sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Sou um privilegiado num país que leva uma grande parte de sua população a viver na miséria

por Jacinto Pereira 

Apesar dos meus problemas com a diabete, eu moro num sítio com muitas arvores frutíferas e outras que uso na minha medicina popular, onde não deixo faltar meus chás que tomo diariamente. por causa de meus recentes problemas com os efeitos da diabete, eu cuido mais ou menos da minha alimentação. Acabo de tomar meu café da manhã composto de café com cuscuz com coco e ovos passado com alho, pimenta do reino, sal, cebola e pimentão, tudo passado no azeite de oliva. Agradeço ao nosso criador que me proporciona as condições de me alimentar desta forma. Porém não esqueço um só dia das condições em que vivem  milhões de brasileiros, que para sobreviver, enfrentam “N” dificuldades para se alimentar e alimentar as suas famílias, inclusive enfrentando as tão faladas  “filas do osso” e as cozinhas dos restaurantes para conseguir um pouco de restos de comida. Também sinto raiva dos gestores desse país dos últimos sete anos por deixarem o nosso Brasil voltar ao mapa da fome da ONU, apesar de sermos a terceira nação que mais produz alimentos no mundo.

sábado, 16 de outubro de 2021

Prerrogativas - A volta da fome: o cenário assustador de um país sem gov...

No Dia Mundial da Alimentação, Lula relembra políticas de seu governo contra a fome: 'um Brasil de barriga cheia é possível'


"Ninguém deve dormir com fome ou recorrer a ossos ou restos de comida para sobreviver. Ainda que Bolsonaro tenha roubado a dignidade do brasileiro, é possível sonhar novamente com um Brasil que vive de barriga cheia", diz texto publicado no site oficial do ex-presidente

16 de outubro de 2021, 11:15 h Atualizado em 16 de outubro de 2021, 11:15

Lula Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - É comemorado neste sábado (16) o Dia Mundial da Alimentação. O site oficial do ex-presidente Lula, então, divulgou um longo texto relembrando as políticas dos governos petistas que levaram o país a deixar o Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU).

O texto destaca a criação de programas como o Fome Zero, Bolsa Família e de Aquisição de Alimentos e conclui: "os governos petistas mostraram que basta vontade política para mudar a realidade de milhões de brasileiros".

"Ninguém deve dormir com fome ou recorrer a ossos ou restos de comida para sobreviver. Ainda que o governo Bolsonaro tenha roubado a dignidade do brasileiro, é possível sonhar novamente com um Brasil que vive de barriga cheia", complementa.

A publicação também afirma que "dentre todas as mudanças que Lula promoveu no Brasil, o combate à fome é, certamente, a mais expressiva".

Leia na íntegra:

“[…] se, ao final do meu mandato, todos os brasileiros tiverem a possibilidade de tomar café da manhã, almoçar e jantar, terei cumprido a missão da minha vida. É por isso que hoje conclamo: vamos acabar com a fome em nosso país.” Esse foi um trecho do discurso de posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu primeiro mandato como presidente da República, em 2003. Naquela época, ele assumia o compromisso que seria o norte de todo o seu governo: empreender todos os esforços para que nenhum brasileiro ou brasileira dormisse com fome enquanto ele fosse presidente.

Antes de Lula, o Brasil havia convivido com a fome por séculos, a ponto de acostumar-se a ela. A fome já fazia parte da vida do brasileiro e os mandatários deste país, até então, fizeram muito pouco ou quase nada, para combatê-la. Mas Lula, nascido no semiárido pernambucano, nordestino, pobre, sétimo filho de um casal de lavradores analfabetos, conhecia a fome de perto e queria, mais do que tudo, deixar um legado de mudar essa realidade.

Dentre todas as mudanças que Lula promoveu no Brasil, o combate à fome é, certamente, a mais expressiva. Ele se tornou reconhecido internacionalmente por esses feitos. Sendo assim, no Dia Mundial da Alimentação, comemorado neste dia 16 de outubro, não dá para não lembrar de um brasileiro que ousou sonhar com um Brasil livre da fome. E mais, sabendo não ser impossível, foi e fez.

Um dos primeiros atos de Lula, dez dias após sua posse, foi promover uma viagem com uma comitiva de 30 ministros ao semiárido e à periferia do Recife. O objetivo era levar os formuladores de políticas públicas ao contato direto com a realidade da extrema pobreza, reiterando assim o foco no combate à fome.

Uma das primeiras medidas concretas que o governo Lula tomou nesse sentido foi a recriação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), em 2003, que havia sido extinto no governo FHC. O órgão, ligado à Presidência da República, tinha dois terços de sua composição formado por conselheiros de organizações da sociedade civil e o restante por representantes do governo. Organizou quatro conferências nacionais entre 2004 e 2015 e teve um papel fundamental na discussão de ações de combate à fome, servindo de exemplo para ações semelhantes na América Latina e na África.

Junto à retomada do Consea, veio a criação do Programa Fome Zero e a criação do Ministério Extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome (MESA) e da assessoria especial na Presidência da República, além de um orçamento de R$ 1,8 bilhão destinado para ações do Fome Zero. Essa ação coordenada evidencia o fato de que a pauta era fundamental para o governo Lula.

No primeiro ano, o Programa beneficiou 11 milhões de pessoas em 2.369 municípios concentrados especialmente no semiárido e nas regiões mais pobres do Nordeste. A pesquisa  feita  pelos  especialistas  do  Projeto  Fome Zero  evidenciou que  o  problema  da  fome  do  Brasil  não  tinha  como  sua  principal  causa  a  oferta  de alimentos e sim a falta de dinheiro para aquisição de alimentos. O Fome Zero deu origem ao Programa Bolsa Família, um dos maiores programas de transferência de renda do mundo, que se tornou exemplo internacional para iniciativas em vários outros países.

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Outro legado do governo Lula foi a lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006, que define o que o Brasil considera ser Segurança Alimentar e Nutricional. Isso foi um marco importante no combate à fome no País, pois garantiu que a segurança alimentar e  nutricional se tornasse uma questão de Estado, não de governos.

A partir daí, o governo investiu em uma série de medidas que levaram o Brasil a vencer a fome. Essas medidas estavam baseadas em duas premissas: garantia de alimentos e garantia de renda. Dentre elas, programas de apoio a pequenos e médios agricultores, distribuição de terras a famílias de agricultores, reforço da merenda escolar com produtos da agricultura familiar, formação de estoque de alimentos para impedir disparada de preços, aumento real sistemático do salário mínimo, uso do Estado para estimular o desenvolvimento, mantendo a taxa de desemprego nos menores níveis da história, manutenção da inflação sob controle, programas de transferência de renda para as famílias mais vulneráveis, como o Bolsa Família.

Essas políticas implementadas por Lula e aprimoradas pela presidenta Dilma Rousseff fizeram com que, em 2014, o Brasil saísse do Mapa da Fome da ONU, uma conquista histórica.

O relatório The State of food Insecurity in the World 2014, publicação anual da FAO, assinalou que o Brasil alcançou o Objetivo de  Desenvolvimento  do  Milênio  de  reduzir  pela  metade  a  proporção  de  pessoas que  passavam  fome,  e  que  também  atingiu  a  meta  estabelecida  pela  Cúpula  Mundial  de Alimentação  de  diminuir  pela  metade  o  número  absoluto  de  famintos.

Algumas conquistas importantes trazidas pelo documento são:

  • Entre  2000  e  2006,  a  taxa  de  subnutrição  no  Brasil  caiu de 10,7%  para  menos  de  5%
  • Entre 2001 a 2012, a pobreza total caiu de 24% para 8%, da população
  • Entre 2001 e 2012, a pobreza extrema caiu de 14% para 3,5%
  • A insegurança alimentar foi reduzida em 25% no período de 2004 a 2009, sendo que essa redução se deu majoritariamente entre as pessoas que viviam na pobreza extrema

Os governos petistas mostraram que basta vontade política para mudar a realidade de milhões de brasileiros. Ninguém deve dormir com fome ou recorrer a ossos ou restos de comida para sobreviver. Ainda que o governo Bolsonaro tenha roubado a dignidade do brasileiro, é possível sonhar novamente com um Brasil que vive de barriga cheia.

Fome: https://www.brasil247.com/poder/no-dia-mundial-da-alimentacao-lula-relembra-politicas-de-seu-governo-contra-a-fome-um-brasil-de-barriga-cheia-e-possivel

Relatório da CPI da Covid indiciará até 53 pessoas; veja a lista


Estão listados crimes de pandemia, infração de medida sanitária, emprego irregular de dinheiro público, falsificação de documentos, prevaricação, crimes contra a humanidade e crimes de responsabilidade

16 de outubro de 2021, 13:56 h Atualizado em 16 de outubro de 2021, 13:56

Omar Aziz, Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros Omar Aziz, Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

247 - O relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL), da CPI da Covid, pretende indiciar até 53 pessoas, de acordo com O Antagonista.

Dentre os crimes listados estão: crime de pandemia, infração de medida sanitária, emprego irregular de dinheiro público, falsificação de documentos, prevaricação, crime contra a humanidade e crime de responsabilidade.

Jair Bolsonaro, sozinho, será indiciado por 11 crimes, dentre eles o de homicidio comissivo

A lista preliminar foi apresentada a alguns senadores e está sujeita a alterações.

Veja a lista completa abaixo:

1 – Jair Bolsonaro

2 - Senador Flávio Bolsonaro

3 – Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)

4 – Vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ)

5 – Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

6 – Ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni

7 – Ministro da Defesa (e ex-ministro da Casa Civil), Walter Braga Netto

8 – Líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR)

9 – Deputado federal Osmar Terra (MDB-RS)

10 – Deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ)

11- Deputada federal Bia Kicis (PSL-DF)

12 – Deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP)

13 – Deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ)

14 – Deputado federal General Girão (PSL-RN)

15 – Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello

16 – Ex-ministro de Relações Exteriores Ernesto Araújo

17 – Ex-ministro de Comunicações Fábio Wanjgarten;

18 – Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho no Ministério da Saúde;

19 – Regina Célia de Oliveira, fiscal do contrato da Covaxin;

20 – Ex-secretário executivo da Saúde Elcio Franco;

21 – Ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Dias;

22 – Ex-diretor da Anvisa José Ricardo Santana;

23 – Marcelo Augusto Xavier da Silva, presidente da Funai;

24 – Robson Santos da Silva, secretário especial de saúde indígena;

25 – Arthur Weintraub, ex-assessor especial da Presidência

26 – Médica Nise Yamaguchi;

27 – Virologista Paolo Zanoto;

28 – Tenente-médico da Marinha Luciano Dias Azevedo

29 – Empresário Luciano Hang;

30 – Empresário Carlos Wizard;

31 – Secretário de ciência, tecnologia, inovação e insumos estratégicos do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto;

32 – Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos;

33 – Emanuela Medrades, diretora da Precisa Medicamentos;

34 – Coronel Marcelo Bento Pires, ex-coordenador de logística do Ministério da Saúde;

35 – Danilo Trento, diretor de relações institucionais da Precisa Medicamentos;

36 – Marcos Tolentino, dono da FIB Bank;

37 – Raimundo Brasil, sócio da VTCLog;

38 – Andrea Lima, CEO da VTCLog;

39 – Cabo da PM Luiz Paulo Dominguetti, representante da Davati;

40 – Cristiano Carvalho, representante da Davati;

41 – Coronel Helcio Bruno Almeida, proprietário do Instituto Força Brasil;

42 – Pedro Batista Júnior, diretor executivo da Prevent Senior;

43 – Marcellus Campelo, ex-secretário de Saúde do Amazonas;

44 – Túlio da Silveira, advogado da Precisa Medicamentos;

45 – Emanuel Catori, diretor-presidente da Belcher Farmacêutica;

46 – José Alves Filho, representante da farmacêutica Vitamedic;

47 – Otávio Fakhoury, vice-presidente do Instituto Força Brasil;

48 – Blogueiro Allan dos Santos;

49 – Blogueiro Paulo Enéas;

50 – Blogueiro Carlos Adriano Ferraz;

51 – Roberto Goidanich, ex-presidente da Fundação Alexandre Gusmão;

52 – Marconny Faria, lobista ligado a Jair Renan Bolsonaro;

53 – Mauro Luiz de Britto Ribeiro, presidente do Conselho Federal de Medicina

Fonte: https://www.brasil247.com/cpicovid/relatorio-da-cpi-da-covid-indiciara-ate-53-pessoas-veja-a-lista

sábado, 9 de outubro de 2021

Com este governo o Brasil é desencorajador para seus cidadãos

Por Valdeci  5588 9420 6681

O governo do Bolsonaro não tem como dar certo!!!!!

1: O ministro da educação é contra as universidades públicas;
2: O ministro da saúde é contra a ciência, o uso de máscara, a vacina, etc;
3: O secretário da Cultura é analfabeto e contra a cultura;
4: O ministro das relações exteriores não é recebido por governo no exterior;
5: O ministro do meio ambiente é contra o meio ambiente;
6: A ministra da agricultura contribui para o desmatamento;
7: A ministra dos direitos humanos é contra os direitos humanos;
8: O ministro da ciência e tecnologia não tem recursos para pesquisa;
9: O ministro da justiça troca delegados que tentam investigar a família do presidente;
10: O ministro da economia investe em dólar/offshore no exterior;
11: A Petrobras atua para beneficiar os acionistas e não aos brasileiros;
13: O presidente quer alterar o Estado Laico, para um Estado "terrivelmente evangélico";
14: O governo administra o país através das redes sociais;
15: Todas as ações/eventos que ocorrem no Palácio do Planalto recebem sigilos de 100 anos;
16: O governo e as milicias se confundem;
17: Por último, o Presidente Bolsonaro defende o AI 5, a tortura, o facismo, o fechamento da instituições e ainda declara que sua especialidade é MATAR.

Fonte:  https://web.whatsapp.com/

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

DE ITAMAR A BOLSONARO, VEJA O GRÁFICO DA EVOLUÇÃO DA MISÉRIA | Cortes 247

Novo reajuste: Petrobrás sobe gasolina e gás de cozinha em 7,2%


Estatal anunciou aumento de 7,2% no preço médio de sua gasolina para as distribuidoras e de R$ 3,60 para R$ 3,86 por quilo no preço do botijão de gás

8 de outubro de 2021, 12:52 h Atualizado em 8 de outubro de 2021, 14:08

Sede da Petrobras no Rio de Janeiro Sede da Petrobras no Rio de Janeiro (Foto: ABr)

Roberto Samora, Reuters - A Petrobras anunciou nesta sexta-feira aumento de 7,2% no preço médio de sua gasolina para as distribuidoras, a 2,98 reais por litro, a partir de sábado, refletindo reajuste médio de 20 centavos/litro, declarou a empresa.

Segundo a companhia, o reajuste da gasolina aconteceu após 58 dias de estabilidade.

A companhia afirmou que a elevação reflete os patamares internacionais de preços de petróleo, "impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial", e a taxa de câmbio, "dado o fortalecimento do dólar em âmbito global".

De acordo com a companhia, esses ajustes "são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras".

A companhia ainda anunciou alta no gás de cozinha (GLP), de 3,60 para 3,86 reais por kg, também a partir de sábado.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/petrobras-volta-a-elevar-preco-da-gasolina-e-do-gas-de-cozinha

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Padre acusado de estupro de adolescente é absolvido no Vaticano


Os abusos teriam começado em 2007, no pré-seminário São Pio X, quando o abusador e a vítima eram adolescentes, com 14 e 13 anos respectivamente, e se repetiram por cinco anos, até 2012. Segundo os juízes "eles foram absolvidos de alguns crimes, que não poderiam ser punidos por outros e que outros foram prescritos"

6 de outubro de 2021, 12:11 h Atualizado em 6 de outubro de 2021, 12:17

(Foto: Reuters/Jason Cohn)

247 - O Tribunal Penal do Vaticano absolveu nesta quarta-feira (6) o padre italiano Gabriele Martinelli, de 29 anos, julgado em primeira instância pelo suposto estupro de um menor, um ano mais jovem, quando os dois viviam em um pré-seminário na Cidade do Vaticano. O padre Enrico Radice, de 72 anos, processado por ter protegido Martinelli quando era reitor da entidade onde ocorreram as violações, também foi absolvido. Informou o UOL.

De acordo com a reportagem, Martinelli poderia pegar até seis anos por estupro e o padre Radice quatro anos de reclusão por cumplicidade, segundo pedido da Promotoria em julho deste ano.

No breve veredicto, o tribunal decidiu que eles foram absolvidos de alguns crimes, que não poderiam ser punidos por outros e que outros foram prescritos.

Os abusos teriam começado em 2007, no pré-seminário São Pio X, quando ambos — Martinelli e o menor de idade — eram adolescentes, com 14 e 13 anos respectivamente, e se repetiram por cinco anos, até 2012, até que Martinelli completou 19 anos.

Atualmente, Martinelli trabalha em um centro para idosos na cidade de Como (norte da Itália), desde 2017, quando foi ordenado sacerdote.

Fonte: https://www.brasil247.com/mundo/padre-acusado-de-estupro-de-adolescente-e-absolvido-no-vaticano

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Volta da fome é resultado do desmonte das políticas públicas no País


Insegurança alimentar atinge mais de 100 milhões de brasileiros. Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Especialistas e parlamentares que participaram nesta terça-feira (5), da Comissão Geral da Câmara que tratou do retorno da fome ao Brasil, avaliaram que a fome e a insegurança alimentar que batem à porta de grande parcela da população, em especial dos mais pobres, não é ocasionada apenas com o advento da pandemia de Covid-19. A desigualdade social, a concentração de riqueza, o desemprego, a ausência de políticas de Estado são apontados como mazelas responsáveis pelo atual quadro caótico pelo qual passa o País.

“A pandemia não é a causa da fome hoje. Se olharmos os dados do IBGE de 2017, nós já tínhamos o Brasil de volta ao mapa da fome. Então, segundo o IBGE, conforme os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2017 e 2018, o Brasil já tinha voltado ao mapa da fome muito antes da pandemia”, esclareceu a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Tereza Campello.

A ex-ministra citou dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil, estatísticas do governo federal, as quais mostram que, em 2019, já durante o governo Bolsonaro e antes da pandemia sequer ter aparecido na China, “já tínhamos 47% dos lares brasileiros que têm crianças com menos de 5 anos de idade em insegurança alimentar, ou seja, não se alimentavam adequadamente, não comiam proteínas e vitaminas de forma adequada e suficiente, e uma parte importante delas não tinha alimento suficiente”.

Segundo Tereza Campello, essa situação projeta consequências estruturais gravíssimas para o Brasil. “Não é um problema de hoje. É um problema de hoje e é um problema do futuro”, antecipou.

A economista concorda que a pandemia, de fato, agrava esse quadro. Segundo ela, isso ocorre porque o vírus alcança o Brasil no momento em que as políticas públicas já tinham sido desorganizadas. “Em grande parte, nós tivemos um desmonte das políticas públicas, como o Programa Cisternas e o Programa de Aquisição de Alimentos, que não foram extintos, mas agonizam hoje no Brasil, assim como o salário mínimo parou de ser valorizado, a destruição e o desmonte da CLT com impactos generalizados na renda dos brasileiros, o desmonte do SUAS”, elencou.

Para a ex-ministra, a volta do Brasil ao mapa da fome é resultado de um conjunto de situações de desmonte de políticas públicas que agravou muito esse quadro. “Não é a pandemia que agrava o quadro, é a desproteção social, a desorganização das políticas públicas, que nos impede de construir uma agenda que, mesmo com a pandemia, pudesse proteger os brasileiros”, reiterou Tereza Campello.

O quadro alarmante, segundo a ex-ministra, tende a piorar. Ela disse que, hoje, os números giram em torno de 44 milhões de brasileiros que não comem o suficiente diariamente, conforme apontava o Relatório VIGISAN em dezembro de 2020.

“Imagino que hoje estamos com mais de 55 milhões de brasileiros que não comem o suficiente. Isso significa mais do que uma Argentina que não se alimenta, e não só não se alimenta de forma adequada, mas não tem alimento suficiente ao longo do dia. Uma parcela já está numa situação de insegurança alimentar gravíssima”, denunciou.

“Eu gostaria de infelizmente aproveitar o meu tempo para alertar os nossos parlamentares, senhores e senhoras, que, na minha avaliação, esse quadro tende a piorar muito ainda, e isso é assustador”, alertou Campello.

Ex-ministra Tereza Campello participou da Comissão

Os milionários da Covid

A diretora técnica adjunta do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Patrícia Pelatieri, partilha da mesma opinião. “Primeiro, quero reforçar que a pandemia não é a causa, mas ela aprofunda essas desigualdades, aprofunda a desigualdade principalmente de segmentos mais vulneráveis da população”, afirmou a economista.

Patrícia Pelatieri chamou a atenção também para outra ponta da fome, da miséria, que é a questão da ponta da pirâmide. Ela citou que de um lado houve o aumento da fome, de outro, houve a concentração da riqueza. “Nesse período, 22 brasileiros entraram ou retornaram à lista de pessoas com pelo menos 1 bilhão de dólares em patrimônio, segundo a revista Forbes”.

Segundo a representante do Dieese, no primeiro trimestre de 2021, depois de um ano de pandemia, o lucro líquido de 262 empresas somou R$ 83 bilhões, um valor muito maior do que o de 2018, já descontando a inflação. “O lucro dos bancos, embora tenha caído em 2020, em comparação a 2019, atingiu R$ 79 bilhões”, esclareceu.

“Para nós termos uma dimensão disso, o gasto com auxílio emergencial, que salvou não só milhares de pessoas mas também a economia do País de uma queda ainda mais brutal, ficou perto do valor de R$ 290 milhões. Isso nos dá uma ideia da dimensão dessa desigualdade”, alertou.

Na mesma linha, o professor de Desenvolvimento Agroindustrial e Política Agrícola pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), José Giacomo Baccarin, acrescentou que o Brasil conseguiu, com o auxílio emergencial, mostrar que rapidamente se combate a pobreza.

“Quando o auxílio emergencial estava a plena carga — entre março e agosto do ano passado, com R$ 600 e com R$ 1.200 -, a extrema pobreza no Brasil caiu para um terço. E bastou o auxílio emergencial deixar de ser pleno e ter descontinuidade no começo deste ano que a pobreza aumentou”, revelou.
Presença do Estado

Para a diretora do Dieese nenhuma das questões colocadas se resolvem sem a presença do Estado. “Eu quero dizer que não há solução para a fome ou para o desemprego, para todos aqueles indicadores que aqui foram colocados, sem a presença do Estado. Então, essa política de redução do Estado — e vocês estão aí debatendo a questão da Reforma Administrativa, que é disso que trata — não é a solução”, apontou.

De acordo com Patrícia Pelatieri não será a iniciativa privada que vai dar conta de solucionar esses problemas tão graves do País. “E não haverá solução também se a ponta da pirâmide, esses super-ricos, não contribuir para pagar essa conta”, sentenciou.

Fome não é acidente

Em seu discurso, o líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara, deputado Elvino Bohn Gass (RS), foi enfático em afirmar que o tema da fome “não é um acidente”. “As pessoas passam fome não é por acidente. Passar fome é uma consequência de uma opção política de governo. E é bom que se registre isso neste momento, porque, hoje, o Bolsonaro tem uma opção para aumentar o fosso de desigualdade entre ricos e pobres. Os números estão aí para confirmar isso”, criticou.

Líder Bohn Gass: “Passar fome é uma consequência de uma opção política de governo”

Ilhas e paraísos fiscais

O líder petista lembrou que nos governos de Lula e Dilma existia um conjunto de políticas públicas que tiraram o Brasil do Mapa da Fome. Agora, segundo o deputado, o País está voltando a esse quadro caótico, “por causa da opção política do governo Bolsonaro e do Guedes, que preferem, sim, ilhas e paraísos fiscais, com offshores, com altas lucratividades, com o dólar supervalorizado e o real desvalorizado, o que faz com que o povo esteja na condição em que está”. “Isso é debater o tema da fome”, enfatizou.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) também criticou o descaso do governo e o escândalo envolvendo o ministro da Economia, Paulo Guedes. “Nós estamos vivenciando um Brasil que tem um ministro da Economia que lucrou, nesses mil dias de Governo, R$ 16 mil por dia! E que ali estabeleceu um ferimento e um ataque ao código de conduta, que diz que pessoas que ocupam funções relevantes não podem fazer aplicações em investimentos que dependem de ações governamentais”, denunciou.

O deputado Leonardo Monteiro (PT-MG) tem o mesmo entendimento. “Ele [Paulo Guedes], que é ministro, ele, que exerce uma função pública, teria que estar sujeito ao código de conduta de ética pública”, argumentou.

Vai ter que explicar

“Por isso, aprovamos hoje, aqui em Brasília, na Comissão de Trabalho, a convocação do Paulo Guedes, para ele poder justificar o que está fazendo com este País. Ele está se enriquecendo, contribuindo para outros ministros também se enriquecerem, para o presidente do Banco Central enriquecer e, enquanto isso, a população está empobrecendo e a fome aumentando”, informou Leonardo Monteiro.

Flagelo social

Ao se pronunciar, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) disse que o Brasil vive um “flagelo social”. Ela é da mesma opinião que quando a pandemia chegou ao Brasil, a situação de fome já estava estabelecida. A parlamentar ainda lembrou que uma das primeiras ações do governo de Michel Temer e do governo Bolsonaro foi desmontar o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). “Esse foi o símbolo de que nós voltaríamos às circunstâncias da fome crônica no Brasil”, disse.

“Como pode uma Nação que, há cerca de 7 anos estava fora do mapa da fome ter tão rapidamente visto a degradação de políticas sociais e observar que brasileiros e brasileiras, em sua maioria, 130 milhões de brasileiros, vivem em insegurança alimentar? Como é possível tão rapidamente a destruição de políticas públicas que garantiram o básico, e o socialmente estabelecido, justamente o direito à alimentação?”, indagou.

Maria do Rosário lembrou que o Brasil rumava para a segurança alimentar e a soberania também. “A dimensão nutricional era a nossa preocupação. No entanto, nos dias de hoje vivemos o flagelo da fome e da pandemia”, lamentou.

Fome como estratégia

Da tribuna virtual, o deputado Valmir Assunção (PT-BA) afirmou que a fome não é um fenômeno da natureza, uma incapacidade do cidadão ou da cidadã, ou falta de sorte. “A fome, a pobreza e a miséria fazem parte de uma estratégia daqueles e daquelas que governam o País”.
Segundo o deputado, o Brasil volta à década de 80, quando a fome e a pobreza eram muito grandes, as pessoas catavam alimentos nos lixões para matarem a fome. Essa realidade, explicou o parlamentar, foi alterada no período do governo do presidente Lula.

“E como é que foi mudada essa realidade? Gerou-se mais de 20 milhões de empregos, valorizou-se o salário mínimo, fortaleceu-se a agricultura familiar, que produz 70% do alimento que chega à mesa de cada cidadão e cidadã — o valor de R$ 30 bilhões foi o crédito estabelecido na agricultura familiar —, criou-se o Bolsa Família, fortaleceu-se os conselhos, ou seja, a participação da sociedade civil, e a parceria com os municípios, respeitou-se o pacto federativo, fazendo com que isso tirasse o Brasil do mapa da fome”, demonstrou Valmir Assunção.

Em sua fala, o deputado Zé Neto (PT-BA) também lançou o questionamento sobre quem ganha com a fome e a miséria no País. “De um lado, temos a miséria, a fome, pessoas com uma dificuldade de vida absurda. No Estado que mais produz carne, as pessoas estão comendo vísceras e estão em busca de ossos. E nós perguntamos: a quem a fome beneficia? Porque ela beneficia alguém!”, opinou.

A fome e o golpe

Para o deputado Padre João (PT-MG), a fome volta à cena juntamente com o golpe aplicado na presidenta Dilma Rousseff, em abril de 2016. Na verdade, a fome no Brasil teve um momento importante aqui nesta Casa no dia 17 de abril de 2016, quando demos uma guinada com a retirada da presidenta Dilma, mudamos toda a política de segurança alimentar deste País”, criticou.

O parlamentar mineiro disse que depois do golpe houve o desmonte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Programa Água para Todos, da extinção do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional sustentável, do desmonte do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. “Onde estão as Câmaras Interministeriais de Segurança Alimentar e Nutricional, que formulavam com o povo através das conferências de segurança alimentar e nutricional?”, questionou.

“Nosso povo passa sede, fome e sede, são milhões de brasileiros. Até o caminhão do Exército para carregar o caminhão-pipa está sendo retirado, porque não há programas de captação de água de chuva. A solução é reestruturar os programas, retomar os programas”, defendeu.

Fundo do poço

O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) sentenciou: “Chegamos ao fundo do poço. O acúmulo de erros, a partir do golpe na presidenta Dilma, levou este País a produzir menos de uma dezena de bilionários e reproduzir milhões de superpobres”.

Na avaliação de Reginaldo Lopes, a fome, a miséria e a extrema pobreza têm origem em vários fatores. Segundo ele, a não garantia do reajuste do salário mínimo com ganho real, descontrole na política de preços, em especial na política de alimentos, têm corroído o poder de compra do povo brasileiro, o desemprego, a ausência de uma política adequada de transferência de renda, de proteção social, para os mais pobres, são elementos preponderantes para a situação pela qual passa o País.
“O somatório de todo esse desgoverno é a volta do Brasil para o Mapa da Fome. Quase 30 milhões de brasileiros voltaram para o Mapa da Fome!”, frisou.

“Mais de 100 milhões de brasileiros e brasileiras estão com insegurança alimentar. E o ministro da Economia que, com a especulação, investimento em paraísos fiscais, acumula, a cada dia, 14 mil dólares de lucro na especulação, obriga o povo brasileiro a correr atrás de caminhão de osso no País que mais exporta alimentos no planeta Terra. É um governo desumano! É um governo genocida! É um governo da necropolítica”, criticou.

Fora, Bolsonaro

“A única saída para este País, lamentavelmente, é o Fora, Bolsonaro! Não há outro caminho para nós encontrarmos a paz, a soberania nacional e um projeto de Nação, com um ministro da Fazenda que tem contas em paraísos fiscais, com o presidente do Banco Central que tem contas em paraísos fiscais, e com um governo incapaz, que nunca entendeu de economia e não teve empatia pelo povo”, afirmou Reginaldo Lopes.

O deputado Pedro Uczai (PT-SC) lamentou o retorno da temática sobre a fome retornar à ordem do dia do Parlamento. Para o deputado a grande pergunta que fica é se a política econômica do governo Temer e do governo Bolsonaro aumenta a desigualdade social e concentra renda e riqueza ou distribui a renda e a riqueza.

Para o parlamentar catarinense, está claro que “não há só pobreza, empobrecimento, desemprego, miséria e fome”. Para ele, há concentração de renda e de riqueza no País.
“Esta é a decisão da política econômica. Esta é a decisão do governo Bolsonaro. Portanto, é ele o responsável pelo aumento da miséria e da fome neste País. Portanto, esta Comissão Geral denuncia o nome do responsável por trazer de volta o Brasil ao Mapa da Fome”, afirmou.

19 milhões de famintos

O deputado José Ricardo (PT-AM) lembrou que Brasil já tinha saído do mapa da fome nos governos petistas. “Agora, no desgoverno de Bolsonaro, nós temos milhões de famílias passando fome, lamentavelmente. São 19 milhões de famílias, de pessoas que estão passando fome. Esse é um dado oficial. E o interessante é que, em 2018, eram 10,3 milhões de pessoas. Olhem a quantidade de pessoas, que, nesse período, entre o governo Temer e o governo Bolsonaro, estão agora literalmente passando fome”, lamentou.

O deputado acrescentou ainda que, considerando o critério de insegurança alimentar, “pouco mais da metade da população brasileira, em torno de 120 milhões de pessoas, estão enquadradas na insegurança alimentar, ou seja, não se alimentam o suficiente em termos de qualidade, quantidade, o que afeta muito as crianças, os jovens”.

O deputado João Daniel (PT-SE) acrescentou: “Hoje nós temos milhões no mapa da miséria e da fome. E nós temos um governo que dá o direito aos desempregados e aos pobres de buscar osso nos açougues, e aos ricos, de ter fuzil”, ironizou.

Governo sem projeto, sem princípio

O deputado Marcon (PT-RS) explicou que com o governo Bolsonaro, o Brasil passou a ser a 12ª economia do mundo. “Isso é que mostra a fome, porque não há projeto, não há princípio”.
O parlamentar gaúcho avalia que para mudar esse cenário, “é preciso gerar emprego, gerar salário”. Para ele, tem que haver um salário mínimo digno. “O Brasil está com quase 20 milhões de pessoas passando fome. Quase 20 milhões de brasileiros estão desempregados, e não há política de combate à fome neste País. Não há apoio nem para a agricultura familiar nem para a micro e pequena empresa”, criticou.

O deputado Leo de Brito (PT-AC) também se lembrou que Brasil saiu do Mapa da Fome em 2014. Ele disse que é preciso se indignar se o País tiver uma só pessoa passando fome. “Agora imaginem termos 20 milhões de pessoas passando fome. Imaginem 120 milhões de brasileiros e brasileiras em insegurança alimentar, inclusive as pessoas que estão empregadas hoje? reagiu”.

“Nós estamos falando de 22% de pessoas que estão empregadas e que têm insegurança alimentar. São 15,7% de pessoas informais que também estão em insegurança alimentar e 3,7% que estão em trabalhos formais e têm insegurança alimentar. Nós temos que nos indignar”, reafirmou.

Também indignado, o deputado Nilto Tatto (PT-SP) disse que o País tem 20 milhões de pessoas que ninguém sabe se vão ou não ter alimento para comer hoje, enquanto, segundo ele, o Brasil bate recorde em produção agrícola.
“Então, vejam a contradição. Esta Casa aqui mesmo aprovou, ainda neste ano, vários projetos anistiando dívidas, renegociando dívidas, colocando incentivos para a agricultura, no entanto nenhum centavo para quem produz alimentos”, reclamou.

“É fundamental para quem produz alimentos, não commodities para a exportação, que o poder público adquira esses alimentos para dar um auxílio para a agricultura familiar e para que isso se torne política pública novamente e combatamos a fome novamente”, defendeu Nilto Tatto.

Os parlamentares Benedita da Silva (PT-RJ), Zeca Dirceu (PT-PR), Frei Anastácio (PT-PB), Vicentinho (PT-SP), Joseildo Ramos (PT-BA) e Rejane Dias (PT-PI) também se manifestaram na Comissão Geral e criticaram a volta da fome ao País.

Benildes Rodrigues

Fonte: http://ptnacamara.org.br/site/volta-da-fome-e-resultado-do-desmonte-das-politicas-publicas-no-pais/

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Cavalo Bravo e Preá serão também beneficiados com voos turísticos a partir de Recife

Pernambuco anuncia novos voos da Azul com saída do Recife para temporada de verão; veja os destinos

Por Portal Folha de Pernambuco05/10/21 às 07H45 atualizado em 05/10/21 às 09H30

Movimentação do Aeroporto do RecifeMovimentação do Aeroporto do Recife - Foto: Divulgação/Secretaria de Turismo de Pernambuco

Para a alta temporada de verão, de dezembro de 2021 a janeiro de 2022, Pernambuco ganhará um reforço de dez novos voos operados pela Azul com saídas do Recife, na que será a maior malha de viagens aéreas deste período do ano da história do Nordeste.

Com o incremento, Pernambuco terá um total de 628 voos semanais, entre pousos e decolagens, totalizando oferta de um milhão de assentos.

Do total de 628 voos, 593 partirão do Recife para capitais brasileiras, além de outras cidades do interior do País.  O anúncio foi feito em solenidade, nessa segunda-feira (4), que reuniu o governador Paulo Câmara, autoridades do turismo e representantes da companhia aérea e Aena, administradora do Aeroporto do Recife, o principal do Estado.

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Além do incremento de voos em rotas que já são operadas, entre dezembro e o fim de janeiro de 2022 a Azul terá voos sazonais do Recife para os seguintes destinos:

- Boa Vista (Roraima),
- Macapá (Amapá),
- Santarém (Pará),
- Campo Grande (Mato Grosso do Sul),
- Porto Velho (Rondônia),
- Curitiba (Paraná),
- Florianópolis (Santa Catarina),
- Londrina (Paraná),
- Galeão (Rio de Janeiro) e
- Jericoacoara (Ceará).

A Azul passará a operar, durante esse período, um total de 42 destinos com partidas do Recife. Na comparação com anos anteriores, o crescimento é superior a 15% no número de voos operados na capital e 17% superior ao número de assentos oferecidos no último verão.

“Nós já tínhamos essa parceria se consolidando com a empresa Azul, e ela vem se ampliando. Se nós olharmos para cinco anos atrás, tínhamos menos de vinte destinos entre o Recife e demais municípios brasileiros. Hoje, já são mais de quarenta, ou seja, nós mais que dobramos", comemorou o governador durante o evento.
"Quanto mais voos vindos ao Recife ou passando pelo Recife, mais se abrem oportunidades de geração de renda, de que as pessoas que passam por aqui e movimentam a economia. E a gente vê na retomada essa oportunidade. O turismo movimenta toda uma cadeia”, ressaltou o chefe do Executivo estadual.

Solenidade no Palácio do Campo das Princesas, no Recife (Foto: Aluísio Moreira/SEI)

A operação é apontada como um marco histórico para a Azul e para Pernambuco, visto que nenhuma companhia aérea deteve uma operação dessa magnitude na história do Estado e da região Nordeste.

O secretário estadual de Turismo e Lazer, Rodrigo Novaes, afirmou que a nova oferta é a consolidação de uma política bem feita de atração de voos, aumentando a conectividade do Recife e de Pernambuco com outras cidades do País.

“Existe a perspectiva de podermos operar pela Azul para Garanhuns e Araripina já nos próximos meses", adiantou Novaes.

Prefeito do Recife, João Campos destacou a conectividade da capital pernambucana que, com a operação, terá ligação direta com 25 das 26 capitais brasileiras.

"É uma marca que o Recife consegue, se consolidando como a cidade com o maior aeroporto do Nordeste, o maior número de passageiros, maior conexão direta e maior quantidade de voos e destinos de maneira geral. Vai ajudar não só o aeroporto e a aviação, mas toda a economia da cidade, potencializando o Recife como um grande hub de serviços e com a capacidade de gerar emprego e renda para toda uma cadeia produtiva que deriva do Turismo”, pontuou.

“Há cinco anos, a Azul estava buscando uma localidade mais apropriada para criar o centro de conexões aqui do Nordeste. Na época, existia uma grande disposição do Governo do Estado em investir nisso. Além disso, o Recife também tem uma vantagem geográfica, está no centro do Nordeste. Para a gente que queria construir essa conectividade com toda a região, isso também faz a diferença", disse o diretor de Relações Institucionais da Azul, Marcelo Bento Ribeiro.

Fonte: https://www.folhape.com.br/economia/pernambuco-anuncia-novos-voos-da-azul-com-saidas-do-recife-para/200451/

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Usuários de WhatsApp, Facebook e Instagram reportam instabilidade na conexão por todo o mundo


Redes sociais (imagem referencial)

© Depositphotos / Carballo

Usuários dos aplicativos Facebook, Instagram e WhatsApp reclamam em diferentes países, incluindo na Rússia, de falhas de serviços em larga escala.

A maioria dos casos de falhas de conexão é relatada por internautas dos EUA e do Reino Unido, assim como do Canadá, dos Países Baixos, da Alemanha, da Itália, da França e da Rússia, entre outros países.

A maioria dos usuários do Facebook reclama do desempenho da plataforma, bem como das fracas conexões ao servidor e das falhas de aplicativos. O Instagram sofre principalmente falhas no aplicativo, bem como falhas na conexão com o servidor. O caso do WhatsApp também é idêntico no campo de conexão ao servidor.

Até agora, foram reportados mais de 80 mil problemas com Facebook, 67 mil com o Instagram, e com o WhatsApp foram registrados outros 20 mil.

Facebook

@Facebook

We’re aware that some people are having trouble accessing our apps and products. We’re working to get things back to normal as quickly as possible, and we apologize for any inconvenience.

1:22 PM · 4 de out de 2021

48,4 mil

11,7 mil

Copiar link para o Tweet

Estamos cientes de que algumas pessoas estão tendo problemas para acessar nossos aplicativos e produtos. Estamos trabalhando para que tudo volte ao normal o mais rápido possível e pedimos desculpas por qualquer incómodo.

Tal acontecimento foi apontado pelo Downdetector, uma plataforma que rastreia falhas ao coletar relatórios de várias fontes, incluindo informações de erros enviados pelos seus usuários.

É, contudo, possível que esta falha na conexão esteja afetando um número maior de usuários do que o reportado até o momento.

Fonte: https://br.sputniknews.com/sociedade/2021100418088599-usuarios-de-whatsapp-facebook-e-instagram-reportam-instabilidade-na-conexao-por-todo-o-mundo/

sábado, 2 de outubro de 2021

Mulher: A porta do inferno ou do paraíso?


Posted: 30 Sep 2021 07:00 AM PDT

Os homens têm duas opiniões sobre a mulher. Uns a admiram através das lentes da paixão, enquanto outros a contemplam com os olhos do espírito. Os mais duros inimigos da mulher foram os homens religiosos. Tertuliano afirmou: “A mulher é a porta do Inferno”. São Bernardo disse: “A mulher é o instrumento do Demônio”. Santo Antônio explicou que “ela é a fábrica das armas dos demônios e sua voz é o sibilar das víboras”.

Em seguida, São Boaventura afirmou: “A mulher é a porta do Inferno, o caminho do pecado e o veneno do escorpião”. João, o Damasceno, diz: “É a filha do engano e a inimiga da paz”. São Gregório acrescenta: “É venenosa como a víbora e rancorosa como o dragão”.

Os teólogos, antigamente, debatiam a respeito para saber se a mulher tinha alma ou não. Na Inglaterra, até 1814, o homem tinha o direito de vender a própria mulher em hasta pública. Um poeta árabe disse: “As mulheres são nossos demônios. Que Deus nos livre da mulher”.

adoum1A outra extremidade das opiniões decantou a bondade da mulher, e assim encontramos alguém que disse: “Todos devemos à mulher a vida e os meios de que precisamos para suportá-la”. Outro disse: “É sempre com a mulher que começam os grandes feitos”.

Houve, em seguida, um grupo que tomou o caminho do meio-termo e afirmou: “A diferença que existe entre uma mulher e outra é a que existe entre o céu e a terra”.

Certo poeta árabe cantou o seguinte: “Se a corrompes, és um demônio; “se a corriges, teu anjo será”.

Não tenho o talento de um Tertuliano ou o ascetismo de um Santo Antônio. Tampouco sou santo, porém, disponho do dom divino de pensar e falar como homem e sempre falei a respeito da mulher em minhas obras. Talvez o que tenha dito sobre ela não seja do agrado de todos, porque a verdade é dura aos ouvidos de muitas pessoas fanáticas. Eu disse o seguinte:

Para descobrir os Mistérios da Divindade, deve-se penetrar no coração da mulher, porque quando Deus emanou a Natureza de Si mesmo, Ele habitou no coração dela.

Quem não ama a mulher não sabe amar a Deus, porque Deus quer o que a mulher quer. Aquele que não funde seu próprio elemento com o elemento da mulher nada pode criar para si ou para os outros.

O homem é a mente que pensa, enquanto a mulher é a intuição inspiradora. Pensar é ter cérebro; intuir é ter coração. O cérebro trabalha, porém o coração adivinha.

O deus homem lançou seu raio como Júpiter. Minerva, como mulher, derramou a sabedoria. Ele é força e poder, porém ela é conselho e previsão. A força vence, mas a sabedoria convence. O homem é o fogo divino, mas é a mulher que mantém esse fogo sagrado aceso nele.

Os erros são corrigidos pelo pranto da mulher.

Se és homem, deves divinizar-te através da mulher; se és Deus, deves humanizar-te através dela. Ela é o caminho de ida e de volta. O homem torna-se divino através da mulher, e esta manifesta sua divindade nele. O homem, como cérebro, é um dínamo produtor de força, ao passo que a mulher, como coração, produz amor. A força mata, mas o amor ressuscita.

A palavra oriunda do cérebro fere, ao passo que aquela que emana do coração cura.

O coração da mulher é o poço da sabedoria. Gênio é todo aquele que bebeu de suas águas.

Estás aflito? Recorre à mulher; ela é o consolo dos aflitos. Estás doente? A mulher é a saúde dos enfermos. És pecador? A mulher é o refúgio dos pecadores. És impuro? Lava-te nas lágrimas da mulher e serás limpo.adoum2

A mulher é arte divina que não imita, porém explica a Divindade com símbolos.

A mulher é a mais elevada beleza de Deus. O amor a manifesta, porém, o desejo a mata. Ela é o pensamento mais belo do Absoluto, o qual deve ser captado pela inteligência, porém, nunca visto com os olhos.

A mulher é a lei da Beleza e a lei existe para ser obedecida e não infringida.

O que disse a respeito da mulher, inspirado pelas verdades encerradas em minhas palavras, ainda é muito pouco.

A mulher sempre foi a causa do ressurgimento de uma nação, embora também tenha sido a causa da sua decadência. Quando os homens de um determinado povo começam a utilizar a mulher para a satisfação de seus desejos, esse povo, forçosamente, deve extinguir-se.

A história comprova essas minhas afirmações. Todos os reinos surgiram quando a mulher foi respeitada e santificada, mas esses mesmos reinos tombaram em decadência quando se começou a utilizar a mulher para o deleite.

(por Dr. Jorge Adoum, Mago Jefa – CLIQUE AQUI)

Outra obra complementar: O Livro Completo dos Mantras – CLIQUE AQUI)

Fonte: https://mail.yahoo.com/d/folders/1/messages/260552?.intl=br&.lang=pt-BR&.partner=none&.src=fp