Esposa de Geraldo Alckmin diz que presidente transmite sentimento quando fala com a população mais pobre do País
Lula, Janja, Dona Lu e Alckmin (Foto: RICARDO STUCKERT)
247 – A esposa do vice-presidente Geraldo Alckmin, Lu Alckmin, concedeu uma entrevista
à jornalista Victoria Azevedo, da Folha de S. Paulo, em que falou sobre
sua admiração pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Viajamos o
Brasil inteiro, me encantei com o Lula. Porque em cada lugar que eu ia,
era muita gente. E quando ele falava, o povo olhava para ele, chorava.
Por quê? Porque ele passa sentimento. Ele foi pobre, ele sentiu fome,
sentiu frio, então é uma coisa que não dá para você fingir, se você não
estiver sentindo essa empatia. Passei a admirar muito ele", afirmou. "A
vida é isso, né? O que você pensava ontem você já não pensa hoje,"
acrescentou.
Sobre a decisão de Alckmin de formar uma chapa com Lula, Lu
revela que o diálogo foi estabelecido no início da campanha, destacando a
necessidade de união por um bem maior, pela democracia e pelo país. Ao
abordar as críticas dos apoiadores de Alckmin em relação à aliança com
Lula, Lu Alckmin destaca que críticas são normais na vida, e acredita
que a união foi bem-sucedida. Sobre a possibilidade de ela mesma entrar
para a política, a segunda-dama é enfática: "Nunca. Sempre falei que meu
trabalho é voluntário, faço trabalho social e amo o que eu faço."
A entrevista também abordou a convivência de Lu Alckmin com a
primeira-dama Janja, elogiando o trabalho dela em prol das mulheres.
Sobre as críticas que Janja recebe, Lu Alckmin defende a importância
dela ao lado do presidente Lula. "Ela é a primeira-dama, é a companheira
do presidente Lula, é quem está ao lado dele", ressalta. Sobre o
ex-presidente Jair Bolsonaro e a ex-primeira-dama, Michelle, ela prefere
não se pronunciar. "Quando a gente não pode falar bem, a gente não fala
nada", conclui.
O modo mais fácil de acabar com os conflitos em Gaza, na Ucrânia e em outros países, é cortar as fontes de financiamento. Ou seja, substituir as importações desses países belicistas por produtos de outros países produtores. Espero que o Brasil comece a fazer isso o mais rápido possível
Quando a aeronave da Presidência tocar o solo da capital federal,
a Operação Voltando em Paz terá transportado um total de 1.477
passageiros
Brasileiros que estavam em Gaza cruzam a fronteira (Foto: Selfie de Hassan Rabee)
Agência Gov – O grupo de brasileiros
acompanhado pelo Governo Federal que aguardava permissão de autoridades
de Egito, Israel e da Autoridade Palestina cruzou a fronteira entre Gaza
e Egito, no Portal de Rafah, neste domingo, 12 de novembro. “O grupo de
32 brasileiros e familiares já se encontra em território egípcio, onde
foi recebido por equipe da embaixada do Brasil no Cairo, responsável
pela etapa final da operação de repatriação”, oficializou uma postagem
do Itamaraty às 5h41 desta madrugada na rede social X (antigo Twitter).
“Duas pessoas do grupo que constava da lista original, de 34 nomes,
desistiram da repatriação e decidiram permanecer em Gaza”, completou o
comunicado.
"Bom dia, gente: a gente chegou na fronteira. Daqui a pouco vamos
para o lado do Egito. Rezem por nós", afirmou Hasan Rabee, num vídeo
que gravou instantes antes de concretizar a saída. "Estamos saindo da
Palestina e indo para o Egito. Esse é o caminho para o Egito. Não falta
muita coisa. Um segundo, um minuto", festejou Hasan, já num ônibus entre
o Portão de Rafah e o lado egípcio.
"Já estão chamando os nossos nomes. Tenho o papel da saída agora",
celebrou Shahed Al-Banna, uma jovem 18 anos que integra o grupo. Os dois
se tornaram figuras conhecidas dos brasileiros por gravarem diariamente
vídeos relatando a rotina de ansiedade e de restrições impostas pela
guerra na Faixa de Gaza.
EM PAZ - Após o cruzamento da fronteira, o grupo embarca em um
ônibus fretado pelo Governo Federal. Vão seguir viagem até um aeroporto
designado pelo Egito. A aeronave VC2, da Presidência da República,
aguarda o grupo para iniciar o décimo voo de repatriação de brasileiros
desde o início da crise no Oriente Médio. Quando a aeronave da
Presidência tocar o solo da capital federal, a Operação Voltando em Paz
terá transportado um total de 1.477 passageiros, além de 53 animais
domésticos. Três aeronaves da Força Aérea Brasileira e duas da
Presidência da República foram utilizadas.
ACOLHIMENTO – Na chegada ao Brasil, o Governo Federal já tem
uma operação de acolhimento montada. Em complemento ao apoio que terão
de suas famílias no Brasil, eles terão à disposição serviços de abrigo,
documentação e alimentação, além de apoio psicológico, cuidados médicos e
imunização. Ficarão dois dias hospedados em Brasília.
“Alguns brasileiros já têm destino certo porque têm familiares aqui,
então serão deslocados para esses locais. Uma parcela significativa,
quase a metade do grupo, não tem onde ficar, mas o Governo Federal já
disponibilizou, através do Ministério do Desenvolvimento Social, um
local onde essas pessoas ficarão acolhidas. Vai ser no interior de São
Paulo”, afirmou Augusto de Arruda Botelho, secretário nacional de
Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Augusto de Arruda
Botelho
Segundo ele, não há prazo específico para o atendimento que será
fornecido pelo Governo Federal aos repatriados. “Estamos preparados para
o tempo que for necessário, para que essas pessoas possam se integrar
ao nosso país. Não há prazo limite fixado. Estamos prontos para
recebê-los da melhor forma. Eles ficarão em um local com longa
experiência de acolhimento de refugiados da forma mais completa, mais
digna, sem prazo”, concluiu.
ACOMPANHAMENTO - Durante o período em Gaza, os brasileiros
tiveram acompanhamento diário da diplomacia brasileira. Receberam
recursos para garantir alimentação, água potável, gás de cozinha e
medicamentos, tiveram acesso a atendimento médico e psicológico de forma
online. Além disso, foram estabelecidos em residências alugadas pelo
Governo Federal em Khan Yunis e Rafah e fizeram deslocamentos seguros em
ônibus fretados pela representação brasileira em Ramala. Tanto os
veículos quanto os imóveis eram identificados e informados às
autoridades de Gaza e de Israel para evitar bombardeios.
Por meio de aplicativos WhatsApp, os diplomatas brasileiros mantinham
contatos diários com o grupo para identificar necessidades e garantir,
dentro da realidade de uma zona conflagrada, que todos estivessem nas
melhores condições até que o cruzamento da fronteira fosse autorizado
pelas autoridades.
ARTICULAÇÃO - O trabalho do Governo Federal exigiu intensa
articulação da diplomacia nacional e envolvimento direto do próprio
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na quinta-feira, 9/11, por
exemplo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, teve o quarto
contato telefônico com o ministro das Relações Exteriores de Israel,
Eli Cohen, para garantir a presença dos nomes dos brasileiros nas listas
de saída de estrangeiros.
AÇÃO DIRETA - O presidente Lula, desde o início do conflito,
com um atentado terrorista executado pelo Hamas em 7 de outubro, manteve
intensas tratativas. Condenou veementemente os ataques, exigiu a
liberação de reféns israelenses e, diante da guerra estabelecida na
região na sequência, atuou para garantir ajuda humanitária, por negociar
uma possibilidade de cessar-fogo e para permitir a abertura da
fronteira para o retorno dos brasileiros.
Lula teve diálogos por telefone com dirigentes dos Emirados Árabes
Unidos, de Israel, da Palestina, do Egito, da França, da Rússia, da
Turquia, do Irã, do Catar e do Conselho Europeu. Também conversou com os
brasileiros em Gaza e com parentes de civis israelenses sequestrados
pelo Hamas. O Brasil também presidiu em outubro o Conselho de Segurança
da ONU e atuou de forma reiterada para tentar aprovar uma resolução
consensual que ajude a levar ao diálogo e à paz na região.
À TV 247, o dirigente da instituição palestina também afirmou que o
governo dos EUA quer uma “limpeza étnica” no Oriente Médio. “Sem eles
nada disso estaria acontecendo”, disse
Ualid Rabah (à esq.), Faixa de Gaza e Benjamin Netanyahu (Foto: Pedro
França/Agência Senado | Ricardo Stuckert/PR | Jacquelyn Martin/Pool via
Reuters)
247 – O presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah, alertou em entrevista à TV 247 para
os prejuízos na Faixa de Gaza, onde a população sofre com más condições
de saúde, energia, segurança e alimentação, por causa do conflito entre
israelenses e palestinos. O dirigente da Fepal também criticou o
governo dos Estados Unidos e citou o presidente norte-americano, Joe
Biden.
O dirigente da Fepal condenou a “limpeza étnica da Palestina”,
durante entrevista ao jornalista Joaquim de Carvalho, repórter especial e
documentarista do 247. “(Gaza) É uma prisão a céu aberto.
Defender extermínio de pessoas não é opinião, é crime. Israel assume que
é um regime de apartheid, equivalente ao nazismo. É um projeto
colonial”, afirmou Rabah, que também fez críticas aos Estados Unidos.
“Os EUA querem o unilateralismo. Sem eles nada disso estaria
acontecendo”.
Na entrevista, o presidente da Fepal também disse que investigadores
brasileiros precisam ficar atentos com pessoas favoráveis ao governo
israelense e mencionou Joe Biden. “Houve a normalização do discurso de
ódio e quem promoveu foram apoiadores de Israel no Brasil. É preciso
observar os sionistas no Brasil. São promotores do ódio. Parte deles
está na Polícia Federal, na PM. Eles nunca tinham defendido o genocídio.
O Biden está defendendo”.
O governo de Israel, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmou
que o serviço de espionagem (Mossad) do país localizado no Oriente
Médio trabalhou junto com a PF brasileira na Operação Trapiche,
contra um plano de “ataque terrorista no Brasil, planejado pela
organização terrorista Hezbollah, dirigida e financiada pelo regime
iraniano”. Em comunicado,
a PF adotou uma posição diferente da anunciada pelo governo israelense.
A instituição brasileiro reforçou que não se pode fazer uma conclusão
sem o término das investigações.