terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Convite ufológico CSPU

Próxima sexta feira 26, estaremos reunidos para mais um encontro ufológico do Centro Sobralense de Pesquisa Ufológica, ondes estaremos fazendo uma retrospectiva ufológica de 2017, analisando os principais acontecimentos desse fenômeno.  Alguns desses fatos já se encontram no nosso site; cspu.blogspot.com.br e outros ainda serão colocados até a hora da nossa Reunião Plenária. Convidamos os ufólogos, simpatizantes e curiosos da temática ufológica para essa troca de informações. O Loca: Rua Coronel Diogo Gomes, 998 - Centro - Sobral. Conto com suas presenças  a partir das 19 horas. Maiores informações pelos fones: (88) 999210172 e 988477189.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Hermetismo - História e os 7 Princípios

domingo, 21 de janeiro de 2018

Parabéns madrinha Isaura

DSC00589Nenhum texto alternativo automático disponível.
Quando eu receber as fotos encomendadas, do aniversário de cem anos de minha madrinha Isaura acontecido na sexta 19/0/2018, eu postarei aqui

sábado, 20 de janeiro de 2018

Óleo de coco é realmente saudável? Nosso médico responde


Pesquisa foi feita durante quatro semanas com consumo de óleo de coco, azeite e manteiga e apresentou resultados surpreendentes nos níveis de colesterol bom e ruim dos voluntários.

BBC BRASIL.com


O óleo de coco está definitivamente na moda e suas vendas estão bombando, impulsionadas por recomendações de celebridades da culinária e pela fama de supostamente ter poder de curar tudo, desde mau hálito até distúrbios digestivos.

SAIBA MAIS

Michael Mosley, do programa "Trust me, I'm a doctor", investiga os efeitos do óleo de coco sobre o colesterol

Michael Mosley, do programa "Trust me, I'm a doctor", investiga os efeitos do óleo de coco sobre o colesterol

Foto: BBCBrasil.com

A atriz Angelina Jolie toma uma colher de sopa dele no café da manhã todos os dias, enquanto a modelo Miranda Kerr costuma dizer que o utiliza na salada, em tudo o que cozinha e para espalhar na pele também.

Mas os rumores dos benefícios à saúde do óleo de coco são tratados com bastante ceticismo pelos cientistas.

Na comunidade científica, ele é visto, aliás, como uma gordura nada saudável. Tem níveis de gorduras saturadas altíssimos (86%), ainda maiores que os da manteiga (51%) ou da banha de porco (39%).

A razão pela qual os alimentos ricos em gorduras saturadas são mal interpretados é porque comê-los causa um aumento nos níveis sanguíneos de LDL (lipoproteína de baixa densidade).

O LDL é conhecido como "colesterol ruim", porque altos níveis dele estão relacionados com aumento do risco de doenças cardíacas. Por outro lado, as gorduras saturadas - que tecnicamente são ruins para você - também têm tendência em aumentar o HDL, que é o chamado "colesterol bom" e que tem o efeito oposto. Sendo assim, é possível que uma comida específica aumente os níveis totais de colesterol e, ainda assim, seja boa para o coração.

Colesterol

Então, o óleo de coco seria maravilhoso para o colesterol, como alguns afirmam, ou extremamente perigoso, como outros clamam?

Apesar de todo o barulho que se faz em torno desse alimento, há poucos estudos com humanos realizados para comprovar essas questões específicas de saúde.

Assim, para a série Trust Me, I'm a Doctor , a BBC resolveu organizar um teste, que começou com as professoras Kay-Tee Khaw e Nita Forouhi, ambas da Universidade de Cambridge.

Com a ajuda delas, foram recrutados 94 voluntários que tinham entre 50 e 75 anos e nenhum histórico de diabetes ou doenças cardíacas. Um estudo foi pensado para entender quais efeitos o consumo de diferentes tipos de gordura teria nos níveis de colesterol deles.

Foram criados três grupos distintos de maneira aleatória. Todos os dias, durante quatro semanas, o primeiro grupo teria que consumir 50 gramas de óleo de coco extra-virgem - isso seria cerca de três colheres de sopa.

O segundo grupo tinha que consumir a mesma quantidade de azeite extra-virgem.

O azeite é um elemento-chave da dieta mediterrânea e é conhecido por ser bastante saudável.

O terceiro grupo teria que consumir 50 gramas de manteiga sem sal por dia. Isso seria um pouco mais do que três colheres de sopa.

O óleo de coco é rico em gorduras saturadas

O óleo de coco é rico em gorduras saturadas

Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

Os voluntários poderiam consumir esse tipo de gordura da maneira que melhor desejassem, mas teriam que fazer isso todos os dias pelas quatro semanas consecutivas.

Eles também foram avisados que poderiam ganhar peso nesse tempo, já que estariam consumindo 450 calorias a mais por dia.

Antes do experimento começar, foram feitos exames de sangue com todos os voluntários para pegar os números de cada um, focando principalmente nos níveis de LDL (o colesterol ruim) e HDL (o colesterol bom).

A importância dessas duas medidas é que o risco de um ataque cardíaco é melhor calculado olhando não para o nível total de colesterol, mas para ele dividido em LDL e HDL. Segundo o sistema de saúde britânico, esse número deve ficar abaixo de quatro.

Resultado

Conforme era esperado, as pessoas que comeram a manteiga viram sua média de LDL aumentar quase 10%, enquanto a média de aumento do HDL foi de 5%.

Aqueles que consumiram azeite tiveram uma pequena redução, pouco significante, no nível de LDL, e um aumento de 5% no nível de HDL. Ou seja, o azeite correspondeu à fama de "saudável" para o coração.

Mas a maior surpresa veio justamente dos que consumiram óleo de coco. Não só eles não apresentaram nenhum aumento nos níveis de LDL, como era esperado, como também tiveram um aumento enorme no HDL, o colesterol bom, que apresentou níveis 15% maiores do que antes.

Dessa forma, esse resultado sugere que pessoas consumindo óleo de coco tinham realmente reduzido o risco de desenvolverem uma doença do coração ou de terem um AVC.

Conclusão

Khaw ficou particularmente surpresa com os resultados e não soube explicar exatamente por que eles teriam acontecido.

"Talvez seja porque a principal gordura saturada de óleo de coco é o ácido láurico, e o ácido láurico pode ter diferentes impactos biológicos sobre os lipídios sanguíneos para outros ácidos graxos. A evidência disso vem principalmente de animais, então foi fascinante ver esse efeito em seres humanos".

Sendo assim, podemos considerar o óleo de coco uma comida saudável?

"Acho que a decisão de comer um óleo específico vai além de apenas os efeitos dele na saúde", afirmou.

"Esse é apenas um estudo e seria irresponsável sugerir que todos mudassem suas dietas baseados apenas nele, mesmo que tenha sido bem conduzido."

Este foi um estudo de muito curto prazo e, comparado ao azeite, a pesquisa sobre o óleo de coco ainda está em estágio inicial.

Sendo assim, esse "oba-oba" sobre o óleo de coco ser um alimento super saudável ainda é um pouco prematuro.

Mas se você já gosta de consumi-lo, não parece haver motivos convincentes para parar.

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/oleo-de-coco-e-realmente-saudavel-nosso-medico-responde,d869c6a9930cc1bed0127b31dfd6d692otpkmsp8.html

domingo, 14 de janeiro de 2018

O que ocorre no organismo quando não consumimos água suficiente?


Além de saciar a sede, a água nos ajuda a manter nosso cérebro ativo, lubrifica os músculos e favorece a desintoxicação de resíduos do organismo.
O que ocorre no organismo quando não consumimos água suficiente?

A água é um líquido fundamental para nossas vidas, já que o corpo precisa dela para realizar processos químicos como a absorção de nutrientes dos alimentos ou a eliminação dos dejetos, entre outros.

Apesar disso, a maioria das pessoas não consome uma quantidade suficiente de água e, com o passar do tempo, apresenta uma série de dificuldades em sua saúde.

Ainda que o organismo tenha a capacidade de se limpar por si mesmo, a falta de água pode complicar a tarefa e, por sua vez, provocar um aumento no nível das toxinas.

Como consequência, aumenta o nível de inflamação, o risco de doenças crônicas e uma série de sintomas que afetam a qualidade de vida.

Em geral, recomenda-se o consumo de, pelo menos, dois litros de água por dia, que incluem a que provém de frutas, sucos naturais, sopas etc.

Ingerir menos que o recomendado pode provocar desidratação e algumas reações que se manifestam tanto a nível externo quanto interno.

Levando em conta que muitas pessoas ainda desconhecem esses efeitos, a seguir vamos compartilhar em detalhes as consequências de não ingerir água suficiente.

Fique atento!

Efeitos da falta de água no organismo

Problemas digestivos
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As dificuldades no trato gastrointestinal são uma das primeiras manifestações da desidratação no corpo.

Cerca de 98% da camada mucosa do estômago é composta de água, e quando ela diminui, o ácido pode afetar o revestimento e provocar indigestão, queimação e prisão de ventre.

Dores nas articulações

Estima-se que 80% da composição da cartilagem que protege as articulações seja feita de água.

Portanto, quando não consumimos a quantidade necessária, as articulações se veem comprometidas de forma direta.

Uma pessoa com desidratação crônica sofre mais de 60% de risco de sofrer de artrite e outras dores inflamatórias.

A situação também pode afetar os discos vertebrais, e dar lugar a um problema conhecido como hérnia de disco.

Boca e pele seca
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A nível estético, a desidratação é muito evidente. A delicada camada que recobre a boca se resseca e, ao não receber umidade suficiente, pode rachar.

De toda forma, a pele apresenta alterações em sua produção normal de óleos, e como consequência, ficará seca e opaca.

Ainda que os produtos tópicos contribuam para diminuir esses efeitos, é importante hidratar a pele de dentro para fora para aliviá-la.

Baixos níveis de energia

Cerca de 90% do plasma sanguíneo é composto por água, e diante de níveis baixos de líquido, o coração tem dificuldades para bombear o sangue e levar o oxigênio para todas as células do corpo.

Por isso, os níveis de energia diminuem e a pessoa tem problemas para ter um bom rendimento físico e mental.

Problemas nos rins
rins

Considerando que os rins são os órgãos que se encarregam de filtrar os resíduos e produzir a urina, uma parte muito importante de sua saúde depende da água.

Os indivíduos que não a consomem em quantidades adequadas têm níveis altos de toxinas no sangue e tendem a sofrer com a retenção de líquidos e a inflamação.

Além disso, aumenta a suscetibilidade a problemas do trato urinário e o risco de cálculos renais.

Dificuldades circulatórias

A circulação do corpo fica mais lenta por causa da desidratação e, com o passar dos dias, o sangue pode ficar retido e formar varizes.

O controle desse problema é muito importante, já que a longo prazo pode aumentar o risco de pressão alta, ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais.

Diminui a massa corporal
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Os músculos precisam de água para absorver de maneira adequada os nutrientes e conservar sua força.

Um organismo desidratado pode perder massa muscular de forma significativa e, ao mesmo tempo, apresentar mais flacidez e risco de lesões.

É primordial aumentar o consumo de líquido todos os dias, sobretudo quando são realizadas sessões de treinamento de alto impacto.

Isso manterá os eletrólitos em níveis adequados, compensará a perda de líquidos e evitará inflamações posteriores.

Aumenta a depressão

Um consumo deficiente de água também afeta de forma direta a saúde emocional. Sua carência no tecido cerebral aumenta os níveis do cortisol e, além de elevar o nível de estresse, pode levar a fortes episódios de depressão.

Sensação mais intensa de fome
mulher_diante_geladeira_bolo

A falta de líquido no organismo aumenta a sensação de fome e, portanto, na maior parte das vezes nos leva a consumir mais calorias do que precisamos.

Durante o dia, se você sentir vontade de ir até a geladeira continuamente, escolha alimentos com algum teor de líquido.

O problema é que, com a falta de água, esses alimentos demoram mais para serem digeridos e podem provocar um ganho significativo de peso.

Quanta água você consume durante o dia? Agora que você conhece alguns efeitos da desidratação, procure alcançar o nível adequado para manter a sua saúde.

Fonte: https://melhorcomsaude.com/organismo-nao-consumimos-agua-suficiente/

sábado, 13 de janeiro de 2018

Doenças causadas por obsessões, feitiçarias, mau-olhado


Posted: 06 Jan 2018 09:00 PM PST

Pergunta: O senhor poderia me dizer se existem as doenças de mau-olhado?
Samael Aun Weor:
Tenho de dizer-lhe que nas cidades morrem milhares de crianças devido ao mau-olhado. Acontece que nos países “supercivilizados”, as pessoas não acreditam em tal doença e por isso a mortandade aumente de maneira geral.

Qualquer pessoa com força hipnótica inconsciente, ao olhar um menino, fere violentamente seu corpo vital e o resultado não se faz muito esperar. Em seguida surgem na vítima grandes olheiras, vômito, febre, diarreia etc. Os médicos costumam diagnosticar infecção intestinal e receitam muitos antibióticos, xaropes etc. No entanto, as crianças em vez de melhorar pioram e morrem.

Que se pode fazer são fortes passes magnéticos, de baixo a cima, sobre o rosto e pálpebras do menino com o firme propósito de eliminar os fluidos vitais tenebrosos.

Convém acender um fogo, vela ou chama e ler para as crianças a Conjuração dos Sete do sábio Salomão tal como está escrita aqui. Deve-se também benzer o menino enfermo na fronte, no peito, sobre a cabeça e nas costas, enquanto se lê os quatro evangelhos.

O mau-olhado é um fenômeno profundamente sério, e inúmeras pessoas, principalmente as crianças, são vítimas. A grande concentração de energia consegue desestabilizar o frágil Corpo Vital da vítima. O mau-olhado é um fenômeno profundamente sério, e inúmeras pessoas, principalmente as crianças, são vítimas. A grande concentração de energia consegue desestabilizar o frágil Corpo Vital da vítima

P: Ler os quatro evangelhos é muito comprido, não se poderia abreviar alguma coisa?
SAW:
Sim, senhorita. Podem ser lidas as bem-aventuranças com verdadeira fé para lançar um fluido curativo suficientemente forte que desaloje os maus fluidos acumulados no organismo do enfermo. Assim deverá curar-se.

P: Existem, então, enfermidades causadas por feitiçaria?
SAW: O mundo está cheio disso, distinta senhorita. Posso citar inúmeros casos, mas antes de tudo quero dizer-lhe que a primeira coisa que se necessita é o diagnóstico exato; somente assim se atinge a cura.

Infelizmente, são muito raros os curadores que sabem diagnosticar de verdade uma doença ocasionada por feitiçaria. Vou citar um caso especial relatado pelo sábio Waldemar. Segue entre aspas porque não me agrada ser adornado com plumas alheias, mas como é realmente um caso sensacional, é bom que nossos leitores o conheçam: Um dos casos mais interessantes de ciúmes vampirescos o experimentou o investigador e ocultista francês Eliphas Levi (abade Constant).

Durante sua permanência em Londres, Eliphas Levi travou amizade com um jovem duque, cuja casa visitava quase que diariamente. Fazia pouco tempo que o duque tinha se casado com uma jovem princesa francesa de extraordinária beleza, contudo o fizera contra a vontade de sua família protestante, já que a jovem era católica praticante.

O duque, como o comprovou Levi, tinha levado durante muitos anos uma vida um tanto frívola, para não dizer libertina, tendo por amante durante muito tempo uma jovem italiana, bailarina de balé. No fim a abandonou já que na realidade amava apenas a sua esposa.

Certa tarde, a duquesa enfermou , motivo que a levou a acamar-se. Os médicos diagnosticaram um princípio de gravidez, porém logo ficou demonstrado que a sua debilidade devia ter outra causa.

Apesar de o duque haver consultado os mais famosos médicos de Londres, eles viram-se diante de um enigma. Foram empregados os mais diferentes remédios sem êxito algum. Frequentava o palácio do duque também um velho abade francês que conhecia a princesa já de Paris.

Esse ancião agradou-se de conversar com Eliphas Levi especialmente de problemas metafísicos, pois ele também se interessava sobre o tema há décadas e não apenas teoricamente. Certa noite ficaram a sós no salão, pois o duque preocupado se fora para o quarto para ficar ao lado de sua esposa enferma. Era uma noite fria e úmida.

Fora, a célebre névoa londrina ondulava empanando a luz dos lampiões. De repente, o abade agarrou uma das mãos de Levi e disse com voz baixa: “Escute, querido amigo, desejaria falar de algo com você. Posso confiar com sua inteira descrição?”

Levi respondeu afirmativamente e o abade prosseguiu: “Tenho todos os motivos para supor que a doença da duquesa não é natural. Conheço a Mildred desde pequena e sempre foi uma garota mais saudável do que se possa imaginar. Agora, torna-se lânguida e se debilita dia a dia; parece-me que está sendo dessangrada misteriosamente”.

“Acredita você que se ache sob o influxo de algum poder obscuro? Que está em jogo algum sortilégio?” perguntou Levi. “Posso confiar e muito em minha voz interna e por isso quase me atreveria a dizer que nessa enfermidade há algo que não vai como deve. Queres ajudar-me a romper o encantamento.” “Com muito prazer”, respondeu Levi. “Bem, em tal caso não devemos perder mais tempo. Agradeceria que meia hora antes da meia-noite viesse ao meu domicílio para uma conjuração conjunta. Tentarei interpelar o poder tenebroso. Caso nos chegue uma resposta do além…”

Depois dessa conversação, Eliphas Levi tomou umacarruagem e rapidamente transladou-se para sua residência, onde se lavou, se enfeitou e mudou de roupa das cabeças aos pés, pois os espíritos da zona média, que era os que o abade pretendia invocar, exigiam de seus conjuradores a mais escrupulosa limpeza.

Também o traje devia estar de acordo com sua natureza; não suportavam nenhum tecido animal pelo que ficavam descartados os de lã, assim como os sapatos de couro ou de qualquer pele.

Como a casa do abade situava-se no nordeste, em Hampstead Heath, e Eliphas Levi vivia na Praça Russel, ou seja, era considerável a distância entre ambos os lugares, Eliphas Levi teve de fazer seu exigente asseio com certa pressa, uma vez que queria estar lá no horário combinado. Uns 40 minutos antes da meia-noite chegou a Hampstead Heath.

Eliphas Lévi é considerado um grande mestre da Fraternidade Branca, especializado no Reino da Magia

O abade em pessoa, todo de branco, abriu-lhe a porta e o conduziu por uma elevada escalinata a um aposento que se achava em um extremo do corredor do primeiro piso. Os olhos de Eliphas Levi tiveram primeiro de acostumar-se com a obscuridade: chamazinhas azuladas e trêmulas queimavam um incenso que cheirava a âmbar e almíscar.

Nessa luz incerta, Eliphas observou uma grande mesa circular que se encontrava no centro da habitação, e, plantado sobre ela, o crucifixo invertido, símbolo do falo. Junto à mesa estava um homenzinho delgado. O abade comentou: “É meu criado. Você já sabe que é indispensável a cifra de três para essas conjurações. Começa você com a primeira invocação”.

Este convite da parte do abade era mais que uma cortesia, pois as potências da zona média poderiam enojar-se e vingar-se sobre o dono da casa, causando-lhe até a morte, caso permitisse rebaixar a harmonia de sua esfera por um intruso incompetente. Ceder pois a invocação ao amigo era mostra de que considerava a Eliphas como mestre de primeira categoria na magia. Tal suposição era em verdade justificada.

Se alguém podia executar com êxito, com gesto desembaraçado e sem temor, com coração puro e uma vontade fortalecida por numerosas provas, as cerimônias milenares da sagrada magia, era este homem. Ele exercia no reino dos espíritos tanto domínio quanto no mundo das criaturas encarnadas e adeptos.

Entre o véu de fumo, Eliphas estendeu a mão instintivamente à esquerda. Lá devia estar o recipiente com água benta que devia ter sido recolhida em uma noite de plenilúnio de uma cisterna, velando-se e orando-se sobre ela durante vinte e uma noites. Em seguida, fez uma aspersão pelos quatro ângulos da habitação.

O abade fazia às vezes de acólito e movimentava o incensário ondulatoriamente. No fumo, começaram a formar-se figuras estranhas e, ao mesmo tempo, pareceu-lhes que um frio, gelado, brotava do chão e chegava-lhe até a ponta dos cabelos, dificultando-lhes a respiração.

Eliphas Levi proferiu agora com mais força as palavras de invocação. Subitamente, as paredes do quarto pareceram retirar-se como se um abismo infinito e astral se abrisse na frente deles, ameaçando engoli-los. Brilharam os esplendores de uma cintilantes luminosidade e os olhos se cobriram para não ofender o espírito invocado com um olhar indiscreto.

Com régia voz, Levi perguntou a causa da enfermidade da duquesa Mildred.

Não recebeu resposta. As emanações de fumo ficaram espessas de tal modo que ameaçaram sufocar os sentidos. Precipitando-se rumo à janela, Eliphas ouviu subitamente uma voz, a qual, ainda que forte e retumbante, parecia sair do mais profundo de si mesmo e encher todo o espaço de sua alma.

O que a voz lhe gritou era tão espantoso que suas pernas se negaram a mover-se e ficou como que petrificado no mesmo lugar onde se encontrava. Agora foi a vez de o abade se precipitar para junto da janela, porém suas mãos trêmulas, sem forças, não conseguiram abri-la. O criado que assistira passivamente a invocação jazia desmaiado no chão.

Por fim, Eliphas saiu de sua paralisia e rompeu o cristal com o crucifixo, absorvendo o ar fresco da noite com fruição em companhia do abade, especialmente ele que banhava por assim dizer, sua cabeça febril na névoa úmida. Por todos seus nervos corria a espantosa acusação que o misterioso espírito havia lançado com clareza inequívoca contra ele.

Quando por fim se recobrou, voltou para o quarto. O fumo tinha se dissolvido, mas a lamparina seguia ardendo tenuemente. O abade, palidíssimo, contemplava a Eliphas com os olhos dilatados e balbuciou: “Você é realmente culpado, meu amigo? Não posso acreditar!”

“Você também ouviu a resposta do espírito?”, perguntou Levi. O abade deixou cair a cabeça, como que oprimido, num gesto de concordância. “Sim…”, sussurrou apenas perceptivelmente. Levi se manifestou com veemência: “Juro-lhe que tomei o símbolo com mãos puras e que em minha vida jamais cometi um crime. Juro-lhe que não estou manchado de sangue”.

Ao dizer essas palavras, aproximou-se mais da lâmpada de maneira que o brilho dela caiu em cheio sobre ele. Espantado, o abade apontou com o dedo a mandíbula e a peiteira da camisa de Eliphas. “Aí, olhe você mesmo no espelho…”, disse tomando a mão do amigo e conduzindo-o a um grande espelho de parede que pendia no quarto contíguo.

Ali, comprovou Eliphas um corte em sua barba com umas gotinhas de sangue; também em sua camisa apareciam outras gotinhas. Devia ter se cortado ao fazer apressadamente a barba… Assim, a resposta do espírito explicava-se perfeitamente: “Eu não falo com alguém manchado de sangue”.

Levi sentiu seu coração se aliviar de um enorme peso, não obstante o abade parecia mais acabrunhado e tinha se deixado cair sobre um sofá, contraía os ombros convulsivamente e escondia o rosto com as mãos, Levi tentou acalmar o ancião, porém ele o rechaçou dizendo: “Trata-se da pobre Mildred, cada hora consome sua vida. Não fosse por isso, poderíamos invocar o espírito de novo em três vezes 21 dias, com as devidas oferendas e orações… porém o tempo é demasiado, nesse ínterim Mildred morrerá”.

Levi não soube o que responder e fechou-se em um denso silêncio que obrigou o abade a levantar-se e a andar com passos vacilantes de um lado a outro da sala: “Custe o que custar, devo obter uma resposta… a qualquer preço. Prometa, meu amigo, que não me abandonará!

Uma vigorosa determinação lia-se na mirada do ancião e para tranquilizá-lo Eliphas respondeu: “Dou-lhe a minha palavra. Ponho-me a sua disposição como mago. Como o objetivo ainda não foi alcançado, mantenho a palavra dada”. “Então, permaneça aqui, dentro de 12 horas efetuaremos outra conjuração; invocaremos os espíritos da zona baixa”, disse o abade. Eliphas sobressaltou-se. Teria o velho ficado louco? “Você… o quê? Você… um filho da Igreja quer entrar em contato com os espíritos infernais? Não, isso não está sequer na intenção da devota duquesa. Renuncie a isso, não arrisque sua alma.”

É ostensível que invocar demônios é magia negra. É claro que a magia negra traz fome, nudez, enfermidades e calamidades físicas e morais.

Havia tal glacial decisão nas palavras e gestos do abade que Eliphas sentiu que toda réplica seria vã. Contra sua vontade, mais por lealdade à palavra dada, aceitou a solicitação do amigo. Ficou como hóspede na casa. Depois da extraordinariamente fatigante e tensa conjuração anterior, dormiu tão profunda e pesadamente que despertou tarde da manhã.

O dia foi passado com as devidas purificações e orações. De noite, Eliphas recebeu a roupa apropriada para o serviço com o diabo, bem como os demais requisitos. Como já manifestara antes, o abade não tomaria parte ativa na invocação. Somente o assistiria como acólito, mas mesmo assim vestiu-se com a roupagem prescrita.

O que aconteceu após é algo que francamente e de maneira alguma quero transcrever porque há responsabilidades na palavra. Neste caso é preferível calar, porque o silêncio é a eloquência da sabedoria. É notório que se alguém transcreve parágrafos tenebrosos, converte-se em cúmplice do delito. Isto é semelhante a ensinar magia negra às pessoas.

Felizmente, os invocadores do presente relato não conseguiram tornar visíveis e tangíveis os demônios invocados. A única coisa que conseguiram foi fazer brotar de uma parede uma salamandra, pequena e inocente criatura do fogo.

O abade, fazendo provisão de todas suas forças, perguntou pela doença da duquesa. “Batráquios”, falou a salamandra com voz infantil e no mesmo instante desapareceu. Eliphas viu então como o abade cambaleava e desabava no chão.

Imediatamente, tomou nos braços seu magro corpo e o levou para o dormitório, onde despindo o ancião o pôs na cama, indo logo buscar o criado para que trouxesse algum reconstituinte. Ao voltar, encontrou o abade completamente restabelecido, mas sua aparência era a de um homem abatido, parecia haver envelhecido muitos anos.

Obviamente, o abade estava fazendo esforços sobre-humanos para salvar a duquesa.

“Tudo inútil, a pobre Mildred haverá de morrer. Minha alma…, ó minha alma… o que quer dizer ‘batráquios’?”, exclamava, com voz febril. “Apenas sei que é uma palavra grega que significa rãs”, respondeu Eliphas.

O criado não tardou a chegar com vinho e biscoitos, porém o abade repeliu todo alimento. Eliphas tomou um pouco e tentou arrancar o amigo de sua desesperada letargia, mas foi inútil sua pretensão em reanimá-lo. Com o coração oprimido retirou-se para sua moradia. No dia seguinte, informou-se sobre como estavam o abade e a duquesa.

Mildred ia cada vez pior. Seu médico de cabeceira dava por certo seu óbito. Também o abade achava-se em estado grave. Negava qualquer alimento e inicialmente não respondeu as perguntas do amigo, depois manifestou sua intenção de por fim aos seus dias mediante a inanição. Profundamente entristecido, Levi despediu-se, preocupando-se muito com as trágicas conseqüências do pecaminoso conjuro.

Durante as duas tardes seguintes, afundou-se outra vez nos seus costumeiros estudos e enquanto lia o Enquiridion de Leão III deteve-se no ponto no qual, através da chave de Trithenus, se decifrava do esotérico e cabalístico escrito o seguinte: “Um apreciável encantamento maléfico é o da rã”.

Abstemo-nos de entregar a fórmula secreta do sapo para não dar armas aos perversos criminosos da magia negra.

Como um relâmpago, o trecho atravessou a mente de Eliphas. Sem fechar o livro pôs o sobretudo e lançou-se através das ruas de Londres que iam sumindo no crepúsculo vesperal. Por fim, achou uma carruagem e pareceu-lhe insuportável e longo o tempo que levou para chegar ao palácio do duque. Rostos chorosos o receberam. Informaram-lhe: “… a duquesa está em agonia. Já estão administrando-lhe os últimos sacramentos…”

“Eu posso salvá-la”, exclamou Eliphas e afastando os espantados criados precipitou-se em direção ao quarto de Mildred, onde achou o duque. Com a respiração ofegante, suplicou-lhe: “Você me conhece o suficiente para saber que sou de confiança. Creia-me pois que não se perdeu toda a esperança.

Enquanto a duquesa viver não há porque se desesperar. Rogo que me deixe a sós com ela e pelo amor de Deus não me pergunte nada … tenha confiança em mim”. Ainda que atônito e confuso ao extremo, o duque acedeu ao desejo de Eliphas pedindo aos presentes: um médico, um sacerdote e uma donzela de companhia, que abandonassem a paciente.

Uma vez só, Levi fechou a porta atrás de si e se aproximou do leito da princesa. “Era o que supunha”, murmurou ao ver Mildred sumida em uma espécie de catalepsia com os olhos brancos. Seus lábios estavam roxos e respirava com suave estertor.

Imediatamente, Levi pôs mãos à obra e começou a levantar o assoalho da soleira da porta, porém a madeira resistiu aos seus trêmulos dedos. Sacou sua navalha de bolso, cuja folha se rompeu no frenético intento. Finalmente e com força desesperada, conseguiu levantar o sarrafo. Sangravam-lhe os dedos e seu esforço tinha sido baldio… Nada estava oculto ali. Levantou os tapetes… tampouco. Tornou a olhar a duquesa que respirava com dificuldade.

Reparou que sua mão esquerda pendia singularmente contraída para um lado. “A cama!”, pensou, e com a certeza de agora procurar no lugar certo, levantou a enferma de seu leito e a depositou tão suave quanto pôde sobre um sofá que estava contra a parede. Dedicou-se a seguir com uma crescente excitação a revolver cobertores e almofadas, mas nada… nada de novo.

Tirou o colchão e o desfez, tateou, apalpou, remexeu sua crina… e… seus dedos tropeçaram em um objeto mole, esponjoso, agarrou-o e retirou-o. Com efeito era aquilo que buscava… precipitou-se para fora do quarto.

Provou ao duque em breve explicação o problema e este colocou à sua disposição uma carruagem que o transportou com a maior rapidez a sua casa.

Chegando lá, pôs se a executar uma nova tarefa, a de queimar em chamas de pez e enxofre a besta dos infernos, seguindo ao pé da letra a prescrição do Enchiridion.

Abriu a janela do quarto para o mau cheiro sumir dele. Oprimido por enorme cansaço, lançou-se vestido como estava na cama e num instante sumiu em profundo sono.

No dia seguinte, foi recebido como um salvador no palácio do duque. De maneira de causar pasmo e absolutamente incompreensível para os médicos, o estado de saúde da jovem duquesa havia melhorado a tal ponto que se podia falar de uma franca superação da crise. A própria Londres, no dia 28 de outubro de 1865, impressionou-se com a sensacional notícia de que a diva do balé, Marie Bertin, tinha falecido repentinamente sem enfermidade alguma.

Esta não foi a única notícia. Poucas horas depois era também arrebatada pela morte uma parente próxima do duque, velha solteirona que havia sido apaixonada inimiga de Mildred e que em vão tentara impedir o casamento do duque com a princesa católica.

Fonte: https://mail.yahoo.com/?.intl=br&.lang=pt-BR&.partner=none&.src=fp#2028536385

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Óleo de coco é realmente saudável? Nosso médico responde


Pesquisa foi feita durante quatro semanas com consumo de óleo de coco, azeite e manteiga e apresentou resultados surpreendentes nos níveis de colesterol bom e ruim dos voluntários.

BBC BRASIL.com

9 JAN2018

15h15


COMENTÁRIOS

O óleo de coco está definitivamente na moda e suas vendas estão bombando, impulsionadas por recomendações de celebridades da culinária e pela fama de supostamente ter poder de curar tudo, desde mau hálito até distúrbios digestivos.

Michael Mosley, do programa "Trust me, I'm a doctor", investiga os efeitos do óleo de coco sobre o colesterol

Michael Mosley, do programa "Trust me, I'm a doctor", investiga os efeitos do óleo de coco sobre o colesterol

Foto: BBCBrasil.com

A atriz Angelina Jolie toma uma colher de sopa dele no café da manhã todos os dias, enquanto a modelo Miranda Kerr costuma dizer que o utiliza na salada, em tudo o que cozinha e para espalhar na pele também.

Mas os rumores dos benefícios à saúde do óleo de coco são tratados com bastante ceticismo pelos cientistas.

Na comunidade científica, ele é visto, aliás, como uma gordura nada saudável. Tem níveis de gorduras saturadas altíssimos (86%), ainda maiores que os da manteiga (51%) ou da banha de porco (39%).

A razão pela qual os alimentos ricos em gorduras saturadas são mal interpretados é porque comê-los causa um aumento nos níveis sanguíneos de LDL (lipoproteína de baixa densidade).

O LDL é conhecido como "colesterol ruim", porque altos níveis dele estão relacionados com aumento do risco de doenças cardíacas. Por outro lado, as gorduras saturadas - que tecnicamente são ruins para você - também têm tendência em aumentar o HDL, que é o chamado "colesterol bom" e que tem o efeito oposto. Sendo assim, é possível que uma comida específica aumente os níveis totais de colesterol e, ainda assim, seja boa para o coração.

Colesterol

Então, o óleo de coco seria maravilhoso para o colesterol, como alguns afirmam, ou extremamente perigoso, como outros clamam?

Apesar de todo o barulho que se faz em torno desse alimento, há poucos estudos com humanos realizados para comprovar essas questões específicas de saúde.

Assim, para a série Trust Me, I'm a Doctor , a BBC resolveu organizar um teste, que começou com as professoras Kay-Tee Khaw e Nita Forouhi, ambas da Universidade de Cambridge.

Com a ajuda delas, foram recrutados 94 voluntários que tinham entre 50 e 75 anos e nenhum histórico de diabetes ou doenças cardíacas. Um estudo foi pensado para entender quais efeitos o consumo de diferentes tipos de gordura teria nos níveis de colesterol deles.

Foram criados três grupos distintos de maneira aleatória. Todos os dias, durante quatro semanas, o primeiro grupo teria que consumir 50 gramas de óleo de coco extra-virgem - isso seria cerca de três colheres de sopa.

O segundo grupo tinha que consumir a mesma quantidade de azeite extra-virgem.

O azeite é um elemento-chave da dieta mediterrânea e é conhecido por ser bastante saudável.

O terceiro grupo teria que consumir 50 gramas de manteiga sem sal por dia. Isso seria um pouco mais do que três colheres de sopa.

O óleo de coco é rico em gorduras saturadas

O óleo de coco é rico em gorduras saturadas

Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

Os voluntários poderiam consumir esse tipo de gordura da maneira que melhor desejassem, mas teriam que fazer isso todos os dias pelas quatro semanas consecutivas.

Eles também foram avisados que poderiam ganhar peso nesse tempo, já que estariam consumindo 450 calorias a mais por dia.

Antes do experimento começar, foram feitos exames de sangue com todos os voluntários para pegar os números de cada um, focando principalmente nos níveis de LDL (o colesterol ruim) e HDL (o colesterol bom).

A importância dessas duas medidas é que o risco de um ataque cardíaco é melhor calculado olhando não para o nível total de colesterol, mas para ele dividido em LDL e HDL. Segundo o sistema de saúde britânico, esse número deve ficar abaixo de quatro.

Resultado

Conforme era esperado, as pessoas que comeram a manteiga viram sua média de LDL aumentar quase 10%, enquanto a média de aumento do HDL foi de 5%.

Aqueles que consumiram azeite tiveram uma pequena redução, pouco significante, no nível de LDL, e um aumento de 5% no nível de HDL. Ou seja, o azeite correspondeu à fama de "saudável" para o coração.

Mas a maior surpresa veio justamente dos que consumiram óleo de coco. Não só eles não apresentaram nenhum aumento nos níveis de LDL, como era esperado, como também tiveram um aumento enorme no HDL, o colesterol bom, que apresentou níveis 15% maiores do que antes.

Dessa forma, esse resultado sugere que pessoas consumindo óleo de coco tinham realmente reduzido o risco de desenvolverem uma doença do coração ou de terem um AVC.

Conclusão

Khaw ficou particularmente surpresa com os resultados e não soube explicar exatamente por que eles teriam acontecido.

"Talvez seja porque a principal gordura saturada de óleo de coco é o ácido láurico, e o ácido láurico pode ter diferentes impactos biológicos sobre os lipídios sanguíneos para outros ácidos graxos. A evidência disso vem principalmente de animais, então foi fascinante ver esse efeito em seres humanos".

Sendo assim, podemos considerar o óleo de coco uma comida saudável?

"Acho que a decisão de comer um óleo específico vai além de apenas os efeitos dele na saúde", afirmou.

"Esse é apenas um estudo e seria irresponsável sugerir que todos mudassem suas dietas baseados apenas nele, mesmo que tenha sido bem conduzido."

Este foi um estudo de muito curto prazo e, comparado ao azeite, a pesquisa sobre o óleo de coco ainda está em estágio inicial.

Sendo assim, esse "oba-oba" sobre o óleo de coco ser um alimento super saudável ainda é um pouco prematuro.

Mas se você já gosta de consumi-lo, não parece haver motivos convincentes para parar.

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/oleo-de-coco-e-realmente-saudavel-nosso-medico-responde,d869c6a9930cc1bed0127b31dfd6d692otpkmsp8.html

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

SÃO NICOLAU. O SANTO QUE VIROU PAPAI NOEL


A história de São Nicolau, o santo mais amado pelas crianças na Rússia, no norte da Europa e nos Estados Unidos, e como surgiu a lenda de Papai Noel.

21 DE DEZEMBRO DE 2017 ÀS 13:17 // INSCREVA-SE NA TV 247 Youtube

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À esquerda, São Nicolau carrega presentes de Natal em um cartão alemão de 1939. À direita, uma imagem do santo com os três meninos que foram salvos da barrica de salmoura e a bola de ouro que simboliza o dote que o santo ofereceu às três mocinhas pobres.


Por: Luis Pellegrini

O mito de Papai Noel surge da lenda de São Nicolau, santo cristão que nasceu e viveu no Século 4 da nossa Era, na região onde hoje fica a Turquia. Segundo a tradição, São Nicolau deu um dote a três moças pobres muito jovens para que elas pudessem encontrar um noivo e se casar, em vez de terem de enfrentar um destino amargo na prostituição.

Essa história, que mostra bem a condição da mulher naqueles primeiros séculos da Idade Média, logo se difundiu em toda a Europa e deu origem a um costume que perdurou durante muito tempo, o da troca de presentes no dia consagrado ao santo, 6 de dezembro. O costume ainda é praticado nos Países Baixos, na Alemanha e na Áustria, e inclusive em países latinos como a Itália, nas cidades de Trieste e em várias outras da região do Alto Adige. Nesses lugares, a noite de 5 de dezembro ainda é aguardada com ansiedade pelas crianças. As que se comportaram mal deverão prestar contas ao servidor de São Nicolau, uma espécie de bicho-papão peludo e de aspecto demoníaco. Mas o santo deixará presentes, doces e frutas nos sapatos das crianças que foram boazinhas.


Diferentes tradições natalinas

Nos países protestantes, a tradição mudou e assumiu outros rumos. São Nicolau perdeu o aspecto de bispo católico mas manteve o papel de ser benéfico com o nome inicial de Samiklaus, que depois virou Sinterklaus ou Santa Claus. Ele passou então a ser festejado na mesma ocasião da festa cristã mais importante, o Natal.

Mas Papai Noel, o homenzarrão com barba branca e o saco cheio de brinquedos e presentes é, por seu lado, uma invenção norte-americana. Surgiu dos lápis coloridos do desenhista Clement C. Moore que, em 1822, escreveu uma poesia na qual descrevia o bom velhinho como todos até hoje o conhecemos, com barba longa, o carro puxado por renas e tudo o mais. Esse novo Santa Claus teve logo um enorme sucesso, conquistando inclusive a Europa, sua terra de origem, a partir da década de 1950.

Uma representação do bispo São Nicolau (Sinter Claes) feita no século 16 na parede do dique de proteção contra as águas do mar em Amsterdam. São Nicolau é o patrono da Holanda


Quem era, afinal, São Nicolau?

Diferente de Papai Noel, São Nicolau realmente existiu. Nasceu em Patara no ano 270 d.C. e foi bispo de Myra, na Lícia (ambas na atual Turquia). Um dos primeiros santos do panteão cristão, sua figura está até hoje envolta em mistério, mas indícios arqueológicos mostram que ele realmente existiu. O seu nome faz parte de antigas listas dos participantes do primeiro Concílio de Niceia (ano 325), uma reunião de todos os bispos da Igreja cristã para se tentar chegar a um acordo quanto a divergências teológicas a respeito da natureza de Cristo.

Na falta de notícias históricas certas, os biógrafos reconstruíram a vida de Nicolau temperando-a com detalhes muitas vezes incongruentes retirados de outras vidas de santos. Filho único de pais ricos, parece que desde a juventude ele tenha manifestado os sinais da sua santidade: às quartas e sextas feiras, dias em que os cristãos deviam respeitar a abstinência prescrita pela Igreja, o pequeno Nicolau mamava apenas uma única vez. Ele não teve uma morte espetacular, como mártir, mas parece que faleceu de velhice, após poucos dias de sofrimento, entre os anos 345 e 352. E como fizera durante toda a sua vida, também depois de morto tomou a defesa da sua comunidade, presenteando os fieis com um óleo perfumado dotado de poderes miraculosos que, misteriosamente, escorria das suas relíquias. Elas foram conservadas na catedral de Myra até o século 11 (e tiradas de lá e levadas para a Itália por soldados da cidade de Bari em 1087).

Até os séculos 7 e 8, sua fama no entanto se limitava à região da Lícia. As coisas mudaram quando, na virada entre os dois séculos, diante do litoral onde fora edificado o seu santuário, bizantinos e árabes combateram pela supremacia marítima. Aconteceu então um salto de status: Nicolau tornou-se o ponto de referência místico dos marinheiros bizantinos e o seu protetor, transformando-se de santo local em santo internacional. Seu culto se expandiu ao longo das rotas marítimas do Mediterrâneo, chegando a Roma e a Jerusalém, a Constantinopla, à Rússia e ao resto do Ocidente. No século 9 se difundiu na Alemanha.


Santo salvador de crianças

Paralelamente se desenvolveu uma sua biografia definitiva, “enriquecida” de novos episódios que não fazem parte da sua história original. Um dos episódios mais famosos é a história das três mocinhas, particularmente difundida entre os séculos 9 e 12: comovido pela sorte de três jovens que o pai pretendia vender para a prostituição, durante três noites seguidas Nicolau fez chegar a elas, através de uma janela semiaberta, saquinhos contendo moedas de ouro. Essas moedas seriam o seu dote, para que as três fossem aceitas em casamento. Essa história deu a Nicolau a fama de generoso doador de bens, bem como a de patrono das virgens e a de garantidor da fertilidade.

Foi a relação especial que Nicolau tinha com as crianças que acabou de consagrar a sua fama de santo benéfico. Conta-se que certa noite três meninos pediram hospedagem em uma pousada. O dono e sua mulher os acolhem com aparente boa vontade. Mas a verdade é que acabara a carne na dispensa da pousada, e para refazer o estoque, os proprietários decidem matar os três rapazes a machadadas e colocar os corpos na salmoura para conservar. Ao final do massacre, São Nicolau bate à porta e pede um prato de carne. Como o dono da estalagem se recusa servi-lo, Nicolau se dirige à dispensa e retira da salmoura os três jovens: todos eles vivos e sadios. Essa lenda circulava sobretudo nas escolas eclesiásticas e nos seminários onde, no dia 28 de dezembro, era celebrada a Festa dos Inocentes, uma festividade de origem que, como tantas outras, fora incorporada ao calendário litúrgico católico. Na ocasião, os estudantes e seminaristas elegiam o “pequeno bispo”, que presidia os festejos e distribuía presentes.

Esses festejos, que preservavam muitos aspectos das saturnálias pagãs dos romanos, atingiram o seu ápice no século 16, quando começaram a incomodar as autoridades da Igreja. Mas Nicolau continuou a sobreviver nas escolas e nas casas graças às crianças, que continuaram a festeja-lo e a receber os seus presentes.

Até hoje, a história e a devoção a São Nicolau permanece viva e é muito difundida em duas cidades italianas: Bari e Veneza. Depois que a cidade de Myra foi tomada pelos muçulmanos, em 1807, os soldados bareses organizaram uma expedição até aquele lugar para recuperar as relíquias do santo. Acabaram invadindo e saqueando toda a cidade e as relíquias do santo (os seus ossos) fizeram parte do butim.

Cerca de dez anos depois, foi a vez de os venezianos invadirem Myra e recuperarem alguns ossos remanescentes de Nicolau. Os venezianos transportaram aqueles restos para a Abadia de São Nicolau, no Lido, em Veneza, e passaram eles também a se vangloriar pela posse das relíquias. São Nicolau foi declarado protetor da frota marítima de La Sereníssima. A ele foram dedicadas várias igrejas e monumentos, como o Duomo do Jardim da Sereníssima, e inclusive a cidade de Sacile, na região do Friuli, da qual ele é o patrono.

Uma dúvida, no entanto, pairou no ar durante séculos: O São Nicolau de Bari é o mesmo Nicolau de Veneza? Em 1982, uma análise de Dna estabeleceu finalmente que os restos pertencem à mesma pessoa. O que sobrou do santo que deu origem a Papai Noel está hoje na Itália.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/333358/S%C3%A3o-Nicolau-O-santo-que-virou-Papai-Noel.htm

Funceme registra chuva em 50 municípios nas últimas 24 horas no Ceará


A maior precipitação aconteceu em Porteiras, com 92 mm, seguido de Jaguaribe (83 mm), Icó (78 mm) e Farias Brito (57 mm).

25/12/2017 query_builder 0:56

O domingo (24) véspera de Natal foi de chuva em 50 municípios cearenses. De acordo com dados da Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme), a maior precipitação foi registrada em Porteiras, com 92 mm, seguido de Jaguaribe (83 mm), Icó (78 mm) e Farias Brito (57 mm).

Para esta segunda-feira (25), a previsão é de nebulosidade variável com eventos de chuva entre a madrugada e a manhã. No decorrer do dia, céu parcialmente nublado.

Confira as maiores chuvas deste domingo:

Porteiras (Posto: Sitio Saco) : 92.0 mm

Jaguaribe (Posto: Nova Floresta) : 83.0 mm

Icó (Posto: Cascudo) : 78.0 mm

Farias Brito (Posto: Farias Brito) : 57.0 mm

Tauá (Posto: Marruas) : 53.2 mm

Cedro (Posto: Varzea Da Conceicao) : 51.0 mm

Acopiara (Posto: Acopiara) : 48.0 mm

Crato (Posto: Lameiro) : 47.0 mm

São Benedito (Posto: Sao Benedito) : 40.3 mm

Cariús (Posto: Sao Sebastiao) : 40.0 mm

Fonte: http://cearanews7.com/funceme-registra-chuva-em-50-municipios-nas-ultimas-24-horas-no-ceara/