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domingo, 17 de maio de 2020

Sombra e água fresca

Todo fim de semana tem galinha caipira no Sítio Cavalo Bravo. Todo dia tem ovos para tomar com café e tapioca. Isto é tão bom que já aumentei dois quilos nessa quarentena

quinta-feira, 4 de julho de 2019

8 maluquices que só o governo Bolsonaro foi capaz de produzir


Thaís Chaves Giovanna Galvani

1 de julho de 2019

Imaginava-se um governo ruim, mas ninguém conseguiria prever o circo completo

Há seis meses, os brasileiros observaram Jair Bolsonaro subir a rampa do Palácio do Planalto e tomar posse como presidente da República. As expectativas eram dúbias e os horizontes, incertos.  Sabia-se de uma pretensão em aprovar medidas impopulares, como a reforma da Previdência e o decreto das armas, mas nada poderia prever o circo que se formava nos bastidores da política brasileira.

A trupe dos ministros

Para chefiar um dos 22 ministérios, Bolsonaro preferiu confiar boa parte das cadeiras a uma trupe que endossasse seu discurso ideológico, raiz de sua popularidade.

O ministro da Educação protagoniza um dos episódios mais agitados da gestão Bolsonaro até aqui: o corte de 30% no orçamento discricionário das universidades públicas, primeiramente causado por ‘balbúrdia’, mas que teve sua real barganha política exposta quando se revelou a necessidade de apoio à reforma da Previdência.

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Abraham Weintraub tentou fazer a conta com chocolatinhos, mas errou a porcentagem. Depois, esbravejou dizendo que a “extrema-imprensa” que inventava estatísticas. Continua nessa tendência, mas agora conta com uma coreografia hollywoodiana. Para provar seu conhecimento limitado, confundiu Kafka com a carne cafta, e deu-se a explicação perfeita para o porquê dele estar à frente da pasta da ignorância, suprema em uma gestão do bolsonarismo.

Damares Alves, à frente do ministério dos Direitos Humanos, da Mulher e da Família, integra a ampla frente de 2 ministras mulheres em conjunto com Tereza Cristina, da Agricultura. Apesar da falta de representatividade, Damares tem como prioridade estabelecer azul para meninos e rosa para meninas.

Em defesa da família – mas só de um padrão, já que o gayzismo é coisa de esquerdista – e do ‘nascituro’, ela denuncia horrores da realidade socioeconômica brasileira, como as aulas de bruxaria para crianças do Nordeste. Grave.


Os elementos-problema

Zero-um, zero-dois, zero-três e infinitos problemas para o capitão. Entre a primeira queda de um ministro do governo, a acusação de enriquecimento ilícito e formação de associação criminosa e crimes virtuais e desentendimentos dentro do próprio partido, Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro foram responsáveis por diversos escândalos nos primeiros seis meses de governo.

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O Recruta Zero e seus Zeros à esquerda, Flávio, Eduardo e Carlos (Foto: Roberto Jayme/ASCOM)

E não estavam desamparados nem pela base do eleitorado robô, nem filosoficamente. Árduos defensores de Olavo de Carvalho, que colocou fogo na fogueira entre os militares e a ala ideológica do governo, foi o filho ‘pitbull’ que apresentou ao pai o guru intelectual do governo, que impera sem diploma, sem relevância e com o nato ódio gratuito aos inimigos.

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Diga-me com quem andas e te direi quem és

O círculo bolsonarista também é recheado de figuras que comprometem a reputação do presidente. Jair, próximo da igreja evangélica, recentemente viu um casal de amigos pastores sendo preso nos EUA por não declarar 56 mil dólares em um voo. O dinheiro estava escondido em uma Bíblia do casal. Os dois, inclusive, são organizadores da Marcha para Jesus, evento que o presidente participou no último mês.

Não há como se esquecer também de Fabrício Queiroz, motorista e assessor de Flávio, amicíssimo da família Bolsonaro, que recolhia parte da remuneração dos servidores de gabinete de Flávio na Alerj para contratar colaboradores informais para alavancar a campanha do primogênito.

O deputado, aliás, homenageou na Alerj em 2007 Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-PM apontado como chefe do Escritório do Crime, importante milícia carioca. Nóbrega é acusado de estar envolvido no assassinato da vereadora Marielle Franco. A relação do capitão e dos filhos com os milicianos não parou por aí: Élcio Queiroz, um dos apontados como executor de Marielle, tem fotos com o presidente. Ronnie Lessa, outro apontado como executor dos tiros na vereadora, mora no condomínio do capitão. Sua filha namorou o “04”, Renan Bolsonaro.

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Patrulha virtual

Para provar que merece ficar até o fim do mandato, Bolsonaro também inaugurou um novo tipo de protesto no Brasil: a manifestação positiva a si próprio. Milhares de verde-amarelistas tomam, de vez em quando, espaços no Brasil para apoiarem ministros corrompidos e reformas impopulares para tentar resgatar a popularidade do ex-capitão, que não caminha bem.

Manifestantes pró-Bolsonaro em frente ao Congresso Nacional em Brasília. Foto: EVARISTO SA / AFP

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Chefe linha-dura ou autoritário sem motivo?

Em seis meses de governo, o presidente perdeu três de seus ministros. Tudo começou em fevereiro, quando o capitão demitiu Gustavo Bebbiano, que ocupava o cargo de secretário-geral da Presidência. Bebbiano presidiu o PSL em 2018 e é implicado no esquema de candidaturas laranjas do partido. Recentemente, ele voltou a aparecer na esfera pública, tecendo críticas aos filhos do presidente, que “atrapalham” o governo.

No início de abril, foi a vez do colombiano Ricardo Vélez, que era ministro da Educação. Sua saída se deu em meio aos conflitos entre militares e olavistas.

Também por conta de atritos com o guru Olavo de Carvalho e os filhos do capitão, o general Santos Cruz, que comandava a secretaria do Governo, também foi despachado.

Outras posições do governo também tiveram seus nomes trocados, como o presidente da Funai, originalmente comandada por Ribeiro de Freitas; o presidente dos Correios, por Juarez da Cunha; e Joaquim Levy, que renunciou o cargo de presidente do BNDES.

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A busca pelo poder no STF

Bolsonaro não é o maior fã do Supremo Tribunal Federal. Desde sua campanha eleitoral, dizia querer aumentar para 21 a quantidade de ministros no STF. O objetivo é formar maioria ideológica. Entre seus apoiadores na instituição, ele questiona a falta de um ministro evangélico. Além do foco divino, Bolsonaro aposta ainda (ainda?) em Sérgio Moro. O capitão espera que o ex-juiz ocupe o cargo de Celso de Mello, que se aposenta em 2020.

Após os escândalos da Vaza Jato, o presidente levou o ministro Moro ao jogo do Flamengo. Uma tentativa de reconciliação com a opinião pública

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O aniversário do golpe

O presidente nunca escondeu seu apreço pela ditadura militar. Às vésperas do aniversário do golpe, determinou que as unidades militares celebrassem a data. A determinação causou controvérsias, a ponto do Ministério Público defender que celebrar um regime antidemocrático configura crime de responsabilidade. Ainda assim, em 31 de março, o governo divulgou um vídeo em defesa do golpe de 1964, alegando que os militares salvaram o Brasil de uma suposta ameaça comunista. Veja o vídeo:

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Homenagens, digamos, inusitadas

O presidente não “passou o pano” apenas para os militares brasileiros. Em evento da nova diretoria da Itaipu, junto ao presidente paraguaio Mario Abdo Benítez, ele elogiou Alfredo Stroessner, ditador que comandou o Paraguai de 1954 a 1989. Na mesma data, elogiou os ditadores brasileiros marechal Castello Branco, Costa e Silva, Emílio Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo. Este último descreveu como “saudoso e querido”.

Recentemente, prestou solidariedade ao MC Reaça, cantor que se suicidou após agredir a amante, que acreditava estar grávida. “Tinha o sonho de mudar o país e apostou em meu nome por meio de seu grande talento”, escreveu o presidente no Twitter. Veja:

O cantor não foi o primeiro com polêmicas machistas que o presidente elogiou. Logo após a acusação de que Neymar teria estuprado uma modelo, o presidente afirmou que o jogador está passando por um “momento difícil, mas acredito nele”.

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Apesar das lembranças a essas pessoas, o presidente nada comentou quando o músico Evaldo Pereira foi morto por 80 tiros do Exército no Rio de Janeiro ou quando a jogadora Marta, na Copa Feminina, se tornou a maior artilheira/o das Copas.

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Bolsonaro, aposentado aos 33 anos, quer nos obrigar a trabalhar até os 65


Apesar de ter se apoiado nos avanços arbitrários da Lava-Jato para ser o candidato “anticorrupção e anticrime” nestas eleições, Bolsonaro venceu as urnas, mas para vencer a guerra da Reforma da Previdência, que Temer não conseguiu impor. O capitão é a caricatura ultrarreacionária e patética que os empresários, militares e juízes elegeram para atacar a aposentadoria dos trabalhadores e manter intocados os seus gordos privilégios e lucros.

Redação

sexta-feira 22 de fevereiro| Edição do dia

Sempre vale lembrar que as eleições de 2018 foram desviadas de cabo a rabo pelo judiciário, começando pela prisão arbitrária de Lula e posterior veto à sua candidatura. Controlaram o resultado dessas eleições, beneficiando Bolsonaro, que não abriu o bico sobre as reais intenções dessa parceria: aprovar a Reforma da Previdência para os capitalistas e os patrões aprofundarem a exploração e ganharem com isso.

Anunciada a proposta no dia 20 desta semana, Bolsonaro já começa a escutar o rebuliço no seu próprio eleitorado. O ex-capitão, aposentado compulsoriamente por mal comportamento aos 33 anos de idade (15 anos de contribuição), é um exemplo de como seu discurso de “combate aos privilégios”, é mais uma de suas Fake News espalhadas no Whatsapp.

A idade mínima que Bolsonaro está querendo impor a todos os trabalhadores é de 65 anos aos homens e 62 às mulheres. Não bastasse isso, na proposta agora terá um mecanismo que permitirá futuros governos ajustarem automaticamente essa idade, com base em dados que especulam sobre o tempo de “sobrevida” dos aposentados, sem lei.

Mas os militares seguirão com as aposentadorias intocadas, e Bolsonaro seguirá gozando da sua aposentadoria de R$ 9.135 mensais, 63% acima do teto do INSS. A proposta de dar direito aos patrões demitirem sem multa e sem FGTS aposentados que precisem continuar trabalhando não vai tocar essa “mamata”, conquistada após ter sido afastado do Exército por “mal comportamento”.

Essa é a cara do patético ex-militar ultrarreacionário, especialista no fisiologismo do baixo escalão, de loteamento de cargos, vide o caso Queiroz. São quase uma dezena de ataques combinados nessa Reforma da Previdência, que já mostrou enorme rebuliço nos espaços de trabalho. Sinal de que Bolsonaro pode ter problemas em convencer seu eleitorado dessa proposta, o que mostra que o “equilíbrio” com a sua lua de mel poderá ter seu fim. O papel de cada trabalhador é muito importante nisso, pois se não conseguirmos a mais ampla aliança entre trabalhadores, junto às mulheres, negros, LGBTs, Indígenas, confluindo ações iniciadas em cada local de estudo, Bolsonaro terá a sua paz necessária para passar este ataque.

O sindicato não pode mandar os funcionários ficarem em casa nesse contexto, como a CUT fez com as 3600 famílias demitidas pela Ford em São Bernardo. É preciso exigir que a CUT se levante da mesa, saia dos gabinetes de negociação com o governo de extrema direita e organize a mobilização contra o fechamento e em defesa do emprego. A CUT e a CTB precisam, assim como as demais centrais sindicais, construir um plano de lutas que unifique os trabalhadores contra a reforma da previdência, as demissões e os ataques em curso.

Fonte: http://www.esquerdadiario.com.br/Bolsonaro-aposentado-aos-33-anos-quer-nos-obrigar-a-trabalhar-ate-os-65?fbclid=IwAR3rZARZgSHeWFMQBTKE3NeaaodNZ4jTY2FrVYslKEWLk7CMISHOu5xACOY

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Lembranças de família

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Meu pai, Antônio Pereira Brandão

Um irmão de meu avô, chamado Gil Pereira Brandão, adorava cantar. Mesmo quando estava já velho e doente. Morou um tempo na casa de meu pai e já sem poder andar, mas que tinha ainda uma voz forte, ele cantava muitas melodias. Dentre as melodias que cantava. tinha que ele achava que retratava mais ou menos o seu momento. Dizia assim:

"Eu visto preto por luto

O branco por galhardia

O verde por esperança

De ser feliz algum dia".

"Quem vive triste no mundo

Venha juntar-se comigo

Venha passar como eu paço

Venha viver como eu vivo".

Meu pai me contava também que meu bisavô, por parte  da minha mãe, Manoel Torquato, que também passava dias na casa de meu pai, não gostava de barulho, se sentia incomodado e reclamava do Gil Pereira Brandão, pelo fato de cantar muito alto e muito melodioso.

Naquele tempo, os filhos e netos, cuidavam dos seus parentes idosos com muito respeito, o que não acontece com muita frequência nos dias de hoje.

Lembrando o passado, ainda aprendemos algumas lições de vida.

domingo, 6 de setembro de 2015

Infantolatria: as consequências de deixar a criança ser o centro da família

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Além das complicações na vida dos filhos, como dificuldade de socialização e insegurança, deixar a criança comandar a dinâmica familiar pode prejudicar – e muito – o casal

Por Raquel Paulino Do IG

As atividades da família são definidas em função dos filhos, assim como o cardápio de qualquer refeição. As músicas ouvidas no carro e os programas assistidos na televisão precisam acompanhar o gosto dos pequenos, nunca dos adultos. Em resumo, são as crianças que comandam o que acontece e o que deixa de acontecer em casa. Quando isso acontece e elas já têm mais de dois anos de idade, é hora de acender uma luz de alerta. Eis aí um caso de infantolatria.

“O processo de mudança nos conceitos de família iniciado no século 18 por Jean-Jacques Rousseau [filósofo suíço, um dos principais nomes do Iluminismo] chegou ao século 20 com a ‘religião da maternidade’, em que o bebê é um deus e a mãe, uma santa. Instituiu-se o que é uma boa mãe sob a crença de que ela é responsável e culpada por tudo que acontece na vida do filho, tudo que ele faz e fará. Muitos afirmam que a mulher venceu, pois emancipou-se e foi para o mercado de trabalho, mas não: é a criança que entra no século 21 como a vitoriosa. Esta é a semente da infantolatria”, explica a psicanalista Marcia Neder, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa de Psicanálise e Educação da Universidade de São Paulo (Nuppe-USP) e autora do livro “Déspotas Mirins – O Poder nas Novas Famílias”, da editora Zagodoni.

Em poucas palavras, Marcia define infantolatria como “a instituição da mãe como súdita do filho e o adulto se colocando absolutamente disponível para a criança”. E exime os pequenos de qualquer responsabilidade sobre o quadro: “Um bebê não tem poder para determinar como será a dinâmica familiar. Se isso acontece, é porque os pais promovem”.

Reinado curto

A verdade é que existe um período em que os filhos podem reinar na família, mas ele é curto. “Quando o bebê nasce e chega em casa, precisa ser colocado no centro das ações, pois precisa ser decifrado, entendido. Ele deve perder o trono no final do primeiro, no máximo ao longo do segundo ano de vida, para entender que existe o outro, com necessidades e vontades diferentes das dele”, esclarece Vera Blondina Zimmermann, psicóloga do Centro de Referência da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A infantolatria ganha espaço quando os pais não sabem ou não conseguem fazer essa adequação da criança à realidade que a cerca e a mantêm no centro das atenções por tempo indefinido. “Em uma família com relacionamento saudável, o filho entra e tem que ser adaptado à dinâmica da casa, à rotina dos adultos”, afirma a psicóloga.

Segurança ou insegurança?

Na casa da analista contábil Paula Torres, é ao redor de Luigi, de cinco anos, que tudo acontece. Entre os privilégios do garoto estão definir o canal em que a TV fica ligada e o dia do fim de semana em que será servida pizza no jantar. “Acho importante a criança se sentir amada e saber que suas vontades são relevantes para a família”, opina.

Ela conta que seu marido, o também analista contábil Luiz André Torres, não gosta muito disso e constantemente reclama que o filho é mimado demais. “Mas bato o pé e defendo essa proteção. Quando o Luigi crescer, será mais seguro para lidar com os adultos, já que suas opiniões são levadas em consideração pelos adultos com quem ele convive desde já”, acredita.

Não é o que as especialistas dizem. “Se o filho fica no nível dos pais, acaba criando para si uma falsa sensação de poder e autonomia que, em um momento mais adiante, se traduzirá em uma profunda insegurança. Ele sentirá a falta de uma referência forte de segurança de um adulto em sua formação”, explica Vera.

“Em uma família com relacionamento saudável, o filho entra e tem que ser adaptado à dinâmica da casa, à rotina dos adultos”

Marcia diz ainda que, ao chegar à idade adulta, esse filho cobrará os pais. “Ele olhará ao redor e verá outras pessoas se realizando independentemente dele. A criança que acha que o mundo tem que parar para ela passar não consegue imaginar isso acontecendo e não está preparada para lidar com a mínima das frustrações. Em algum ponto, acusará os pais de terem sido omissos”.

Para Vera, supervalorizar os pequenos e nivelá-los aos adultos “é o resultado de uma projeção narcísica dos pais nos filhos, que se veem nas qualidades que enxergam em suas crianças”. Marcia concorda: “Isso tudo tem a ver com a vaidade da mãe, que considera aquele filho uma parte melhorada dela própria e, por isso, a criatura mais importante do mundo”.

Os alertas do dia a dia

Muitas vezes, os pais não se dão conta de que estão tratando os filhos como reis ou rainhas, então precisam levar uns chacoalhões da realidade fora de suas casas. “Eles geralmente caem em si quando começa a sociabilização. A escola reclama porque o aluno não respeita as regras, a criança tem dificuldade para fazer amiguinhos porque as outras, com autoestima positiva, não querem ficar perto de alguém que ache que manda em todos”, aponta Vera.

“Em um futuro bem imediato, as reações dos colegas podem fazer a criança perceber que precisa mudar. Ela se comportará com eles como faz com a família e receberá a não-aceitação como resposta. Terá de lidar com isso para ter amigos”, afirma Marcia.

Mesmo assim, ela ainda correrá o risco de não conseguir rever seus comportamentos devido a uma superproteção parental, adverte Vera: “Em alguns casos dá para ela se salvar, mas muitos pais preferem culpar o ‘mundo injusto com seu filho perfeito’, o que impede que ela entenda as necessidades dos outros e reforça seus problemas de inadequação para a adaptação social”.

E como fica o casal?

Além de todas as complicações causadas pela infantolatria na vida dos filhos, ela prejudica – e muito – o casal que a promove. “Na relação saudável, o casal continua sendo o mais importante na família mesmo com a chegada da criança. Se os pais mantêm o filho no centro por mais tempo do que o necessário, acabarão se afastando”, alerta Vera.

“Some o casal. O ‘marido’ e a ‘mulher’ passam a ser o ‘pai’ e a ‘mãe’. E se em uma casa a mãe é a santa e o filho é o deus, onde fica o espaço do pai?”, questiona Marcia. “Muitos tentam entrar, reconquistar seu espaço, mas outros simplesmente caem fora”, constata.

O futuro da infantolatria

Sabendo disso tudo, os pais têm condições de se preparar para evitar os estragos na criação dos filhos. Marcia conta que percebe que as pessoas têm encontrado em sua análise uma saída para a tirania infantil.

“Não sou adivinha, mas creio que o novo arranjo familiar, em que os pais também assumem funções na criação dos filhos e as mães seguem carreiras por prazer, vá ajudar a mudar o panorama, assim como os arranjos homoparentais que começam a ser mais comuns”, diz, para complementar: “Creio que todos os comportamentos continuarão existindo, mas temos a obrigação de trabalhar para reverter esse quadro. O filho não é o centro porque quer, mas porque o adulto permite”.

Vera enxerga o futuro da situação de forma um pouco diferente. “Nossa sociedade é muito apressada e, no geral, não dá espaço para a preocupação com o outro. Isso tende a potencializar esse tipo de problema, a naturalizar para a criança o fato de que ela é o que mais importa, como aprendeu em casa com o comportamento dos pais em relação a ela”, finaliza.

http://www.geledes.org.br/infantolatria-consequencias-de-deixar-crianca-ser-o-centro-da-familia/

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Incrível, mas é verdade

 

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Dona Nova, moradora de Cavalo Bravo, Sogra de meu irmão Chagas, é uma senhora de vida simples. Quase todo dia vai na Praia do Preá, que fica a quase três quilômetros de sua casa e não aceita carona, faz questão de ir a pé. Adora comer frutas na hora em que são apanhada das árvores.  Ela faz questão de cozinhar sua comida. Do alto de sues 89 anos, não usa óculos e ainda coloca a linha no buraco da agulha para remendar suas roupas.

sábado, 17 de maio de 2014

As Barreiras do Curral da Pedra, na Praia do Preá

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Estas barriras vermelhas e cheias de falésias, na Praia do Preá, também tinha algumas grutas onde os preás (uma espécie de coelho, porém menor) escondiam-se, e quem quisesse pegar algum teria que fazer eles saírem das tocas. Foi o que fez o senhor Francisco Salustiano (já falecido), mais conhecido como Chiquinho, que era casado com minha Prima Raimunda, filha de meu tio Leôncio Brandão. Chiquinho queria proporcionar uma boa refeição de carne à família. Arranjou uma vara e cutucou várias grutas para ver se os preás saiam. Numa delas a vara tocou num animal que reagiu ao toque da vara e saiu da toca. Para a surpresa de Chiquinho, não se tratava de um preá e sim de uma cobra e das grandes. Chiquinho afastou-se imediatamente do local e desistiu de cutucar outas grutas, indo embora em seguida. Após andar alguns minutos ele olhou para trás e teve outra surpresa, a grande serpente vinha seguindo-o por cima dos seus rastros. Como a vara que usara antes era muito fina, ele resolveu não enfrentar a cobra com ela. Chiquinho caminhou até uma pesqueira (casa que era usada pelos pescadores para guardar os equipamentos de pesca), onde encontrou um pau mais grosso e voltou para enfrentar a cobra. Não andou muito, pois a mesma ainda vinha no seu encalço. Segundo ele me contou, a briga com a cobra foi séria, quando ele batia, parecia que a cobra inchava e aumentava a ferocidade. Só depois de muitas pauladas é que a danada esmoreceu e ele conseguiu matar a bicha. Chiquinho falou que a luta o deixou bastante cansado e prometeu a si mesmo que não mais iria cutucar as grutas das barreiras.

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Geladeira que funciona sem eletricidade

 

Geladeira que funciona sem eletricidade

Com um método simples e criativo, um nigeriano conseguiu melhorar significativamente a qualidade de vida de quase todo seu povo e ao mesmo tempo lhe permitiu ganhar o Rolex Awards e mais um prêmio de 100 mil dólares. Mohammed Bah Abba inventou uma geladeira de baixo custo e, o melhor, não necessita de eletricidade para funcionar.

Geladeira que funciona sem eletricidade

Mohammed preocupou-se com um dos tantos problemas básicos que afetam a uma nação tão pobre como a sua: na zona norte do país, 90% dos vilarejos não têm eletricidade, e portanto resulta impossível refrigerar os alimentos para sua conservação, implicando problemas de abastecimento e de saúde entre os moradores. E sua solução não podia ter sido mais simples e efetiva: a geladeira que não precisa de energia elétrica é facilmente fabricável com matéria prima local e de muito baixo custo. Aliás o principal componente é bem comum por lá: vasos de barro.
Esta geladeira sem eletricidade utiliza princípios conhecidos há séculos, mas que jamais foram aplicados para solucionar problemas atuais como este, e funciona da seguinte forma: Coloca-se um vaso menor dentro de outro maior, e o espaço entre os dois é preenchido com areia molhada. No interior do vaso menor são colocados os alimentos e cobertos com um pano úmido. A água ao evaporar-se expulsa o calor, baixando a temperatura do interior.
Geladeira que funciona sem eletricidade

Para facilitar a rápida adoção de sua ideia e ajudar à maior quantidade de pessoas possível, Mohammed começou presenteando os vasos; depois começou a vendê-los a um valor muito próximo ao custo de fabricação para poder manter a produção.
Este invento mudou radicalmente a vida de seus compatriotas, já que os vegetais que antes duravam só 3 dias agora podem ser conservados até três semanas. Isto permitiu entre outras coisas que mais crianças possam ir às aulas já que suas famílias não necessitam mais delas para vender comida no mercado antes de que estrague.
Possivelmente este nigeriano não mereça ser somente reconhecido por ajudar radicalmente ao progresso de seu povo, senão também a de todo local do planeta onde sua idéia seja requerida para solucionar um problema tão básico como a conservação dos alimentos comida quando não se conta com os benefícios da civilização.
Mohammed Bah Abba aplicou todo o prêmio na melhoria da qualidade de vida de seu povo.

Leia mais em: Geladeira que funciona sem eletricidade - Metamorfose Digital http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=2980#ixzz2chH3RIW5

quarta-feira, 24 de julho de 2013

No Ar com o Rádio Debate

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De segunda a sexta, de 8:00 às 9:00hs, apresento o programa “Rádio Debate”. Um programa que está no ar a 13 anos. Hoje tenho a grata satisfação de contar com a companhia do companheiro Danúsio Melo, que também é policial (Tenente PM). Juntos debatemos e entrevistamos personalidades importantes de nossa Sociedade. Você pode conferir o nosso trabalho através deste site, no blogdafolha.blogspot.com.br  ou ainda no www.pioneiraam830.com.br

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Os odontólogos e espíritas Gilmar e Emerson, Danúsio Melo e Jacinto Pereira

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sábado, 15 de junho de 2013

ONU: População mundial é de 7,2 bilhões de pessoas

AE - Agência Estado

Terra tem população de 7,2 bilhões de pessoas, diz ONU. Devemos chegar a 8 bilhões por volta de 2025. Veja mais em http://migre.me/f0GSj

A população do planeta Terra atingiu 7,2 bilhões de pessoas, informa a Organização das Nações Unidas (ONU) no estudo "Perspectivas de População Mundial", divulgado hoje. E, de acordo com as projeções de crescimento demográfico apresentadas pela entidade, a população mundial deve chegar a 8,1 bilhões de pessoas em 2025 e 9,6 bilhões em 2050.

O documento prevê que a população da Índia ultrapassará a da China em algum momento de 2028, quando os dois países terão população aproximada de 1,45 bilhão.

O estudo nota que houve uma queda rápida das taxas globais de fertilidade, mas não em velocidade suficiente para evitar um salto significativo da população mundial nas próximas décadas, principalmente em países emergentes. Fonte: Associated Press.

domingo, 19 de maio de 2013

Na Argentina, Lula chega a 40 prêmios globais

 

Publicado em Sexta, 17 Maio 2013 09:54
Escrito por Jussara Seixas

    Para quem critica ou admira os périplos internacionais do ex-presidente, hoje é véspera de prato cheio; em Buenos Aires, nesta sexta-feira, Lula recebe nada menos que oito títulos de doutor honoris causa de universidades argentinas; na noite desta quinta-feira 16, ele janta com a presidente Cristina Kirchner, a quem manifestou apoio nas desavenças com o jornal Clarín; agora, já passam de 40 os reconhecimentos globais pela atuação dele no governo brasileiro; estofo para o Prêmio Nobel da Paz?

    247 – Para quem ama, ou odeia, os périplos internacionais do ex-presidente Lula, hoje é véspera de um prato cheio. Lula está em Buenos Aires para receber amanhã, no Senado do país vizinho, nada menos que oito títulos de doutor honoris causa de universidades argentinas. Na noite desta quinta 16, Lula janta com a presidente Cristina Kirchner, a quem manifestou apoio nas desavenças com a imprensa argentina. Durante ato de inauguração de uma universidade sindical, Lula apoio a colega na guerra contra o jornal Clarín. "Podem vir todos os jornais, todos os canais de televisão que quiserem que não poderão negar o apoio que este governo tem", o brasileiro. "Setores concentrados não entendem o que aconteceu no Brasil na última década, assim como nunca entenderam o que aconteceu na Argentina entre os anos 40 e 50 e não entendem o que está acontecendo agora", completou. Lula também mirou na imprensa brasileira. "Eu pensei que quando eu deixasse o governo no Brasil, a nossa imprensa fosse parar de falar mal de mim, hoje fala mal de mim e da Dilma. Às vezes eu tenho a impressão de que a imprensa está exilada dentro do nosso país, está isolada. Quando nos criticam, dizem que é democracia, e quando nós criticamos, dizem que estão sendo atacados", comparou. 40 títulos Com os reconhecimentos das escolas argentinas, Lula terá acumulado, dois anos depois de ter deixado o poder no Brasil, nada menos que 40 títulos internacionais (confira relação). O último deles foi entregue em Nova York, pelo International Crisis Group, um thik thank americano, que concedeu a Lula o prêmio Em Busca da Paz. Logo após ter deixado a presidência, Lula foi apontado pelo historiador Eric Hobsbawn como "o mais importante líder político do século 20". Ainda nos EUA, Lula ganhou, em 2011, o World Food Prize, criado pelo prêmio Nobel da Paz de 1970 Norman Bourlaug para destacar chefes de Estado que combateram a fome. Em 25 anos de entregas desse prêmio, Lula foi o primeiro ex-dirigente nacional a recebê-lo. O acúmulo de honrarias a Lula dão estofo, para muitos, para a candidatura dele próprio ao Prêmio Nobel da Paz. Designado pela Academia da Suécia, o título mais prestigiado corre, ao longo de cada ano, em sigilo absoluto, sem que os potenciais candidatos saibam que estão concorrendo. Agora, na Argentina, Lula reforçará seu cacife de principal ex-presidente de um país latino-americano. Pronunciado-se constantemente sobre temas internacionais, reafirmando sua linha multilateralista, Lula vai angariando prestígio nos circuitos alternativos da política internacional. No Brasil, especialmente na mídia tradicional, o ex-presidente é criticado com frequência constante. No mundo, entretanto, ele e suas bandeiras de assistencialismo estatal contra a miséria não apenas são compreendidos, como laureados.

    segunda-feira, 13 de maio de 2013

    Marquei presença na feira da galinha caipira

     

    Sábado 11/05, fui até a praça de Cubas em Sobral, onde estava acontecendo a feira da galinha caipira. O preço estava razoável, R$ 9,00 o kg. As cantoras estavam ótimas, só lamentei depois por ter comprado só três das cantoras, mesmo sendo as maiores que encontrei. Só para esclarecer: Galinhas caipiras são as cantoras; as galinhas de granja são as enfermeiras.

     

    sexta-feira, 8 de março de 2013

    SITUAÇÃO INUSITADA NA PRAIA DO PREÁ

     

    Cruz. A Comunidade da Praia do Preá, no Distrito de Caiçara, 36 Km da sede do município tem uma população estimada em 3.500 habitantes. Para atender a demanda escolar, a Escola Estadual de São Francisco da Cruz instalou um Anexo do Ensino Médio que funciona desde 2010, nas dependências da Escola Leopoldo Manoel e Sede da Associação Comunitária. Atende aos estudantes das comunidades vizinhas de Formosa, Cavalo Bravo, Vila de Caiçara, Córrego dos Ana, Caiçara de Baixo e Córrego das Panelas.

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    Esta comunidade, luta pela construção de uma escola que ofereça melhores condições de funcionamento para o Ensino Médio. Sonho que se transformou em realidade. Os recursos já foram liberados, o Governo do Estado já assinou a Ordem de Serviço, com a presença do Prefeito de Cruz Adauto e do Secretário de Educação Pedro. A comunidade escolar aguarda com ansiedade o inicio da construção do prédio. Mas, há um ditado popular que diz que “o Diabo quando não vem manda seu secretário” e foi isto o que aconteceu. Um grupo de políticos, ainda consternado com a derrota, nas ultimas eleições, que nada fez pela comunidade durante 27 anos em que estive no poder, mobiliza-se para impedir a construção desta escola e promete ir até a SEDUC – Fortaleza, com o objetivo de protestar contra a construção da escola. Fato inusitado e até constrangedor para uma comunidade que reivindicava a construção desta escola há muitos anos. Atualmente, os alunos do Ensino Médio estudam em condições de favor em prédios que não oferecem as devidas condições de funcionamento.

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    Fabio Lima, um jovem que pensa em futuro melhor.

    Sentindo-se prejudicados, com esta atitude, alunos e professores marcaram uma reunião para hoje, sexta feira, 7, às 18 hs, para tratar deste assunto. Alunos, professores, pais, Igreja Católica, Federação das Associações - FAC, Sindicato dos Servidores Municipais e representantes das comunidades vizinhas estão indignados com esta atitude.

    Se for impedida a construção da escola, os recursos serão devolvidos e a comunidade ficará sem escola, pois, segundo Daniel do o CREDE - 3, em Acaraú, o projeto não poderá ser transferido para outra localidade, pois o terreno já foi doado pela Prefeitura de Cruz para que o Governo do Estado do Ceará pudesse construir esta planta.

    Dr. Lima

    quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

    Jumentos do Ceará recebem apoio de entidade da França

     

    22/01/2013 - Os jumentos da Fazenda Dr. Paula Rodrigues, mantida pelo Detran, em Santa Quitéria, estão recebendo apoio internacional da Organização Não Governamental One Voice, sediada na França. Uma parceria da ONG foi firmada com a União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), em Fortaleza, para o repasse de recursos financeiros a serem aplicados na compra de milho para os animais. A presidente da Uipa, Geuza Leitão, já recebeu a primeira parcela, no valor de R$ 12 mil, que possibilitará a compra de cerca de 15 toneladas de milho. O voluntário da entidade, Eduardo Aparício, também diretor do Departamento de Cultura de Limoeiro do Norte, está intermediando a aquisição dos grãos, que serão transportados pelo Detran até a fazenda. O alimento poderá chegar ao destino ainda nesta semana. "Queremos agilizar a entrega", afirmou ele. Na última semana, houve uma reunião entre os dois representantes da Uipa, com o novo superintendente do Detran, Igor Vasconcelos Pontes, e o gerente do Núcleo de Supervisão de Regionais do Departamento, João Carlos Macedo Costa. Ficou definido que o Detran dará todo o apoio logístico no transporte de todas as remessas de milho. Depois desta primeira, deverão ser entregues mais três ao longo do semestre, ou o mais breve possível, tão logo o restante da verba da One Voice seja liberada. "Essa doação de alimentos é muito importante. O milho servirá como suplemento alimentar e é de grande valia principalmente para os animais mais debilitados. Nós vamos selecionar aqueles que precisam mais para receber o alimento", afirma ele, complementando que são cerca de 3.500 jumentos na fazenda, entre machos e fêmeas (adultos e filhotes). Ele disse que o Detran continua apreendendo animais abandonados nas rodovias do Estado, por meio de 13 caminhões, coordenados por Regionais do Departamento. São cerca de 800 apreensões por mês, 90% deles jumentos. Os demais são cavalos, bovinos, caprinos e ovinos. Os proprietários dos animais têm um prazo de 10 dias para resgatá-los. A procura maior é por cavalos e bovinos.
    Beneficência os ovinos e caprinos que não reclamados pelos donos, são doados a entidades beneficentes, como o Programa Cabra Nossa e a Santa Casa de Misericórdia, em Sobral, o Hospital do Câncer e o Iprede. Antes da doação, os animais recebem atestado veterinário comprovando o estado de saúde e vacinas. Já os jumentos, como são abandonados, vão para a Fazenda Paula Rodrigues. Com a seca de 2012, o Detran precisa comprar ração para os bichos. São cerca de 5kg por animal por dia. A fazenda tem 500 hectares e três açudes. Praticamente não há pasto suficiente para a alta demanda. João Carlos disse que o Detran pretende fazer parcerias com Faculdades de Veterinária, para levar projetos de melhoria à fazenda. A Faculdade de Veterinária do Inta, em Sobral, já manifestou interesse em realizar estudos sobre saúde animal. A presidente da One Voice, Arnal Muriel, disse que a ONG defende os animais em todo o mundo. Para isso, decidiu apoiar a Uipa, e sua presidente Geuza Leitão em favor dos jumentos do Ceará. Geuza relembra que tudo começou quando a Uipa decidiu, no ano passado, protestar contra a exportação de jumentos pelo Governo Brasileiro à China. Naquele país, os animais seriam matéria-prima na indústria alimentícia. O caso teve repercussão internacional, com adesão de seis países, inclusive a França. A atriz Brigitte Bardot aderiu à causa. Enviou uma carta à presidente Dilma Rousseff pedindo clemência, que não permitisse a venda dos burros. A One Voice ficou sabendo do movimento e iniciou os contatos com Geuza Leitão, por meio de seu colaborador Paul Dos Santos-Stewenson. "A One Voice defende os animais numa globalidade dos combates para eles, para o planeta e para os humanos. Trabalha com ética não violenta para o respeito de qualquer vida. Efetua campanhas na França, mas também em parcerias com associações no estrangeiro", explica Arnal. Ela diz que em todo o mundo há muito trabalho a fazer em defesa dos animais. "É importante alterar o olhar do público sobre os animais. Mostrar a doçura, a beleza e a grande sensibilidade dos jumentos, por exemplo. Eles têm direito ao respeito, a serem tratados com dignidade e compaixão. Esperamos que mais moradores da região se juntem à nossa causa em prol dos jumentos. Que abram o seu coração e seus olhos para estes animais que já vivem na região há tantos anos", defende a presidente da One Voice. Ela diz que a entidade atua em diversas frentes de proteção animal, tais como em defesa dos animais de laboratório, nos circos, matadouros e nas criações. A associação tem projetos na França em defesa dos gatos, cães e também cavalos. Geuza Leitão lembra que o movimento feito no ano passado permitiu a suspensão da venda dos jumentos desde então.
    Mobilização
    "A Uipa liderou movimento no Brasil inteiro com repercussão mundial em favor dos jumentos".
    Geuza Leitão - Presidente da Uipa
    "O Detran está dando grande apoio na logística para que o milho chegue logo até a fazenda em Santa Quitéria".
    Eduardo Aparício - Voluntário da Uipa
    Mais informações União Internacional Protetora dos Animais (Uipa)
    Geuza Leitão - (85) 3261.3330
    Detran - Fortaleza
    (85) 310158/13/ 5819

    terça-feira, 25 de dezembro de 2012

    A Minha família estava junta no Natal de 2012

     

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    Minha primogênita Denise, meu genro Vladenilson, Eu, Lucimar, Denilson, Dennis, minha sobrinha Brena e minha caçula Jacimara. Desejo a todos, muita paz e um 2013 “com muito dinheiro no bolço, saúde pra dar e vender”.

    quarta-feira, 6 de junho de 2012

    Reencontro de professoras

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    A Professora Maria Lucimar no domingo 2, no Encontro Municipal do PT/Sobral,reencontrou a Professora Isolda Cela, que hoje é a Secretária Estadual de Educação. É sempre bom rever amigos.

    sábado, 2 de junho de 2012

    Fátima, a mulher vaqueira

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    Em Setembro de 2011 fui ao aniversário do meu Tio Armando Dutra na cidade de Jijoca e esta senhora de nome Fátima, uma aparente cinquentona, amiga da família do aniversariante ( que também foi vaqueiro até a pouco tempo), estava a conversar com as pessoas e em seguida saiu em seu cavalo. Depois de algum tempo ela voltou despediu-se de todos e saiu galopando. Eu fiquei curioso com aquela figura paramentado para a luta com gado e perguntei a meu tio Antônio Jacinto sobre ela. Ele me disse que ela era viúva, morava na localidade de Mangue Seco e cuidava sozinha de sua propriedade, incluindo o gado, e ela estava ali só aguardando a hora que o gado vinha beber na lagoa, pois ela queria pegar uma vaca braba que estava sumida e que tinha noticias de ela estava bebendo todo dia à tarde na lagoa junto com outros animais de criadores dali. Acrescentou ainda que ela tinha vindo se despedir depois de ter pegado a tal vaca e amarrado, agora ia conduzi-la para sua propriedade, que fica a uns 10 quilômetros dali. Só ela e seu cavalo cuidariam desta tarefa, que para ela era coisa mais que normal. Ainda vou saber mais desta senhora tão destemida. Há vou!