segunda-feira, 20 de junho de 2022

Presidente do Brasil fazendo farra com dinheiro do povo


Bolsonaro bate recorde em despesas com cartão corporativo e já gasta R$ 1,2 milhão por mês

Gastos têm se intensificado com sua campanha eleitoral antecipada

20 de junho de 2022, 05:53 h Atualizado em 20 de junho de 2022, 06:24

www.brasil247.com - Motociata de Bolsonaro em SP Motociata de Bolsonaro em SP (Foto: Reprodução)

247 – Jair Bolsonaro, que tem feito campanha eleitoral antecipada e viajado pelo país para realizar atividades inúteis, como suas motociatas, estourou os gastos com cartão corporativo, segundo informam Lucas Resende e Thiago Marchesini, na Folha de S. Paulo. "Os gastos com cartão corporativo do presidente Jair Bolsonaro (PL) aumentaram em 2022, às vésperas da campanha eleitoral. Desde o primeiro ano de mandato, essas faturas têm ficado cada vez mais altas e atingiram recentemente o patamar de R$ 1,2 milhão por mês", escrevem os repórteres.

"A fatura média do cartão subiu de R$ 736,6 mil por mês no primeiro ano de governo para R$ 862,1 mil em 2020. Em 2021, o extrato do cartão do presidente ficou ainda mais caro –R$ 1,1 milhão por mês. Agora, de janeiro a maio de 2022, essa média subiu para R$ 1,2 milhão num período em que Bolsonaro intensificou a agenda pelo país em clima de pré-campanha à reeleição. Esse aumento de despesas no início do ano colocou o chefe do Executivo em patamar recorde de despesas na comparação com os antecessores", acrescentam.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/bolsonaro-bate-recorde-em-despesas-com-cartao-corporativo-e-ja-gasta-r-1-2-milhao-por-mes

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Uma postagem para se pensar

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Fonte: https://twitter.com/GadoDecider/status/1537083919845269511/photo/1

Espalhe a verdade sobre a transposição do Rio São Francisco!


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Fonte: https://twitter.com/guimaraes13PT/status/1536826390611369984/photo/1

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Fome: com menos de R$ 1 por aluno, Bolsonaro esvazia pratos nas escolas


Foto: Site do PT

Com o desmonte sistemático de todo um arcabouço de programas sociais que permitiu ao país sair do Mapa da Fome no governo Dilma, em 2014, o desgoverno Bolsonaro avança na estratégia de destruição do Estado e já condena mais de 33 milhões brasileiros à fome diária. Como Bolsonaro não impõe limites à própria perversidade, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) resolveu retirar também comida do prato dos alunos da pré-escola e do ensino fundamental e médio. Reportagem da Folha de S. Paulo desta quinta-feira (9) aponta que o governo repassa menos de R$ 1 para a alimentação de cerca de 40 milhões de alunos da rede pública do país.

Atropelando a inflação galopante dos alimentos gerada pelo ministro-banqueiro Paulo Guedes, o governo repassa hoje apenas R$ 0,53 para a alimentação de crianças na pré-escola, e menos ainda para quem está no ensino médio e fundamental: são inacreditáveis R$ 0,36. Segundo o jornal, as verbas só passam de R$ 1 quando os períodos são mais longos, caso das creches (R$ 1,07) e do ensino integral, cujo valor é variado entre R$ 1 e R$ 2.

Os dados ampliam ainda mais o quadro de penúria social causado pela dupla Guedes-Bolsonaro, cujo saco de maldades é focado para atingir mulheres, crianças e a população negra, como demonstram os levantamentos mais recentes sobre insegurança alimentar no país. No caso de alunos em idade pré-escolar e, portanto, em fase de crescimento, a escassez de alimentos tem efeito avassalador para a formação das crianças, com o agravamento da desnutrição infantil.

LEIA MAIS: Fome cresce entre famílias chefiadas por mulheres com crianças

Diante do quadro, uma rede de entidades coordenada pelo Observatório da Alimentação Escolar e pela FIAN Brasil Organização pelo Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadas lançou uma carta aos candidatos à Presidência na qual pede compromisso com reajustes adequados para gastos no âmbito do Pnae.

Para isso, as entidades sugerem que o orçamento do programa saia dos atuais R$ 3,96 bilhões para R$ 8 bilhões. Além disso, propõem um reajuste anual definido em lei que siga o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para bebidas e alimentos.

LEIA MAIS: A escalada da fome já castiga 33 milhões de brasileiros

Os repasses do Pnae operados governo pelo seguem o padrão de desorganização e falta de critério que são uma marca da gestão Bolsonaro, caso do Auxílio Brasil, cujas transferências são feitas sem levar em conta a situação de cada família e região. Apesar do caráter suplementar dos repasses às verbas de estados e municípios, escolas das cidades mais pobres dependem exclusivamente das transferências do governo federal.

Falta de planejamento

“O que observamos é uma realidade muito díspar. Municípios com alta arrecadação chegam a destinar até cinco vezes mais do que é transferido pelo governo federal, enquanto os mais pobres, onde estão as crianças e os adolescentes em situação de maior vulnerabilidade alimentar, não conseguem aportar recursos adicionais para a compra de alimentos”, declarou à Folha a coordenadora do Observatório e assessora da FIAN Brasil, Mariana Santarelli.

“O resultado disso é o reforço das desigualdades no acesso à alimentação”, apontou. “No semiárido brasileiro, por exemplo, essa é uma realidade, uma vez em que há grande dependência dos municípios em relação à transferência de recursos federais, e o Pnae é o único repasse para a compra de alimentos nas escolas públicas”, relatou Santarelli.

Desmonte

Em meio a um cenário de aceleração do desmonte bolsonarista das estruturas da agricultura familiar, as entidades reforçam a necessidade de que 30% dos alimentos para escolas sejam fornecidos pelo setor, conforme estabelecido por lei. Uma das propostas é a realização de editais para a compra de produtos dos pequenos agricultores.

O documento alerta ainda para o aumento da obesidade infantil, fruto do alto consumo de alimentos ultraprocessados, mais um retrocesso do desgoverno Bolsonaro. As entidades pedem que os cardápios incluam mais alimentos naturais para contribuir na redução da obesidade infantil.

Nos governos Lula e Dilma, a situação era o oposto do inferno bolsonarista. Antes do desmonte da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os estoques de alimentos eram feitos para impedir a disparada de preços, assim como os agricultores familiares recebiam incentivo para produzir os alimentos básicos que chegavam às mesas dos brasileiros. Ale’m disso, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), hoje praticamente extinto por Bolsonaro, levava comida de graça a creches, escolas, instituições sociais e famílias carentes.

PTNacional, com informações de Folha de S. Paulo

Fonte: http://ptnacamara.org.br/site/fome-com-menos-de-r-1-por-aluno-bolsonaro-esvazia-pratos-nas-escolas/

domingo, 5 de junho de 2022

Entenda por que super-ricos no Brasil e no mundo devem ser tributados

A riqueza total dos bilionários do mundo é hoje equivalente a 13,9% do PIB global, destaca Oxfam

Redação

Brasil de Fato | Porto Alegre (RS) |

03 de Junho de 2022 às 09:08

Mundo poderá ter um milhão de pessoas empurradas para a pobreza extrema a cada 33 horas em 2022 - Arquivo/Agência Brasil

O relatório Lucrando com a Dor, apresentado pela Oxfam na abertura do Fórum Econômico Mundial, no último dia 22, explicitou a urgência de tributar os super-ricos no Brasil e no mundo. De acordo com o estudo, a pandemia da covid-19 foi “um dos melhores momentos da história para a classe bilionária” e impulsionou “o maior aumento sistêmico da desigualdade de renda já visto”.

São 573 novos bilionários no mundo, que mesmo na dor e no sofrimento de milhões de pessoas aumentaram suas fortunas, afirma o relatório. São empresários do setor alimentício, grandes petrolíferas, gigantes farmacêuticas e de tecnologia que controlam as redes sociais e plataformas digitais.

Leia também: Artigo | Apesar da crise, super-ricos ficaram ainda mais ricos

“O aumento das fortunas de um pequeno grupo de pessoas enquanto a maioria da população do mundo enfrenta o drama da fome, falta de acesso à saúde e à educação, falta de perspectiva de vida, é aviltante. Os valores humanos estão escorrendo pelo ralo dos privilégios e da concentração de renda, riqueza e poder”, afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

Sobe para 55 o número de bilionários no Brasil

No Brasil o cenário de crise jogou para a insegurança alimentar cerca de 120 milhões de pessoas e o país voltou ao mapa da fome, enquanto o número de bilionários subiu para 55, de acordo com o ranking da revista Forbes. O desemprego está em patamares recordes e o atual governo brasileiro encerra a gestão com o salário mínimo menor do que quando entrou em 2019, antes da pandemia.

A fim de buscar recursos para aumentar investimentos que mitiguem esta realidade, seis projetos foram protocolados na Câmara dos Deputados para tributar os super-ricos, em setembro passado. Os projetos preveem recursos para políticas sociais, em especial de apoio e defesa dos direitos das vítimas da cavid-19 e aos mais de 130 mil órfãos como para tratamento das sequelas.

::Distribuição de renda deve vir também em tributação de super-ricos, diz pesquisadora ::

O auditor fiscal e vice-presidente do Instituto Justiça Fiscal (IJF), Dão Real Pereira dos Santos, avalia que é decisão política acabar com a pobreza, a marginalização e a fome. "Com esforço coletivo da população e participação predominante dos super-ricos é perfeitamente possível acabar com a pobreza”, afirma.

“Na pandemia, mesmo com a economia estagnada, os bilionários acresceram 40% na sua riqueza. Parte desse acréscimo provém do empobrecimento da população. Isso é injustiça”, critica o auditor fiscal.

::Personagem em quadrinhos discute tributação dos super-ricos de forma didática::

De acordo com o relatório da Oxfam, o mundo poderá ter um milhão de pessoas empurradas para a pobreza extrema a cada 33 horas em 2022, quase a mesma velocidade do surgimento de novos bilionários durante a pandemia (um a cada 30 horas).

“Os super-ricos e poderosos estão lucrando com a dor e sofrimento das pessoas. Isso é inadmissível. Alguns ficaram ricos negando a bilhões de pessoas o acesso a vacinas, outros explorando a alta dos preços da comida e da energia”, afirma Katia Maia.

Fonte: BdF Rio Grande do Sul

Edição: Marcelo Ferreira

Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2022/06/03/entenda-por-que-super-ricos-no-brasil-e-no-mundo-devem-ser-tributados

O que o MST tem feito em contraponto ao agronegócio predatório no Brasil?

Produção de alimentos sem agrotóxicos, reflorestamento e recuperação de nascentes são algumas das práticas

Caroline Oliveira

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |

04 de Junho de 2022 às 13:59

Emancipação é libertação, é tornar-se autônomo, é constituir-se na luta como sujeito, é consciência - Foto: MST

Um dos princípios que norteia a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é a coexistência entre a manutenção da biodiversidade existente no meio ambiente, a produção de alimentos saudáveis e as populações tradicionais, como indígenas, ribeirinhos e quilombolas, e suas práticas. Em outras palavras, isso significa uma interação entre o ser humano e o meio ambiente pelas vias sustentáveis de produção, além do respeito aos saberes tradicionais. 

Este princípio está na base do que se entende hoje por agroecologia, que pode se expressar de diversas formas. São exemplos a produção de alimentos sem agrotóxicos, reflorestamento, recuperação de nascentes, cultivação de sementes não transgênicas e a prática de cultivar diversas lavouras em um mesmo terreno, conhecida como policultura, o que possibilita a devolução de nutrientes variados para a terra.

Leia também: MST completa 38 anos com arrecadação histórica contra a fome e campanha nas redes sociais

Práticas agroecológicas

Um dos projetos do MST que seguem a linha da agroecologia é a Rede de Sementes Agroecológicas BioNatur. Existente desde 1997 no sul do país, o projeto produz e comercializa sementes crioulas que podem ser cultivadas, multiplicadas, conservadas e melhoradas, diferente das sementes transgênicas e híbridas.

“O projeto do agronegócio e da financeirização na agricultura tem nas sementes o elemento vital pra colocar em xeque não só os saberes camponeses, mas também aquilo que se materializa na semente e nos confere autonomia. Por exemplo, quando a gente compra uma semente numa loja, a gente compra os fertilizantes químicos, a modificação genética, com isso também comprando uma dívida”, afirma Kelli Maffort, da direção nacional do MST.

Saiba mais: "O popular no MST está muito à frente do que é 'pop' do agro", diz dirigente do movimento

“Por isso, ter as próprias sementes significa ter autonomia, ter práticas de preservação massificada da semente. Isso é algo extremamente estratégico para movimentos camponeses, e o movimento sem-terra preserva bastante isso.”


Tradicionais e valorizadas pela agricultura familiar, sementes crioulas carregam consigo informações sobre clima, solo e manejo relacionados ao seu local de origem / Divulgação/MPA

Desde 2017, a BioNatur se tornou a mantenedora de uma variedade de sementes: repolho louco de verão, couve manteiga da Geórgia, abóbora BRS tortéi, rúcula cultivada, moranga de mesa, tomate bio feliciana, abobrinha de tronco redonda e abobrinha de tronco caserta, abóbora menina brasileira, moranga pataca gigante, alface quatro estações, berinjela preta comprida, couve-brócolis ramoso santana, cenoura brasília, coentro verdão, melancia crimson sweet, melão imperial, quiabo santa cruz 47 e salsa lisa.

Outro projeto ligado aos valores agroecológicos é o Plano Nacional Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis, lançado em 2020, que estabelece o plantio de 100 milhões de árvores em 10 anos em territórios da reforma agrária e das cidades.


Plantio de árvores nativas ajuda a recuperar áreas degradadas / MST

Com o plantio de árvores nativas e frutíferas, o MST tem o objetivo de recuperar as áreas degradadas pelo agronegócio e formar as conhecidas agroflorestas. “A gente tem feito muitos viveiros, todo um processo de recuperação de nascentes, com essas árvores que nós temos plantado, e tem um desenho desse plano para cada bioma. O projeto procura recuperar e talvez reequilibrar essa relação ser humano natureza que foi super desequilibrada”, afirma Maffort.

Agrofloresta

A integrante do MST afirma que o movimento está avançando cada vez mais no conceito de agrofloresta. Trata-se de uma ramificação da agroecologia que estabelece um sistema de produção no qual os cultivos agrícolas são plantados junto com espécies florestais e criações de animais. Com o cultivo de diversas espécies em um mesmo ambiente, possibilita-se a devolução também de variados nutrientes para o solo, recuperando sua fertilidade. 

“A gente pensa no quanto o solo precisa ser alimentado pelo manejo da floresta, ou seja, a gente pensa na fertilidade do solo”, afirma Maffort. O contrário ocorre nas monoculturas, que enfraquecem a fertilidade do solo ao devolver para a terra um conjunto fraco de nutrientes, muitas vezes somado aos agrotóxicos. 


Propriedade que contou com consultoria em sistemas agroflorestais / Foto: Alexandre Caíque

Em outras palavras, “na natureza ou numa floresta não tem só um tipo de planta. Então não tem um monocultivo de milho, por exemplo. Então, na nossa visão o milho precisa ser plantado junto com outras culturas”, explica a militante do MST. 

“Antigamente a gente tinha o solo de floresta. Quando a gente pensa o boom do café em São Paulo no século passado, foi possível porque tinha uma Mata Atlântica e por isso que nem era necessário fertilizante químico. Agora fica essa guerra do fertilizante químico, mas na realidade não precisa. O solo pode ser extremamente fértil.” 

Agroecologia enquanto sistema de valores

Maffort reforça que o princípio da coexistência entre todas as espécies, que dá a base para agroecologia, também é transportado para as relações sociais dentro do MST. 

“A gente trabalha muito por meio da perspectiva que relações doentes não produzem alimentos saudáveis. Então lutar contra machismo, racismo, LGBTQIA+fobia e outros preconceitos faz parte da agroecologia também”, afirma. 

“A agroecologia não é só uma questão de produzir sem veneno, mas é uma relação social que a gente precisa mudar, para que a gente possa ter alimentos saudáveis e, ao mesmo tempo, relações sociais saudáveis.”

Na prática

No Assentamento Eli Vive, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que fica no distrito de Lerroville, a 50 quilômetros de Londrina (PR), vivem atualmente 3 mil assentados, em um terreno de 7,5 mil hectares que antes era ocupado por apenas uma pessoa. 

Hoje a maior área de Reforma Agrária em região metropolitana do Brasil, o espaço que antes era destinado ao gado para a exportação deu lugar a dezenas de lotes que produzem alimentos orgânicos para escolas, à recuperação das nascentes locais e ao reflorestamento.

“Quando a gente chegou aqui tinham três árvores, o que trouxe para a gente a missão de reflorestar. Então, em 2016 a gente começou a plantação da nossa agrofloresta. A gente tem arvores para madeira, nativas da região, como ingá, jaracatiá, uvaia, gabiroba, café, e plantas medicinais para a produção de óleos essenciais. A gente tem também as hortaliças”, afirma Jovânia Cestille, de 48 anos.


Jovânia Cestille tem 48 anos, 23 deles dedicados ao MST / Vitor Shimomura

Na mesma linha, Cristiane Ferreira dos Santos, de 36 anos, afirma que o local “era uma enorme fazenda, mas só tinha uma linha de produção, e aqui dentro hoje a gente consegue ter vários produtos e dar acesso à terra a mais pessoas. Aqui, tem gente que planta cará, inhame, mandioca, batata, horta, morango, tomate, pepino.”

Sandra Ferrer, de 47 anos, afirma que o assentamento mostrou para o Brasil que é “possível a agroecologia não só na produção. Agroecologia não é só produzir comida, é produzir ideias, vida, saúde. Nós já conseguimos proteger mais de 100 minas d'água. E com isso a gente conseguiu até trazer os passarinhos de volta. Lá no meu lote eu levanto de manhã cedo e tem passarinho. Antes não tinha. Era puro pasto”.

Oposição ao agronegócio

Adriana Charoux, coordenadora da campanha Agroecologia contra a Fome do Greenpeace Brasil, coloca a agroecologia e suas práticas como um ponto antagônico ao agronegócio e a esse cenário.

“Como defende Ernst Götschrnest [agricultor e pesquisador suíço], é possível plantar comida plantando florestas. Então a agroecologia é uma das questões fundamentais, por estar trabalhando consorciada em harmonia com a natureza e não tendo a natureza como um elemento a ser dominado”, afirma Charoux.

“A agroecologia é um contraponto ao agronegócio tal como está estabelecido. O agro é abastecido por doses imensas de agrotóxicos e encerra todas as características que a gente entende como deletério e contrário a qualquer horizonte de proteção ambiental, de direitos. (...) A agroecologia é feita de forma aliada em harmonia com a natureza, de forma muito mais justa e promove a segurança alimentar.” 

Sabe-se que na contramão do desenvolvimento da agroecologia está a atuação do agronegócio. O estudo Colheita ilícita, bens coniventes, divulgado em maio de 2021 pela organização Forest Trends, mostrou que 60% das florestas tropicais de todo o mundo foram derrubadas para a produção de carne bovina, soja e óleo de palma, entre 2013 e 2019. O percentual equivale a 46,1 milhões de hectares.


Abertura de safra de soja em Balsas (MA), um dos maiores produtores do país / Reprodução

De acordo com a pesquisa, “a maior parte do desmatamento ilegal” foi registrada no Brasil e na Indonésia, além de estar relacionada à produção de gado e palmeiras para a extração de óleo, soja e polpa. “O Brasil é um país que oferece risco particular; quase todo (no mínimo 95%) do desmatamento no Brasil realizado em 2019 foi ilegal”, destaca o documento.

Para se ter uma ideia, as plantações de soja representam 90% da agricultura do bioma cerrado, segundo a consultoria da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).

Entre agosto de 2020 e julho de 2021, foram destruídos 8,5 mil quilômetros quadrados de vegetação nativa, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Trata-se de 7,9% de área desmatada em 12 meses, a taxa mais alta desde 2016.

As plantações de soja avançam sobre biomas importantes, como o cerrado, mas também sobre áreas de policultura e de alimentos comercializados internamente, o que contribui para o aumento da fome no país, segundo Kelli Maffort. 


Plantação de soja no modelo atual do agronegócio: mais commodities, menos comida / José Cícero/Agência Pública

Ou seja, o agronegócio escolhe por produzir alimentos que são valorados como commodities no mercado internacional e deixa, por isso, de produzir comida para o mercado interno. No estado de São Paulo, por exemplo, a soja que é vendida em dólar no exterior avança sobre as plantações feijão, encarecendo este último produto para os brasileiros.

“Obviamente que isso vai representar uma diminuição de oferta de alimentos”, afirma Maffort. “O agronegócio praticamente não produz comida, produz commodities. Quem produz comida, segundo o Censo Agropecuário de 2017 [o último do IBGE], é a agricultura familiar e camponesa. Só que esse setor não controla o comércio e a indústria de alimentos. Quem controla isso é o agronegócio”, estabelecendo para onde vai os alimentos e os preços. 

“Com a desvalorização cambial, o agronegócio prefere exportar comida, receber em dólar e, assim, deixa uma inflação para nós muito alta”, conclui Maffort. 

Na contramão, as famílias do assentamento Eli Vive doaram apenas em março cerca de 60 toneladas de legumes, grãos, panificados, frutas e lácteos para famílias em situação de vulnerabilidade social ao redor de Londrina. A doação integrou a campanha permanente do MST desde o início da pandemia, que tem levado alimentos a quem enfrenta fome neste período de crise econômica e social.

Edição: Nicolau Soares

Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2022/06/04/o-que-o-mst-tem-feito-em-contraponto-ao-agronegocio-predatorio-no-brasil

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Tweet de Lula

Caso você tenha perdido o Tweet de Lula

Bolsonaro diz que só Deus vai tirar ele de lá. Ele precisa saber que a voz do povo é a voz de Deus, e o povo vai tirar ele de lá. Não sou eu, não é o Alckmin. É o povo.

O amor vai vencer ódio. O trabalho vai vencer o desemprego. A comida na mesa vai vencer a fila do osso. E o povo vai usar gás de cozinha, porque o preço vai ser compatível com o salário. Vamos voltar a ver esse país feliz!

A gasolina cara é culpa do Bolsonaro. Com Lula, a gasolina subiu apenas R$ 0,43. Estamos importando combustível dolarizado enquanto o povo enche o tanque em real. É possível fazer diferente!

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Preço do pão com margarina sobe acima da inflação e café do brasileiro fica mais caro


Os produtos do café da manhã tiveram alta de preços de 32,16% —bem acima do registrado no IPCA de 12 meses até abril (12,13%)

1 de junho de 2022, 12:29 h Atualizado em 1 de junho de 2022, 13:00

www.brasil247.com - Cesta básica Cesta básica (Foto: Divulgação)

247 - Nem o tradicional cafezinho com pão passou ileso pela alta da inflação do governo Bolsonaro. Itens essenciais no café da manhã do trabalhador brasileiro, o pão francês, a margarina e o leite subiram acima da inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice Geral de Preços ao Consumidor - Amplo), em 12 meses até abril.

Os produtos do café da manhã tiveram alta de preços de 32,16% —bem acima do registrado no IPCA de 12 meses até abril (12,13%).

O Índice de Inflação da Cesta Básica de abril aponta que os maiores vilões foram o tomate (103,26%), café em pó (67,53%) e batata-inglesa (63,4%). No período, apenas um item apresentou queda de preço: o arroz, que ficou 11,53% mais barato.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/bolsocaro-preco-do-pao-com-margarina-sobe-acima-da-inflacao-e-cafe-do-brasileiro-fica-mais-caro