sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Alemanha, Canadá e Irlanda unem-se à França contra Bolsonaro


O mundo está perplexo com a devastação da Amazônia no governo Jair Bolsonaro. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, e o da Irlanda, Leo Varadkar, apoiam a solicitação do presidente francês, Emmanuel Macron, de debater o desmatamento no Brasil durante a cúpula do G7, neste final de semana, em Biarritz, na França. A magnitude dos incêndios "é assustadora e ameaçadora, não só para o Brasil e os outros países envolvidos, mas para todo o mundo", disse Merkel, por meio do seu porta-voz

23 de agosto de 2019, 09:13 h Atualizado em 23 de agosto de 2019, 09:29


247 - O mundo está perplexo com a devastação da Amazônia no governo Jair Bolsonaro. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, e o da Irlanda, Leo Varadkar, apoiam a solitação do presidente francês, Emmanuel Macron, de debater o desmatamento no Brasil durante a cúpula do G7, nesta final de semana, Biarritz, na França.

Porta-voz de Merkel, Steffen Seibert afirmou que "a chanceler está convencida que a questão deve constar na agenda dos países do G7 quando se reunirem este final de semana""

"A magnitude dos incêndios no território da Amazônia é assustadora e ameaçadora, não só para o Brasil e os outros países envolvidos, mas para todo o mundo", acrescentou Seibert.

De acordo com o primeiro-ministro do Canadá, é preciso "agir pelo planeta".

"Eu não poderia concordar mais, Emmanuel Macron. Fizemos muitos trabalhos para proteger o meio ambiente no G7 do ano passado, em Charlevoix, e precisamos continuar neste fim de semana. Precisamos de #ActForTheAmazon (agir pela Amazônia, em tradução livre) e agir pelo nosso planeta —nossos filhos e netos estão contando conosco", escreveu Trudeau ao republicar, na rede social Twitter, mensagem anteriormente escrita por Macron. 

O primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, ameaçou votar contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul se o Brasil não respeitar seus "compromissos ambientais", em meio a críticas ao presidente Jair Bolsonaro pelos incêndios que assolam a Amazônia.

"De maneira alguma a Irlanda votará a favor do acordo de livre comércio UE-Mercosul se o Brasil não cumprir seus compromissos ambientais", declarou o primeiro-ministro Leo Varadkar em um comunicado divulgado na quinta-feira à noite.

Fonte: https://www.brasil247.com/mundo/alemanha-canada-e-irlanda-unem-se-a-franca-contra-bolsonaro#.XV_bbctOfYI.twitter

sábado, 17 de agosto de 2019

RESERVAS INTERNACIONAIS ano a ano em US$ bilhões

por Edílson Aragão

2000: 33
2001: 35,9
2002: 37,8
2003: 49,3
2004: 52,9
2005: 53,8
2006: 85,8
2007: 180,3
2008: 193,8
2009: 238,5
2010: 288,6
2011: 352
2012: 373,1
2013: 358,8
2014: 363,5
2015: 356,5

E o PT quebrou o Brasil?!

Fonte: https://www.facebook.com/edilson.aragao/posts/2816199778394532

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Bolsonaro despreza os nordestinos. E ele não está sozinho.



Qualquer pessoa que saia do Nordeste para a parte de baixo do mapa sente a força do preconceito regional. Nós também sentimos. “O povo do Nordeste é preguiçoso, só vive na rede”, “O que essa pessoa lá do Nordeste quer se metendo nas coisas daqui?” etc. Quantas vezes não ouvimos conhecidos usarem as derivações de “baiano” para expressar algo errado, ruim ou inapropriado, e ficamos constrangidos ao perceber que, indiretamente, era de nós que eles estavam falando.

É por isso que as declarações xenófobas de Bolsonaro não nos surpreendem. Ele só reforça a realidade que conhecemos bem: existe um forte e arraigado preconceito regional no Brasil. Não há diferença alguma entre o que Bolsonaro diz e o que qualquer tio do pavê falaria em um churrasco de domingo. Preconceitos, não esqueçamos disso, que Bolsonaro também destila contra mulheres, negros, LGBTs, indígenas, pobres.

A diferença é que Bolsonaro é o presidente da República, e seus preconceitos interferem na economia e no desenvolvimento do Brasil e, claro, do Nordeste, que já vê o crédito minguar. Um levantamento do Estadão revelou que a Caixa Econômica Federal já reduziu a concessão de novos empréstimos para o Nordeste neste ano. Até julho, os estados da região receberam apenas 2,2% do total de novos empréstimos autorizados pelo banco, um percentual muito menor do que os 21,6% em 2018 e do que os 18,6% em 2017.

Bolsonaro também ignorou dados do Tesouro Nacional, alegando que o baixo volume de financiamentos se deve à alta inadimplência dos municípios nordestinos. Mas as informações do Tesouro provam que não há diferenças regionais nos débitos e nem impedimento legal para que os repasses ocorram.

A explicação verdadeira pode ser outra. Em um evento recente na Bahia, Bolsonaro condicionou a liberação de recursos ao apoio dos governadores do Nordeste: “não vou negar nada para esses Estados, mas se eles quiserem realmente que isso tudo seja atendido, eles vão ter que falar que estão trabalhando com o presidente Jair Bolsonaro.”

Bolsonaro nunca engoliu o fato de que, se dependesse do Nordeste, ele não estaria no Palácio do Planalto.

Quando o presidente deixa evidente o preconceito que tem pelos nordestinos, a mensagem que está passando é que, no seu governo, a população de nove estados do Brasil será ignorada. Não só ignorada, como punida. Ao dizer para o seu ministro que “tem que ter nada com esse cara”, referindo-se ao governador do Maranhão, chamado pejorativamente de paraíba, o presidente está falando de uma parte dos brasileiros que será tratada com desprezo.

Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante a 25ª Reunião do  Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE).

Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante a 25ª Reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene.

Foto: Marcos Corrêa/PR

Fim de um ciclo

O governo Bolsonaro não é adepto das pesquisas científicas e, com frequência, nega a história. Mas ambas mostram que muitos fatores atrapalharam a ascensão dos nordestinos na economia brasileira. O principal, do passado até hoje, é a falta de políticas públicas de educação, saúde e alimentação.

Foi a partir da segunda metade do século 19 que o fosso regional começou a se abrir. E se mantém largo desde então. Em 2010, a renda média do Nordeste equivalia a 55% da renda sudestina. Mas isso não tem nada a ver com a alegada preguiça dos nordestinos de trabalhar. A questão é econômica.

Em meados da primeira metade do século 19, açúcar e algodão, produtos tradicionais da economia nordestina, iam perdendo fôlego. Na década de 1820, eles respondiam por 50% do valor das exportações brasileiras, mas desabaram para 9% em 1890. Surgia, então, o café como principal produto de exportação do Brasil. Produzido principalmente no Rio, Minas e São Paulo, mas atingindo também o Paraná e o Espírito Santo, o café responderia de 50% a até 70% de todo o valor das exportações brasileiras de 1830 até 1960.

A segunda metade do século 19 marca também o aumento no fluxo de mercadorias, capitais e trabalhadores por todo o mundo. É quando ocorre a segunda revolução industrial, que transformou de forma profunda os transportes, as comunicações e a produção. Com a pujança do café, a região sudeste atrairia a maior parte dos frutos dessa modernização que se dirigiam ao país.

Mas a coisa não se deu de forma repentina. Em 1872, o Rio de Janeiro era a maior cidade do Brasil, com 275 mil habitantes. Em seguida, vinham Salvador e Recife, com 120 mil habitantes, aproximadamente. São Paulo, por outro lado, tinha apenas 31 mil habitantes, sendo menor que São Luís, Fortaleza e Cuiabá. Isso mudou após cerca de três décadas. Em 1900, as duas maiores cidades do Brasil eram Rio, com 811 mil, e São Paulo, com 240 mil pessoas. Consolidava-se, assim, o poderio econômico da região sudeste, e o fosso regional começava a se alargar com maior velocidade.

A explicação para o aumento súbito da população de São Paulo é a imigração europeia, atraída por causa da economia em expansão. Entre 1884 e 1940, desembarcaram no Brasil milhões de italianos e portugueses e milhares de espanhóis, japoneses e alemães. Todos países mais avançados que o Brasil.

Dotados de maior grau de educação (ou “capital humano”, no linguajar dos economistas), essa mão de obra mais qualificada foi crucial para o desenvolvimento do sul e do sudeste do Brasil. Não que houvesse algo de especial nos genes de italianos e alemães. Mas em 1900, enquanto a taxa de alfabetização no Brasil era de 35% da população maior de 15 anos, na Itália ela de mais de 50%, e na Alemanha de quase 80%.

Com o Nordeste em decadência, e com o Sul e o Sudeste em expansão, esses imigrantes – e seus descendentes, com o próprio presidente Jair Bolsonaro, de ascendência italiana – ainda hoje se concentram nas duas regiões mais ricas.

Segundo o censo de 2010, 78% da região sul e 55% da região sudeste se declarava branca, enquanto no Nordeste esse valor é de 29%. Já os pardos – isto é, os mestiços – são 60% dos nordestinos, 36% dos sudestinos e 16% dos sulistas.

Racismo científico

Desde do final do século 19 estava na moda aquilo que ficou conhecido como “racismo científico”. Isso é, um conjunto de teorias que pregavam a existência de um ranking entre as “raças”, com os brancos europeus ocupando o topo da pirâmide, enquanto as populações pretas e mestiças ocupavam a base.

Brancos europeus são vistos pela sociedade racista da época como mais inteligentes e mais trabalhadores. Os não brancos (pretos, pardos, indígenas), por sua vez, como inferiores, preguiçosos, malandros. Havia até autores como o italiano Cesare Lombroso que davam estofo “científico” às ideias de que pretos e pardos eram inclinados ao crime.

Esses preconceitos facilitavam a ascensão social dos europeus e de seus descendentes, enquanto criavam mais obstáculos para a superação da pobreza das populações não-brancas. Logo, o sul-sudeste passa a ser composto em sua maioria pelas “raças superiores”, enquanto os nordestinos, em sua maioria, eram formados por elementos decaídos na visão da elite brasileira.

A decadência do Nordeste era ainda mais violenta para as populações do semi-árido, cuja economia havia se especializado na produção de carne para atender as cidades litorâneas. Já no início do século 19, essa atividade entra em declínio, incapaz de competir com o charque (carne salgada) produzido pelo Rio Grande do Sul. Além dessa queda estrutural, o sertanejo era atingido pelas secas periódicas.

Imagem de uma criança faminta na seca de 1877.

Imagem de uma criança faminta na seca de 1877.

Em 1877 e 1879, ocorre a chamada “grande seca”, que atinge com violência particular o estado do Ceará, provocando a morte de 500 mil sertanejos. Muitos foram os que, ao tentarem fugir da fome, se retiravam para as cidades litorâneas, bem como para a região norte do país, que começava a experimentar o boom da borracha.

Rodolpho Theóphilo em sua “História da seca no Ceará” relata como os retirantes comiam plantas e raízes venenosas, que lhes custavam a vida, como também faziam uso de “carnes repugnantes de cães, gatos, morcegos, répteis e urubus”.

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Cearenses comem lagarto para não morrer de fome.

Arquivo Jornal do Brasil

Essa massa de gente esfomeada e doente, que esmolava, se prostituía e cometia pequenos crimes nas cidades – muitas vezes para não morrer – passa a ser vista com pavor também pelas gentes das cidades grandes do Nordeste. Na seca de 1915, no Ceará, chegou-se mesmo a criar verdadeiros campos de concentração de retirantes, buscando evitar que eles chegassem à capital Fortaleza.

De 1950 até 1980, por conta do forte crescimento econômico do Sudeste, legiões de nordestinos saem em busca de uma vida melhor no Rio e em São Paulo. Após longas viagens em caminhões pau-de-arara, esses nordestinos pobres, mestiços, com baixa escolaridade (a maioria era mesmo analfabeta) encontravam sustento em profissões de baixa qualificação e reduzido prestígio social. As mulheres, via de regra, se tornavam empregadas domésticas, lavadeiras. Os homens, pedreiros, trabalhadores braçais.

Manchete “Nordeste tem novas ‘espécies humanas’”, referindo-se à baixíssima estatura dos nordestinos que passaram fome.

Sem salários que lhes garantissem dignidade, esses nordestinos iam morar nas favelas que se agigantavam pelas grandes cidades brasileiras. Com pouca educação formal, falando um português com um sotaque característico, passam a ser um alvo fácil do preconceito, do ódio e também do humor – um modo socialmente palatável de destilar xenofobia e ódio.

O preconceito já foi até mais ostensivo e desavergonhado, como nos tempos em que não havia preocupação com o “politicamente correto”, que tanto irrita nosso presidente e nossos humoristas medíocres.

Paulo Francis, por exemplo, vez por outra saudado como um grande jornalista brasileiro, em colunas publicadas em grandes jornais sentia-se confortável o bastante para comparar os nordestinos a uma “sub-raça”. Eugênio Gudin, dos mais respeitados economistas no Brasil, também escrevia no jornal O Globo comparando os sertanejos nordestinos a animais, intocados pela civilização.

Hoje não cai bem escrever essas coisas n’O Globo ou na Folha de S. Paulo, mas no mundo sem leis da internet o preconceito contra nordestinos sempre ressurge. Nas eleições presidenciais, por exemplo, a polarização sul antipetista e norte petista fez ebulir o ódio aos nordestinos.

O presidente Jair Bolsonaro, da posição privilegiada do mais alto cargo da República, está constantemente reafirmando e chancelando a xenofobia, mais ou menos evidente, que existe em parte não desprezível de seu eleitorado. Ele consolida um preconceito baseado nessa construção histórica, de origem econômica, social e racial, que são marca do “racismo científico” e que ainda hoje se mantém no inconsciente de muita gente.

Nós, nordestinos, não somos indivíduos aos olhos do presidente – aos olhos de vários brasileiros também não.

Fonte: https://theintercept.com/2019/08/12/bolsonaro-despreza-nordeste-nordestinos-economia/?fbclid=IwAR256KUDAyMEXTtvRHjEZioNccMjorKUdXZSoQa_Qxi35mDp5lTGXgtK_pA

JacintoPereira.com

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Bolsonaro perde de 66 x 33


"Nas pesquisas que o Datafolha realizou recentemente, fica comprovado que a grande maioria dos brasileiros tem pensamento exatamente oposto a tudo que Bolsonaro defende", escreve o colunista Hayle Gadelha. "Trata-se evidentemente de um presidente retrógrado, autoritário, que decidiu fazer tudo aquilo que a população não quer e o país não precisa. É majoritariamente uma vergonha nacional"

5 de agosto de 2019, 10:04 h Atualizado em 5 de agosto de 2019, 10:44


  • Jair Bolsonaro Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

    Nas pesquisas que o Datafolha realizou recentemente, fica comprovado que a grande maioria dos brasileiros tem pensamento exatamente oposto a tudo que Bolsonaro defende. Trata-se evidentemente de um presidente retrógrado, autoritário, que decidiu fazer tudo aquilo que a população não quer e o país não precisa. É majoritariamente uma vergonha nacional.

    Resumo das pesquisas

    MEIO AMBIENTE

    59% acham que política ambiental não atrapalha o desenvolvimento do Brasil.

    35% acham que política ambiental atrapalha o desenvolvimento do Brasil.

    TERRAS INDÍGENAS

    37% dos brasileiros acham que o governo deve reduzir as áreas destinadas a reservas indígenas.

    60% dos brasileiros discordam que o governo deve reduzir as áreas destinadas a reservas indígenas.

    DITADURA MILITAR

    36% ACHAM QUE A DATA 31 DE MARÇO DE 64 DEVE SERCOMEMORADA
    57%  ACHAM QUE A DATA NÃO DEVE SER COMEMORADA

    MASSACRE EM ALTAMIRA

    No dia 30, Bolsonaro comentou sobre comentar o massacre de presos no presídio de Altamira, no Pará. Disse: “Pergunta para as vítimas dos que morreram lá o que eles acham”.

    29% dos entrevistados afirmaram que a sociedade seria mais segura se a polícia matasse mais suspeitos 68% discordam dessa afirmação.

    POSSE DE ARMAS

    Sobre um morador de rua que esfaqueou duas pessoas no Rio de Janeiro, Bolsonaro perguntou:  “Não tinha ninguém armado para dar um tiro nele?”.
    31% disseram que a posse de armas deveria ser um direito do cidadão para se defender 66% são contrários a essa ideia

    ESTADOS UNIDOS

    Bolsonaro disse: “Eu não quero atacar o Trump agora não, que é meu ídolo, por acaso. Estou cada vez mais apaixonado por ele”.

    29% dos entrevistados afirmaram que o Brasil deveria dar preferência aos EUA em relação a outros países.

    66% disseram que não.

    29 / 66 / 1 / 4

    Fonte: https://www.brasil247.com/blog/bolsonaro-perde-de-66-x-33-vuxgl74r

    domingo, 4 de agosto de 2019

    SENAR CAPACITA FRUTICULTORES EM LAGOA DO MATO


    JacintoPereira.com

    Fruticultores do Município de Cruz-CE são capacitados em fruticultura Irrigada na Comunidade Rural de Lagoa do Mato.

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    Cruz. Fruticultores das Comunidades Rurais de Canafístula, Cedro, Cruz, Frei Jorge, Iús, Lagoa do Mato, Lagoa Salgada, Paraguai, Poço Doce e Preá, participaram de uma capacitação sobre fruticultura irrigada, que foi ofertado pelo SENAR, em parceria com a ADCLAM – Associação de Desenvolvimento Comunitário de Lagoa do Mato, Cujo Presidente é o Senhor Oderno Paiva.

    O curso, com Carga Horária de 24 horas/aulas, durou três dias, de 31 de julho a 02 de agosto (quarta, quinta e sexta feiras) e foi ministrado pelo Instrutor do Senar-CE, Professor Janílson de Sousa Morais e Coordenado por Paulo James, também do SENAR. O Curso, com Certificado, tinha como objetivo capacitar produtores rurais para produção de frutas usando métodos modernos de irrigação com economia de água e produção orgânica.

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    A ementa do curso constava de sistemas de irrigação, preparação de covas, espaçamento, adubação, podas, controle de pragas e doenças em plantas frutíferas usando métodos alternativos para produção orgânica.

    O curso foi avaliado, pelos cursistas, como sendo de muita importância para os fruticultores, pois, lhes proporcionou novos conhecimentos, para os que já atuam na produção de frutas e também qualificou aqueles que objetivam iniciar a implantação de um pomar em suas propriedades, visando uma renda a mais para os Agricultores Familiares participantes do curso.

    A participação teve cem por cento de aproveitamento, tanto nas aulas práticas quanto na teoria ministrada em sala de aula.

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    Outra importância deste curso foram os momentos de socialização entre os fruticultores, que trocaram suas experiências e fortaleceram os laços de amizades, uma vez que reuniu pessoas de dez comunidades circunvizinhas.

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    As habilidades e conhecimentos dos instrutores tornaram o curso interessante e foram decisivos para manter os cursistas animados e demonstrarem interesses pelo conteúdo do curso assegurando suas permanências até o final do curso.

    O Engenheiro Agrônomo Antonio dos Santos, que é Presidente da FAC -Federação das Associações Comunitárias do Município de Cruz, também participou do curso e disse ser uma oportunidade de atualizar e adquirir novos conhecimentos, pois, considerou os instrutores altamente competentes e muito bem preparados e habilidosos na transferência de conhecimentos e usou material impresso de excelente qualidade e fez atividades práticas bem objetivas.

    Dr. Lima

    segunda-feira, 29 de julho de 2019

    Umas e outras desse governo

    por Jacinto Pereira

    Albert Einstein falou que a humanidade deixaria de existir três anos após a extinção das abelhas. O governo Bolsonaro está contribuindo para a extinção das abelhas ao liberar a maior quantidade de licença de novos agrotóxicos, produtos que não são liberados nem nos EUA e na Europa. Os gaúchos já estão tendo problemas com a produção agrícola em função da morte destes polinizadores. Em análises laboratoriais no Rio Grande do Sul, encontraram vários desses produtos em abelhas mortas, em mel, filhos e casulos.


          Dois navios iranianos, que levariam milho brasileiro, foram impedido de serem abastecidos para voltarem ao seu país pelo governo Bolsonaro, desrespeitando leis e outras normas, apenas para agradar aos americanos. O Irã compra mais de um quarto da produção brasileira de milho. Esse fato vai com certeza ter repercussão tipo: Irã procurar novos fornecedores e deixando os produtores brasileiros em dificuldades para arranjar novos compradores mundo a fora. Para piorar, foi decisão do governo defendido e apoiado pelos ruralistas, que para agradar aos EUA, que é o maior concorrente das exportações de produtos agrícolas brasileiro, está em risco as exportações de quase dez bilhões para aquele país, onde a balança comercial com os iranianos, é favorável ao Brasil em mais de dois bilhões de reais.
    Para a destruição da economia brasileira não precisamos de uma guerra, basta ter um mito como presidente.

    sexta-feira, 26 de julho de 2019

    Era moderna dos discos voadores


    lu79521gl1hb_tmp_ba6e0bfd1892faeb Página de catálogo sobre formatos de UFOs da Mutual UFO Network (MUFON). Crédito: MUFON

    A chamada Era Moderna dos Discos Voadores foi iniciada oficialmente em 24 de junho de 1947, dando espaço ao termo Ufologia – estudo dos UFOs, do inglês Unidentified Flying Objects, e também de seus tripulantes – e ufólogo para o pesquisador do assunto.
    Estudo dos UFOs. Só isso?
    Completa 72 anos nesta sexta-feira, 24 de junho de 2019 e, no decorrer deste tempo, descobrimos, detectamos, investigamos, documentamos, fotografamos e filmamos toda uma gama de ocorrências cada vez mais sólidas e comprovadas de fenômenos e efeitos físicos, químicos, biológicos, ópticos, eletromagnéticos, elétricos, térmicos, astronômicos, sociais, históricos, entre outras. Avistamentos, pousos e abduções invariavelmente semelhantes entre si, traumas, seqüelas físicas e psicológicas em testemunhas e vítimas etc.
    Alguém que realmente tenha estudado e pesquisado de modo imparcial e sem preconceitos estes fatos, não conclui de forma alguma que “tudo não passa de equívocos e devaneios”. Muito pelo contrário, indivíduos cada vez mais capacitados e formados nas mais diversas áreas científicas vêm surgindo com grande interesse e admiração pela Ufologia, sendo gradativamente incorporados e contribuindo, cada qual em sua especialidade profissional. Na busca de pistas, evidências, soluções, metodologias apropriadas, tecnologia e equipamentos inovadores, teorias, respostas, formas de tratamento e recuperação de abduzidos e muito mais.
    O estudo dos Discos Voadores e seus tripulantes, ao contrário do que muita gente imagina, envolve multidisciplinaridade e interdisciplinaridade, engloba simplesmente ‘todas’ as ciências e formas de investigação de que dispomos em termos mundiais. E para quem se espanta com esta afirmação, vamos citar, resumidamente, as ciências mais relevantes de que necessitamos e utilizamos para tratarmos do fenômeno, tendo em vista, especificamente, as partes interessantes à Ufologia.
    Ufologia de A à Z
    Antropologia – Estudo científico da espécie humana, sua origem, evolução, costumes, instituições etc. Nesta disciplina, investigamos possíveis vestígios da influência alienígena em todas as civilizações, raças e povos, sem distinção, como também suas relações com a humanidade contemporânea;
    Arqueologia – Estudo das civilizações pré-históricas, utilizando-se de monumentos, objetos, documentos, ossadas, etc por elas deixados. Alguns pesquisadores se dedicam à busca e compreensão do chamado “elo perdido” entre as espécies, outros acreditam na possibilidade da coexistência entre civilizações avançadas cientificamente, habitando em pomposas metrópoles, e seres primitivos morando em cavernas, isoladamente. Utiliza-se o termo Ufoarqueologia para a busca de indícios extraterrestres no passado arqueológico humano;
    Astronomia – Ciência que estuda a formação, constituição, posição relativa e leis dos movimentos dos astros. Alguns deles são freqüentemente confundidos com UFOs, por isso, toda pessoa interessada no assunto deve ter noções básicas desta atividade, que desenvolve papel importante na pesquisa e localização de estrelas e planetas com chances percentuais de abrigar vida. Praticamente toda semana, em algum meio de comunicação, surgem comentários sobre as estrelas e novos planetas descobertos. Estrelas são sóis e um sol pode abrigar vários planetas, assim como em nosso Sistema Solar, o que multiplica infinitamente a quantidade de planetas existentes no universo. O avanço e aprimoramento na construção, capacidade e tecnologia de telescópios nos fornecerão surpresas fascinantes;
    Biologia – Ciência dos seres vivos, leis da vida e a relação com o meio ecológico. Nela também existem lacunas sem solução, mas esta disciplina é a base para melhores questionamentos e buscas sobre nossas origens e evolução, incluindo o ramo da genética, parte da biologia que estuda as leis da hereditariedade e as partículas (genes) responsáveis por esse fenômeno, mutações, hibridismo, tecnologia genômica, bioquímica, além das técnicas laboratoriais de análises utilizadas também em certas investigações ufológicas. Exobiologia e astrobiologia são exatamente o estudo das formas de vida em outros orbes;
    Filosofia – Estudo que visa a compreensão da realidade em sua inteireza, especialmente da orígem e do sentido da existência. Todo ufólogo e simpatizante também é um filósofo em potencial;
    Física – Ciência que estuda as propriedades e a estrutura dos corpos, dos sistemas materiais e as leis que explicam as modificações que ocorrem em seus estados e movimentos, sem que haja alteração de sua natureza. Está sempre em crescimento e expansão, surgindo novos campos de estudo, onde fenômenos que aparentavam ser independentes e sem nenhuma relação entre si mostram-se posteriormente como partes diferentes de um único fato mais complexo. Seria difícil definir com precisão seu campo de atuação, pois a física se encontra em contínua evolução, é utilizada em comunhão com as mais variadas ciências e áreas da tecnologia, sendo a responsável direta por inumeráveis conquistas, inclusive algumas controversas, como a energia atômica ou nuclear.
    Divide-se em diversas partes, como acústica (estudo de fenômenos sonoros), eletromagnetismo (fenômenos elétricos e magnéticos), mecânica (fenômenos do movimento), óptica (natureza da luz e seus fenômenos), termologia (fenômenos térmicos) etc. Ou seja, grande parte dos efeitos produzidos pelos UFOs deveria ser de total interesse aos físicos em geral, mas parece mais fácil ignorá-los, afinal são “apenas” objetos voadores não identificados, que desafiam a gravidade e possuem regras físicas próprias! Porém, cedo ou tarde, pelas trilhas citadas acima, perceberão por si mesmos o quão estavam enganados e quanto tempo perderam com inúteis falsas explicações e indiferença.
    Além da física quântica e mecânica quântica, a direção tomada pela chamada física moderna ou nova física já está provando aos mais ortodoxos que muitos fatos, métodos, regras e teorias científicas estão rumando e indicando para novos e amplos estudos, reformulações onde uma nova visão de mundo e universo implicará indubitavelmente na constatação do óbvio. Teorias como das super cordas, multiversos e dos buracos de minhoca (wormholes), citando apenas exemplos clássicos;
    Geofísica – Trata das características e propriedades físicas do planeta. De nosso interesse específico, temos a Geofísica Espacial, que busca a compreensão dos fenômenos físico-químicos que ocorrem na Terra e no espaço próximo, com estudos sobre o campo geomagnético e suas variações espaço-temporais, fenômenos elétricos na atmosfera e condutividade elétrica nas camadas internas do planeta;
    Geografia – Estudo dos aspectos físicos da superfície da Terra. Tem sua importância na investigação de campo, onde precisamos compreender a localização, tipo de relevo, vegetação, hidrografia e outros aspectos morfológicos de cidades e locais de pesquisa;
    Geologia – Origem, constituição e as transformações do globo terrestre e da vida sobre ela existente. Estas modificações produzem materiais e fenômenos naturais com influência direta e indireta em nossas vidas, sendo relevantes à compreensão dos processos físicos e químicos que levaram o planeta a ser tal como o observamos;
    História – Narra os fatos políticos, econômicos, culturais e sociais notáveis na vida de um povo ou da humanidade; Conjunto de obras e conhecimentos derivados dessa ciência; Estudo da origem e desenvolvimento de uma arte ou ciência. Os acontecimentos que podem ser interpretados como ufológicos em toda dimensão da história são incomensuráveis e amplamente documentados em literatura especializada, inúmeras publicações, com ações e reações típicas de ocorrências do gênero. A partir do exato momento em que governantes, militares e cientistas assumirem de uma vez por todas a interação entre humanos e alienígenas como realidade, terá início uma revisão sem precedentes nesta disciplina;
    Neurologia – Parte da medicina que trata das perturbações e doenças do sistema nervoso. Tem sua importância na tentativa de compreensão dos processos cerebrais aos quais são submetidos os abduzidos ou pessoas que estiveram próximas de um UFO. Atualmente, temos a neuroteologia, a mais recente iniciativa de cientistas para explicar os eventos místicos, antes rotulados de sobrenaturais. O rigor científico sempre foi utilizado para sepultar as tentativas de se levar a sério a ocorrência dos chamados fenômenos espirituais, que eram incluídos como patologia da mente. Agora, novas técnicas de pesquisa tentam decifrar alguns dos maiores enigmas da humanidade, como a fé, meditação, estados alterados de consciência, viagens astrais, contatos ufológicos etc, através de imagens obtidas na intimidade do organismo por equipamentos de última geração, como tomógrafos guiados por feixes de pósitrons, as antipartículas de elétrons. Estes pesquisadores buscam entender o relacionamento entre espiritualidade e cérebro. E nós devemos ficar de olho na neuroteologia, buscando uma aproximação com estes profissionais;
    Psicanálise – Métodos de investigação psicológica dos processos mentais criado por Sigmund Freud(1856-1939) e que visa o tratamento das desordens emocionais. Relevante nas tentativas de compreensão das abduções, como também na identificação e separação entre real e imaginário;
    Psicologia – Estudo de fenômenos psíquicos e o comportamento humano e animal; Conjunto de disposições psíquicas e mentais de uma pessoa ou classe de indivíduos. Seriam as abduções frutos do imaginário humano? Elas acontecem em todas classes sociais, formações religiosas ou intelectuais, atingem todas as raças, povos, sendo uma “anomalia” global;
    Psiquiatria – Parte da medicina que abrange o estudo e tratamento de doenças mentais. Em algumas clínicas psiquiátricas, foram identificadas pessoas que, salvo algum equívoco inevitável, são portadoras de sintomas típicos aos abduzidos com seqüelas psicológicas graves;
    Química – Ciência que estuda a composição das substâncias, suas propriedades e as leis que regem suas reações, combinações e transformações. Utilizada em variados tipos de análises e testes em amostras, além da importância universal, pois os elementos químicos estão presentes em nós, nosso planeta e no cosmos. A química teve sua orígem graças à alquimia e muita gente se esquece desta verdade pregressa, em que “malucos” pioneiros buscavam cura para as doenças, o elixir da vida, fórmulas mágicas para se transformar qualquer material em ouro, entre outras excentricidades que acabaram se tornando a base da medicina e farmacologia modernas;
    Teologia – Estudo ou tratado das questões religiosas relativas à divindade e a sua relação aos homens. Nem é necessário comentar, não acham?
    Além destes tópicos, embrenhamo-nos em estudos das doutrinas, textos sagrados, em hipnose, parapsicologia e afins. De outro lado, as tecnologias, metodologias e procedimentos policiais, militares, de serviços secretos, enfim, onde quer que o ser humano tenha se manifestado inteligentemente –ou nem tanto – sempre houve espaço para as pesquisas e descobertas ufológicas.
    Por esse motivo, este humilde autor pede desculpas antecipadas por alguma falha ou esquecimento na descrição e relação das áreas de atuação em Ufologia moderna. Trata-se de uma modesta síntese, lembrando que algumas área abrangem outras tantas em seu leque e assim sucessivamente.
    Enfim, sejam todos bem-vindos ao estudo do século. E parabéns à Ufologia por mais uma vela no bolo da trajetória humana no planeta, sem nunca nos esquecermos dos grandes pioneiros, aqueles que possibilitaram estarmos aqui hoje, aqui e agora. Saudações a todos!

    Crédito: MUFON

    segunda-feira, 22 de julho de 2019

    Convite Ufológico

    Jacinto Pereira de Souza

    20 de julho às 15:08 ·

    Saudações ufológicas aos ufólogos e simpatizantes do assunto,no face book. Dia 27 deste mês, estarei recebendo alguns amigos na minha casa no Sítio Cavalo Bravo, Caiçara, Cruz-CE para um bate papo ufológico a partir das duas e trinta da tarde. Você que gosta de Ufologia, Ovinologia, Discos voadores, Et e alienígenas, está convidado. Um abraço a todos.

    sábado, 20 de julho de 2019

    Marcelo Zero: Brasil se tornou vira-lata burro, e Bolsonaro, jumento supremo

    Marcelo Zero: Brasil se tornou vira-lata burro, e Bolsonaro, jumento supremo Foto de divulgação com interferência de Beto Mafra

    Política

    Marcelo Zero: Brasil se tornou vira-lata burro, e Bolsonaro, jumento supremo


    20/07/2019 - 09h19



    Vira-Lata Burro

    por Marcelo Zero*

    Para o governo Bolsonaro, não basta ser o patético vira-lata que abana o rabo para Trump. Tem de ser idiota, também.

    É o que se deduz da atitude da Petrobras, que se recusa a abastecer dois navios iranianos que vieram comprar milho brasileiro no porto de Paranaguá.

    De fato, os navios Bavand e Termeh chegaram ao porto no sul do país no início de junho trazendo ureia, que é usada para fazer fertilizantes. Eles deveriam retornar ao Irã com milho brasileiro. Juntos, transportariam 116 mil toneladas do cereal.

    Ou seja, vieram trazer ureia para fabricarmos fertilizantes e voltariam com essa carga toda de milho brasileiro. Estão aqui para nos beneficiar.

    Para quem não sabe, o Irã é o quinto maior mercado para os produtos agrícolas do Brasil e o principal comprador de milho brasileiro, mesmo com o embargo comercial imposto pelos EUA.

    O nosso país é o principal fornecedor para o Irã de complexo de soja, milho, açúcar, carne bovina, papel e celulose. Merece ainda destaque a exportação de produtos de confeitaria, resíduos das indústrias alimentares, alimentos para animais e, por fim, veículos aéreos, automóveis, tratores e ciclos.

    Nos últimos 10 anos (2009-2018), o Brasil exportou para o Irã, ainda que com crise e embargo, US$ 19, 611 bilhões, com um superávit de incríveis US$ 19, 234 bilhões. Para Israel exportamos, no mesmo período, US$ 3, 941 bilhões, com um déficit de US$ 5,485 bilhões. Ou seja, exportamos para o Irã cerca de 5 vezes mais que para Israel, com enorme superávit a nosso favor, ao contrário do que acontece com esse último país.

    O mais importante, contudo, é que o potencial das relações bilaterais entre Brasil e o Irã é muito maior do que deixam entrever esses números.  O Irã tem apenas 11% de seu território de terras agricultáveis. Assim, as nossas exportações para lá poderiam aumentar muito, caso não houvesse o embargo imposto pelos EUA.

    Quando Ahmadinejad esteve no Brasil, em 2010, foram feitos planos para quintuplicar nossa corrente de comércio em 5 anos. Também foram realizadas parcerias na área de energia, cooperação tecnológica, agricultura, educação, etc.

    Dada à complementaridade das duas economias, o potencial é, de fato, imenso.

    Mas o glorioso governo Bolsonaro, que não tem pensamento estratégico ou mesmo pensamento algum, quer agradar os psicopatas de Trump, os quais sonham em destruir o Irã e jogar o Oriente Médio numa guerra de consequências imprevisíveis.

    Duvidamos que a decisão de não abastecer os navios que vieram comprar produtos do Brasil tenha sido da Petrobras, isoladamente. Deve ter sido ordem da presidência acéfala ou do MRE olavista. A bem da verdade, deve ter sido uma instrução do Departamento de Estado dos EUA, que o governo do capitão se apressou em cumprir

    Acontece que tal decisão parva e beócia contraria a tradição diplomática brasileira, que, até a tragédia bolsonarista, só observava sanções, quando elas eram devidamente emanadas do Conselho de Segurança da ONU, o único organismo internacional que tem legitimidade para tanto. O Brasil nunca cumpriu sanções unilaterais decretadas por qualquer país.

    Ademais, tal decisão oligofrênica contraria também a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, a qual, em seu artigo 17, prevê o direito da “passagem inocente” às embarcações de qualquer país nos mares territoriais, inclusive com a perspectiva de atracar e reabastecer.

    Por outro lado, a Petrobras, cuja gestão foi entregue, na prática, à supervisão do governo dos EUA pela Lava Jato, tem medo que seus novos controladores ianques adotem represálias, caso ela abasteça navios que vieram aqui em paz para beneficiar nossa economia. É só isso que pode explicar tal atitude. Afinal, produtores agrícolas brasileiros continuam a vender centenas de milhares de seus bens aos iranianos sem problema algum.

    Esse episódio demonstra que chegamos ao fundo do poço em subserviência estratégica e estupidez geopolítica.

    Vira-latas costumam ser espertos, ao menos. Mas o Brasil se converteu no vira-lata burro. Espécie única no mundo. Certamente fadada à extinção.

    *Marcelo Zero é sociólogo e especialista em Relações Internacionais.

    Fonte: https://www.viomundo.com.br/politica/marcelo-zero-brasil-se-tornou-vira-lata-burro-e-bolsonaro-o-jumento-supremo.html