sexta-feira, 31 de março de 2023

TELEFONEMA PRO RETORNO DO MONSTRO

O que você sabe sobre a violência nos EUA?

 Por Jacinto Pereira

Segundo o Portal sputnik Brasil, os dados do Gun Violence Archive publicados em 28 de março registraram 4.248 falecidos nos EUA em ataques com armas de fogo no ano de 2023, incluindo 59 crianças e 344 adolescentes. O número de tiroteios em massa no país já atingiu 131 casos.

Segundo as estatísticas do portal, desde 2016 está crescendo o número de mortes por armas de fogo, especialmente de tiroteios em massa, com os casos de uso das armas de fogo por acidente ou para defesa caindo.

 

O Mito está cada vez menor

 Para a quantidade de gente que acompanhava Bolsonaro nas motociatas e outros eventos do mito, ver a chegada dele no aeroporto e na sede do seu partido com tão pouca gente, parece que o fato de fugir do Brasil para não reconhecer a vitória de seu adversário, não agradou os seus eleitores não. Acho que eles queriam mesmo era ver o bozo dizendo as mesmas baboseiras contra as instituições sem demonstrar medo. Acho que o super honesto bozo, desagradou os que queriam intervenção militar para lhe devolver o cargo de presidente, ao tentar surrupiar joias e outras coisas mais.

Nova regra fiscal inclui os mais pobres no Orçamento e prevê superávit a partir de 2025

 Aquiles Lins

Conjunto de normas mira retomada de investimentos e redução da inflação, garante previsibilidade e recompõe bases econômicas com responsabilidade fiscal e social

www.brasil247.com - Ministros Fernando Haddad e Simone Tebet e auxiliares do Ministério da Fazenda durante apresentação do novo marco fiscal - 30.03.2023 Ministros Fernando Haddad e Simone Tebet e auxiliares do Ministério da Fazenda durante apresentação do novo marco fiscal - 30.03.2023 (Foto: Diogo Zacarias/Min. Fazenda)

Agência Brasil - As regras do novo arcabouço fiscal, anunciadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quinta-feira (30/3), criam condições para o Brasil atrair investimentos e voltar a crescer de forma sustentável, com estabilidade e previsibilidade, ao mesmo tempo em que executa as políticas de combate à fome e reparação social.

 O teto de gastos está sendo substituído por uma regra que procura sanar o que identificamos como deficiências das regras anteriores. É uma possibilidade concreta de criar uma base fiscal sólida. Na hora que resolver, vamos ter horizonte de desenvolvimento econômico e social", afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

 As medidas, segundo o ministro, darão condições para que o governo ponha em prática a determinação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de incluir os mais pobres no Orçamento e os mais ricos no Imposto de Renda. O conjunto de regras busca reduzir a inflação, estimular o investimento privado e garantir a retomada de investimentos nacionais e internacionais.

 Com o novo arcabouço fiscal, a ideia do governo é zerar o déficit fiscal já em 2024, passar a ter superávit de 0,5% em 2025 e chegar a 2026 com superávit de 1%. O superávit é um resultado positivo entre receitas e despesas do Governo, excetuando pagamento de juros.

 Para alcançar essa meta, o governo planeja equacionar as contas públicas limitando o crescimento dos gastos em 70% da receita primária dos últimos 12 meses. Segundo o ministro Haddad, essa medida busca corrigir as deficiências das regras fiscais vigentes até agora e garantir a sustentabilidade financeira do país.

 “O teto de gastos está sendo substituído hoje por uma regra que procura sanar o que nós identificamos como deficiências das regras anteriores até aqui. (...) É uma possibilidade concreta de, a partir dessa regra, criar uma base fiscal sólida. Na hora que resolver, vamos ter horizonte de desenvolvimento econômico e social”, disse Haddad, durante entrevista coletiva no Ministério da Fazenda, em Brasília. Segundo ele, as medidas anunciadas não são uma bala de prata, mas o começo de uma jornada, um plano de voo para consertar a economia brasileira.

 A ministra do Planejamento, Simone Tebet, definiu o novo arcabouço fiscal como crível. “Pelo lado do Orçamento, posso afirmar, depois dos primeiros números já checados, que essa regra fiscal é crível. Ela é possível e temos condições de cumpri-la com as metas estabelecidas. E por que isso? Porque tem flexibilidade, tem bandas e permite que façamos ajustes. Sob a ótica do planejamento e orçamento, estamos absolutamente tranquilos”, disse a ministra.  Ela enfatizou a necessidade de conciliar o zelo com as contas públicas e o objetivo principal de cuidar do social.

 A apresentação foi feita em conjunto com três secretários da Fazenda: Gabriel Galípolo (Executivo), Rogério Ceron (Tesouro Nacional) e Guilherme Mello (Política Econômica). A previsão é de que texto seja enviado para apreciação do Congresso Nacional na próxima semana.

 MECANISMO DE AJUSTES 

O novo arcabouço fiscal prevê mecanismos de ajustes para o governo lidar com as situações adversas e permitir redução da dívida pública. O fato de o aumento da despesa estar limitado a 70% do aumento da receita – a base de cálculo é o orçamento do ano anterior – já assegura uma economia de receita para reduzir o déficit até zerá-lo em 2024.

 Em vez de teto de gasto, há um mecanismo de bandas com crescimento real da despesa primária entre 0,6% e 2,5%, chamado de movimento anticíclico. Em eventuais situações de crise, não pode ser inferior a 0,6%. Em contexto de aumento da arrecadação e receita, limitada a 2,5%. O FUNDEB e o piso da enfermagem ficam excluídos dos limites.

 “Você faz um colchão na fase boa para poder usar na fase ruim e não deixar que o Estado se desorganize. Você dá segurança, não só para o empresário que quer investir, mas para famílias que precisam do apoio do Estado no que diz respeito aos serviços essenciais”, resumiu o ministro.

 REFORMA TRIBUTÁRIA

De acordo com Haddad, o caminho proposto anda de forma paralela à Reforma Tributária, outro projeto prioritário para o Governo Federal. Ele não prevê criação de novos tributos ou aumentar os já existentes, mas criar um modelo mais justo e eficiente e corrigir distorções que deixam de fora do sistema tributário muitos que deveriam estar.

 “Lembro a frase do presidente Lula durante a campanha. Vamos colocar o pobre no Orçamento e o rico no Imposto de Renda. Temos que fazer quem não paga imposto pagar, e temos muitos setores que estão demasiadamente favorecidos com regras estabelecidas ao longo de décadas e que não foram revistas por nenhum controle de resultado. Muitas caducaram do ponto de vista da eficiência e precisam ser revogadas. Vamos ao longo do ano mandar para o parlamento medidas saneadoras que vão dar consistência para o resultado previsto neste anuncio”.

 O ministro da Fazenda destacou ainda a necessidade de enfrentar o patrimonialismo e acabar com abusos e jabutis que deixam o sistema tributário brasileiro caótico. “Se quem não paga imposto passar a pagar, todos nós vamos pagar menos juros. Para isso acontecer, quem está fora do sistema tem que vir para o sistema”, destacou, acrescentando que o governo terá atuação forte para que as ações de recomposição da base fiscal que estão em trâmite no Supremo Tribunal Federal sejam julgadas. A recomposição, disse, permitirá que o Executivo conduza seus programas e acate as pressões da sociedade.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/nova-regra-fiscal-inclui-os-mais-pobres-no-orcamento-e-preve-superavit-a-partir-de-2025-zrbn4n9a

Comércio Brasil-China em moedas locais beneficia a economia mundial

Leonardo Attuch

A avaliação é de Kirill Babaev, diretor do Instituto da China e Ásia Moderna da Academia de Ciências da Rússia

www.brasil247.com - (Foto: Aleksandr Demyanchuk/Sputnik)

Sputnik – O comércio em moedas nacionais entre o Brasil e a China contribuirá para a estabilização da economia mundial, disse à Sputnik Kirill Babaev, diretor do Instituto da China e Ásia Moderna da Academia de Ciências da Rússia.

O Brasil e a China firmaram nesta semana dois acordos iniciais para criar um mecanismo de compensação que lhes permita realizar as transações em moedas nacionais, excluindo o dólar dos EUA.

Para o especialista russo, estes acordos "contribuem para a estabilidade do comércio internacional, protegendo os respetivos países do risco de pressão por meio de sanções".

"Tanto o Brasil como a China estão conscientes desse risco hoje, poderíamos dizer que estes acordos são uma garantia de que suas relações comerciais seguirão se desenvolvendo em condições estáveis", explicou.

As sanções impostas à Rússia, segundo Babaev, evidenciam que "o Ocidente pode utilizar a infraestrutura financeira internacional para fins de pressão política".

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/comercio-brasil-china-em-moedas-locais-beneficia-a-economia-mundial

 

quinta-feira, 30 de março de 2023

Em 60 Dias 30 Ações Positivas do Governo Lula pro Povo

Postado por Moisé Moreira Rodrigues no  https://web.whatsapp.com/

1- Diesel e gás com impostos federais zerados por 1 ano

2- Novo Bolsa Família, com 600 reais + 150 para crianças até 6 anos + 50 por cada membro da família

3- Educação com 25 bi a mais do que 2022 (total de 184 bi)

4- Saúde com 23 bi a mais que 2022 (total de 183 bi)

5- Infraestrutura com 11 bilhões a mais do que 2022 (total de 25 bi)

6- Agricultura com 1 bilhão a mais do que 2022 (total de 18 bi)

7- Aumento de 15% no salário de professores, indo de 3845 para 4420 reais

8- Socorro aos índios Yanomamis, com 5 mil atendimentos, 100 profissionais de saúde, 5,5 mil cestas básicas e instalação de hospital da Aeronáutica. Quase 80% das crianças voltaram a ganhar peso

9- Envio de 600 milhões para estados e municípios reduzirem a fila de cirurgias

10- Reajuste de até 200% nas bolsas estudantis de graduação, mestrado e doutorado

11- Volta do Minha Casa Minha Vida, com 9,5 bilhões de orçamento, 8 vezes superior a 2022 e meta de entregar/contratar 2 milhões de moradias até 2026

12- Aumento de 9% no salário mínimo, 3% acima da inflação, indo de 1212 em dezembro de 2022 para 1320 em maio, maior ganho real desde 2012

13- Aumento de 39% na isenção do Imposto de Renda, de 1903 para 2640, o primeiro desde 2015; quase 14 milhões deixarão de pagar imposto

14- Programa nacional de distribuição de absorventes em escolas públicas, para meninas de baixa renda

15- Multa para empresas que pagarem salário desigual entre homens e mulheres com a mesma função

16- Retomada de 1186 obras paradas de creches

17- Retomada de 1236 obras paradas de escolas do ensino infantil e básico

18- Janeiro com a segunda maior geração de empregos na construção civil nos últimos 11 anos, já com impacto do aumento da verba federal em infraestrutura

19- Crédito de 1,2 bi para a conclusão do BRT (sistema de ônibus rápido) da cidade do Rio de Janeiro

20- Apoio às cidades vítimas da tragédia do litoral Norte de SP, com envio de 120 milhões e até super navio da Marinha equipado com hospital de campanha e quase 300 leitos

21- Acordo para a empresa chinesa BYD abrir fábrica nas instalações da Ford, fechada desde 2021, em Camaçari, Bahia

22- Apoio ao projeto legislativo do PT, aprovado na Câmara, para pagar uma pensão de 1 salário mínimo aos filhos de mulheres vítimas de Feminicídio

23- Quase 2 bi em 100 dias na manutenção de rodovias

24- Orçamento de 500 milhões na construção de 100 mil cisternas apenas em 2023, 22 vezes maior do que 2022, para reduzir a seca no Nordeste e Norte de MG. Investimento foi cortado em 96% no governo anterior

25- 430 milhões para combater a seca no Rio Grande do Sul, com auxílio de 4,8 mil pra famílias pobres

26- Reativação do Fundo Amazônia contra o desmatamento, com 5 bi disponíveis

27- Aumento de 39% no repasse federal da merenda escolar, de 3,9 bi em 22 para 5,5 bi

28- Cesta básica caiu 1,4% em fevereiro, ante aumento de 1,7% em fevereiro do ano passado. Considerando janeiro+fevereiro, aumento de apenas 0,9%; no msm período de 2022, 5%

29- Apenas em janeiro, Lula se reuniu com 15 países, 50% do total de reuniões de Bolsonaro em 4 anos

30- Campanha Nacional de vacinação, sem negacionismo, reconhecendo a importância de todas as vacinas na prevenção de doenças. Mais de 1 milhão vacinados com a Bivalente em apenas 5 dias.

Robótica desperta o interesse das meninas pela ciência

Hoje elas são tão protagonistas quanto os meninos nas grandes competições de robótica

www.brasil247.com - (Foto: Divulgação)

Da Confederação Nacional da Indústria - Alcançar a equidade de gênero nas carreiras STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) ainda é um objetivo distante no Brasil, mas o horizonte é promissor. O contato com a robótica desde a educação básica e o estímulo adicional proporcionado pelos torneios nacionais e internacionais têm sido decisivos para que cada vez mais meninas se interessem pela área e optem por seguir nela.

“Esse é o primeiro passo para formar uma nova geração de profissionais nas áreas de engenharia. As equipes são um local não só de descoberta do conhecimento técnico, mas também de troca, acolhimento e competição saudável. É o ambiente ideal para lapidar talentos. Toda criança é curiosa; a gente só precisa ter a abordagem e as ferramentas certas”, diz Rafael Matta, gerente de Educação Tecnológica do Serviço Social da Indústria (SESI).

Atualmente, 51% dos alunos brasileiros que competem em torneios de robótica estudam em unidades do SESI e os resultados já começaram a aparecer. Hoje, elas são tão protagonistas quanto os meninos nesse tipo de competição. Para Larissa Matuo de Oliveira, de 18 anos, ex-estudante do SESI em Campinas-SP, isso deve ser celebrado e valorizado. “O que eu mais tenho a fazer é agradecer por elas [as meninas] estarem se dando a chance de vivenciar isso, superando as barreiras do preconceito, do estereótipo e da pressão, mostrando para o mundo do que somos capazes”, afirma.

Ex-estudante do Cephas, em São José dos Campos-SP, Janaina Ramos dos Santos, de 27 anos, elogia o espírito de igualdade no ambiente da robótica.

“Não me senti discriminada por ser mulher, nem nas competições nem nas atividades dentro do time. Os projetos da FIRST [organização que promove torneios de robótica] são muito acolhedores, sempre buscando incentivar e disseminar a ciência e a tecnologia, não importando seu grau de conhecimento ou sexo. Desempenhei várias funções nas competições, como copiloto do robô, voluntária na área de montagem mecânica e agora como mentora do projeto mecânico, e sempre me senti acolhida”, conta Janaina.

Sem figuração

Em 2023, dos 1.937 competidores inscritos nas quatro modalidades de torneios de robótica, 805 são meninas (42%). Para o gerente do SESI Rafael Matta, esses números mostram que as meninas não só se interessam como estão cada vez mais dispostas a participar de competições.

Os campeonatos também se tornaram espaços mais abertos e preocupados com a diversidade. Como destaca Lívia Amaral, de 18 anos, ex-estudante do SESI Campinas, “os torneios sempre foram ambientes saudáveis e agradáveis para as meninas”. Ela diz que vivenciou momentos de conscientização promovidos pelas instituições. “Para mim, o mais importante é isto: não ter a prepotência de achar que é livre de preconceito, mas mostrar verdadeiramente o compromisso de mudar o cenário atual”, argumenta. Lívia hoje cursa desenvolvimento de sistemas na faculdade.

Fonte: https://www.brasil247.com/reindustrializacao/robotica-desperta-o-interesse-das-meninas-pela-ciencia

 

Lula edita decreto e retoma programa de estímulo à indústria de semicondutores

 Secretário do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio afirma que a volta do programa “fortalece a cadeia produtiva de atividades estratégicas”

www.brasil247.com - Semicondutores e Luiz Inácio Lula da Silva Semicondutores e Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reuters | Ricardo Stuckert/PR)

247 - Edição do Diário Oficial da União desta quarta-feira (29) divulga a retomada do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores, instituído pela Lei nº 11.484, de 31 de maio de 2007.

"Depois de quase ter sido extinto pelo governo passado, o Padis volta ainda melhor, para apoiar quem investe em pesquisas direcionadas a esse segmento industrial relevante para gerarmos empregos de qualidade e reduzirmos nossa dependência externa de chips", afirmou o vice-presidente e ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB).

Segundo o secretário da pasta Uallace Moreira, a volta do programa é “essencial para fortalecer a cadeia produtiva de semicondutores e fotovoltaica”.

“O vice-presidente e ministro, Geraldo Alckmin, trabalhou intensamente desde o primeiro dia para que esse programa voltasse a ser implementado no país,  principalmente para fortalecer e adensar a cadeia produtiva de atividades produtivas estratégicas”, acrescentou.

Fonte: https://www.brasil247.com/reindustrializacao/lula-retoma-programa-de-estimulo-a-industria-de-semicondutores

quarta-feira, 29 de março de 2023

Dilma dirigindo um dos maiores bancos de fomentos do mundo

 por Jacinto Pereira

Dilma posa para foto ao lados dos chefes de estados dos Brics na Austrália (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR) 
Foto do G1
Da esquerda para a direita: Vladimir Putin (Rússia),
Narendra Modi (Índia), Dilma (Brasil), Xi Jinping
(China) e Jacob Zuma (África do Sul)
(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
 

Parabenizar a Presidenta Dilma, a primeira mulher a dirigir o Brasil. Em 2014 ela comandou o BRICS na cúpula de Fortaleza, onde foi criado o NDB, o Banco dos BRICS e hoje ela é a sua Presidenta. O NDB e o BNDES estarão no topo da lista dos maiores bancos de fomento do mundo. O Brasil pode contar com esses dois bancos para ampliar o seu desenvolvimento econômico.

Dino "demoliu" bolsonaristas na CCJ, diz Vera Magalhães

 'Intenção da tropa bolsonarista era lacrar para cima do ministro e se exibir nas redes. Não contavam com o fato de o ministro estar disposto a roubar a cena', diz a jornalista

www.brasil247.com - Flávio Dino Flávio Dino (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

247 - O ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Lula (PT), Flávio Dino (PSB), "demoliu" parlamentares bolsonaristas durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (28), afirma Vera Magalhães, do jornal O Globo.

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"A intenção da tropa de choque bolsonarista que se aboletou na CCJ não era esclarecer nada, e sim lacrar para cima do ministro a fim de se exibir nas redes sociais, palco por meio do qual a quase totalidade desses deputados se elegeu e único espaço em que sabem transitar", afirmou a jornalista sobre a audiência.

>>> Dino detona líder do PL ao ser questionado sobre supostos processos contra ele

"O ministro entende como poucos no governo Lula essa dinâmica e tem se mostrado disposto a combater a lógica de exacerbação da polarização com as armas de que dispõe — conhecimento jurídico acima da média, experiência política ampla, bom humor e, se preciso, recurso à Justiça para reparar crimes", disse em seguida, destacando que os deputados bolsonaristas "não contavam com o fato de o ministro estar disposto a roubar a cena e atuar na mesma frequência, só que com dados e argumentos jurídicos sólidos. Dino demoliu pegadinhas como as feitas pelo deputado André de Paula, pareceu se divertir com o despreparo parlamentar e jurídico dos inquisidores e comandou o depoimento por quatro horas".

Para Vera, a estratégia da oposição no Congresso será convocar seguidamente ministros do governo Lula para prestar esclarecimentos na Casa, com o objetivo de protagonizar "arranca-rabos" e jogá-los nas redes.  "Se por um lado a postura de Dino deixa claro que o país não escapará tão cedo da exacerbação da polarização política, do ponto de vista do Planalto aponta um caminho para não deixar que os oposicionistas radicais produzam seus videozinhos e dominem a narrativa nas redes, território que tem sido crucial. É lamentável que o debate parlamentar esteja restrito a isso, e a culpa é, em grande parte, da falta de maioria do governo para furar o bloqueio que Lira promove na pauta. Mas ao menos o titular da Justiça mostrou como não se deixar tragar quando tentam lhe arrastar para a cova dos leões".

Fonte: https://www.brasil247.com/midia/dino-demoliu-bolsonaristas-na-ccj-diz-vera-magalhaes

terça-feira, 28 de março de 2023

Você ficará chocado com quanto dinheiro está sendo retirado dos bancos dos EUA, e agora o maior banco da Alemanha está com problemas

Por Michael Snyder

Subpilha de Michael Snyder

***

Um trilhão de dólares é muito dinheiro. Se você empilhasse notas de um bilhão de dólares umas sobre as outras, a pilha teria 67,9 milhas de altura, mas se você empilhasse notas de um trilhão de dólares umas sobre as outras, a pilha teria 67.866 milhas de altura. E se você alinhasse um trilhão de notas de dólar de ponta a ponta, a linha de notas de dólar teria impressionantes 96.906.656 milhas de comprimento. Isso é maior que a distância da Terra ao Sol. 

Um trilhão de dólares é uma quantia tão grande que é realmente difícil de compreender, mas como você verá abaixo, muito dinheiro já foi retirado de bancos americanos “vulneráveis” no ano passado. Hordas de bancos pequenos e médios estão agora com problemas, e isso é realmente uma má notícia, porque essas instituições emitem a maior parte das hipotecas, empréstimos para automóveis e cartões de crédito com os quais nossa economia funciona. 

No outro dia, pedi aos meus leitores para “imaginar como será o nosso país se o sistema bancário implodir e a economia mergulhar numa depressão”, porque se os nossos bancos continuarem a quebrar é precisamente para lá que nos dirigimos.

Infelizmente, o recente pânico bancário acelerou muito as coisas. Na verdade, 98,4 bilhões de dólares foram sacados dos bancos americanos durante a semana encerrada em 15 de março…

A leitura, divulgada logo após o fechamento do mercado na sexta-feira, ocorreu ao mesmo tempo em que novos dados do Fed mostraram que os clientes bancários retiraram coletivamente US$ 98,4 bilhões de contas na semana encerrada em 15 de março.

Isso cobriria o período em que as falências repentinas do Silicon Valley Bank e do Signature Bank abalaram o setor.

Apenas pense sobre isso.

Quase 100 bilhões de dólares em depósitos evaporaram em apenas uma semana.

E acontece que os pequenos bancos foram os mais atingidos. Não é de surpreender que os grandes bancos realmente tenham visto enormes influxos …

Os dados mostram que a maior parte do dinheiro veio de pequenos bancos. As grandes instituições viram os depósitos aumentarem US$ 67 bilhões, enquanto os bancos menores registraram saídas de US$ 120 bilhões.

Esse artigo não forneceu números para bancos de médio porte, mas parece provável que eles também tenham experimentado grandes saídas.

No geral, o JPMorgan Chase está nos dizendo que os bancos “mais vulneráveis” neste país “perderam um total de cerca de US$ 1 trilhão em depósitos desde o ano passado” …

Os analistas do JPMorgan Chase & Co estimam que os bancos americanos “mais vulneráveis” provavelmente perderam um total de cerca de US$ 1 trilhão em depósitos desde o ano passado, com metade das saídas ocorrendo em março, após o colapso do Silicon Valley Bank.

Isso realmente é um “colapso bancário” e já vem acontecendo há algum tempo.

E, como Bill Ackman observou apropriadamente, se algo não for feito, nossos bancos de pequeno e médio porte estarão fadados ao desastre.

Existem mais de 4.000 bancos nos Estados Unidos agora, e a grande maioria deles está perdendo depósitos rapidamente.

Como resultado, os bancos americanos estão sendo forçados a pedir ajuda ao Fed em um ritmo muito assustador …

Os bancos têm aderido a facilidades de empréstimo de emergência criadas após as falências do SVB e do Signature. Dados divulgados na quinta-feira mostraram que as instituições tomaram uma média diária de US$ 116,1 bilhões em empréstimos da janela de desconto do banco central, a maior desde a crise financeira, e retiraram US$ 53,7 bilhões do Programa de Financiamento a Prazo do Banco.

Enquanto isso, a crise bancária na Europa tomou outro rumo muito alarmante.

Na sexta-feira, as ações do Deutsche Bank despencaram devido à preocupação renovada com a estabilidade do maior banco da Alemanha…

As ações do Deutsche Bank caíram na sexta-feira após um aumento nos swaps de inadimplência na noite de quinta-feira, uma vez que persistiam as preocupações com a estabilidade dos bancos europeus.

As ações listadas em Frankfurt caíram 14% em um ponto durante a sessão, mas reduziram as perdas para fechar com queda de 8,6% na tarde de sexta-feira.

As ações listadas em Frankfurt do credor alemão recuaram pelo terceiro dia consecutivo e agora perderam mais de um quinto de seu valor até agora este mês.

Será interessante ver se o Credit Suisse ou o Deutsche Bank acabarão falindo primeiro.

Claro que os políticos continuam a nos dizer que está tudo bem.

Na verdade, o chanceler alemão Olaf Scholz está insistindo que não há “razão para se preocupar” …

O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse na sexta-feira que "não há razão para se preocupar" com o Deutsche Bank.

“É um banco muito lucrativo”, disse ele a repórteres em Bruxelas, onde os líderes da UE emitiram uma declaração conjunta descrevendo o sistema bancário europeu como “resiliente, com fortes posições de capital e liquidez”.

O Deutsche Bank se recusou a comentar.

Era uma vez nos disseram que o Lehman Brothers ficaria bem.

E no início deste mês, fomos informados de que o Silicon Valley Bank ficaria bem.

Como  observou certa vez Robin Williams , esses bancos adoram dar desculpas.

Mas não são apenas alguns bancos isolados que estão com problemas hoje em dia.

No momento, todo o sistema está desmoronando, e Steve Quayle está alertando que as coisas “realmente entrarão em alta velocidade em abril” …

A palavra colapso é uma grande palavra, e a outra palavra que vem com colapso é calamidade. Com o colapso e a calamidade em andamento, as pessoas pensam, bem, enquanto isso não me afetar, ficarei bem ou estarei morto, e meus filhos terão que lidar com isso. Que maneira egoísta de lidar com os tempos bíblicos em que vivemos. Acho que estamos em apuros com esta situação bancária que realmente vai entrar em ação em abril.

Você pode não ter muita simpatia pelos bancos, e eu entendo isso.

Mas o que vai acontecer com nossa economia quando o fluxo de hipotecas, empréstimos para automóveis e cartões de crédito for muito restrito?

Nosso país já está sendo despedaçado como um terno de 20 dólares , e as condições econômicas ainda são relativamente estáveis.

Então, o que vai acontecer quando cairmos em uma depressão econômica muito profunda?

Estes são tempos tão perigosos, e eles só vão ficar mais difíceis nos próximos meses.

Michael Snyder publicou milhares de artigos no  The Economic Collapse Blog ,  End Of The American Dream  e  The Most Important News , que são republicados em dezenas de outros sites proeminentes em todo o mundo. 

A fonte original deste artigo é Substack de Michael Snyder

Fonte: http://undhorizontenews2.blogspot.com/

 

BRICS supera G7 em PIB global ajustado por PPC.

 Um economista cavando abaixo da superfície de um relatório do FMI encontrou algo que deveria chocar o bloco ocidental de qualquer falsa confiança em sua influência econômica global insuperável.

***

No verão passado, o Grupo dos 7 (G7), um fórum autodenominado de nações que se consideram as economias mais influentes do mundo, reuniu-se em Schloss Elmau, perto de Garmisch-Partenkirchen, na Alemanha, para realizar sua reunião anual. Seu foco era punir a Rússia por meio de sanções adicionais, armar ainda mais a Ucrânia e conter a China.

Ao mesmo tempo, a China sediou, por meio de videoconferência, uma reunião do fórum econômico do BRICS. Composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, esse conjunto de nações relegadas ao status de chamadas economias em desenvolvimento focadas no fortalecimento de laços econômicos, no desenvolvimento econômico internacional e em como abordar o que eles coletivamente consideram as políticas contraproducentes de o G7.

No início de 2020, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, havia previsto que , com base na paridade do poder de compra, ou PPP, cálculos projetados pelo Fundo Monetário Internacional, os BRICS ultrapassariam o G7 em algum momento no final daquele ano em termos de porcentagem do total global.

(O produto interno bruto de uma nação em paridade do poder de compra, ou PPP, taxas de câmbio é a soma do valor de todos os bens e serviços produzidos no país avaliados a preços prevalecentes nos Estados Unidos e é um reflexo mais preciso da força econômica comparativa do que o simples PIB cálculos.)

Então, a pandemia atingiu e a redefinição econômica global que se seguiu tornou as projeções do FMI discutíveis. O mundo tornou-se singularmente focado em se recuperar da pandemia e, mais tarde, administrar as consequências das sanções maciças do Ocidente à Rússia após a invasão da Ucrânia por esse país em fevereiro de 2022.

O G7 falhou em atender ao desafio econômico dos BRICS e, em vez disso, concentrou-se em solidificar sua defesa da “ordem internacional baseada em regras” que se tornou o mantra do governo do presidente dos EUA, Joe Biden .

Erro de cálculo   

O presidente dos EUA, Joe Biden, em ligação virtual com os líderes do G7 e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, 24 de fevereiro (Casa Branca/Adam Schultz)

Desde a invasão russa da Ucrânia, uma divisão ideológica que tomou conta do mundo, com um lado (liderado pelo G7) condenando a invasão e buscando punir a Rússia economicamente, e o outro (liderado pelos BRICS) assumindo uma postura mais nuançada por nenhum dos dois. apoiando a ação russa nem participando das sanções. Isso criou um vácuo intelectual quando se trata de avaliar a verdadeira situação dos assuntos econômicos globais.

Agora é amplamente aceito que os EUA e seus parceiros do G7 calcularam mal o impacto que as sanções teriam sobre a economia russa, bem como o golpe que atingiria o Ocidente.

Angus King, o senador independente do Maine, observou recentemente que se lembra

“quando isso começou, há um ano, toda a conversa era que as sanções iriam paralisar a Rússia. Eles vão estar fora do mercado e os tumultos nas ruas absolutamente não funcionaram … [foram] as sanções erradas? Eles não foram bem aplicados? Subestimamos a capacidade russa de contorná-los? Por que o regime de sanções não desempenhou um papel maior neste conflito?”

Refira-se que o FMI calculou que a economia russa, como resultado destas sanções, iria contrair pelo menos 8 por cento. O número real foi de 2% e a economia russa – apesar das sanções – deve crescer em 2023 e além.

Esse tipo de erro de cálculo permeou o pensamento ocidental sobre a economia global e os respectivos papéis desempenhados pelo G7 e pelos BRICS. Em outubro de 2022, o FMI publicou seu World Economic Outlook (WEO) anual , com foco nos cálculos tradicionais do PIB. Os principais analistas econômicos, portanto, foram consolados com o fato de que – apesar do desafio político apresentado pelos BRICS no verão de 2022 – o FMI estava calculando que o G7 ainda se mantinha forte como o principal bloco econômico global.

Em janeiro de 2023, o FMI publicou uma atualização do WEO de outubro de 2022 , reforçando a forte posição do G7. De acordo com Pierre-Olivier Gourinchas , economista-chefe do FMI, “o balanço de riscos para as perspectivas permanece inclinado para baixo, mas está menos inclinado para resultados adversos do que no WEO de outubro”.

Essa dica positiva impediu que os principais analistas econômicos ocidentais se aprofundassem nos dados contidos na atualização. Posso atestar pessoalmente a relutância de editores conservadores em tentar extrair relevância atual de “dados antigos”.

Felizmente, existem outros analistas econômicos, como Richard Dias, da Acorn Macro Consulting, uma autodenominada “empresa boutique de pesquisa macroeconômica que emprega uma abordagem de cima para baixo para a análise da economia global e dos mercados financeiros”. Em vez de aceitar a perspectiva otimista do FMI como um evangelho, Dias fez o que os analistas devem fazer - vasculhar os dados e extrair conclusões relevantes.

Depois de vasculhar a base de dados do World Economic Outlook do FMI, Dias realizou uma análise comparativa da porcentagem do PIB global ajustado para PPP entre o G7 e o BRICS e fez uma descoberta surpreendente: o BRICS havia superado o G7.

Esta não foi uma projeção, mas sim uma declaração de fato consumado: o BRICS foi responsável por 31,5% do PIB global ajustado por PPC, enquanto o G7 forneceu 30,7%. Para piorar as coisas para o G7, as tendências projetadas mostraram que o fosso entre os dois blocos econômicos só aumentaria daqui para frente.

As razões para esse acúmulo acelerado de influência econômica global por parte dos BRICS podem ser ligadas a três fatores principais:

  • precipitação residual da pandemia de Covid-19,
  • repercussão da sanção da Rússia pelas nações do G7 no rescaldo da invasão russa da Ucrânia e um crescente ressentimento entre as economias em desenvolvimento do mundo para as políticas econômicas do G7 e
  • prioridades que são percebidas como estando mais enraizadas na arrogância pós-colonial do que em um desejo genuíno de ajudar as nações a desenvolver seu próprio potencial econômico.

Disparidades de crescimento 

É verdade que a influência econômica do BRICS e do G7 é fortemente influenciada pelas economias da China e dos EUA, respectivamente. Mas não se pode descontar as trajetórias econômicas relativas dos demais Estados membros desses fóruns econômicos. Enquanto as perspectivas econômicas para a maioria dos países do BRICS apontam para um forte crescimento nos próximos anos, as nações do G7, em grande parte por causa da ferida autoinfligida que é o atual sancionamento da Rússia, estão tendo um crescimento lento ou, no caso caso do Reino Unido, crescimento negativo, com poucas perspectivas de reversão dessa tendência.

Além disso, enquanto a adesão ao G7 permanece estática, o BRICS está crescendo, com Argentina e Irã apresentando candidaturas, e outras grandes potências econômicas regionais, como Arábia Saudita, Turquia e Egito, manifestando interesse em aderir. Tornar essa expansão potencial ainda mais explosiva é a recente conquista diplomática chinesa na normalização das relações entre o Irã e a Arábia Saudita.

As perspectivas decrescentes de dominação global continuada pelo dólar americano, combinadas com o potencial econômico da união econômica transeurasiana promovida pela Rússia e China, colocam o G7 e os BRICS em trajetórias opostas. O BRICS deve ultrapassar o G7 em PIB real, e não apenas em PPC, nos próximos anos.

Mas não prenda a respiração esperando que os principais analistas econômicos cheguem a essa conclusão. Felizmente, existem outliers, como Richard Dias e Acorn Macro Consulting, que procuram encontrar um novo significado a partir de dados antigos.

Scott Ritter é um ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA que serviu na ex-União Soviética implementando tratados de controle de armas, no Golfo Pérsico durante a Operação Tempestade no Deserto e no Iraque supervisionando o desarmamento de armas de destruição em massa. Seu livro mais recente é Desarmament in the Time of Perestroika, publicado pela Clarity Press.

Imagem em destaque: Reunião dos líderes do G7 em 28 de junho de 2022, no Schloss Elmau em Krün, Alemanha. (Casa Branca/Adam Schultz)

A fonte original deste artigo é Consortiumnews

Fonte: http://undhorizontenews2.blogspot.com/

segunda-feira, 27 de março de 2023

Redução de 1% do juro colocaria R$ 60 bi a mais na economia, diz Márcio França: "significa mais obra, mais emprego"

Guilherme Levorato

‘E se o Banco Central estiver errado?’, perguntou o ministro: “quando a gente erra, não se elege. Quando eles erram, qual é a punição?”

www.brasil247.com - Márcio França Márcio França (Foto: Ricardo Botelho/MInfra | Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

247 - Ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França (PSB) reforçou o coro contra a alta taxa de juros mantida pelo Banco Central, de 13,75% ao ano. Segundo França, uma pequena redução na taxa injetaria R$ 60 bilhões na economia, gerando mais empregos e mais renda.

Ao jornal O Globo, o ministro também falou em "punição" ao Banco Central. "A medida que a pessoa se dispõe a estar num mandato que é independente, tem que saber que também está sujeito a críticas. Do nosso ponto de vista, os acertos econômicos são tão densos que fica um pouco difícil defender uma posição tão radical de manutenção do juro alto. Cada vez que você reduz 1% do juro, você coloca R$ 60 bilhões a mais em possibilidades de gasto para o governo. Isso significa mais obra, mais emprego. E se eles (integrantes do Copom) estiverem errados? Porque quando a gente erra, não se elege. Quando eles erram, qual é a punição?".

Perguntado sobre a força do governo Lula (PT) no Congresso Nacional, o ministro garantiu que o Palácio do Planalto tem sim base no Legislativo. Ele lembrou do apoio do governo Lula à reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que "vai nos ajudar bastante". "O governo tem base, mas não é mais aquele antigo formato de base, numérico. Os partidos não têm mais aquela configuração. O (Arthur) Lira teve o nosso apoio, tem uma ascensão importante. Não vejo dificuldade. Ele é cumpridor de palavra. Esse é um mérito muito importante. Acho que ele vai nos ajudar bastante. Também não sinto muita resistência no Senado. O Lula é tão jeitoso na política que é difícil imagina-lo sem vencer um episódio no Congresso".

Em relação à fala de Lula sobre ministros anunciando "genialidades" sem combinação prévia no governo, França reconheceu ter sido um dos alvos da reprimenda pública do presidente. "Podia não ser para mim, mas encaixaria perfeitamente. Foi como aconteceu. Na reunião com os ministros, cada um tinha que falar o que fez e o que pretende fazer. Deixei por último esse assunto (Voa, Brasil), porque não tratava de investimentos públicos. Era uma sugestão das companhias aéreas para desmistificarem os conceitos de que elas só têm preços caros. (...) Alguém disse que isso não era possível. Ao final, o Lula falou: 'Vamos ver na Casa Civil". No dia seguinte, eu tinha uma entrevista e o repórter veio coma informação da reunião. Perguntou e publicou. (...) Eu fui falar com o Rui Costa (ministro da Casa Civil) pessoalmente. Ficou uma dúvida sobre o subsídio, que era a grande preocupação dele. Não é verba pública, somos apenas os indutores. Ele falou que compreendeu. Não teve bronca, foi cada um cumprindo a sua função. A mensagem do presidente é para todo mundo. O Rui está fazendo o papel dele, e eu estou fazendo o meu".

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/reducao-de-1-do-juro-colocaria-r-60-bi-a-mais-na-economia-diz-marcio-franca-significa-mais-obra-mais-emprego

domingo, 26 de março de 2023

Bolsa Família 2023 conta com 4 benefícios diferentes

 

Os repasses de março começaram na última segunda-feira, 20. Confira as novas regras para receber o Bolsa Família em 2023.

Por Adelina Lima 24/03/2023 - 20:45

Com mudanças em vigor, o novo Bolsa Família iniciou as transferências aos beneficiários nesta semana. O programa visa atender famílias em situação de vulnerabilidade econômica e social e tem como critérios de elegibilidade apresentar renda classificada como pobreza ou extrema pobreza.

Pela nova legislação, famílias com renda de até R$ 218 por pessoa podem acessar o programa desde que tenham dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico).

O processo de seleção considera as estimativas de pobreza, o número de famílias atendidas em cada município e o limite orçamentário do programa. A medida prevê transferência mínima de R$ 600 e oferece quatro benefícios adicionais a grupos específicos. Continue lendo e entenda a seguir.

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Quais os benefícios do novo Bolsa Família?

Em março, 21,1 milhões de famílias de 5.570 municípios brasileiros receberão em média R$ 670,33, a maior já registrada, ante R$ 606,91 em fevereiro. Isso representa um investimento recorde mensal de mais de R$ 14 bilhões no programa.

O Benefício Primeira Infância é a principal novidade, garantindo um adicional de R$ 150 a cada criança de 0 a 6 anos na composição familiar. O programa vai investir R$ 1,3 bilhão para atender 8,9 milhões de crianças nessa faixa etária. A base de dados de março mostra ainda que 17,2 milhões de famílias são chefiadas por mulheres, o que representa 81,2% do total.

Os outros três benefícios são o Benefício Renda de Cidadania, que concede R$ 142 por participante a todas as famílias beneficiárias; o Benefício Complementar destinado a famílias cujo somatório de rendimentos seja inferior a R$ 600,00; e o Benefício Variável Familiar de R$ 50, que atende famílias que tenham gestantes, crianças e adolescentes de 7 a 18 anos em sua composição.

Quais as regras para manutenção do benefício?

Para manter o benefício, o programa enfatiza condicionalidades estratégicas, como frequência escolar de crianças e adolescentes de famílias beneficiárias, pré-natal para gestantes e atualização da caderneta de vacinação com as vacinas previstas no Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

Conforme as regras, é possível sacar o benefício em até 120 dias, a contar da data de depósito na conta. Os valores podem ser movimentados usando o Cartão do Auxílio Brasil, ou através do aplicativo Caixa Tem, para pagamentos, transferências, Pix e saque sem cartão.

Calendário do Bolsa Família de março 2023

Os pagamentos do Bolsa Família deste mês já começaram. Os repasses são feitos conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) do beneficiário. Veja as datas abaixo:

  • NIS final 1: pagamento dia 20 de março de 2023;
  • NIS final 2: pagamento dia 21 de março de 2023;
  • NIS final 3: pagamento dia 22 de março de 2023;
  • NIS final 4: pagamento dia 23 de março de 2023;
  • NIS final 5: pagamento dia 24 de março de 2023;
  • NIS final 6: pagamento dia 27 de março de 2023;
  • NIS final 7: pagamento dia 28 de março de 2023;
  • NIS final 8: pagamento dia 29 de março de 2023;
  • NIS final 9: pagamento dia 30 de março de 2023;
  • NIS final 0: pagamento dia 31 de março de 2023.

A consulta do Bolsa Família pode ser feita pelo telefone 111 da Caixa Econômica Federal ou pelo atendimento do Ministério do Desenvolvimento Social, ligando no 121. Além disso, os interessados ​​podem baixar e utilizar o aplicativo Caixa Tem, compatível com os sistemas operacionais Android e iOS, ou o aplicativo Bolsa Família (Android e iOS).

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Fonte: https://concursosnobrasil.com/beneficios-sociais/2023/03/24/bolsa-familia-2023-conta-com-4-beneficios-diferentes/

sábado, 25 de março de 2023

Ao menos 11 atentados contra escolas foram realizados durante governo Bolsonaro

imageByCeleste Silveiranovembro 26, 2022

Ao menos 11 atentados contra escolas foram realizados durante governo Bolsonaro

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Nos últimos quatro anos foram registrados ao menos seis atentados com uso de arma de fogo e outros cinco com bombas, facas e até uma machadinha. Só nos últimos dois meses, ocorreram três ataques.

“Isso não acontecia no Brasil”. Com esta frase, o vice-presidente Hamilton Mourão comentou o atentado ocorrido em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, ocorrido em março de 2019. De fato, a onda de atentados e ameaças de massacres em escolas teve uma escalada digna de nota nos últimos quatro anos, sendo o atentado a uma escola na cidade de Aracruz (ES) nesta sexta (25) a tragédia mais recente.

Só nos últimos dois meses, foram realizados três ataques em escolas brasileiras, em Barreiras (BA), em Sobral (CE) e em Aracruz (ES). Em um dos casos, a arma pertencia a um policial militar, no outro, a propriedade era registrada como CAC (colecionador, atirador desportivo ou caçador). No caso mais recente, o atirador foi preso com uma pistola, mas ainda não há mais detalhes sobre o caso.

Escalada de violência

Entre 2019 e 2022 o Brasil testemunhou ao menos 11 atentados cometidos em escolas, sendo seis deles com uso de armas de fogo. Outros cinco foram realizados com bombas caseiras, facas e até armas menos convencionais, como uma machadinha. Além dos atentados efetivados, foram feitas pelo menos 28 ameaças de massacres, que chegaram a resultar em interrogatórios, apreensões de armas, suspensão de aulas e provas ou abertura de investigações. Em alguns casos as forças de segurança conseguiram impedir ataques já planejados. Em um colégio particular em Alphaville, na Grande São Paulo, a mensagem escrita na parede de uma instituição era acompanhada por uma suástica, símbolo nazista. Mensagens similares foram encontradas em escolas por todo o Brasil. O ano de 2022 concentra o maior número de ameaças.xo vai durar 5x mais se você fizer isso. (Clique na foto)

Confira o histórico de atentados realizados no último quadriênio e a lista de datas e lugares onde houve ameaça a seguir.

13 mar 2019 – Suzano (SP)

Caso de maior repercussão no país. Depois de matar o dono de uma locadora e roubar um carro, dois atiradores invadiram a Escola Estadual Raul Brasil e abriram fogo a esmo no horário do intervalo. No colégio, eles mataram cinco estudantes, duas funcionárias do da instituição e, logo em seguida, morreram.

Os atiradores eram ex-alunos da escola e foram identificados pela polícia como Guilherme Tauci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. Inicialmente, a polícia divulgou que a dupla havia se suicidado. Durante a tarde, porém, o comandante geral da PM, coronel Marcelo Vieira Salles, afirmou que só podia dizer que foram ouvidos dois tiros antes que eles caíssem.

07 nov 2019 – Caraí (MG)

No pacato distrito de Ponto do Marambaia, pertencente a Caraí, no Vale do Jequitinhonha (MG), um estudante de 17 anos, vestido de preto e armado com uma garrucha e um facão, invadiu a Escola Estadual Orlando Tavares, em que estudava, ateou fogo a mochilas de colegas e investiu atirando contra alunos, ferindo dois deles. O jovem foi apreendido pela polícia.

04 mai 2021 – Saudade (SC)

Outro caso que causou bastante comoção nacional, o ataque neste caso foi a uma creche. O atentado deixou três crianças e duas funcionárias da escola mortas. Um bebê de 1 ano e 8 meses foi internado. Preso desde 4 de maio de 2021, o responsável pelo atentado está sendo julgado.

26 set 2022 – Barreiras (BA)

O ataque a uma escola pública foi protagonizado por um adolescente de 14 anos que utilizou um revólver calibre .38 do pai, um policial reformado da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Durante o ataque, uma aluna cadeirante, identificada como Geane da Silva Brito, de 20 anos, foi morta. Na sequência, o responsável pelo atentado foi baleado e levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

05 out 2022 – Sobral (CE)

Um adolescente de 15 anos disparou contra três colegas na Escola Professora Carmosina Ferreira Gomes, localizada no interior do Ceará, atingindo duas vítimas na cabeça e uma na perna. Ele estava com uma arma de fogo registrada no nome de um CAC (colecionador, atirador desportivo e caçador) e foi detido logo após a ação. O estudante Júlio César de Souza Alves, de 15 anos, morreu três dias após o ataque.

25 nov 2022- Aracruz (ES)

O caso aconteceu entre 9h30 e 9h40 desta sexta-feira (25), em duas instituições de Aracruz (ES). O criminoso entrou na escola estadual Primo Bitti e fez vários disparos com uma pistola, matando dois professores. Em seguida, ele foi de carro até o Centro Educacional Praia de Coqueiral, onde matou um aluno. Outras 11 pessoas ficaram feridas. O assassino foi preso.
Outras armas

Além dos atentados com armas de fogo, foram registrados ao menos cinco atentados utilizando outros métodos, confira.

21 ago 2019 – Charqueadas (RS)

Um jovem invadiu o Instituto Estadual Educacional Assis Chateaubriand, ateou fogo em uma sala de aula e depois golpeou alunos com uma machadinha. Pelo menos seis adolescentes entre 12 e 15 anos foram feridos na ação, sem risco de vida. O agressor foi desarmado por um professor de educação física e conseguiu fugir pulando o muro da escola, depois foi preso e confessou o ataque aos policiais.

22 fev 2022 – Caraguatatuba (SP)

Na cidade paulista o ataque foi direcionado à diretora da escola e registrado pelas câmeras de segurança da escola estadual Ângelo Barros de Araújo. Após o ataque, a vítima foi socorrida e levada para hospital, enquanto o adolescente de 16 anos foi detido.

22 mar 2022 – São Paulo (SP)

Um aluno esfaqueou uma colega de classe no Colégio Floresta, na Zona Leste de São Paulo. Um outro estudante, que tentou proteger a garota, também ficou ferido. A estudante levou ao menos dez golpes e teve o pulmão perfurado. Ela foi encaminhada ao hospital. O suspeito pelo ataque foi encontrado na quadra da escola e levado até a delegacia por policiais, que foram acionados.

08 abr 2022 – Saquarema (RJ)

Uma escola pública do balneário fluminense foi invadida por um rapaz de 14 anos munido de bombas caseiras. Os moradores ouviram barulhos e chamaram a polícia, que encontrou o adolescente no local. Ninguém ficou ferido.

06 mai 2022 – Rio de Janeiro (RJ)

Quatro adolescentes da Escola Municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, localizada na Ilha do Governador, foram esfaqueados dentro da instituição. O caso de violência ocorreu na, no Jardim Guanabara, Ilha do Governador, na zona norte do Rio.
Ameaças

Além dos atentados efetivamente realizados, houve ao menos 28 ameaças de massacres que levaram a interrogatórios, apreensões e suspensão de aulas e provas, veja a lista de datas e cidades:
18 mar 2019 – Brasília (DF)
21 mar 2019 – Montes Claros (MG)
21 mai 2021 – DF
27 mai 2021 – Goiânia (GO)
19 ago 2021 – RN
21 out 2021 – Maceió (AL)
22 out 2021 – Dourados (MS)
02 dez 2021 – Cariacica (ES)
17 fev 2022 – Aparecida de Goiânia (GO)
16 mar 2022 – Umbaúba (SE)
29 mar 2022 – Linhares (ES)
03 abr 2022 – Goiânia (GO)
06 abr 2022 – Araguaína (TO)
20 abr 2022 – Brasília (DF)
20 abr 2022 – Luiziânia (GO)
20 abr 2022 – Caxias do Sul (RS)
25 abr 2022 – Salvador (BA)
10 mai 2022 – Boa Vista (RR)
19 mai 2022 – Arapiraca (AL)
13 jun 2022 – Itatiaiuçu (MG)
07 jul 2022 – Santa Maria (RS)
16 ago 2022 – Santos (SP)
15 ago 2022 – Registro (SP)
19 ago 2022 – Vitória (ES)
15 set 2022 – Belo Horizonte (MG)
05 out 2022 – Cuiabá (MT)

*Com Forum

Fonte: https://www.apostagem.com.br/2022/11/26/ao-menos-11-atentados-contra-escolas-foram-realizados-durante-governo-bolsonaro/

Depois da China, quatro países asiáticos voltam a comprar carne brasileira

 Leonardo Lucena

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou a volta das exportações

www.brasil247.com - Carne brasileira Carne brasileira (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

247 - Quatro países asiáticos - Arábia Saudita, Palestina, Jordânia e Malásia - liberaram a compra da carne bovina brasileira, informou o Itamaraty. A informação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil. 

Os países tinham decidido pelo proibido a importação do produto após detecção de caso isolado da doença da vaca louca no Pará.

A China suspendeu o embargo nesta semana. 

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/depois-da-china-quatro-paises-asiaticos-voltam-a-comprar-carne-brasileira

Lula está bem e agenda na China segue mantida

 Juca Simonard

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Paulo Pimenta, afirmou que o presidente Lula da Silva (PT) está se recuperando bem da pneumonia leve

www.brasil247.com - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

247 — O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Paulo Pimenta (PT), afirmou nesta sexta-feira (24) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está se recuperando bem da pneumonia leve diagnosticada após ter sido atendido por médicos do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, na noite de quinta-feira (23).

Segundo Pimenta, Lula está disposto e viajará para a China na manhã de domingo (26), apesar do adiamento do embarque em um dia. O presidente tem agenda na China entre 27 e 30 de março, que foi mantida. 

Lula estava com rouquidão na voz e tosse durante uma agenda no Rio de Janeiro na quinta-feira e preferiu não discursar para proteger a voz antes da viagem à Ásia. Em novembro do ano passado, o presidente passou por um procedimento médico para retirada de uma leucoplasia na garganta. 

O médico que acompanha Lula, o cardiologista Roberto Kalil Filho, afirmou que o estado geral do presidente é bom e estável, e que Lula não precisará ser submetido a novos exames antes de viajar no domingo.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/lula-esta-bem-e-agenda-na-china-segue-mantida

quinta-feira, 23 de março de 2023

CNI diz que decisão do Banco Central é equivocada e juros altos seguirão como limitador do crescimento

 Para a Confederação Nacional da Indústria, o cenário indica que o Banco Cental já deveria ter reduzido a taxa de juros

www.brasil247.com - (Foto: Miguel Ângelo/CNI)

247 - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou como equivocada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano. 

Em nota, a Confederação afirmou que a manutenção da Selic é "desnecessária" para o combate à inflação e apenas traz custos adicionais para a atividade econômica. Para a CNI, a Selic em 13,75% ao ano, por restringir a atividade econômica, está em nível acima do necessário para garantir a manutenção da trajetória de desaceleração da inflação nos próximos meses.

"A taxa básica de juros no patamar atual foi um dos fatores determinantes para a desaceleração da atividade econômica no final de 2022, com destaque para a retração de 0,2% no PIB do último trimestre. E seguirá sendo um limitador significativo para o crescimento da atividade em 2023, quando as previsões para o PIB indicam alta de apenas 0,88%, segundo o Boletim Focus do BC", diz a entidade das indústrias. 

>>> Força Sindical critica manutenção da taxa de juros pelo Copom

Fonte: https://www.brasil247.com/reindustrializacao/cni-diz-que-decisao-do-banco-central-e-equivocada-e-juros-altos-seguirao-como-limitador-do-crescimento

Comunicado de Campos Neto desafia Lula e não descarta nova alta dos juros

 Leonardo Lucena

O Copom disse que "não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado"

www.brasil247.com - Presidentes Roberto Campos Neto, do Banco Central, e Luiz Inácio Lula da Silva, da Presidência da República Presidentes Roberto Campos Neto, do Banco Central, e Luiz Inácio Lula da Silva, da Presidência da República (Foto: Isac Nóbrega/PR | Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - Depois de manter nesta quarta-feira (22) a Selic em 13,75%, segundo percentual mais alto em um ranking de 40 países, o Banco Central, presidido por Roberto Campos Neto, desafiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e não descartou aumentar a taxa básica de juros.

Em comunicado, o Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, disse que "os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado". O relato foi publicado pela Folha de S.Paulo

O colegiado voltou a dizer que se manterá vigilante, "avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período prolongado será capaz de assegurar a convergência da inflação". "O Comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas, que mostrou deterioração adicional, especialmente em prazos mais longos".

Em fevereiro, Lula disse que o percentual é uma "vergonha". Vencedor do prêmio Nobel de economia em 2001, o professor da Universidade de Columbia (EUA) Joseph Stiglitz qualificou a taxa de juros no Brasil como uma "pena de morte" para a economia.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/comunicado-de-campos-neto-desafia-lula-e-nao-descarta-nova-alta-dos-juros

"História sombria da ditadura deve ser contada", diz ministro dos Direitos Humanos

José Reinaldo

Silvio Almeida defende reparação de vítimas da ditadura

www.brasil247.com - Ministro Silvio Almeida Ministro Silvio Almeida (Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil)

Agência Brasil - O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, defendeu nesta quarta-feira (22) as políticas de Estado para garantir a reparação de vítimas da ditadura.

O ministro está na Argentina para participar do 3º Fórum Mundial de Direitos Humanos 2023. Ao visitar o Museu da Memória, Almeida declarou que a história sombria da ditadura deve ser contada. 

“A luta de um povo é fundamental para que os aspectos mais sombrios da história possam ser contados, superados e, mais do que isso, que seja passado um recado para as gerações futuras de que isso não será tolerado”, afirmou. 

Na avaliação do ministro, o museu argentino representa o presente e o futuro sobre a questão. “Que isso sirva de exemplo para o Brasil e, fundamentalmente, para a nossa região, a América Latina. Estou muito feliz de estar em um espaço como esse e me sentir participante de um processo tão bonito de justiça e de reparação, concluiu. 

Durante o fórum, o governo brasileiro participará do painel A Luta dos Povos pela Dignidade nos Novos Contextos Democráticos. Também está prevista reunião do ministro com o diretor do Instituto de Políticas Públicas e Direitos Humanos (IPPDH) do Mercosul, Remo Carlotto, e o secretário de Direitos Humanos da Argentina, Horacio Pietragalla.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/historia-sombria-da-ditadura-deve-ser-contada-diz-ministro-dos-direitos-humanos

quarta-feira, 22 de março de 2023

Água do mar invadiu barracas e pousadas na Praia do Preá, em Cruz

A Praia do Preá, em Cruz, também teve sua faixa de areia, assim como barracas e pousadas, invadidas pela água do mar. As imagens são desta última segunda-feira, 20/03. O litoral de Acaraú e Cruz foram uns dos mais afetadas na região pela forte maré alta. Leia mais no site do autor deste artigo: http://www.blogoacarau.com/2023/03/agua-do-mar-invadiu-barracas-e-pousadas.html#ixzz7wgysJitD Copiar e não citar a fonte, além de má educação, é ilegal. Fonte: http://www.blogoacarau.com/2023/03/agua-do-mar-invadiu-barracas-e-pousadas.html

Dino diz que plano de assassinato de autoridades por facção criminosa "era um ataque nacional"

 Paulo Emilio

Plano criminoso envolvia sequestros e assassinatos de políticos, servidores públicos e policiais em ao menos cinco estados

www.brasil247.com - O ministro da justiça, Flávio Dino O ministro da justiça, Flávio Dino (Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que o plano da facção criminosa PCC para sequestrar e assassinar autoridades, políticos e servidores públicos “era um ataque nacional”.

Segundo a jornalista Andreia Sadi, do G1, além do senador e ex-juiz suspeito Sergio Moro (União Brasil-PR), um promotor de Justiça, um comandante da Polícia Militar e policiais estavam entre os alvos dos criminosos. 

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (22), uma operação para desarticular e prender os envolvidos. Ao todo, cerca de 120 agentes federais estão cumprindo 24 mandados de busca e apreensão, sendo sete mandados de prisão preventiva e quatro mandados de prisão temporária contra suspeitos e endereços situados em Rondônia, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. 

De acordo com a GloboNews, ao menos nove suspeitos foram presos. 

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/dino-diz-que-plano-de-assassinato-de-autoridades-por-faccao-criminosa-era-um-ataque-nacional

BNDES, empreiteiras e o novo governo Lula

 "Mais que um retorno ao passado, uma nova política para o BNDES e as empreiteiras precisará ser construída no governo Lula 3", avalia o pesquisador Pedro Giovannetti Moura

www.brasil247.com - O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Geraldo Alckmin, durante posse do presidente do banco no Rio de Janeiro O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Geraldo Alckmin, durante posse do presidente do banco no Rio de Janeiro (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Por Pedro Giovannetti Moura*

(Publicado no site Le Monde Diplomatique)

Passear pelas discussões nos grandes jornais que ganham projeção no início do governo Lula 3 é se deparar com dois tipos diferentes de fake news: há as condenadas – que especialmente versam sobre as tratativas golpistas do oito de janeiro e a família Bolsonaro  – e, com elas, coexistem outras, as aceitas. Aceitas, repetidas e, na realidade, alçadas a uma suposta verdade. A entrevista de Aloísio Mercadante ao Jornal Valor Econômico, no início de fevereiro, ilustra esse “segundo tipo” de fake news, a da grande mídia.

Dando vasão ao grande temor do Grupo Globo e de setores do mercado, as perguntas ao presidente do BNDES logo se iniciam com um questionamento frontal à continuidade ou não da política de campeãs nacionais. Em uma clara tentativa de constrangimento ao entrevistado – o que denota uma busca das forças do capital em tutelar o governo Lula -, as quatro perguntas iniciais confrontam de forma crítica o tema do financiamento de empresas brasileiras no exterior. Por fim, é lançado mão, por parte dos entrevistadores, do argumento da “falta de transparência” nos empréstimos do banco concedidos pelos governos petistas [1]. Ao, implicitamente, retomar o tema da “caixa preta do BNDES”, o jornal omite os R$48 milhões de reais jogados no lixo ao serem entregues para uma auditoria externa averiguar possíveis irregularidades nos empréstimos concedidos pelo BNDES entre 2005 e 2018. Como se sabe, não foi encontrada nenhuma irregularidade, conforme reconhecido pelo próprio ex-Presidente Jair Bolsonaro [2]. Assim, resiste o lava-jatismo, com mais convicções do que fatos.

O falseamento do legado do BNDES nos governos petistas, no entanto, obedece a um propósito bastante evidente por parte do jornal e da narrativa liberal: impor um consenso e tornar hegemônica uma ideia de que o banco, durante as administrações petistas, teria sido usado enquanto um instrumento de ajuda à países governados pela esquerda à revelia dos interesses brasileiros. Dessa forma, sob um verniz de pragmatismo e defesa dos interesses nacionais, tenta se apagar um frutífero debate sobre a experiência das políticas de campeãs nacionais durante os governos petistas, o papel do BNDES na exportação de serviços e, em última instância, se demoniza a ideia de se utilizar um banco de fomento estatal para a promoção do desenvolvimento industrial nacional. O constrangimento e o falseamento, assim, são empregados enquanto instrumentos de dissolução de um debate.

Em contrapartida, me parece que é exatamente a partir de um balanço crítico da última experiência petista que devemos balizar a discussão sobre o papel dos instrumentos estatais para o investimento em infraestrutura e internacionalização de serviços nacionais.

A política de campeãs nacionais

“Uma líder nacional pode ser entendida como uma empresa nacionalmente possuída e controlada que é ‘escolhida’ pelo governo (ela recebe um quinhão desproporcional de ‘ativos intermediários’ que lhe permite tornar-se um ator dominante em sua ‘base competitiva’ – o mercado interno), em troca do que é obrigada a investir intensivamente em ativos próprios baseados no conhecimento. Esses ativos, por seu turno, permitem-lhe globalizar-se por meio da exportação ou do investimento no exterior.” [3]

Talvez o ponto de partida para o entendimento da política de campeãs nacionais nos governos petistas seja, paradoxalmente, uma desnacionalização do conceito, isto é, situá-lo a partir de um mais amplo escopo geográfico. Se Luciano Coutinho, Demian Fiocca e outros economistas foram responsáveis por formular uma política de investimentos que significou liberações do BNDES para a promoção da internacionalização de empresas nacionais na ordem de U$5,86 bilhões, em 2005 – contra U$100milhões, no começo dos anos 1990 -, a política não foi um raio em céu azul. Pelo menos desde os anos 1990 a discussão sobre a intervenção estatal para a promoção da internacionalização de empresas nacionais ganhava espaço, sobretudo ao redor do conceito de Developmental State, estruturado por Chalmers Johnson.

Se debruçando sobre o caso do desenvolvimento econômico japonês – então apontado como economia capaz de superar os Estados Unidos por cientistas sociais e econômicos –  o estadunidense afirmara haver no país uma interação entre burocracia estatal e empresas privadas nacionais bastante particular, que conferiram ao país um sucesso na internacionalização de suas empresas [4]. O modelo de Johnson foi tomado como base para analisar outros casos de países que empregaram políticas públicas de investimento e criação de condições para promoção de internacionalização de suas empresas – Canadá, Alemanha e França são alguns dos exemplos mais recorrentemente estudados. No entanto, na transição dos anos 1990 para os anos 2000, o grande case de sucesso estava  no estudo das economias do sudeste asiático. Somente a coleção Routledge studies in the growth economies of Asia foi responsável pela publicação de 73 obras que versavam sobre os modelos de desenvolvimento no continente asiático. Alguns dos países abordados, que se aproximariam do conceito original de Johnson, seriam China, Taiwan, Indonésia, Singapura, Tailândia e Índia.

Algumas das economias do sudeste asiático foram, assim, consideradas por Alice Amsden – importante expoente do debate sobre as estratégias de desenvolvimento nos países periféricos –  enquanto modelos de desenvolvimento “independentes”. Estes seriam capazes de consolidar seus sistemas nacionais de produção e impulsionar a construção de empresas e conglomerados que passaram a investir de modo significativo em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Os países latino-americanos, por sua vez, foram considerados modelos “integracionistas”, marcados pelo acolhimento de empresas multinacionais estrangeiras sem a assimilação de suas tecnologias para empresas nacionais e diversas experiências de fusões e privatizações. Como resultado, tivemos a não conversão da América Latina em uma região com países-sede de empresas com capacidade de liderança no comércio internacional.

É dentro desse debate do desenvolvimento das economias periféricas que situamos a política de campeãs nacionais que caracterizou o aumento de financiamento para grandes empreiteiras nacionais – como Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez – durante os governos Lula. A escolha pelas grandes da engenharia brasileira, assim, consistia em um objetivo estratégico dos governos petistas em utilizar empresas com experiência internacional já comprovada. A Camargo Corrêa participara da construção da então maior hidrelétrica do mundo, Guri, na Venezuela; a Odebrecht vinha de vitórias em licitações nos Estados Unidos e entrada no continente europeu; a Andrade Gutierrez se convertera em um conglomerado atuando em diferentes setores. Assim, o objetivo do governo era converter essas empresas com uma prévia inserção no mercado mundial em grandes players e líderes mundiais do setor.

O emprego de dinheiro proveniente do BNDES para ampliar a atuação de empresas que já contavam com receitas próprias e, muitas vezes, financiamentos provenientes de instituições de fomento associadas ao Banco Mundial, se explica, primeiramente, pelo caráter fechado desse mercado de grandes obras. Carlos Medeiros, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada-Infraestrutura (Sinicon) reforça que, atualmente, cerca de 300 empresas, provenientes de 15 países, praticamente cartelizam esse mercado de grandes obras de infraestrutura. Estudo da LCA Consultoria mostra que, até 2004, cerca de 80% das grandes obras de infraestrutura latino-americanas eram dominadas por um conglomerado de empresas estadunidenses, espanholas, italianas e francesas, sendo a Espanha – economia longe do patamar de desenvolvimento industrial de Alemanha e França – responsável por 1/3 das obras na região. [5]

É sobre esse cenário mundial que se entende a política de promoção de serviços de engenharia levada à cabo pelos primeiros governos Lula e Dilma 1. O investimento brasileiro, a despeito de comparativamente pequeno – BNDES Exim e BB Proex somaram desembolsos de US$5,9bi, contra US$35bi do EximBank chinês; o Fundo de Garantia a Exportação (FGE) apoiou US$8,9bi, contra US$35bi de seu par espanhol CESCE -, produziu resultados importantes. Estes podem ser medidos, sobretudo, em dois indicadores econômicos: a geração de divisas e empregos no país.

Entre 2003 e 2012, o saldo líquido de serviços de engenharia mais que quadruplicou, saindo de menos de US$1bi para US$4,3bi, sendo um dos únicos setores de serviços a apresentar superávit. No acumulado do período, há um saldo positivo de cerca de US$20bi para o país. Mesmo o tão atacado mecanismo de empréstimo do BNDES para países tomadores de empréstimos para contratação de serviços brasileiros foi superavitário: até 2015, dos cerca de US$10bi emprestados, US$12bi foram pagos. Já com relação ao número de empregos gerados diretamente pela cadeia de obras de engenharia que, aqui, além das grandes construtoras engloba as médias e pequenas empresas contratadas durante a execução de grandes obras, há um salto de 402mil, em 2007, para 788mil, em 2014. O gráfico abaixo sintetiza o aumento da “fatia da pizza” brasileira no mercado de obras latino-americano. [6]

bndes

Do ponto de vista político, o uso das empreiteiras, historicamente, projetou o Brasil como uma liderança regional. A primeira obra internacional da Odebrecht (a hidrelétrica de Charcani, no Peru) foi parte de assinatura conjunta de acordos comerciais entre os países; tal situação se repetiria no Equador e Venezuela. A despeito das acusações de “subimperialismo” por parte do Estado brasileiro – tema este para um outro artigo -, a atuação das empreiteiras nacionais contribuiu para dotar uma região historicamente carente de obras de infraestrutura de elementos básicos quando se cogita algum nível de integração regional.

Dessa forma, um balanço mais honesto da política de campeãs nacionais e as empreiteiras nacionais parece um importante primeiro passo para uma discussão do papel do BNDES na exportação de serviços no governo Lula 3. 

Um retorno ao passado?

Conforme sugerido por Dédalo ao seu filho Ícaro na famosa lenda grega, ao presenteá-lo com asas: nem tão ao céu e nem tão ao mar.

Discutir uma nova política para a empreiteiras nacionais, em 2023, se inicia por constatações que, em absoluto, não significam ignorar por completo as experiências anteriores.

Antes de mais nada, o Brasil vive hoje um déficit de infraestrutura de grandes proporções: em 2020, nosso investimento em infraestrutura foi de aproximadamente R$115bi, ou 1,55% do PIB nacional, o menor investimento nos últimos anos. Relatório elaborado pela Pezco Economics aponta para a necessidade de um salto na ordem dos R$339bi de investimentos públicos para combater nossos gargalos de infraestrutura [8]. Esse investimento propiciaria, também, uma maior geração de empregos: antes da deflagração da Operação Lava-Jato, a Odebrecht era a maior empregadora do país, superando, inclusive, a Petrobras. Assim, medidas como a de pagamento das dívidas dos acordos de leniência das empreiteiras com obras, como aventada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, parecem alternativas interessantes ante essa realidade.

Além disso, há a possibilidade de aumento da fatia do Brasil no mercado mundial de grandes obras. Se, em 2015, o Brasil chegou a alcançar a participação mundial de 3,2% do mercado mundial de obras, a Turquia – economia menor e menos diversificada que a brasileira – detém, hoje, 4,4% desse mercado. Na América Latina, após um aumento da participação brasileira, conforme demonstrado em gráfico acima, hoje temos um cenário de mercado controlado pelas empreiteiras espanholas e chinesas.

Isso não pode significar, no entanto, uma mera busca por replicar um modelo passado. Em primeiro lugar, uma nova política de financiamento passa por debater insuficiências da experiência passada à luz das demandas de 2023. A discussão sobre o critério na concessão de empréstimos para outros países pelo BNDES é uma delas. Sempre tendo em vista o balanço global positivo desses empréstimos, casos pontuais, como o venezuelano, demandam maior atenção. A própria história da exportação de serviços de engenharia no país pode trazer exemplos interessantes nesse sentido: a discussão sobre o financiamento da construção da hidrelétrica de Capanda, na Angola, no fim dos anos 1980, é um desses exemplos. Tendo em vista a guerra promovida contra os comunistas do MPLA no país, o governo brasileiro da época firmou um complexo sistema de pagamentos envolvendo agências de financiamento brasileiras e angolanas, além da Petrobras e da Sonangol (petrolífera angolana), conhecido como Countertrade. Sistema semelhante foi utilizado também no Equador, também no fim dos anos 1980. Evidentemente, uma adaptação dessa estratégia pressuporia, entre outras questões, recuperar o caráter estratégico da estatal.

Uma outra questão é a política de juros para pequenas e médias empresas. Se, por um lado, o desenvolvimento das grandes empresas de engenharia afeta de forma positiva toda a cadeia produtiva do setor, que engloba as demais empresas, isso não deve implicar em uma ausência de política própria para as pequenas empresas. É daí que vem a importância das declarações de Mercadante de mudanças na Taxa de Longo Prazo (TLP) para contemplar essas empresas.

Em segundo lugar, é necessário visualizar as mudanças pelas quais passaram as grandes empreiteiras europeias a partir da segunda década dos anos 2000. A espanhola Dragados y Construcciones, parte do grupo ACS, e a italiana WeBuild, antiga Impreglio, são exemplos de grandes investimentos na área de energia verde e renovável. Para além de um marketing nessa área, esse reordenamento no perfil de construções buscou, sobretudo, se adaptar a uma demanda de mercado dos países “do norte”. A Acciona, que hoje constrói metrôs em São Paulo, é a mesma empresa que, na Alemanha, coordena obras para ampliar a geração de energia renovável do país. É sob esse contexto que devemos entender o discurso de Mercadante, ao assumir a presidência do BNDES, em que afirma estar “aqui não para debater o BNDES do passado, mas para construir o BNDES do futuro, que será verde, inclusivo, tecnológico, digital e industrializante” [9]. Em suma, o que propõe Mercadante é reconhecer as novas dinâmicas da indústria mundial.

Por fim, uma discussão que ganha projeção na França pode contribuir para a situação brasileira. Em um contexto de tentativa de reação aos subsídios estadunidenses na disputa pela vanguarda da transição verde, a política de campeãs nacionais passa por um balanço crítico, analisando a necessidade de uma abordagem mais ampla. Além de defender certo afrouxamento das leis de auxílio estatal da União Europeia, a França agora propõe um fundo de toda a UE para impulsionar setores estratégicos. A ministra francesa de Assuntos Europeus, Laurence Boone, afirma que: “Por muito tempo, confundimos política setorial com campeões nacionais. Estamos passando de uma abordagem em torno à empresa para uma abordagem em torno ao setor[10].

Dessa forma, mais que um retorno ao passado, uma nova política para o BNDES e as empreiteiras precisará ser construída no governo Lula 3.

Considerações finais

Cerca de uma década se passou desde a deflagração da Operação Lava-Jato. Reconhecer o caráter político de desmonte de um setor estratégico da indústria nacional, no entanto, não deve resultar em uma busca pelo retorno a uma situação prévia. A necessidade do combate às narrativas que buscam caracterizar como fracasso e corrupção as políticas de desenvolvimento dos governos petistas, assim, devem servir ao propósito de limpar o terreno para a construção de um novo debate ao redor do tema empreiteiras e BNDES, tendo em vista o novo contexto em que vivemos. É do que precisará o novo governo Lula. É do que precisa o Brasil.

* Pedro Giovannetti Moura é professor de História. Doutorando em História pela UFRRJ. Mestre pelo IEB/USP.

[1]https://valor.globo.com/brasil/noticia/2023/02/06/o-brasil-precisa-de-um-eximbank-defende-mercadante.ghtml. Acesso em 02/03/23.

[2] https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/06/bolsonaro-agora-diz-que-caixa-preta-do-bndes-nunca-existiu.shtml. Acesso em 02/03/2023.

[3] AMSDEN, A. H. A ascensão do “resto”: os desafios ao ocidente de economias com industrialização tardia. São Paulo: Editora UNESP, 2009, p.336.

[4] JOHNSON, C. Developmental State: Odyssey of a Concept. In: WOO-CUMINGS, M. The Developmental State. Nova York: Cornell University Press, 1999. p.32-61

[5] Para uma análise mais ampla a respeito do significado desses dados, recomenda-se ver: MOURA, Pedro Giovannetti. A internacionalização da Construtora Norberto Odebrecht: desenvolvimento e integração latino-americana. 2020. 185f. Dissertação (Mestrado em Culturas e Identidades Brasileiras) – Instituto de Estudos Brasileiros, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2020.

[6] Sobre esse fenômeno, ver: MOURA, P.G. Internacionalização de empresas no mundo periférico: um estudo de caso da Construtora Norberto Odebrecht, Esboços, Florianópolis, v. 28, n. 49, p. 854-875, set./dez. 2021.

[7] LCA CONSULTORIA. Exportação de Serviços de Engenharia no Brasil: benefícios para a economia brasileira e mecanismos de apoio. São Paulo, Jan.2014.

[8] https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/07/01/investimento-em-infraestrutura-tem-que-dobrar-para-brasil-dar-salto-de-competitividade-aponta-estudo.ghtml. Acesso em 10/03/2023

[9] https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/imprensa/noticias/conteudo/discurso-de-posse-do-presidente-do-banco-aloizio-mercadante. Acesso em 10/03/2023.

[10] https://valor.globo.com/opiniao/coluna/ue-inova-com-industrias-verdes-estrategicas.ghtml. Acesso em 10/03/2023.

Fonte: https://www.brasil247.com/reindustrializacao/bndes-empreiteiras-e-o-novo-governo-lula