domingo, 21 de janeiro de 2024

Pesquisa FGV aponta Brasil 247 como um dos maiores sites do País e o mais influente entre o público progressista

De acordo com os dados coletados, 71% dos leitores do Brasil 247 se alinham com ideologias de esquerda ou centro-esquerda

O consumo de mídias digitais no Brasil
O consumo de mídias digitais no Brasil (Foto: Atlas / FGV)

247 – Uma pesquisa acadêmica realizada pela Escola de Comunicação, Mídia e Informação da Fundação Getulio Vargas, em parceria com o instituto Atlas Intel, com apoio da Embaixada da Alemanha no Brasil e coordenada pelos professores Marco Aurelio Ruediger e Amaro Grassi, colocou o Brasil 247 como o jornal eletrônico de maior adesão e engajamento junto ao público de esquerda e centro-esquerda no País. Intitulado "Consumo de mídias digitais no Brasil – um mapeamento das dietas informacionais e dos usos de plataformas digitais no contexto nacional", este estudo, finalizado em dezembro de 2023, faz parte do projeto Democracia Digital e teve como objetivo mapear as preferências de mídia dos brasileiros. O trabalho revelou que uma expressiva parcela dos leitores do Brasil 247 se identifica com correntes progressistas.

De acordo com os dados coletados, 71% dos leitores do Brasil 247 se alinham com ideologias de esquerda ou centro-esquerda, enquanto uma minoria de 19% se classifica como de direita ou centro-direita. Esta distribuição de público demonstra o forte apelo do Brasil 247 junto ao campo progressista, consolidando sua posição como um veículo de comunicação de peso no debate político nacional. Além do perfil progressista de seus leitores, o Brasil 247 também se destaca como um dos principais players no ecossistema de mídia digital brasileiro. Em termos de audiência no campo político, o estudo posiciona o Brasil 247 atrás apenas de veículos de comunicação da imprensa corporativa, como G1, CNN, O Globo, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.

O estudo coletou os dados entre os dias 10 e 22 de agosto de 2023, e também apontou que WhatsApp e YouTube estão entre as mídias sociais mais utilizadas. Além disso, os assuntos mais consumidos pelos que responderam ao estudo são política e economia. As plataformas digitais mais acessadas diariamente pelos brasileiros são WhatsApp (81%) e Google (70%). Em seguida foram citados Youtube (45%), Instagram (36%) e Facebook (27%). Além disso, 54% dos jovens entre 16 e 24 anos utilizam diariamente o TikTok. Importante registrar que a TV 247, com 1,3 milhão de inscritos, possui forte presença no Youtube, com uma das maiores produções jornalísticas de caráter independente no Brasil.

Outro aspecto interessante destacado pela pesquisa é a divisão de preferências de mídia entre gêneros. Enquanto a maioria do público do Brasil 247 é composta por homens (54%), o levantamento aponta que as mulheres, em geral, tendem a escolher veículos de imprensa mais tradicionais. Assim como o Brasil 247 é o veículo com maior engajamento entre os leitores de esquerda no País, a Jovem Pan ocupa esta mesma posição entre os leitores de direita. 

A equipe de pesquisadores incluiu Anna Bentes, Beatriz Pinheiro, Denisson Santos, Eurico Matos, Luciana Veiga e Renata Tomaz, num trabalho que trouxe várias conclusões interessantes, como apontam as tabelas abaixo:

Acesso às plaformas digitais (diariamente, algumas vezes, uma vez ou outra, nunca – do verde ao vermelho):

Acesso às plataformas digitais
Acesso às plataformas digitais(Photo: FGV )

O perfil etário de quem consome informações políticas no Brasil:

O consumo de informações políticas no Brasil
O consumo de informações políticas no Brasil(Photo: FGV)

Quanto à ideologia, verifica-se que a audiência da política nas redes sociais está equilibrada entre os segmentos de direita (29%) e centro direita (5%) com os segmentos de esquerda (25%) e centro esquerda (10%). São 34% no eixo centro direita/direita e 35% no eixo centro-esquerda/esquerda. Apenas 6% se apresentam como integralmente de centro e 24% disseram que não têm ideologia ou não sabem dizer:

O perfil ideológico de quem consome política
O perfil ideológico de quem consome política(Photo: FGV)

O estudo também analisou a composição da dieta informacional dos entrevistados considerando os veículos de mídia. Os dados revelam que o Portal G1 (41%), a Jovem Pan (36%) e a CNN Brasil (26%) estão entre os veículos de comunicação mais acessados pelos participantes da pesquisa. Em uma posição intermediária estão O Globo (19%), Folha de S. Paulo (17%) e R7 (14%). Outros veículos de mídia foram relatados como fontes de informação em ambientes digitais por pouco menos de 10% dos entrevistados. Esse grupo inclui Estadão (9%), Brasil 247 (9%), Correio Braziliense (8%), Terra (7%), O Antagonista (6%) e O Povo (5%), seguidos por Zero Hora e O Liberal. Veja abaixo:

Veículos de mídia mais acessados online:

Veículos de mídia mais acessados online
Veículos de mídia mais acessados online(Photo: Atlas / FGV)

A pesquisa também observou como a escolha de determinados veículos de mídia está associada à posição político-ideológica autodeclarada dos indivíduos entre direita e esquerda. Entre aqueles que relataram consumir informações produzidas pelo Brasil 247, 71% se identificaram como de esquerda ou centro-esquerda, enquanto apenas 19% se identificaram como de direita ou centro-direita. No polo político-ideológico oposto, as pessoas que se identificaram como de direita ou centro-direita representaram 64% dos que indicaram a Jovem Pan como sua fonte de informações on-line, enquanto apenas 9%do público desse veículo se classificaram como de esquerda ou centro-esquerda.

Veículos de mídia mais acessados online por ideologia:

fgv-247

O trabalho pioneiro da FGV trouxe importantes dados sobre o consumo de informação não apenas nas grandes plataformas digitais, as chamadas big techs, como também nos principais veículos digitais do País. "Com a centralidade da comunicação digital cada vez maior, compreender os hábitos de uso e fluxos informacionais nas mídias digitais é também compreender as transformações sociais e políticas das nossas sociedades", concluem os pesquisadores.

Fonte:  https://www.brasil247.com/midia/pesquisa-fgv-aponta-brasil-247-como-um-dos-maiores-sites-do-pais-e-o-mais-influente-entre-o-publico-progressista

sábado, 20 de janeiro de 2024

“Globo e seus colunistas pensam que a Petrobrás é deles, mas ela é do povo brasileiro”, diz Gleisi

Presidente do PT responde aos ataques proferidos por colunistas e comentaristas da Globo contra o presidente Lula pela retomada da refinaria Abreu e Lima

(Foto: ABR | Reprodução)

Por Gleisi Hoffmann, no X - O @JornalOGlobo foi contra a campanha do Petróleo é Nosso, que deu origem à Petrobrás. Seus editoriais, naquele tempo, diziam que não havia petróleo no Brasil e, se houvesse, não teríamos capacidade de explorar. Em 2009, o senhor Sardenberg escreveu que “O petróleo do pré-sal só existe na campanha do governo”. Agora dizem que a Petrobrás não pode nem deve refinar o petróleo que produzimos. 

2) O Globo e seus colunistas vociferam contra a retomada da refinaria Abreu e Lima, anunciada ontem pelo presidente Lula. Querem proibir a Petrobrás de refinar petróleo, produzir diesel e outros combustíveis aqui no Brasil. Pensam que a Petrobrás é deles, mas ela é do povo brasileiro, que a construiu ao longo de 70 anos com investimento público e o trabalho de nossa gente.

3) São contra a retomada da Abreu e Lima e a expansão do refino para manter o Brasil dependente de importações, pagando em dólares e engordando os lucros das petroleiras que eles sempre defenderam. Foi a política imposta pelo golpe do impeachment, que eles apoiaram e que Bolsonaro aprofundou: privatizar refinarias, oleodutos e a distribuidora, os elos mais lucrativos da cadeia produtiva de óleo e gás. 

4) O plano era reduzir a Petrobrás a mera exploradora de petróleo, além de entregar nossas reservas aos concorrentes. Escorchar o povo com preços internacionalizados. E privatizar os lucros, inclusive o que foi obtido pela venda de patrimônio, esvaziando o caixa de empresa com uma distribuição indecente de dividendos que nenhuma petroleira privada ousa fazer.

5) Felizmente, para a Petrobrás e para o Brasil, Lula foi eleito e interrompeu o processo de desmonte e alienação da maior empresa do país, que já durava quase 7 anos. Lula nunca escondeu, antes, durante e depois da campanha, que retomaria os investimentos e o papel estratégico da Petrobrás no desenvolvimento nacional. Pensaram que era blefe. Era compromisso.

6) A Lava Jato, como recordou Lula, e a PGR de Rodrigo Janot atuaram sim sob comando (que chamavam de parceria) clandestino e ilegal do Departamento de Justiça e outros agentes dos Estados Unidos. Agiram como acusadores da Petrobras em processos e acordos que levaram a empresa a sangrar 4 bilhões de dólares, muito mais do que alegam ter “recuperado” para a estatal. Não é “lenda urbana”, senhor Magnoli, foi crime de lesa-pátria e é parte da história, registrada nos anais do STF. 

7) Nos processos contra corruptos que justificaram a existência da Lava Jato, praticamente todos foram soltos, não pelo STF, mas no balcão de delações em que Moro e Dallagnol vendiam alívio de penas em troca de acusações falsas para tentar envolver Lula. A sentença de morte recaiu sobre pelo menos 2 milhões de trabalhadores que perderam o emprego na indústria brasileira de engenharia, de óleo e gás, destruída pela Lava Jato, em benefício de seus concorrentes estrangeiros.

8) O que o Globo e seus colunistas sustentam é um negacionismo de encomenda e de interesses não muito bem ocultos. Será preciso outra Lava Jato e outro golpe contra o governo do PT para que não sejam, mais uma vez, desmentidos pelos fatos e pela tenacidade do povo brasileiro em construir um país soberano e um futuro melhor.

Fonte:  https://www.brasil247.com/midia/globo-e-seus-colunistas-pensam-que-a-petrobras-e-deles-mas-ela-e-do-povo-brasileiro-diz-gleisi

 

Brasil tenta criar ‘nova era de relações’ com a China, afirma analista


Chanceleres chinês e brasileiro, Mauro Vieira e Wang Yi, respectivamente, durante assinatura de acordo, em Brasília. 19 de janeiro de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 19.01.2024

© Foto / Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em um marco significativo para as relações bilaterais entre Brasil e China, um acordo sobre vistos de turismo e negócios foi formalmente assinado, ampliando a validade desses documentos de cinco para dez anos. A ação foi oficializada durante encontro entre os chanceleres dos dois países nesta sexta (19), em Brasília.

Esse desenvolvimento foi destacado pelo cientista político Rodolfo Marques, que enfatizou a importância da extensão do período de validade dos vistos como um ponto crucial nas relações bilaterais.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu seu homólogo chinês, Wang Yi, em Brasília, no contexto da quarta edição do Diálogo Estratégico Global, primeira reunião do mecanismo entre os dois países desde 2019.

Luiz Inácio Lula da Silva, Xi Jinping, Cyril Ramaphosa, Narendra Modi e Sergei Lavrov posam para uma foto do grupo BRICS durante a Cúpula do BRICS de 2023, no Centro de Convenções de Sandton em Joanesburgo. África do Sul, 23 de agosto de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 19.01.2024

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Ontem, 17:17

Fortalecimento de relações

À Sputnik Brasil, o doutor em ciência política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professor na Universidade da Amazônia (Unama) Rodolfo Marques destacou que a mudança não apenas simplificará os processos burocráticos, mas também promoverá um impulso nas possibilidades de turismo e negócios entre os dois países. Ele salientou que só em 2023, quase 40 mil chineses visitaram o Brasil, sublinhando a crescente interação econômica entre as nações.

“Essa ampliação do período de validade dos vistos é um ponto importante para fortalecer as relações entre os dois países”, explica o especialista.

Marques ressaltou que a extensão dos vistos é uma estratégia para fortalecer as relações, especialmente após as tensões durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Essas negociações bilaterais são importantes. Durante o governo Jair Bolsonaro, foram criadas muitas barreiras e fortalecidos muitos ruídos entre o governo brasileiro, entre o Itamaraty, e, posteriormente, em relação ao governo chinês, o governo daquele país asiático. E, agora, o governo Lula tenta reforçar as relações e, ao fomentar o fluxo entre brasileiros e chineses nos dois países, acaba sendo um ponto importante para impactar diplomaticamente e comercialmente as nações”, sublinha.

Conflitos em pauta

Wang Yi e Mauro Vieira - Sputnik Brasil, 1920, 19.01.2024

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Durante a reunião, os ministros trataram de questões econômico-comerciais, de segurança na Faixa de Gaza e na Ucrânia, sobre as mudanças do clima e a facilitação do trânsito de pessoas. “A China é o maior parceiro comercial do Brasil, destino de 30% das exportações brasileiras e grande investidor no país”, destacou o Itamaraty.

Também foi lançado o logotipo elaborado conjuntamente para celebrar a comemoração dos 50 anos das relações diplomáticas sino-brasileiras.

“Lançamos o símbolo do aniversário de 50 anos das relações diplomáticas, que será comemorado em 15 de agosto. Esse importante marco ensejará uma série de eventos políticos, acadêmicos e culturais, promovidos conjuntamente por China e Brasil ao longo de 2024″, declarou Vieira.

Parceria comercial em ascensão

Diego Pautasso, doutor em Ciência Política pela UFRGS, reforçou a importância da China como parceira comercial desde 2009, representando quase um terço das exportações brasileiras. Ele destacou que a facilitação burocrática, incluindo a tramitação online e a flexibilidade nos prazos, é crucial para viagens, estudos e negócios, contribuindo para o fortalecimento das relações bilaterais.

“Seja para viagem, seja para estudos, seja para negócios, seja a tramitação desburocratizada on-line, sem precisar recorrer aos grandes centros, tudo isso são facilitadores, assim como uma maior flexibilidade dos prazos, tendo em vista que o potencial das relações do Brasil com a China é de aumento”, reverbera.

Pessoal da Marinha é visto a bordo do navio de desembarque BRP Tarlac na costa da Ilha Calayan, Cagayan, em 30 de junho de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 19.01.2024

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Ele sinalizou, ainda, que com a flexibilidade proporcionada pelos vistos estendidos, espera-se que cidadãos de ambos os países possam participar mais ativamente de eventos, negócios e intercâmbios, consolidando ainda mais os laços sino-brasileiros.

Brasil retoma uma nova era de ‘boa vizinhança’

O analista Rodolfo Marques conclui que, embora distante geograficamente, “o Brasil retoma uma nova era de boa vizinhança e de boas relações entre os dois países”.

“O Brasil tenta restaurar esta nova etapa, criar uma nova era de relações entre os dois países […] relações essas que ficaram muito danificadas durante o governo Bolsonaro aqui no Brasil”, finaliza.

Laços estratégicos para além dos vistos

Marcela Franzoni, professora de relações internacionais e pesquisadora, destaca a relevância econômica como o cerne para o governo brasileiro no acordo com a China. Ela ressalta a tentativa de ampliar relações após um período conflitivo, citando a visita calorosa de Lula à China no ano passado. Franzoni destaca que a China é a maior parceira comercial do Brasil, líder em investimentos estrangeiros e fundamental para o superávit do comércio exterior.

“Dentre as áreas prioritárias, a gente pode destacar a questão do comércio da agricultura, da questão agrícola. Mineração e a inovação, principalmente no setor aeroespacial, que é uma temática importante, que já tem uma cooperação histórica com a China, mas também do ponto de vista dos carros elétricos, que estão chegando bastante forte aqui no Brasil com investimentos chineses”, detalha.

Além dos aspectos econômicos, Franzoni ressalta a importância do apoio chinês nas reformas institucionais multilaterais, incluindo a histórica demanda brasileira pela reforma do Conselho de Segurança da ONU. O Brasil busca o suporte chinês em temas como cooperação para o desenvolvimento, combate à pobreza, desigualdade e questões ambientais, visando ocupar espaço na presidência do G20 e contando com o respaldo chinês para as demandas políticas brasileiras.

“O grande desafio para o Brasil dentro desse cenário é aproveitar as relações com a China de um ponto de vista em que a gente consiga diversificar as relações dentro da questão econômica. Ou seja, nossa pauta para a China ainda é uma pauta muito primarizada, voltado para produtos de baixa intensidade tecnológica ou mesmo produtos vinculados à agropecuária”, sugere.

Reunião a portas fechadas com Lula

Após o encontro com o chanceler Mauro Vieira, o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, se encontrou com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, em uma base da Força Aérea Brasileira em Fortaleza, no Ceará. A reunião foi a portas fechadas e não foram divulgados detalhes sobre a conversa entre os dois.

Encerrada a visita de dois dias ao Brasil, Wang Yi se dirige, agora, para a Jamaica, no Caribe.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Isenção tributária dada por Bolsonaro a pastores causou impacto de R$ 300 milhões aos cofres públicos, diz TCU

Receita Federal suspendeu nesta semana a norma do governo Bolsonaro que concedeu isenção de impostos sobre salários pagos a líderes religiosos

TCU e Bolsonaro
TCU e Bolsonaro (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado | Alan Santos/PR)

247 - Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que a União deixou de arrecadar aproximadamente R$ 300 milhões devido a um ato editado durante o governo Jair Bolsonaro (PL), que ampliou a isenção de impostos sobre salários pagos a líderes religiosos, especialmente pastores evangélicos. O montante refere-se a um estoque de dívidas que está sendo questionado administrativa e juridicamente por instituições religiosas com base na norma.

Segundo o jornal O Globo, o relatório sigiloso do TCU, datado de dezembro de 2023, destaca que a Receita Federal calculou a cifra levando em conta valores com "exigibilidade suspensa" ou "parcelada" entre os anos de 2017 e 2023. "Ainda de acordo com a RFB (Receita), os valores envolvidos que estão suspensos ou em cobrança somam um total de aproximadamente R$ 300 milhões, sendo que quase R$ 285 milhões estão com exigibilidade suspensa", diz um trecho do documento, de acordo com a reportagem. 

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Além disso, a auditoria do TCU recomenda a abertura de uma sindicância contra o ex-secretário da Receita, Julio Cesar Vieira Gomes. Os técnicos do TCU argumentam que ao conceder benefícios fiscais "sem observar as formalidades legais ou regulamentares", o ex-secretário pode ter incorrido em "infração disciplinar e potencial ato de improbidade administrativa". >>> Receita suspende isenção tributária sobre salários de religiosos 

O relatório destaca que a medida concedida pela gestão Bolsonaro, às vésperas das eleições presidenciais, carece de exposição de motivos que justifiquem sua edição e não seguiu o rito das normas baixadas pela Receita. A abertura de um processo contra Gomes está em análise pelo plenário do TCU. Gomes já foi investigado sobre tentativas de liberar joias sauditas que deveriam ser incorporadas ao patrimônio da União, mas que Bolsonaro tentou se apropriar, e que acabaram retidas pela Receita no aeroporto de Guarulhos.  

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O benefício concedido pela gestão Bolsonaro, assinado por Julio César Vieira Gomes, às lideranças religiosas levou a uma isenção fiscal que agora está sendo revista. A partir de agora, os valores pagos por igrejas a pastores e por instituições vocacionais voltam a ser considerados remuneração direta, exigindo o pagamento das contribuições previdenciárias. 

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Os auditores da Receita entendiam internamente que a prebenda era usada para distribuir valores de remuneração sem o pagamento de contribuição previdenciária, o que levava a autuações. O ato do governo Bolsonaro declarava que o pagamento de valores diferenciados não caracterizava esses valores como remuneração sujeita à contribuição.  

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A decisão recente assinada pelo secretário da Receita, Robinson Barreirinhas, atendendo a uma recomendação do Ministério Público junto ao TCU, revoga essa isenção fiscal. O TCU, porém, informou que o caso está sob análise e que se manifesta apenas por acórdãos ou decisões monocráticas.

Fonte:  https://www.brasil247.com/economia/isencao-tributaria-dada-por-bolsonaro-a-pastores-causou-impacto-de-r-300-milhoes-aos-cofres-publicos-diz-tcu

 

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

ICL Notícias - 17/01/2024

Receita suspende isenção tributária sobre salários de religiosos

 

Benefício foi concedido no governo Bolsonaro às vésperas da eleição de 2022

Receita Federal
Receita Federal (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O Secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, revogou uma decisão do governo Bolsonaro que havia instituído a isenção tributária sobre os salários de ministros de confissão religiosa, a exemplo dos pastores, informa o g1. A medida, contida no Ato Declaratório Interpretativo, foi promulgada por Julio César Vieira Gomes pouco antes das eleições de 2022 - Julio César esteve envolvido na tentativa de liberação das joias presenteadas a Bolsonaro e apreendidas pela Receita.

A concessão da isenção aos líderes religiosos foi considerada atípica, uma vez que não passou pela avaliação da subsecretaria de tributação da Receita Federal. Paralelamente, o Tribunal de Contas da União estava conduzindo uma investigação sobre o procedimento adotado por Julio César.

Fonte:  https://www.brasil247.com/economia/receita-suspende-isencao-tributaria-sobre-salarios-de-religiosos

Forças Armadas gastam 85% de seu orçamento com salários e benefícios de militares

 Em 2023, as Forças Armadas gastaram quatro vezes mais com o pagamento de pensão militar do que com investimentos

(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil | Pixabay)

247 - As Forças Armadas gastaram 85% de seu orçamento de 2023 com o pagamento de pessoal, impulsionado pelas despesas crescentes com militares da ativa, inativos e pensionistas, e apenas 5% de suas despesas foram voltadas para investimentos (R$ 5,8 bilhões) e 10% para custeio (R$ 11,3 bilhões).

Segundo a Folha de S. Paulo, “as Forças Armadas gastaram quatro vezes mais com o pagamento de pensão militar (R$ 25,7 bilhões) do que com investimentos — cenário que deve ser amenizado com o novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que destinou R$ 52,8 bilhões para projetos de Defesa até 2030”.

Para efeito de comparação, o perfil geral do gasto de defesa dos 29 países-membros da Otan é diferente da despesa brasileira. Somente nove países da aliança militar possuem o orçamento consumido por pessoal igual ou superior a 50% e só 3 países (Portugal, Canadá e Bélgica) gastam menos de 20% com investimentos.

Em 2023, as Forças Armadas brasileiras gastaram R$ 32,4 bilhões com o pagamento de salários dos militares da ativa e R$ 31,2 bilhões com o pessoal da reserva e reformados. A despesa é puxada pelo Exército, Força com maior efetivo, que consumiu R$ 47,3 bilhões em gastos com pessoal.

O Exército possui cerca de 212 mil militares na ativa e 145 mil inativos. Outros 112,8 mil são beneficiários de pensões militares —sendo 3.734 familiares de marechais. O último militar da Força a alcançar essa patente foi Waldemar Levy Cardoso, morto em 2009.

A Força tem, desde 2019, investido em um plano de redução de efetivo, que baixou em 9.017 o número de militares na ativa até 2023. "O Exército cumpre integralmente o seu planejamento de racionalização [...], o que se traduz efetivamente na redução anual do seu contingente em 10% até o ano de 2029", diz a instituição, em nota. O Exército ainda afirmou que outras medidas, adotadas após uma lei de 2019, têm reduzido seus custos, como o aumento do tempo de serviço dos militares de 30 para 35 anos, a redução do rol de dependentes e a limitação de direitos econômicos decorrentes de pensões militares.

Na Marinha, a redução do efetivo foi de quase 5 mil militares de 2018 a 2023 —queda de 6%, de 80.485 militares para 75.482. "[A Força] empreende, permanentemente, esforços para aprimorar sua gestão de recursos humanos, por meio de uma readequação planejada e equilibrada em seu efetivo, a fim de aumentar sua eficiência e desonerar os custos para o Estado brasileiro", diz.

A Aeronáutica mantém o menor efetivo, com 67.605 militares ativos, sendo que o grupo é dividido quase pela metade por pessoal de carreira e temporários. "Além da redução da folha de pagamento anual, buscou-se economia com promoções hierárquicas, com movimentações, ocupação de Próprio Nacional Residencial, número de inativos e pensionistas e de usuários do sistema de saúde da Aeronáutica", afirma a Aeronáutica sobre a política de aumentar o número de temporários.

As medidas, porém, ainda não tiveram capacidade de modificar o perfil do gasto das Forças Armadas. Para reverter o cenário de baixos investimentos, os comandantes Marcos Olsen (Marinha), Tomás Paiva (Exército) e Marcelo Damasceno (Aeronáutica) passaram a defender a aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para garantir que o orçamento do Ministério da Defesa seja fixado em 2% do PIB.

O percentual foi definido com base na meta orçamentária estipulada pela Otan para seus 29 países-membros. Apesar disso, somente 7 nações que integram a organização militar ocidental alcançaram os patamares desejados: Grécia (3,54%), Estados Unidos (3,46%), Lituânia (2,47%), Polônia (2,42%), Reino Unido (2,16%), Estônia (2,12%) e Letônia (2,07%). 

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/forcas-armadas-gastam-85-de-seu-orcamento-com-salarios-e-beneficios-de-militares

O mundo como ele é - Genocídio na Palestina levou Israel e EUA ao impasse

sábado, 13 de janeiro de 2024

BYD pretende produzir lítio e baterias elétricas no Brasil

 

Anúncio foi feito pelo presidente do conselho da empresa, Alexandre Baldy

PF prende o Secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy 6 de agosto de 2020
PF prende o Secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy 6 de agosto de 2020 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 – A empresa chinesa BYD anunciou planos de verticalizar sua produção de veículos elétricos no Brasil, abrangendo desde a exploração e beneficiamento do lítio até a fabricação de baterias, ônibus e automóveis. O presidente do Conselho da BYD Brasil, Alexandre Baldy, afirmou em entrevista à agência epbr que a intenção é transformar o Brasil em um hub regional na América Latina para a empresa. Essa estratégia está alinhada com as recentes decisões do governo federal, como o programa Mover e a volta da taxação de veículos elétricos importados. A aprovação do Congresso Nacional para a manutenção dos incentivos fiscais para o setor automobilístico no Nordeste até 2032 também influenciou a decisão de investimentos da BYD na Bahia. A empresa planeja investir R$ 3 bilhões em um complexo fabril em Camaçari (BA), assumindo a antiga fábrica da Ford, para a produção de veículos elétricos e processamento de minerais críticos.

A estratégia da BYD no Brasil difere de suas práticas em outras partes do mundo, incluindo o híbrido flex a etanol em seu portfólio. Alexandre Baldy destacou a importância das políticas públicas coordenadas pelo governo federal para estimular os investimentos locais, como a reforma tributária e o programa Mover. A empresa enxerga de maneira positiva essas iniciativas, mesmo diante do retorno gradual da taxação de veículos elétricos importados.

A BYD também está estudando investimentos na exploração de lítio e outros minerais no Brasil, com foco nos estados de Minas Gerais e Bahia. Alexandre Baldy ressaltou a estratégia agressiva da empresa para dominar o mercado brasileiro de veículos eletrificados, destacando que 2023 foi marcado pelo sucesso de vendas do modelo BYD Dolphin Plus. A empresa planeja lançar novos modelos de carros híbridos e elétricos nos próximos anos, com investimentos previstos na ampliação da fábrica de baterias em Manaus e na produção de ônibus elétricos em Campinas.

Fonte:  https://www.brasil247.com/economia/byd-pretende-produzir-litio-e-baterias-eletricas-no-brasil