terça-feira, 25 de maio de 2021

Matéria de Capa | O deserto verde | 07/10/2017

O GRANDE SEGREDO ESCONDIDO NO APÓCRIFO CÓDIGO DE ISAÍAS

Comprovado: taxa de infecção por Covid-19 é maior nos municípios onde Bolsonaro teve mais votos em 2018


Quadros que relacionam votação de Bolsonaro em 2018 e taxas de disseminação da Covid-19 mostram que quanto maior a taxa de votos, maior a taxa de infecção

25 de maio de 2021, 09:03 h Atualizado em 25 de maio de 2021, 09:12

(Foto: Alan Santos/PR)

247 - O jornalista Ricardo Mendonça, do Valor Econômico, comprovou em reportagem publicada nesta terça-feira (25) que existe uma uma correlação direta entre o bolsonarismo e os casos de covid-19 no Brasil. No conjunto dos 5.570 municípios brasileiros, quanto maior o percentual de votos de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, maior tem sido a taxa de infecção pelo coronavírus. Quanto menor a adesão eleitoral de Bolsonaro nos municípios, menos frequentes são os casos de covid-19.

O estudo foi feito por Mendonça com o cruzamento dos dados do Painel Coronavírus do Ministério da Saúde e o Repositório de Dados Eleitorais do TSE.

Veja três quadros que o jornalista Ricardo Mendonça organizou. O primeiro mostra a relação entre a taxa de votação de Bolsonaro nos 5.570 municípios do país e a taxa de disseminação da Covid-19 por 100 mil habitantes; no segundo, os casos de Covid-19 nos municípios onde Bolsonaro teve mais votos: no terceiro, os casos da doença nos municípios onde Bolsonaro teve menos votos:

votos-covid

maior-votos

menor-votos

Fonte: https://www.brasil247.com/coronavirus/comprovado-taxa-de-infeccao-por-covid-19-e-maior-nos-municipios-onde-bolsonaro-teve-mais-votos-em-2018-4jtkok4k

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Tive que mudar em função da pandemia

Queria mesmo era está no meu sítio, cuidando do meu pomar, curtindo meus passeios de quadricíclo na praia, nas lagoas e ao invés disso eu estou no meu refúgio contra vírus e direto no computador

terça-feira, 18 de maio de 2021

Tempos bons no Cavalo Bravo

por Jacinto Pereira

Pode ser uma imagem de ao ar livre e árvore

Foto de Maria José

Esta era a casa de farinha de meu tio e padrinho de crisma, Manoel Raimundo Brandão, mais conhecido como Manoel Valdo, irmão mais novo de meu pai. Esta é a segunda que ele construiu, a anterior funcionou até mais ou menos 1975. Ele já faleceu, mas sua esposa, minha madrinha Isaura, está viva. Ela já completou 103 anos e continua lúcida. Nesta casa de farinha havia muita animação a partir de junho, quando começavam as farinhadas, não só do meu padrinho, mas também de alguns de seus amigos, pois poucas pessoas da comunidade possuíam um aviamento(como era também chamado) assim. Os arrancadores de mandioca, as raspadeiras de mandiocas, o prenseiro( que era responsável por secar a massa da mandioca antes de torrar para fazer a farinha), e o forneiro( responsável por  torrar a massa no forno de fazer farinha e  tapiocas). A tarde ficava mais movimentada em função das tapiocas e beijús, que eram feitos após o forneiro tirar a última fornada de farinha. Na hora que ficavam prontas as primeiras tapiocas ou beijús, já se começava a saborear as mesmas. Quando serrava as mandiocas, sobravam pequenos pedaços que se denominavam de crueiras. Depois de terminadas as confecções das tapiocas, o forno já estava mais frio e aí era hora de secar a goma(porvilho) tirada da massa lavada provenientes das mandiocas. Por último se colocava no forno, as crueiras retirada da maasa na hora da peneiragem da maça já enxuta na prensa. Depois de secar as crueiras, já se limpava o forno para receber massa na madrugada seguinte, pois o forneiro começa seu dia por volta das quatro horas aquecendo o forno com lenha de madeira seca. Geralmente quem secava a goma e as crueira, era o dono da farinhada ou outra pessoa da família. Até os anos setenta ou oitenta em alguns casos, não se usava motor ou forrageira para serrar as mandiocas, isso era feito num dodete( uma tora de madeira onde se colocava pedaços de serra,também chamados de tariscas) movimentado pala força de dois homens fortes, que sempre os mesmos que arrancavam as mandiocas.  

Projeto de Bolsonaro de tirar crianças da escola avança

Foto: Will Shutter/Câmara dos Deputados

Com as atenções do Congresso voltadas para a CPI da Covid, deputados da base do governo tem conseguido fazer passar na Câmara dos Deputados projetos da agenda bolsonarista que ficaram parados nos dois primeiros anos deste governo. Depois da flexibilização das regras para o licenciamento ambiental, agora é o homeschooling, o ensino domiciliar, que está prestes a ser votado.

O projeto de lei que libera a modalidade será votado nesta terça-feira em regime de urgência na Comissão de Constituição e Justiça. Ele já recebeu parecer favorável da relatora Greyce Dias (Avante-MG).Se aprovado, vai direto para o plenário, sem passar pela comissão de Educação.

A manobra que permitiu tirar da gaveta o texto que estava havia dois anos parado foi executada pela presidente da CCJ, Bia Kicis (PSL-DF). De autoria da própria Bia e suas colegas de partido Chris Tonietto (PSL-RJ) e Caroline de Toni (PSL-SC), o projeto tramitava junto com outro, sobre o mesmo tema, que pelo teor tinha que ser analisado na Comissão de Educação.

Mas Kicis fez algo incomum e desvinculou um texto do outro, para que a tramitação da proposta dependesse apenas da CCJ e chegasse mais rápido ao plenário, driblando a resistência da bancada da educação.

Em 2018, o Supremo Tribunal Federal julgou que o ensino domiciliar não é permitido no país – mas entendeu que a prática não é inconstitucional. Isso significa que, se for regulamentada por novas leis aprovadas no Congresso, ela pode ser realizada.

O texto das bolsonaristas altera apenas um artigo do Código Penal – o 246, que classifica como crime de abandono intelectual passível de prisão deixar de prover educação aos filhos em idade escolar. Por isso, Bia Kicis argumentou que sua análise deveria ser exclusivamente jurídica e separou os projetos que tratam do mesmo assunto.

A deputada diz que seu texto apenas descriminaliza o ensino domiciliar. “Muitos pais que fazem o homeschooling são alvos de perseguição. Há notícias de ações criminais movidas por agentes políticos e o Ministério Público por motivos ideológicos.”

Na prática, porém, o que o projeto faz é liberar o ensino doméstico. E, para as entidades do setor, o faz da pior forma, sem regulamentá-lo. “Ele cria um problema gigantesco, porque não estabelece mecanismos de monitoramento e fiscalização do Estado. As famílias nem precisarão seguir a base nacional curricular. Se uma família decidir ensinar o criacionismo no lugar da teoria da evolução, ela poderá” diz Lucas Hoogerbrugge, líder de relações governamentais da ONG Todos pela Educação.

“Além disso, um dos papeis do Estado é proteger as crianças da própria família se for o caso. Por isso existem os conselhos tutelares e uma série de equipamentos de proteção social às crianças. Pode acontecer das famílias não oferecer educação nem domiciliar e nem escolar, ou seja, o abandono intelectual”, segue Hoogerbrugge.

Antes de a proposta de Bia Kicis ser separada das outras, o texto conjunto recomendava que o ensino domiciliar fosse vinculado a instituições de ensino que fariam supervisões periódicas do aprendizado dos estudantes através de tutores. Seria uma forma de afastar a hipótese de abandono intelectual, porque caracterizaria uma orientação formal.

A proposta vinha sendo defendida nos bastidores pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Mas Kicis atropelou essa articulação e passou seu projeto na frente.

O empenho das deputadas pelo homeschooling tem a ver com uma ideia muito forte entre os bolsonaristas de que as famílias devem ter a “primazia na educação das crianças”. É uma reação ao que chamam de “doutrinação de estudantes nas escolas”. O ensino doméstico também é defendido pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro, e a ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves, representantes dos setores evangélicos no governo.

Já os especialistas em educação afirmam que essa imersão familiar é justamente um dos pontos fracos do homeschoooling. “No ensino domiciliar, o aluno tem menos acesso à pluralidade no aprendizado e a exposição ao contraditório”, elementos cruciais para a formação do senso crítico, diz Hoogerbrugge.

Outra crítica dos especialistas é o Congresso dar prioridade a esse tema num momento em que alunos e professores de todo o Brasil enfrentam graves desafios causados pela pandemia da Covid-19, em especial pelas interrupções no funcionamento de escolas e as disparidades no acesso às aulas remotas.

“No Congresso há um espaço limitado para o debate de propostas em cada setor. (A discussão do homeschooling) acaba drenando a energia de outros temas fundamentais, como o protocolo seguro de retorno às aulas presenciais e outros projetos que já estão tramitando no Congresso”, afirma o representante do Todos pela Educação.

O Globo

Fonte: https://blogdacidadania.com.br/2021/05/projeto-de-bolsonaro-de-tirar-criancas-da-escola-avanca-2/