguns prefeitos falando sobre a educação de tempo integral. Os prefeitos tinham recebido o dinheiro e não tinham escola de tempo integral. Eu lembro da cara de pau de um prefeito que não sabia o que falar para o repórter quando ele perguntou ‘vocês têm escola integral?’. Ele falou: ‘aluno a gente não tem, mas a escola é de tempo integral’. Ou seja, ele já recebeu o dinheiro. Então você percebe que uma das coisas importantes que nós temos que fazer é um sistema de fiscalização. Cada companheiro governador, independentemente do partido ao qual ele pertence, cada prefeito ou prefeita tem que ter em conta que nós vamos fiscalizar seriamente esse programa. Muitas vezes a sociedade não sabe de quem é a responsabilidade no Ensino Fundamental. Se a escola está de boa qualidade, o prefeito fala que é responsável, mas se estiver ruim ele fala que a culpa é do governador ou do governo federal. Sempre foi assim e sempre será assim se a gente não tiver uma cumplicidade de responsabilidade em tirar esse país da situação no século XXI na situação que ele ficou".

"Nós não temos o direito de deixar para os nossos netos, bisnetos, tataranetos esse país capengando ainda do ponto de vista da educação", afirmou ainda o presidente.

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/lula-conclama-a-sociedade-para-pacto-com-o-poder-publico-por-uma-revolucao-cultural-na-educacao

 

PF FECHA O CERTO E BOLSONARO SEM SAÍDA SABE QUE SERÁ PRESO: PÂNICO GERAL

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

‘Desdolarizar é preciso’: como a dívida dos EUA impacta as economias do mundo e como fica o Brasil?

Joe Biden, presidente dos EUA, cai no palco durante cerimônia de formatura da Academia da Força Aérea dos Estados Unidos no Falcon Stadium, em Colorado Springs, no Colorado, em 1º de junho de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 25.01.2024

© AP Photo / Andrew Harnik

O alarmante aumento da dívida interna dos Estados Unidos vem desencadeando debates acalorados tanto no interior quanto fora do Congresso americano. Afinal, a vultosa conta pode respingar em toda a sociedade e mesmo em todo o planeta.

Pedro Gustavo Cavalcanti Soares, doutor em ciência política pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e coordenador do bacharelado em relações internacionais da Faculdade Damas, destaca as consequências negativas que essa realidade impõe ao país e os impactos para o resto do mundo.

Em uníssono, analistas ouvidos pela Sputnik Brasil destacam a importância de prestar atenção nos movimentos estadunidenses e suas consequências mundo afora. Soares ressalta que o descontrolado crescimento da dívida doméstica afeta diretamente áreas cruciais como saúde e educação nos EUA.

Brenno Almeida, economista especializado em planejamento e gestão pública pela Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade de Pernambuco (Fcap-UPE) faz coro ao internacionalista.

Quanto é a dívida dos Estados Unidos?

A dívida dos EUA recentemente atingiu o montante histórico de US$ 34 trilhões (R$ 167,2 trilhões), um recorde até então.

Além de ter reflexos nas taxas crescentes de pobreza, o país figura como líder no aumento desse índice a nível global. Institutos independentes corroboram essa preocupante realidade, evidenciando a necessidade urgente de atenção às políticas internas para reverter esse cenário.

“Quando a gente fala em consequências dessa dívida são consequências nefastas [..]. Em primeiro lugar, para os aspectos sociais, educação e saúde principalmente. Além disso, uma elevada taxa é a crescente taxa da pobreza no país. Não é à toa que os Estados Unidos são o país em que a pobreza mais cresce no mundo”, enfatiza Almeida à Sputnik Brasil.

Homem levanta cartaz durante um protesto contra os ataques das forças dos EUA e do Reino Unido contra os rebeldes houthis do Iêmen e contra a presença das forças dos Estados Unidos no Iraque, na praça Tahrir, em Bagdá, Iraque, 13 de janeiro de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 25.01.2024

Panorama internacional

Operação contra houthis pode selar o fim da presença dos EUA no Oriente Médio?

10:10

Breno Almeida destaca a relevância dos títulos da dívida dos Estados Unidos como uma peça fundamental no xadrez financeiro global. Ele desvela os intricados mecanismos por trás dessa dinâmica e suas ramificações em níveis internacionais.

“Todo país elementa dívida através de títulos públicos e esses títulos são um instrumento de negócio interessante porque você compra um direito da dívida, você se torna credor de alguém. […] E no caso você se torna credor dos Estados Unidos. Então muitos países, Brasil, a China e as famílias em geral, no mercado de títulos, consomem esse ativo. Então é um elemento significativo, é um elemento interessante”, explica.

Conflitos internacionais e o ônus dos EUA

O internacionalista destaca, também, a persistência dos Estados Unidos em investir pesadamente em conflitos internacionais, perpetuando uma abordagem que remonta ao período pós-Primeira Guerra Mundial. A política de se envolver em conflitos para impulsionar a economia e garantir apoio parece desconectada das necessidades internas do país, conforme apontam os dados recentes.

“São consequências bem negativas considerando essa atenção a um aspecto internacional ao crescente investimento aos conflitos no exterior […] É como se os Estados Unidos ainda não tivessem abandonado aquela ideia do período entre guerras […] Período que ficou conhecido como período entre guerras e naquela naquela época o país tinha um potencial enorme de crescimento a partir de investimentos na área de segurança, na qual suas empresas vendiam armamento tanto para o próprio país como para fora”, relembra e calibra.

A análise de Soares sugere um abandono na formulação de políticas domésticas eficazes, incluindo a luta contra a pobreza e investimentos substanciais em educação. Em vez disso, os EUA parecem presos a uma abordagem do século XX, baseada na busca de influência global através de intervenções militares.

Quais as características de um mundo multipolar?

Diante do debate sobre a importância da multipolaridade diante do crescimento descontrolado da dívida interna dos Estados Unidos, Almeida destaca a relevância desse cenário não apenas no âmbito político, mas também nas dinâmicas econômicas globais.

“A importância da multipolaridade se dá por vários elementos”, argumenta Almeida. Ele enfatiza a necessidade de diversificação nos polos econômicos, sugerindo que a democratização dos meios de troca pode ser um catalisador para o surgimento de novos centros econômicos. Essa diversificação, segundo o economista, poderia contribuir para a melhoria da situação econômica de diversos territórios ao redor do mundo.

“Isso talvez [medo da perda de hegemonia] seja um temor de quem preza por uma hegemonia americana […] é que você vai passar a ter em certa medida uma democratização do crescimento global, você vai ter, naturalmente, um crescimento menor das economias centrais e um crescimento maior das economias periféricas”, enfatiza.

Dólar dos EUA (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 04.08.2023

Panorama internacional

Analista: rebaixamento de rating de crédito dos EUA sinaliza ‘grande mudança para a multipolaridade’

4 de agosto 2023, 08:52

A abordagem de Almeida sugere que a multiplicidade de polos econômicos não apenas proporcionaria uma redistribuição de recursos, mas também impactaria as cadeias globais de maneira significativa. O especialista acredita que esse novo paradigma econômico poderia resultar em uma democratização do crescimento global, afetando diretamente a dinâmica entre as economias centrais e periféricas.

“Acredito que o que pode acontecer, e isso talvez seja um temor de quem preza por uma hegemonia americana, é que você vai passar a ter em certa medida uma democratização do crescimento global”, destaca Almeida.

Ele sugere que, como consequência desse rearranjo econômico, as economias centrais poderiam experimentar um crescimento mais moderado, enquanto as economias periféricas teriam a oportunidade de um crescimento mais expressivo.

Essa redistribuição, argumenta Almeida, não apenas contribuiria para uma maior equidade na distribuição da riqueza acumulada no mundo, mas também poderia alterar o equilíbrio de poder geopolítico.

A hegemonia americana, que tradicionalmente influenciou as dinâmicas globais, poderia ser desafiada por um cenário mais equitativo, onde múltiplos atores econômicos compartilham a responsabilidade e a oportunidade de impulsionar o desenvolvimento global.

O que significa desdolarização?

O processo de desdolarização consiste em países diversificarem suas reservas e se desvincularem da dependência do dólar americano.

O internacionalista Pedro Soares destaca a importância “crucial” da desdolarização das economias globais como uma estratégia fundamental para prevenir catástrofes financeiras, semelhantes à explosão da bolha que abalou os Estados Unidos em 2008.

Soares relembra o episódio marcante de 2008, quando à época o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a crise financeira global seria apenas uma “marolinha” para o Brasil.

Essa perspectiva, segundo Soares, ganhou destaque porque o Brasil já estava adotando uma postura de se aproximar de outros países e estabelecer parcerias econômicas, reduzindo gradualmente sua dependência financeira dos Estados Unidos.

Rublo russo e yuan chinês - Sputnik Brasil, 1920, 15.01.2024

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Abandonar o dólar tornou os produtos eletrônicos mais baratos na Rússia, afirma mídia

15 de janeiro, 16:01

“Aquela questão da marolinha ficou famosa exatamente porque o Brasil investia na verdade em se aproximar com outros países, ter outros países como parceiros financeiros econômicos e abandonar gradualmente uma dependência financeira dos Estados Unidos e isso fez com que o Brasil sentisse menos aquela explosão da bolha imobiliária em 2008”, exemplifica.

A terceira gestão do governo Lula vem apostando, novamente, nesta perspectiva: no começo de outubro, Brasil e China realizaram, pela primeira vez na história, uma transação comercial completa em yuan, algo considerado um “marco” por ambos os países.

O internacionalista destaca que a desdolarização é uma estratégia que visa minimizar os impactos de crises econômicas internacionais em países que historicamente eram mais suscetíveis a esses eventos. Soares enfatiza o exemplo das economias latino-americanas que buscam se aproximar da China, uma potência econômica que oferece estabilidade e força financeira.

“A China, ao investir em infraestrutura e adotar políticas de retorno mais brandas, se diferencia das imposições de austeridade frequentemente associadas ao FMI, uma instituição com forte influência dos Estados Unidos”, pondera.

A desdolarização se mostra como algo muito frutífero para os países que até então eram dependentes dos Estados Unidos“, destaca Soares.

Segundo o analista, essa estratégia não apenas oferece uma proteção contra possíveis crises, mas também possibilita uma relação mais equilibrada e menos submissa aos interesses norte-americanos.